29 de março

nem filhos, nem desfilhos apenas…

por hilan diener

{dicas de etiqueta para não-pais}

esse final de semana fomos a um grande evento, para ser mais específico um casamento. obviamente, numa celebração dessas são convidadas milhares de pessoas, parentes, amigos, conhecidos. uma fauna de homo sapiens. aí já viu, né? onde tem muita gente reunida há sempre vários protocolos, posicionamentos, comportamentos e culturas diferentes fora e dentro de cada um.

e quando o assunto é criação de filhos e condutas paternas, então, o bicho pega. esclarecendo que não vou nem entrar no assunto como ir ao um casamento com crianças e sobreviver, porque este post não tem esse objetivo e sim fazer uma catarse dar dicas de comportamento para os seres humanos que ainda não são pais em ambientes em que os pequenos estão presentes.

aviso: não tenho nada contra quem não tem filhos e nem acho isso demérito. parafraseando o agnaldo timóteo, não acho  nem melhores nem piores, apenas diferentes. mas são nessas diferenças que moram o perigo. lembro que antes deu ser pai, não entendia várias coisas desse mundo desconhecido da paternidade. era um entusiasta, mas não tinha vivido a experiência na prática. muitas vezes via uma criança fazendo birra/escândalo ou outras situações embaraçosas e pensava que os pais não tinham pulso firme ou que as crianças eram mal educadas e mimadas. depois que o benjoca nasceu percebi que o buraco é bem mais em baixo.  sei que o mundo não gira em torno do meu filho e de seus cuidados e nem quero isso, mas seria melhor para todos se algumas etiquetas fossem levadas em consideração. 🙂 por isso, segue abaixo algumas dicas para você que é um tio/tia bacana:

1) não alimente o bebê

sabe quando você vai no zoológico e tem aquela plaquinha “não alimente os animais” então, ela deve estar ali por um propósito né? afinal os animais tem uma dieta especial e um série de restrições, pois são seres diferentes da gente, com as kiança não é diferente.  então  se você for dar alguma coisa para o filho de alguém pergunte ao pai da criança se você pode dar o petisco, no máximo você vai ouvir um não como resposta.

2) porque tão barulhento?!

até os mais paquidermes dos pais, aprendem com o passar do tempo a se tornar um ninja silencioso, afinal sabemos como é difícil a tarefa de fazer um bebê dormir. então para os não pais,  é sempre bom e prudente checar se há no recinto uma mãe ou pai desesperado(a) tentando fazer seu filho(a) dormir. muitas vezes um barulho mais brusco ou um toque de celular escandaloso leva embora todo o trabalho de horas de ninação.

3) eu também não gosto quando ele chora

você está no restaurante, no cinema, no parque sei lá onde e fica incomodado porque minha criança está se esgoelando de chorar (o pai morrendo de vergonha) sei lá por qual motivo, saiba que eu também não gosto disso. se ela está chorando é por que tem algo acontecendo e se ela ainda não parou e eu não estiver dentro de um avião, prometo sair do ambiente. tá?

4) hora crítica

todas as crianças tem um reloginho biológico muito preciso, chega uma hora do dia que ela dá sinais de esgotamento e cansaço. aqui em casa é mais ou menos entre 19 e 20h da noite.  nesse horário fica quase impossível fazer algum programa com o pequeno, a melhor coisa a fazer é dar sua janta depois banho, mamada e finalmente dormir, também conhecido como capote. porque ele apaga de verdade.  então durante esse horário fica bem complicado sair para um evento, receber gente em casa e até mesmo atender o telefone, não é exagero. depois que ele capotar pode até sapatear no chão!

5) fumaça do mal

não fume perto do meu filho. se você quer ter câncer no pulmão, o problema é seu. a criança não tem nada a ver com isso.

6) armas brancas

essa é para os garçons que insistem em colocar copos de vidro ou taças de cristal na frente da cria sentadinha no cadeirão do restaurante ou então todo o conjunto de facas e garfos super afiados. alou??? seu josé, você está fazendo isso errado.

