22 de julho

o caminho para um parto domiciliar

por luíza diener

Parto-46-1

não foi recente a minha decisão para que meu segundo parto fosse realizado em casa.
na verdade, digo que ela começou no dia em que o benjamin nasceu. talvez até antes.

parto normal sempre fez parte dos meus planos. quando engravidei pela primeira vez, descobri o que era parto natural (sem intervenções desnecessárias) e parto humanizado. confesso que não corri muito atrás disso. apenas conversei com a minha médica do plano de saúde que gostaria de um parto normal e sem muitas intervenções, o mais natural possível.

quem leu meu relato do parto do benjamin e o relato do parto da constança deve ter notado algumas diferenças e semelhanças entre eles.

o parto do benjoca foi relativamente tranquilo, sem muitas intercorrências. o trabalho de parto evoluiu super bem em casa e eu só cheguei no hospital quando já estava com 8 pra 9 centímetros de dilatação. o problema foi justamente ao chegar no hospital. em casa eu era a protagonista do meu trabalho de parto. no hospital eu fui entregue aos médicos, enfermeiros e todo um sistema hospitalar, desde a parte burocrática até todos os protocolos e procedimentos padrões que a instituição e os profissionais lá costumam adotar.
tive um parto sem anestesia, mas uma episiotomia desnecessária.
minhas contrações estavam ótimas, mas tive um expulsivo induzido pela médica e, após a cabeça do benjamin sair, ela o puxou com toda força, a ponto de fraturar a clavícula dele.
isso pra mim foi o pior.
além do mais, meu filho nasceu roxinho – como a maioria dos bebês de parto normal nasce – e chorando pouco. ficou menos de dois minutos no meu colo – apenas o suficiente apenas para limparem-no e cortar o cordão umbilical – e em seguida foi para a pediatria, para ser limpo, pesado, examinado.
fiquei mais de uma hora longe do meu bebê, que acabara de nascer. foram quase nove meses sendo gerado por mim pra, de repente, nos afastarem de forma brusca.
depois fui ver vídeos dele na parte pediátrica: chorando, desconsolado, pelado, largado em um bercinho aquecido, sem contato humano, sem nem ao menos um paninho para embrulhá-lo.
uma fratura de clavícula que poderia ter sido evitada se o tempo do nascimento do bebê tivesse sido respeitado.
meu bebê poderia ficar mais tempo comigo. poderiam adiar aquela necessidade imediata de deixá-lo limpo e com todas as suas medidas aferidas.

pensei e repensei nesse dia com uma mistura de sentimentos. a alegria de ter trazido meu filho ao mundo. a emoção de vê-lo depois de tanto tempo. de matar a curiosidade de conhecê-lo e de saber que minha vida daquele dia em diante iria mudar para sempre. a gente, como mãe, sabe que essas coisas são mais importantes que todo o resto.
eu sei que a forma como ele nasceu ou deixou de nascer não muda nem nunca mudará o que eu sinto pelo meu filho.
mas também, como mãe, fiquei desejosa de um nascimento mais digno e respeitável para ele.
o passado a gente não pode mudar e nem acho que vale a pena remoê-lo.
só que acredito que podemos tirar lições de nossas vivências e usar experiências e lembrancas negativas como fator de transformação para um futuro – e um presente – melhor.

eu já era simpática ao parto domiciliar, mas confesso que pouco conhecia a respeito.
a tendência, quando não sabemos muito sobre um parto domiciliar, é pensar nele como algo perigoso e arriscado. muitos chegam a achar que parto domiciliar é parto desassistido. como algo perigoso que, caso dê errado, não haverá tempo de chegar a um hospital.
o curioso foi que, quanto mais essa vaga ideia de ter um bebê em casa tomava uma forma mais real, mais eu conhecia pessoas que já haviam vivido de fato esta experiência.
e quanto mais eu conhecia cada história, mais normal aquilo tornava-se para mim e menos medo eu sentia de vivenciar tudo aquilo. pelo contrário, passei a desejar viver isso também.

