no mercado

jocasansa

ahhh! a eterna aventura que é ir ao mercado com filhos! na teoria, tento levá-los descansados, de barriguinha cheia e já ir de lista pronta pra ser objetiva.

na prática é: “eita! não tem nada pra gente comer! acabou a fralda também!” e bota fralda de pano na menina, cata um pacote de biscoito no armário, um smoothie pra cada um, vai dando comida no carro. chega, bota os dois no carrinho, o irmão começa a puxar o cinto da irmã e enforcá-la, expulso o filho do carrinho quando começa a encher (o carrinho e nossas paciências)… cadê o benjoca? “larga isso! bota de volta! peguem esse brinquedinho aqui, crianças!” eles começam a querer comer todas as comidas que coloco no carrinho, passo na parte de pão, peso, dou um naco pra cada, mas logo o caos se reestabelece. vamos embora do jeito que tá.
fila. problema com o pagamento da senhorinha na frente. cadê o filho? “larga isso, menino! bota de volta!” pessoas sorrindo pra filha e ela fazendo cara de antipática. filho sorrindo pras pessoas e elas fazendo cara de antipáticas. ele senta na cadeira vazia do operador do caixa ao lado, roda roda roda, aperta uns botões “para!” e logo a esteira do caixa vazio começa a rolar sozinha. “desce. vem me ajudar”. pra amenizar a situação, tento puxar assunto com esta ultra grávida que está aqui atrás.
passa compra, bota no carrinho, pra daqui a pouco tirar do carrinho e botar no carro (e chegar em casa pra tirar do carro e botar em casa), mas antes de chegar na garagem do mercado “água água água”.. ihh! esqueci da água! compra uma água pras crianças e aproveita pra dar mais pão pra que eles não gritem no carro. pronto. compras na cadeirinha, crianças no porta malas e vamos pra casa. vou subir só com o essencial: coisas de geladeira, frutas e aquilo que vou precisar agora. “vai pra calçada, joca, enquanto eu pego sua irmã”. desafivelo o cinto “cadê seu sapato, filha?” e benjamin, onde está? “desce daí, cara! isso é o carro de outra pessoa” e ele desce e vai subir no meu. finjo que não vejo, afinal, são sete e meia da noite e tá todo mundo exausto. filho um perambulando pela calçada. check. filha dois no colo. check. compras penduradas no braço (peguei demais) e deixando aquele vergão clássico na pele. check. não tinha vaga perto, por isso parei no estacionamento do outro prédio. chegando no meu.. ih! esqueci a fralda pra ela dormir à noite (a de pano não dá conta durante a noite). volta pra pegar a fralda, mas não dá pra levar essa caixa com mais de 150 unidades, então bota as compras e a filha sentadas dentro do porta malas, abre a caixa de fralda com a chave, pega umas 5 pra dar de hoje pra amanhã e vamos embora.
o resto das compras o marido pega quando chegar do trabalho.

era pra ter sido uma comprinha de meia hora, mas na prática levou bem mais que duas.
ufa! nunca mais faço isso!
mentira. faço sempre.

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9 comments

  1. Em pensar que viverei isso em breve,enquanto isso fico lembrando a saga dos meus pais que achavam que eu e meu irmão ficariamos em carrinhos,quietos,mas eramos melhor que o Tom Cruise em Missão Impossivel,sempre fugiamos.

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