09 de janeiro

o bebê do mindoca

por luíza diener

irmãos

muita gente vem me perguntando como o benjamin tem reagido com a notícia do irmãozinho ou irmãzinha.
essa era uma resposta que eu não sabia dar direito no começo visto que, assim que soubemos da notícia, ele não tinha muita noção do que isso significava.
até porque, sei lá, um bebê dentro da barriga de um adulto pode ser um conceito bastante abstrato para uma criança, especialmente quando ambos ainda são pequenos: tanto o bebê na barriga quanto a criança lá fora.

parando para analisar a pergunta dessas pessoas, podemos notar um fato curioso. quando uma mãe está grávida do primeiro filho, o foco volta-se para a própria gestante: “você está comendo direitinho?” “olha, não vai carregar muito peso, hein?” “aproveita pra descansar bastante porque depois já era”.

mas quando você já é mãe, curiosamente as atenções voltam para a reação do mais velho à notícia.

eu confesso que acho isso bem bom. porque morro de medo do benjoca sentir-se de lado com a chegada de um novo bebê. mas quem nos quer bem, preocupa-se também com ele e isso pra mim é como se de certa maneira estivessem cuidando de mim e do pequeno aqui dentro da pança.

é engraçada uma coisa que acontece. eu sempre senti um pouco disso com o benjamin: como se ele fosse um pouco meu e um pouco de todo mundo. do meu marido (obviamente), da minha família, dos meus amigos.
com esse bebê não seria diferente. ele vai ser o bebê da casa.

joca abdicou esse posto de bebê há um bom tempo, falando dele mesmo que “o mindoca não é bebê. o mindoca é quiança”. e, de fato, até agora, esse posto bebezístico está esperando pelo próximo filho em uma linda bandeja, toda ornamentada.

a verdade é que, se no começo eu não sabia responder direito à pergunta de como joca reagiu à notícia de um irmãozinho ou irmãzinha, de uns tempos pra cá isso tornou-se algo bastante natural. claro que ajuda muito o fato de agora a barriga estar maior, mas foi o diálogo constante e inserir o assunto em nossas conversas cotidianas que fez com que isso tudo passasse a fluir normalmente tanto para ele quanto para a gente.

às vezes ele pergunta pela irmãzinha (pois é. ele refere-se ao neném quase sempre no feminino. vai saber…), pede pra falar com a minha barriga, deita, faz carinho, se auto-intitula irmãozão.

nada disso é forçado e eu, como mãe, fico toda besta e feliz.

claro que não acho que a reação dele vá ser eternamente positiva. e muito menos espero que seja sempre assim. mas tem sido delicioso vivenciar isso tudo.

especialmente porque, na maioria das vezes, ele não pergunta pela irmã ou irmão.
ele fala “mamãe, cadê o meu bebê?”.

e não deixa de ser verdade. afinal esse bebê não é meu. é nosso.

confira também os outros blogs patrocinados pela natura mamãe e bebêcoisa de mãeit mãemãe de gurimamatracamamíferas,mundo ovo e vida de gestante.

 

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categorias: amor, benjamin, constança, publicidade

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9 Comments »

  1. Fofo!! Meu filho mais velho tbm ficou assim… em casa chamávamos a bebê na barriga de "nossa bebê" e depois q soubemos o sexo e começamos a chamar pelo nome ficou bem mais fácil dele entender. Mas o melhor foi com a foto do ultrassom 3D… o médico deu uma foto impressa especialmente pra ele "cuidar' da irmã. Resultado? Ficou dias andando com a foto da irmã nas mãos e dormindo com ela. Hj ele tem 4 anos e ela quase 2, são muito amigos e se amam muito!!

    Comentário by Fernanda Canetti Galão Vicente — janeiro 9, 2013 @ 10:11 am

  2. Se você já ta achando lindo ele interagir com a barriga, vai se derreter quando ver os irmãos interagindo um com outro! Eu fico babando! Tenho um de 2 anos e outro de 8 meses..a primeira coisa que o mais velho faz quando acorda é perguntar do irmão, que geralmente ainda ta dormindo. Quando o irmão mais novo acorda e vê o mais velho é uma festa só dos dois!! É uma delicia vivenciar isso!! Leio sempre seu blog, mas comento de vez em nunca! Bjs!