concebi a ideia sozinha. ainda era cedo para conversar com o marido.
fui paciente. comi pelas beiradas muito tempo antes de sequer pensar em engravidar outra vez.
e conforme conversava com ele, via também que ele guardava um sentimento revoltoso, especialmente quando se falava da maneira como o benjamin foi tratado (comigo até que as coisas correram relativamente bem, se comparado aos casos de violência obstétrica que vemos no brasil).

infelizmente no nosso país a situação não é muito favorável àquelas que decidem ter um parto normal. o que dirá de um parto natural e humanizado.
é um assunto muito delicado e extremamente complicado de se resumir.
mas um resumo bom pra isso tudo é que, se você deseja um parto decente, vai ter que preparar seu bolso para gastar. essa é nossa triste realidade atualmente.

por isso decidimos que eu só engravidaria novamente quando tivéssemos condições de pagar pelo parto.
mas aí entrou a primeira questão: mesmo que eu pague pelo melhor e mais humanizado obstetra do mundo, como fica a parte da pediatria dentro do hospital? não tenho condições de contratar também uma equipe pediátrica.
ficar à mercê da sorte de ter ou não um bom pediatra de plantão seria arriscado demais. mais provável seria cair na mão de um médico acostumado a seguir o padrãozão de afastar logo de cara o bebê de sua mãe.
este foi apenas o primeiro de muitos pontos decisivos para a escolha do parto em casa.

mesmo assim acredito que dá, sim, pra ter um lindo parto em ambiente hospitalar, com base em inúmeras histórias que já ouvi. mas é como nadar contra a correnteza de um rio: o tempo inteiro você precisa se impor, lutar.
lutar pra não ser cortada, lutar pra não tomar anestesia, lutar pra conseguir um médico decente e que você tenha condições de pagar, lutar pra pagar o médico, lutar pra não tirarem seu filho de você assim que nascer, lutar dentro do hospital para não darem complemento caso o bebê não venha a mamar de imediato, lutar, lutar, lutar.
claro que também há que se lutar por um parto domiciliar. mas o hospital não é a sua área de combate.
em casa é diferente. a toalha é sua, o travesseiro é seu. você abre a janela se tá quente, fecha se está frio. come se quiser, anda se quiser, toma banho se quiser. mas, se quiser, também pode ficar deitada, quieta no seu canto.
na sua casa as pessoas estão preocupadas com o seu bem estar. não que no hospital você não vá encontrar pessoas que te queiram bem, mas a tendência é ser vista como mais um paciente, mais um número, mais um cifrão.
enfim, em casa você deixa pra gastar energia com o que realmente importa. e não há dinheiro que compre tranquilidade e paz de espírito em uma hora tão crucial como essa.
esse, para mim, foi o segundo e forte argumento a favor.

percebi que o marido também já estava praticamente convencido de tentar um parto em casa. mais que isso: o primeiro ponto já havia sido suficiente pra ele. ver seu filho sair de perto, chorar por uma hora e não ser atendido por ninguém (hilan que foi atrás do benjamin enquanto eu ficava na recuperação) e ver sua esposa ser cortada na vagina já foram cruciais para ele.

foi então que, bem antes de começarmos as tentativas para em engravidar, entramos em contato com uma parteira que nos foi recomendada. coincidência ou não, todas as pessoas – de diferentes círculos de amizade – que conhecíamos tinham sido assistidas por ela. e olha que brasília tem uma quantidade considerável de boas profissionais que assistem parto domiciliar.
expusemos todas as nossas dúvidas e questões. àquela altura, já havia deixado de lado o medo das coisas darem errado. minha preocupação era com os vizinhos.
como alguns sabem, gritei muito no parto do benjamin. meu medo era fazer um escândalo desses em casa e os vizinhos acharem, sei lá, que eu tava sendo espancada ou coisa pior.
ela foi muito atenciosa e prestativa. até porque, por tantos anos de experiência, ela já deve ter ouvido e respondido questões como as nossas trocentas vezes. senti confiança e muita segurança da parte dela. perguntamos, obviamente, sobre valores e formas de pagamento. conversamos sobre a logística de um parto em casa e tantas outras coisas.
estávamos dispostos a assumir tudo isso.