7) eu era um ótimo pai até virar um

minha experiência com os sobrinhos antes de me tornar pai foi bem bacana e divertida. pude aprender várias coisas com eles. principalmente para entender que os julguei precipitadamente. achava erroneamente que os seus pais estavam errados e que em muitas situações eu poderia ser um pai melhor ou mais instruído. quanta pretensão!  hoje com o benjamin, vejo o quanto eu pago a língua. não é nem um pouco fácil educar, cuidar, manter um filho no mundo, por isso pessoas sem filhos, tenham mais paciência e compaixão com os paizinhos a grande maioria está tentando fazer o seu melhor, mas nem sempre é fácil.

com certeza ficou faltando alguma coisa, comente!

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categorias: erros comuns, pai feito, para papais

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52 Comments »

  1. Adorei o post!
    Super verdadeiro, espontâneo e consciente.
    Exemplo para muitos pais. Parabéns!
    Certeza que aprender c a experiência é mto valioso!!!!!
    E fazer bom uso é melhor ainda.
    Obrigada pelo compartilhar.
    (:

    Comentário by mundodovictorhugo — março 29, 2012 @ 10:58 am

  2. obrigado 🙂

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 2:37 pm

  3. Bah.. adorei.. este chapéu caiu mais que perfeito na minha cabeça. Ainda não tenho filhos, e tenho este defeito horroroso de julgar e falar que comigo vai ser diferente!! hehehe… ta bom, tá dada a dica.. vou ficar mais ligada daqui pra frente!! Sério.

    Comentário by Sheila Rotth — março 29, 2012 @ 11:04 am

  4. sheila a primeira versão do post era bem agressiva, a luiza me deu um toque para mudá-lo, afinal de preconceitos e birras o mundo tá cheio né?

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 2:38 pm

  5. amay, vou compartilhar no feicibuqui!

    beijao

    Comentário by Carol — março 29, 2012 @ 11:54 am

  6. why so legal? valeu carol! obrigado

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 2:39 pm

  7. Hilan, sabe o quê eu mais detesto, é quando a criança tá chorando sei lá por que (manha, birra, vontade de se expressar… ) e ai chega alguém e fala pra mim: " Ele deve estar com fome" ou "Ele não está com sede?" . Tipo, será que as pessoas não acham que a gente já tentou de um tudo antes de desistir e deixar o bebê chorar mesmo?????

    Comentário by Avassaladora — março 29, 2012 @ 12:23 pm

  8. eu tb acho bem chato. as pessoas adoram dar comida para crianças, mas pagar a conta do supermercado ninguém quer.

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 2:39 pm

  9. otimoo hahahahahahaha!!!! e quando falam que tem que dar para criançaa não aguar…. nossa o sangue sobe e dá vontade de esganar um, um não todos da corja!

    Comentário by Thais — março 29, 2012 @ 3:38 pm

  10. Me irrita quando dizem: ela ta chorando!!! Jura? Nem tinha ouvdo ¬¬
    haha

    Comentário by Aline Ricardi — abril 2, 2012 @ 6:08 pm

  11. Adorei, adorei e adorei!
    O bom é saber que os não pais, um dia vão virar pais….aí eles entendem aprendem, pagam a língua, se escondem debaixo da mesa!! hehee..adorei..ótimo seu post!!

    Comentário by fernanda — março 29, 2012 @ 12:23 pm

  12. Hahahaha, Atencao para as armas brancas, seu Jose! Por nossa senhora protetora dos child friendly!
    E a faca que fica perto da crianca eh sempre aquela de cortar picanha, pode reparar.
    Beijas, casal!

    Comentário by piscardeolhos — março 29, 2012 @ 12:50 pm

  13. baby beef hahahaha

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 2:33 pm

  14. Amei o post!!! Realmente é isso. Acrescentaria aos Tios que não sacudisse o bebe ou brinca-se de chacoalhar após terem comido, porque com certeza vai rolar uma golfo enoooorme kkkkk e muitas vezes eu acho é pouco. kkkkkk O problemas é depois ter que acalmar o criança. bjokas

    Comentário by Alba Mendes — março 29, 2012 @ 1:40 pm

  15. obrigado. depois sobra tudo pra gente. não é?