    Comentário by Simone — janeiro 9, 2013 @ 10:16 am

  3. Luíza, não estou grávida do segundo filho {ainda}, mas consigo imaginar exatamente o que você sente quando as pessoas se preocupam como o seu pequeno está lidando com a chegada do bebê! Porque eu sinto também a mesma coisa quando as pessoas se preocupam com o Luquinha, em qualquer ocasião. È bom saber que ele é amado e cuidado e vigiado por pessoas que o amam tanto! 🙂 Um beijo em vcs três. E obrigada por dividir com a gente estes momentos especiais.

    Comentário by Julia Costa — janeiro 9, 2013 @ 1:35 pm

  4. Que lindo! Com certeza terão uma relação muito saudável – com amor, carinho, e brigas também – como todos os irmãos!

    Bjs

    bebegergelim.blogspot.com.br

    Comentário by Loroca — janeiro 9, 2013 @ 1:56 pm

  5. post muito bom. E que venha o nosso bebê

    Comentário by Daisy — janeiro 9, 2013 @ 2:26 pm

  6. ownnnn, q coisa fofa ele falando "meu bebe"…
    eu acho a relação de irmãos linda (tenho uma irmã mais velha q amo muito), mas morro de medo de ter o segundinho, sei la pq tanto medo, tanto empecilho…a decisão da primeira gravidez foi bem mais fácil.
    minha filha acabou de fazer 3 agora em dezembro…vamos ver se esse ano crio coragem…pq tb acho q se passar muito disso, sei ñ…
    os posts da sua segunda gravidez têm me inspirado 🙂
    vamos ver!

    adoro muito o blog de vcs e curto muito, de longe e sem conhecer, essa familia fofa q vcs são!

    bjs

    Comentário by Renata — janeiro 9, 2013 @ 2:57 pm

  7. Pra criança, demora cair a ficha, pq a assimilação da idéia, é lenta.

    Tendo o exemplo da Aurora, talvez ele tenha se lembrado e, por isso está assimilando melhor agora!
    Mto lindo vê- lo entender q ele já sabe q não é mais bebê. Ele é mto inteligente!
    Diga a ele q já "morou" dentro da sua barriga e agora tem novo(a) morador(a).

    Imagine a situação do seu pai, aos 3 anos de idade:
    Já tinha "perdido o colo" pra Pat, mas perder o aniversário?
    Pois é, com o bolo ja feito e coberto, só faltando a decoração final e as tias enrolando os docinhos q a vovó fez, de repente, quase na hora do almoço, chega um ser atrapalhando a festa, Euzinha… Ninguém merece!

    Imagine, explicar q não terá mais a festinha e q o "Presente" dele era "outra irmã"? (a 3ª)
    Um parafuso deve se soltar da cabeça, na mesma hora.

    Pense bem, a situação do vovô foi pior…

    Comentário by tia — janeiro 9, 2013 @ 3:12 pm

  8. De jeito nenhum !!! Não tenho qualquer trauma sobre isso, nem mesmo me lembro do nascimento das 4 irmãs mais novas. Não tenho nenhum sentimento de perda, pelo contrário.

    Ele vai curtir bastante o irmão ou irmã para brincar, ainda mais que a diferença não é tão grande. A Martinha tem memória boa e pode dar o depoimento sobre o nascimento da Laura ou da própria Luiza, mais ou menos com a mesma idade (são três anos, um mês e dez dias de diferença).

    Adorei o "meu bebe" e o texto está ótimo!

    Comentário by Aristeu Pires — janeiro 9, 2013 @ 8:37 pm

  9. Lindo texto, lindas fotos!! Parabens!
    Bjos, Lê

    Comentário by cegonha trends — janeiro 10, 2013 @ 9:37 am

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