um ano depois me descobri grávida. uma mistura de sentimentos.
claro, muita alegria, mas também um medo terrível de deixar o benjamin de lado. medo desse bebê mudar nossa relação para sempre. dele sentir-se diminuído com a chegada da irmã, disso alterar sua auto estima e forma de encarar a vida.
então decidi que o melhor jeito dele não sentir-se excluído era fazer justamente o contrário: incluí-lo em tudo.
ele foi comigo a quase todas as consultas na obstetra, em todas as consultas da parteira, nas ecografias.
nos exames, a parteira deixava ele ouvir o coração do bebê e medir minha barriga.
ele sempre conversava com a barriga e interagia muito com ela – seu primeiro amigo imaginário.
agora pense: eu passo o dia inteiro com ele em casa, em função dele. de repente chega um bebê e toma o lugar do benjamin. como fica?
e aquela coisa de, de um dia pro outro cadê minha mãe? ah, ela foi ao hospital porque o bebê vai nascer. sai a mãe barriguda e depois de um ou dois dias volta a mãe com um bebê no colo. todas as atenções pra o recém nascido e o mais velho fica meio de lado. não me parece certo, muito menos justo.
torná-lo parte desta gravidez foi o melhor jeito que encontrei de fazê-lo compreender que esse bebê não é meu, é nosso.
durante esse período conversamos muito sobre as mudanças que a mamãe estava passando e as mudanças que todos iríamos viver quando o irmão ou irmã chegasse.
fiquei extremamente desejosa dele fazer parte daquilo tudo. e isso, pra mim, foi o ponto final para que eu tomasse a minha decisão definitiva de ter um parto em casa.
pra mim, a presença do meu filho, o irmão mais velho, era tão imprescindível quanto a presença do pai e até a minha própria. somos família e a família fica incompleta quando falta qualquer um de seus membros.

quando finalmente voltamos ao encontro da parteira, a decisão já era sólida em nossos corações. a cada consulta eu tinha mais certeza e orgulho da nossa decisão. mas a parteira sempre foi muito sensata e fazia questão de eu ter todo o acompanhamento médico necessário. cobrou-me exames para garantir que tudo iria bem, aconselhou-me ir a um médico que estivesse ciente e aceitasse o parto domiciliar.
saber que minha saúde estava boa e o desenvolvimento do bebê, dentro dos conformes, foi essencial para, finalmente, termos a certeza de que sim! nosso bebê nasceria na nossa casa!

claro que nem tudo são flores e houve momentos em que hesitei e cheguei a pensar que talvez fosse melhor ter meu bebê no hospital. mas foram motivos bestas que nem fizeram coceguinhas.
eu estava preocupada com a ordem e a limpeza da minha casa.
por não ter empregada nem diarista e, no fim da gravidez, ter ficado de repouso, minha casa encontrava-se num enorme caos de brinquedos, pelos de cachorro e poeira. como receber um bebê nessas condições?
também passei alguns dias atordoada quando recebi da parteira uma lista de coisas que eu deveria ter em casa no dia do parto: um monte de panos de chão, roupa de cama velha, toalhas velhas (eu só tinha as de uso cotidiano e eram poucas), plástico pra forrar a cama, um monte de coisas para a piscina inflável, pote pra colocar a placenta, cesto de lixo, comida para mim e para a equipe do parto.. enfim, coisas que eu nunca imaginei que fossem necessárias e outras que eu nem tinha e precisaria correr atrás. fiquei agitada pois me encontrava numa semana extremamente indisposta e sem nenhuma grana.
nesse momento pensei em recorrer ao hospital. deixar essas coisas com eles. a limpeza, a comida, enfim, um serviço de hotelaria que eu nunca conseguiria me proporcionar.
mas aí lembrei de uma amiga contando que pariu num hospital particular e que depois queria tomar banho e não tinha nem toalha pra ela. o marido saiu corredor afora e não conseguia achar uma bendita toalha. aí voltei o pensamento pra minha casa e pensei: são poucas, mas são minhas. viva as minhas toalhas!
foi só cair um dinheirinho na minha conta e aquela semana turbulenta passar que vi que nada daquilo era um bicho de sete cabeças e que, mesmo que fosse, ainda compensaria o esforço.
chamei uma diarista, “roubei” umas toalhas da casa da minha mãe, abasteci a geladeira e renovei o ânimo. com 37 semanas eu declarei: pronto! pode vir, bebê!