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 2:40 pm

  16. Excelente post! Fomos a um casamento no sábado passado e praticamente todas as situações descritas aconteceram por lá. The próxima vez vou levar teu post em forma de folder e distribuir para os nonsense. 😀

    Comentário by Cristiane Cadore — março 29, 2012 @ 2:48 pm

  17. Excelente post! Fomos a um casamento no sábado passado e praticamente todas as situações descritas aconteceram por lá. Da próxima vez vou levar teu post em forma de folder e distribuir para os nonsense. 😀

    Comentário by Cristiane Cadore — março 29, 2012 @ 2:53 pm

  18. vou vender o folder aqui no blog… mentira. verdade. acho que vou. mentira.

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 2:56 pm

  19. Verdade! Quero os royalties pela "grande" idéia!

    Comentário by Cristiane Cadore — março 29, 2012 @ 3:39 pm

  20. Hilaaaaan! Vende sim! hahahaa eu apoio!

    Comentário by Irina Nina — abril 2, 2012 @ 12:23 pm

  21. apenas… Agnaldo Timóteo! HAHAHAHAHAHAHA
    (eu teria medo do Agnaldão criando filhos, by the way. mas isso não tem nada a ver com o post, que por sinal está ó-te-mo. Vou imprimir para sacar da bolsa nas horas críticas…)
    beijo!

    Comentário by Mari BZ — março 29, 2012 @ 2:59 pm

  22. bora colocar o selo da OMS no folder?

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 3:03 pm

  23. voltei.

    tava rindo aqui sozinha de uma pessoa querida da minha familia, mas que já fez uma coisa meio louca comigo/com o Lucas várias vezes, visualize: to sacudindo levemente (ou nao) o bebe no colo, tentando fazer dormir. Daí a pessoa para na minha frente e pergunta "tá fazendo dormir?", eu, quase sem som na voz "sim". A pessoa olha pro Lucas e capricha no gestual e na voz bebezística: "óóóóóin, neném tá indo nanar, é? NhóNhöNháNháNhá (e demais vocábulos nhónhó)". Obviamente, o bb que já tava todo prostadinho a essa altura do campeonato deu um duplo twist carpado no meu colo de tanto estímulo.

    Ai ai.

    Comentário by Carol — março 29, 2012 @ 3:03 pm

  24. carol você voltou! que legal! tava sozinho aqui. hahahaha

    Comentário by HilanDiener — março 29, 2012 @ 3:06 pm

  25. Cabe etiqueta aos pais tbém, por exemplo qdo casei passei mais de um ano organizando e pagando a festa, para que na filmagem da cerimonia mesmo com toda a edição se ouvisse uma criança berrando (isso pq eu num convidei nenhuma criança), qdo eu dizia q num queria criança no meu casamento todos me diziam que qdo eu tivesse filhos eu iria ver como é doido ter os filhos excluidos…
    Dai que eu tive um filho e continuo achando o fim levar criança em casamento, qdo tenho um convite e num tenho com quem deixar meu filho eu simplismente fico em casa, afinal a mãe sou eu e não a noiva que está realizando um sonho, toda vez q vou a um casamento fico imaginando meu filho puxando a toalha, querendo pegar os talheres, ficar correndo no meio das mesas e se duvidar fazendo o fundo de berros rsrs
    Outra coisa sobre o sono, se é hora do meu filho dormir agente corre p casa, num deixo fazer barulho em casa qdo ele ta p dormir, mas num posso fazer os outros ficarem quietos onde num é lugar dele dormir
    Filhos pequenos alteram e privam a vida social, mas essa foi a minha escolha e não a dos outros

    Comentário by Carina — março 29, 2012 @ 10:46 pm

  26. Nossa Carina, eu concordo com vc em grande parte do que vc escreveu. Mas acontece que as vezes, é o casamento do seu irmão, da melhor amiga, da cunhada, e não da simplesmente para não ir. Já deixei de frequentar eventos sociais tantas vezes que já perdi as contas, mas não tem jeito. Vez ou outra vai acontecer, e contar com um pouco de compaixão dos não-papis ajuda muito. Posso garantir que boa parte dos pais e mães não gostaria que seu filho estragasse um evento desse tipo, mas tb não dá para ficar em casa pra sempre né?! Acho que as regras de etiqueta do Hilan são excelentes, e refletem bem o pensamento de quando ainda não éramos pais. Acho que todo mundo já passou por pelo menos uma situação da qual ele comenta. Não custa nada refletir! =D