claro que muitas outras coisas foram ponderadas. eu analisei os riscos e pude ver que, pra uma mulher saudável com gestação em que tudo ocorre dentro do previsto como normal, é muito mais seguro – inclusive – parir em casa.
ter como apoio e plano b (caso qualquer coisa desse errada) uma médica humanizada e simpatizante da causa me deixou segura.
ter uma parteira carinhosa, competente e experiente me deixou segura. saber que a enfermeira que a acompanharia tinha as mesmas qualificações também me tranquilizou.
saber que meu marido e filho estariam ali comigo me deixou ainda melhor.
saber que não há lugar como nosso lar, que tudo que eu precisava estaria ali – provisões, carinho e conforto – fizeram eu me sentir completamente segura e pronta para o grande momento.

enfim o grande dia chegou.
e o resto da história vocês já sabem.

* * *

para ler:
na minha cama – relato de parto

para assistir:
vídeo do nascimento de constança

 

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categorias: Tags:, , , , , amor, constança, para gestantes, parto, questões

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28 Comments »

  1. Que lindo Luíza! Fico feliz que o parto da Constança tenha sido mais respeitoso do que o do Benjamin. As questões que você levantou também já me fizeram pensar (até os gritos por conta dos vizinhos).
    Não sei quando vou ter outro bebê, mas depois de muita reflexão, o parto domiciliar está como primeiro na minha lista.
    Minha GO , a mesma que fez o parto do Lorenzo fazia sempre partos domiciliares, mas na época eu que não tive coragem…

    Beijos

    Marina

    ps: Sobre meu último comentário, olhei a foto da pequena outra vez e realmente acho que você terá uma "mini-me". É a sua carinha! 😉

    Comentário by Marina — julho 22, 2013 @ 9:38 am

  2. Lindo, Luíza!
    Sou uma gestante de alto risco e, infelizmente, o parto domiciliar não é uma opção para mim… Mas vou fazer o possível para ter o parto mais respeitoso possível dentro do ambiente hospitalar. E que Deus me ajude…
    A Constança linda e o Benjamim também!!
    Um beijo!

    Comentário by Ciça — julho 22, 2013 @ 10:03 am

  3. Ciça, e eu torço para que você consiga justamente isso: um parto com respeito.

    Nem acho que toda mulher deva ter/querer um parto em casa. Mas encontrei nele a solução para a nossa família.
    e tenho certeza de que, com as informações corretas e com muita força de vontade você vai conseguir um parto maravilhoso para vocês 😀

    beijos

    Comentário by luíza diener — julho 22, 2013 @ 1:25 pm

  4. Luiza,
    será que você poderia me dizer os nomes e contatos da sua médica e da parteira?
    Ainda não estou grávida, sou apenas uma potencial gestante :), mas tenho muito interesse de ter o parto humanizado e, se possível, na minha casa.
    No entanto, até o momento, não encontrei médicos que aceitem isso sem ficar por horas me falando do perigo dessa escolha e por aí vai.
    Aguardo um retorno seu.
    Um beijo pra vc, Benjoca e Princesa Sansa

    Comentário by Priscilla Roure — julho 22, 2013 @ 10:35 am

  5. Claro, Priscila, com prazer!

    A médica que fez Backup comigo foi a dra Rachel Vinhaes. Mas também há outros bons médicos aqui em Brasília que aceitam fazer o backup e alguns, inclusive, realizam o parto na sua casa. Drs Frederico, Bruno, Jussara.. não sei o sobrenome deles.

    E quem acompanhou o meu parto foi a Paloma Terra e a Iara Silveira, ambas do Luz de Candeeiro: http://www.luzdecandeeiro.com.br/

    Beijos!

    Comentário by luíza diener — julho 22, 2013 @ 1:30 pm

  6. Obrigada Luiza!
    Beijos

    Comentário by Priscilla Roure — julho 23, 2013 @ 1:12 pm

  7. Luíza,
    não sei se é apenas uma decisão do CRM daqui do Rio ou do CRM Nacional, mas a assistência de médicos em partos domiciliares, ainda que como plano de contingência, foram proibidas, não?
    Ainda estou na fase "potencial gestante", apenas namorando o assunto com calma, então, quando vi a notícia, não continuei pesquisando. Ainda assim fiquei muito triste, pois isso, para a minha decisão, seria um entrave para um parto domiciliar.
    Você saberia esclarecer isso?

    Parabéns pelo blog e pela família linda!

    Comentário by Carina — julho 22, 2013 @ 10:40 am

  8. Oi Carina, essa decisão foi derrubada. Ainda bem!
    http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias

    Comentário by Paloma Moraes — julho 22, 2013 @ 11:13 am

  9. Oi, Carina, eu realmente não sei como está a situação no Rio atualmente, mas lembro que rolou algo assim e depois voltaram atrás na decisão. Tem que pesquisar. Estou por fora.

    Mas olha, eu tive parto com parteira e enfermeira obstetra. De qualquer forma isso não seria empecilho por aqui.

    Beijos

    Comentário by luíza diener — julho 22, 2013 @ 1:31 pm

  10. Luiza, pode parecer estranho por não nos conhecermos, mas fiquei muito feliz quando soube que você teve um parto domiciliar! Digo isso pois sou super a favor da causa, tive também um parto domiciliar, e acredito que quanto mais as pessoas compartilham experiências assim, menos o parto em casa fica sendo um tabu. Depois de parir em casa, é difícil pensar em parir num hospital, né? E lendo sobre o envolvimento do Benjamin no parto, tive ainda mais certeza de que o meu próximo parto será em casa também. Parir com uma criança pequena ao lado é delicado, mas você soube conduzir isso de uma forma muito sutil, e mostrou que é possível e que pode ser uma experiência boa para a criança também 🙂

    Comentário by Elisa Manfrin — julho 22, 2013 @ 10:51 am

  11. Sim, Elisa, parir com uma criança é sempre mais delicado. Mas tantas coisas na vida o são, né? A gente tem que se conhecer, conhecer o filho e pedir sabedoria para saber lidar durante a situação, que é sempre imprevisível.
    Mas acredito que foi muito importante preparar o Benjamin para esse momento, de maneira que ele não caiu de pára quedas na hora do parto.

    Quase certeza que seu segundo parto também será em casa e que vai ser uma experiência maravilhosa ter, dessa vez, sua criancinha com você (;

    Beijos

    Comentário by luíza diener — julho 22, 2013 @ 1:34 pm

  12. Com certeza parir pela segunda vez, e dessa com meu pequeno ao lado, será muito diferente. Espero, quando chegar a hora, saber lidar bem com isso. Você pretende contar aqui no blog como foi essa preparação com o Benjamin? Eu adoraria saber! Beijos