    Comentário by Dalila Freitas — março 30, 2012 @ 3:22 pm

  27. Concordo que tem vezes que num tem como não ir, mas nessas ocasiões o jeito é num contar com a compaixão dos outros, tem gente que num tem filho e é ótimo para entender e ajudar nas situações com filhos e tem gente que tem filhos e são os piores do mundo, tipo meu filho sempre dormiu em meio a boate o seu ta de frescura rsrs
    Acho que num dá p culpar os outros pelos imprevistos com os filhos, se a decisão é sair o jeito é aproveitar e num se estressar e nem cobrar… bju

    Comentário by Carina — março 30, 2012 @ 10:11 pm

  28. querida acho que você está exagerando um pouco. nem tanto ao mar e nem tanto a terra né?

    Comentário by HilanDiener — março 30, 2012 @ 3:23 pm

  29. Acho o exagero seu, quando levamos os filhos a selva dos adultos temos que encarar a vida como ela é, num tem como sair na chuva e pedir p ela não molhar, se der sorte bem, se num der foi o risco…

    Comentário by Carina — março 30, 2012 @ 10:06 pm

  30. carina, a minha intenção foi chegar num meio termo para os dois lados. afinal somos adultos e não moramos mais no meio da selva, tudo pode ser aprendido e tolerado. podemos sair na chuva e levar um guarda chuva né?, porque somos inteligentes e o inventamos o dito cujo pra isso. vamos ser tolerantes e aprender com as diferenças né?

    Comentário by Hilan Diener — março 30, 2012 @ 10:19 pm

  31. eu acho assim: nem dá pra querer que o mundo mude porque temos um filho pequeno e nem dá pra isolar os filhos do mundo porque ele é cruel e implacável.

    existem situações em que precisaremos expor nossos filhos a certas situações. é a chance de ensinarmos algumas coisas para ele e de aprendermos tantas outras.

    o tal casamento, por exemplo, foi o casamento da minha mãe. por nada no mundo eu deixaria de ir ao casamento dela, bem como ela não gostaria que o netinho faltasse de maneira alguma.
    nessas situações eu faço o seguinte: preparo meu filho para, gradualmente sair da rotina. permito que acorde um pouco mais cedo, para tirar a soneca da manhã mais cedo e faço com que ele tire uma soneca ao final da tarde (coisa que eu não permito que faça durante a semana para não estragar o sono da noite).
    deixo que durma o máximo que conseguir, assim terá energia e disposição para aguentar um pouco do casamento.
    na bolsa eu levo alguns dos brinquedos prediletos ou brinquedos-surpresa (novos ou que ele não vê já muito tempo), algumas coisas para beliscar (biscoitinhos, frutas secas, etc), bem como chupeta e água.
    às vezes o incômodo pode ser resolvido ali mesmo, sem nenhuma gritaria.
    mas se eu vejo que ele está ficando nervoso e nada mais adianta, cabe a mim ter o bom senso de retirar-me do local.
    isso aconteceu no casamento e foi aí que o hilan entrou em ação e levou o pequeno pra dar uma volta. perderam uma parte da cerimônia, é fato, mas deu para chegar a tempo para o beijo dos noivos.

    depois ele comeu e dançou com todo mundo. foi uma farra.
    ficou exausto e com certeza feliz.
    será um dia que ficará na memória da família e, daqui a 10, 15 anos, ele ainda ouvirá o tanto que dançou como um maluco com o vovô e a vovó.

    claro que eu não me arrisco a, por exemplo, ir a um cinema com ele. sei que vai ser estresse na certa. há tempos eu não sei o que é ir ao cinema como um adulto normal, até porque nem sempre arrumo alguém pra ficar com ele à noite (e confesso que nem me esforço muito).
    é o tipo de coisa que dá pra esperar ele crescer mais um pouco.
    mas gosto de chamar as pessoas para virem à minha casa. assim o filhote dorme tranquilo e a gente pode desfrutar do prazer de exercer outros papéis além do de pai e mãe.
    nessas horas eu falo sem a menor cerimônia que precisamos manter um tom de voz mais baixo e contermos os ânimos e nem por isso deixamos de nos divertir.

    não quer dizer que quem sai na chuva queria fazer isso.
    às vezes saímos na chuva por opção. outras, por necessidade.
    não dá pra se isolar dentro de casa toda vez que pinga uma gota dágua lá fora.