    Comentário by Elisa Manfrin — julho 22, 2013 @ 6:18 pm

  13. Oi, Luíza.

    Há quase 4 anos meu filho também nasceu em casa! As pessoas acham que somos loucas ou que fizemos isso "só" porque é bonito, mas costumo dizer que a escolha pelo parto domiciliar é guiada muito mais pela razão do que pela emoção, afinal os motivos e considerações que justificam essa escolha são muitas, não é mesmo?!
    A experiência é muito forte, falo que ainda não consegui sair da partolândia…
    Graças a Deus tive o privilégio de pesquisar e decidir parir em casa desde a minha primeira gestação, e o próximo está "pré-programado" pra daqui 2 anos, e é claro que também quero muuuito que o Davi participe de todas as etapas e veja seu irmão (ou irmã) vindo ao mundo.
    Um beijo!

    Comentário by Line Sena — julho 22, 2013 @ 11:32 am

  14. E, afinal de contas, os vizinhos reclamaram ou perceberam alguma coisa?
    Eu já me decidi pelo parto domiciliar, e neste momento só uma coisa me preocupa: os vizinhos!
    hauhauhauauha

    Beijos e parabéns!

    Comentário by Helena — julho 22, 2013 @ 8:25 pm

  15. nem os vizinhos de porta souberam. no final os vizinhos foram o de menos (ou até ajudaram, porque uma hora o hilan foi à casa de um deles para usar o banheiro. ehehhehe)

    Comentário by luíza diener — julho 24, 2013 @ 11:17 am

  16. Olá, Luíza! Acompanho o seu blog há muito tempo e admiro muito os seus relatos!
    Não pretendo ser mãe logo (pós-graduação!), mas já fico pensando nos prós e contras de parto domiciliar. Queria te perguntar: como fica a burocracia de registro do bebê? Como se acerta isso em um parto domiciliar?
    Beijos pra você e sua família linda!

    Comentário by Talita Oliveira — julho 22, 2013 @ 9:51 pm

  17. e qto mais ou menos fica um parto domiciliar?

    Comentário by Indi Castanho — julho 22, 2013 @ 10:06 pm

  18. fica mais barato que pagar um médico para ter um parto humanizado hospitalar.
    se quiser, me manda um email que a gente conversa 🙂
    potencialgestante@gmail.com

    Comentário by luíza diener — julho 24, 2013 @ 11:19 am

  19. Ah Luíza seus relatos são sempre emocionantes, msmo parecendo clichê sinto qe vc realmente escreve com o coração, porém não deixando de lado a clareza e a razão!!! Mas confesso qe fiquei num impasse com relação aos valores, em $$ qnto mais ou menos se paga por um parto domiciliar?

    Obgda, parabéns pelo blog e qe Deus abençoe e guarde tda sua família!!! 🙂

    Comentário by Hellyabe Seixas Faquini — julho 23, 2013 @ 9:36 am

  20. […] disse no post de ontem, ele foi incluído em todo o pré natal ao participar de consultas, ecografias e […]

    Pingback by potencial gestante – gestar um irmão mais velho — julho 23, 2013 @ 10:40 am

  21. Olá Luiza. É muito bom ler posts de qualidade como os seus!
    Infelizmente meu primeiro filho nasceu de cesária (por displicência e eu diria "esperteza" médica)! Eu me preparei muito bem para o parto normal, tive uma ótima evolução e dilatação (mas todo o processo passei sozinha, sem médico, enfermeira, soro, marido, mãe, nada) – pelo plano de saúde e na Maternidade Santa Joana em São Paulo. Quando lembraram de mim, eu já estava com contrações de 3 em 3 minutos, praticamente 7 de dilatação, mas meu pequeno Samuel já estava sofrendo e tinha feito mecônio. Daí pra cesária não demorou 15 minutos, e o meu médico que tinha sido avisado há 5 horas atrás, apareceu "do nada" só pra me cortar! Fiquei desesperada pois tinha a certeza da possibilidade do parto normal. Agora estou grávida de quase 5 meses, me mudei pra São José dos Campos há 20 dias e não conheço quase ninguém aqui. Já me consultei com uma boa obstetra, mas o forte dela não é parto normal, muito menos domiciliar. E agora, ela me instruiu que tenho menos chances de ter parto normal. Você conhece alguém pelas bandas de cá que eu possa me informar melhor!? Muito obrigada e bendita seja sua família!!