    a partir do momento que viramos pais (me arrisco a dizer que desde a gravidez mesmo) as nossas vidas mudam. não dá mais pra viver da mesma maneira que antes. nossa forma de pensar muda aos poucos, nosso jeito de interagir com o mundo também. e essas criaturinhas nos limitam em muitas coisas, graças a deus por isso!
    mas com o tempo a gente aprende a ter jogo de cintura, a se adaptar a diversas situações e a perceber que nossos filhos também mudam e muitas vezes são muito mais flexíveis que nós.

    carina, com isso tudo quero dizer que concordo com muito do que você disse, mas também discordo de algumas coisas (assim como discordo do meu marido, hilan. perfeitamente normal e saudável isso).

    você me deu uma ideia: um post sobre etiqueta para os pais.
    se os pais da criança que gritou durante o seu casamento tivessem acesso a esse tipo de informação, de repente ela não teria estragado o seu vídeo.
    mas pense bem: seu casamento não se resume àquele vídeo, não é mesmo?

    beijos

    Comentário by luíza diener — março 31, 2012 @ 11:52 am

  32. Lendo isso, me deu a impressão de que ter um filho foi um martírio para você, e seguindo a sua linha de raciocínio, os pais devem se enclausurar com seus rebentos em uma masmorra para não perturbar os adultos. Penso da seguinte maneira, alguns lugares não foram feitos para se levarem as crianças, e cabe aos pais terem bom senso de não irem, ou que saibam o momento de irem embora mais cedo para casa. De toda forma, também penso que exercitar a paciência é um bom exercício nessas situações, pois muitas vezes, as pessoas não agem na maldade.

    Comentário by @HeidiRufatto — abril 2, 2012 @ 1:33 pm

  33. Uau!
    Que radical. Só vi cena mais forte quando era pequena e o padre da minha paróquia parou a missa e mandou a mãe sair com uma criança que estava chorando muito, porque ele não conseguia fazer o sermão com aquele barulho todo.

    Comentário by Katia Lima — abril 2, 2012 @ 2:23 pm

  34. Mas eu entendo a Carina, pois é uma regra de etiqueta que não se deve levar crianças a casamentos, a não ser que tenham sido expressamente convidadas (se forem daminhas ou parentes dos noivos). Assim como também é deselegante fumar na presença de não fumantes. É uma questão de educação. Está em vários manuais de etiqueta e cortesia social. E também é uma questão de se respeitar a hora crítica da criança, como disse o Hilan. Imagine essa hora crítica, se passando num lugar crítico!

    Eu, particularmente, adoro a presença de crianças em casamentos, mas não imponho a presença das minhas em eventos alheios. Já nos meus eventos, os pequenos sempre serão bem-vindos. Deixai vir a mim as criancinhas, que eu as amo, gente.

    Comentário by mamaetadeolho — maio 9, 2012 @ 1:28 pm

  35. Você me lembrou meu cinegrafista, que quando veio me mostrar o "ensaio" do video disse isso: "porque as pessoas levam crianças pro casamento?" No video, só se ouvia um choro e uns gritos de criança, o que claro, estragou um pouco, porque não ficou legal, não vou mentir.
    Acho que poderia ter alguem que ficasse do lado de fora da Igreja, seila, axo pertinente isso sim! Me senti chateada, porque queria muito ter ouvido a musica suavemente, entretanto…

    Comentário by Larissa — dezembro 10, 2012 @ 4:59 pm

  36. Onde assino? Por favor, onde assino Hilan? Sou a favor dos folders! Pode distribuir de lembrança na maternidade ou no aniversario do pqno? Pode?

    Comentário by Tchella — março 30, 2012 @ 3:19 pm

  37. vocês estão me tentando…. juro que vou fazer alguma coisa! hahha

    Comentário by HilanDiener — março 30, 2012 @ 3:22 pm

  38. pode. eu deixo. ahahhahaha

    Comentário by luíza diener — março 31, 2012 @ 11:53 am

  39. Concordo em gênero, número e grau Hilan…
    Tem horas que a gente não aguenta mais ficar em casa! E as pessoas que não tem com quem deixar os filhos? Não saem nunca mais? –'
    É claro, obvio e indiscutível que nos privamos de MUITAS (e bota muita coisa nisso), mas tem coisa que a gente não pode deixar de fazer… e outras que a gente não quer deixar de fazer!
    Percebo que esse post foi escrito de um pai consciente, que não gosta quando seu filho chora em lugares públicos e incomode as pessoas, e faz o que pode para melhorar a situação… Como você mesmo disse: nenhum pai/mãe gosta de ver seu filho chorar, se ele tá chorando é porque tem alguma coisa errada ou incomodando.
    Acho que esse post foi um apelo aos não-pais, para que tenham mais tolerância!
    E é isso que o mundo precisa hoje… TOLERÂNCIA!

    Eu tenho um amigo (não-pai) que diz que NUNCA vai dar chupeta ao filho… que acha horrível criança chorona… MAS ELE AINDA NÃO É PAI! Quero ver quando for o dele! hahahahaha

    Beijos
    ps.: quanto tá o folder?

    Comentário by Lu Novaes — abril 2, 2012 @ 11:55 am

  40. O fumar é o pior! Não só pra criança, mas nós que não fumamos já é chato. É falta de educação mesmo. No mesmo dia que foi publicado esse post eu tinha um aniversário para ir, em um pub/pizzaria com mesas de sinuca. Eu não poderia perder, além do aniversário, era comemoração de várias conquistas dessa minha amiga. O meu guri já tem 2 anos e meio, mas o maior problema seria por ele pra dormir, por que ele mama no peito pra dormir. Aí já viu, todo mundo iria comentar, cochichar e julgar a mãe aqui que amamenta um crianção. Depois dele comer a pizza, fazer a baguncinha básica na mesa, eu fui para um canto mais escuro, e me virei um pouco para amamentar. Nem por isso meus amigos deixaram de conversar comigo, em um tom de voz mais ameno, para que eu pudesse adormecer o gurizão. Tirando a garota que eu não conhecia que estava gritando, de resto foi tranquilo. Meu filho ficou dormindo no meu colo o resto da noite e eu pude matar a saudades dos meus amigos que não via a anos.

    Nos tornamos pais e nem por isso devemos nos isolar do resto do mundo. Claro que temos que ter bom senso com certas coisas, mas não é como se tivéssemos levando um papagaio no ombro e querendo que todo mundo nos respeite por que é a nossa escolha ter um animal no ombro. (se é que vocês entenderam a minha comparação louca). A criança é um ser humano, não um bicho imprevisível e chorão. Daqui a alguns anos, é ela quem vai estar em uma mesa de bar, cheia de amigos em sua volta, e o nosso comportamento diante de uma situação dessas é que vai servir de exemplo para ela também. Óbvio que não vou sair toda a noite com o meu filho e levar ele pro bar, no meio dos fumantes e fazer ele dormir ao relento. Mas de vez em quando (no meu caso foi a primeira vez que saí a noite com ele) pode-se fazer essas empreitadas, e deve-se exigir um mínimo de respeito das outras pessoas para que todos convivam naquele momento, naquele mesmo ambiente, pacificamente, sem maiores estresses. Acho que foi isso que o post propôs. =) Grande abraço pra vcs!

    Comentário by Tassiana — abril 2, 2012 @ 12:08 pm

  41. Adorei e concordo com tudo o que disse, dá até raiva a cara que as pessoas pessoas fazem qdo tem choro, principalmente os que acham q a gente não pensou no óbvio.

    Comentário by pititis — abril 2, 2012 @ 12:54 pm

  42. Adoreeeeeeeeeeeeeeeei!!!!!!
    =D
    hahahaha
    Muito boa! Exatamente as informações que todos queremos passar, sem ser rudes, né?
    Afinal, só pais mesmo para entender!

    Comentário by Maria Thereza — abril 4, 2012 @ 2:18 pm

  43. […] do post nem filho, nem desfilhos, muitos comentários surgiram. de proposta de sociedade a participação nos royalties na […]

    Pingback by potencial gestante – agnaldo timóteo II — abril 20, 2012 @ 9:00 am

  44. Muito bom! Também vou querer distribuir o folder…
    Seu texto me lembrou um outro do mothern, sobre o mesmo assunto. Segue abaixo.
    abs,
    Daniela

    Criança chora mesmo, ou “A Verdade”.

    Antes de me tornar uma mothern, aconteceu algumas vezes de eu ouvir na vizinhança crianças se esgüelando de chorar, muitas vezes altas horas da noite; e me lembro que invariavelmente o que me passava pela cabeça era: “Que absurdo! Que pais escrotos que deve ter essa criança! Devem estar abusando sexualmente do coitadinho, não é possível!”
    Quando a Alice nasceu minha vontade foi bater de porta em porta na redondeza, me desculpando do mau juízo. É que só depois de ter seu próprio bebê você descobre “A Verdade” universal e irrefutável: criança chora mesmo!
    Mesmo a criança mais amada, cuidada, bem tratada, saudável e feliz… chora. Mesmo as mais calminhas (a Alice, por exemplo, é um anjinho total 98% das horas). Mesmo ela. Todas, todinhas, sem exceção, às vezes choram pra valer.
    É claro, existem choros que indicam problemas: cólicas (nos recém-nascidos – um tema que merece um post especial qualquer dia destes), fome, alguma dor, doença, maus-tratos. Mas, excluídos todos esses problemas (e outros que eu possa ter esquecido), ainda assim “A Verdade” é válida: criança chora mesmo.
    Às vezes de uma hora pra outra, às vezes à toa, à toinha, tem sempre uma hora em que aquele bebê fofinho e sorridente vai abrir o berreiro sem que você possa fazer nada para que isso não aconteça. (Sabe aquela máxima que diz “chuva quando quer cair e mulher quando quer dar ninguém segura”? pois criança quando quer chorar, também não!)
    Na verdade, as crianças não têm ainda maturidade emocional para falar com você: “Olha, mãe, não se preocupe, tá tudo bem, mas me dá licença que agora me deu vontade de dar uma chorada boa, assim, só pra relaxar, tá? Por favor, não me leve a mal.” Elas têm outras formas de dar este recado. Vou criar um exemplo hipotético (mas plenamente possível):
    Vocês estão num momento calmo, brincando tranqüilamente e a criança – querendo chorar mas ainda sem dar sinais – pede água. Você põe carinhosamente a água no copinho, fecha a tampa e… ela começa a chorar, gritando:
    – Não!!!!!!!!!! Não!!!!!!!!!! Eu que ponho a tampa!!!!
    Você calmamente tira a tampa e fala:
    – Pronto, agora você pode pôr a tampa.
    Aí logicamente o berreiro aumenta:
    – Tira a tampa, não!!!!!!! É eu!!!!!
    Se o diálogo estiver caminhando para essa direção, você – que é uma mãe superior e emocionalmente madura – já entendeu o recado. É hora de compreender profundamente “A Verdade” e seus Mistérios. E padecer (com a maior tranqüilidade possível) neste paraíso.
    Ju.

    Comentário by Daniela — abril 20, 2012 @ 9:48 am

  45. só li esse post hoje por causa do "agnaldo timóteo II". quando foi publicado me passou batido. eu não tenho filhos, apenas sobrinhos. bom, eu concordo com o texto do hilan, e admiro a educação que vocês dão ao benjamin. são um casal jovem mas bastante maduro na educação de uma criança.
    mas em relação ao que a carina comentou eu tb concordo em alguns pontos com ela. é que as pessoas falam como se todos os pais (pai e mãe) fossem pessoas sensatas que saem com o filho que está chorando, por exemplo, como a luíza citou no comentário. mas nem todos são assim. alguns pais simplesmente não estão nem aí se o filho está chorando e/ou incomodando os outros (digo isso no exemplo de um casamento, mas em outros casos acho que nem é preciso sair). eu sou bem compreensiva quando se trata de bebês, mas com crianças maiorzinhas, a partir de 3 anos, que já sabem o que querem e que deveriam saber se comportar, confesso que não tenho paciência quando se comportam mal. mas aí é mais culpa dos pais do que delas. só pra dar um exemplo: uma vez fui para são paulo num vôo de duas horas e quinze com uma menina chata batendo o tempo todo atrás na minha poltrona. o pai não fazia nada pra impedir nem parar, e a mãe tb se fazia de desentendida, parecia que nem estava lá. a menina era grande, já falava bem, devia ter entre 3 e 4 anos (tanto que não foi no colo). simplesmente uma mal educada com pais omissos. queria ver se fosse na poltrona deles se iriam achar bom. e ela tinha brinquedos à disposição. se fosse um choro, uma indisposição, um mal-estar por estar dentro do avião eu entenderia. mas não, ela estava perfeitamente bem, era apenas mal educada mesmo.
    outra coisa é levar crianças a palestras de adultos, onde elas certamente vão ficar entediadas e atrapalhar quem está falando. alguém aí em cima falou do padre que foi "radical". eu já vi uma ótima palestrante mandar a mãe da criança fazê-la ficar quieta pq ela não conseguia dar a palestra, perdia toda hora o fio do raciocínio (era uma criança grande).
    enfim, tudo tem dois lados. há pais e pais, assim como há pessoas e pessoas sem filhos, não dá pra colocar todos no mesmo balaio. e o que vejo hoje, infelizmente, é uma grande maioria de pais que não estão nem aí para o que os filhos estão fazendo/aprontando/mexendo/malinando. e nesse caso, não dá pra colocar a pessoa que não tem filho e que tem que aturar mal educação de criança alheia como o vilão da história.

    Comentário by Jussara — abril 20, 2012 @ 7:52 pm

  46. eu ODEIO quando estou tentando dizer nao pro meu filho, e vem alguem e fala: MAS PORQUE NAO? porque nao p$%#, o filho é meu e eu educo como eu quiser!!!! 🙂 ou (como ja aconteceu), dele fazer birra em shopping e eu ignorar e vir uma velha do caramba e ficar mimando ele. eu lancei um olhar de raiva que acho q ela percebeu e daí ela parou de mexer com ele, se virou pra mim e disse: que dózinha, porque vc nao faz o que ele quer? AAAAHHHHHHHH que ódio! hahahahahaha

    Comentário by giovanna — julho 12, 2012 @ 10:37 pm

  47. show de bola! passar no potencial gestante diariamente tá virando obrigação… hehehe… parabéns pelo blog!

    Comentário by Lilian — outubro 4, 2012 @ 10:05 pm

  48. Já cheguei a sair de restaurantes e lanchonetes pq tinha criança (grande) chorando/esperneando/gritando/mexendo, inclusive nos meus talheres e pratos. Pedi aos pais que contivessem a criança, como não o fizeram fui embora. Fui grosseira, pode ser… Mas meus sobrinhos NUNCA, repito, NUNQUINHA, atiraram mamadeiras, copos, talheres… ao chão, nem berraram ou espernearam (lembrando, crianças de 2 anos a diante). acho que é sim falta de educação dos pais! Agora to gravidinha, e muitas de vcs devem ta pensando, ela vai pagar a língua! Pode ser! Mas se eu educa-lo como meus irmãos educaram os deles e como fui educada, só vou ter problemas mesmo qdo for bebe de colo, depois ele vai se comportar, sim!

    Comentário by Ale — dezembro 10, 2012 @ 6:26 pm

  49. Kkkkk
    Adorei!!
    Quer me deixar com raiva? Ofereça comida a minha pequena sem me perguntar…
    So discordo de uma coisa, ou minha pequena dorme no carrinho no meio da barulhada, ou vou embora. E olha que na rotina ela dorme por volta das 19h30 😉 – normalmente dorme no carrinho mesmo kkkk
    Parabéns, adorei!!!

    Comentário by Rebecca — dezembro 11, 2012 @ 11:20 am

  50. hahahahah
    Amei!
    Serve para os futuros papais ja irem se preparando!
    Beijos!

    Comentário by Priscila Abreu — abril 30, 2013 @ 3:30 pm

  51. toda razão, quando não somos pais nos achamos no direito de julgar e apontar, mas quando somos pais, pagamos a língua kkkk

    Comentário by Costurando Nuvens — abril 29, 2014 @ 5:05 pm

  52. Tirando a parte de não dar comida a criança acho que não ha nada mais que pessoas que não tem filhos podem fazer. A criança de alguemchora pq esta na hora de dormir? Todo mundo vai achar um saco…mantenha seu filho mal educado e gritalhao em casa ate ele aprender ase comportar!!!

    Comentário by msyara — maio 2, 2014 @ 11:09 pm

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