    Comentário by Soraia Guimarães — julho 23, 2013 @ 11:41 am

  22. Oi Soraia, atualmente estou morando em Sao Jose dos Campos e achei interessante dividir com voce um grupo de apoio que existe aqui na região. Não sei se você já ouviu falar, se chama Roda Bebedubem. Existe um site (http://vilamamifera.com/bebedubem/) vc pode visitar o blog também. Além disso tem encontros quinzenais gratuitos no Sesc (aos domingos). Lá tem discussões interessantes, doulas auxiliando a conseguirmos o parto natural entre outras coisas, inclusive uma equipe de parto domiciliar. Entre em contato pois vale a pena, pra quem não conhece os médicos e a infraestrutura da região é uma ajuda e tanto!

    Comentário by Raquel — agosto 25, 2013 @ 7:49 pm

  23. Soraia, tb sou de SJC e gostaria de saber se seu bebê já nasceu e como foi.
    Beijos.

    Comentário by Bianca Lemos — janeiro 22, 2015 @ 11:41 am

  24. Oi Luíza,
    é uma delícia ler seu blog! há um tempão que leio, mas nunca comentei nada! parto domiciliar é uma ideia que está muito, muito no meu plano. tenho um certo trauma de hospital por N motivos, experiências desagradáveis demais!! pensei em ter meu bebê no fim desse ano, mas fui atropelada em abril e fraturei a bacia, estragou tudo! rs o médico pediu que eu esperasse um tempo até que o quadril estivesse completamente calcificado, para que a gestação não fosse dolorosa e assim estou fazendo, esperando… sou de Brasília também. penso se um dia não te vejo por aí! até agora não, rsrs sabe o seu post dA mãe?! pois é! rs
    é lindo seu blog (sua família )
    um beijo carinhoso, todas as bençãos de Deus para vcs!
    Marina Marques

    Comentário by Marina Marques — julho 23, 2013 @ 12:53 pm

  25. Que demais!!
    Antes eu tinha um super preconceito. O meu médico já me disse que isso é retroceder blá, blá, blá.
    Como é importante se informar, né? Pois no dia em que ele me disse isso, fui embora pensando: "É verdade… é mais seguro ter no hospital mesmo", porém fui lendo, me informando e agora estou na luta. O segundo filho está nos planos, mas como sei que tem que guardar uma grana, já quero me programar. rs

    Fiquei muito feliz quando vi que seu parto foi domiciliar, pois coincidentemente eu estava pesquisando a respeito dias antes e ler alguém que a gente acompanha e gosta postar que fez isso, é motivador.
    Parabéns!

    Bj!

    Comentário by Brenda — julho 24, 2013 @ 3:51 am

  26. Oi Luisa, é uma pena que no Brasil é assim, tem que pagar para ter um parto normal e humanizado. Eu moro aqui ina Inglaterra há 13 anos e estou na minha ultima semana de gravidez. Olhando as opções de parto aqui fico indignada de como o Brasil ainda é pré histórico em relação à opções de parto. Será que um dia isso muda? Fico feliz com as minhas escolhas por aqui e vejo que sou respeitada e o melhor de tudo é que é tudo pelo setor publico (NHS) National Health System. Abraços e parabéns pelo seu post emocionante.

    Comentário by Nancy — julho 30, 2013 @ 6:04 pm

  27. Oi Luiza! Achei lindo o seu parto, e acho uma opção maravilhosa pra quem realmente quer um parto normal com respeito e carinho. A única coisa que me preocupa é a parte legal, vc teve alguma dificuldade para registrar a Constança sem a declaração do hospital? Moro no Paraná, ainda não estou grávida, e nem sei por onde começar a pesquisar esta questão. Bjokas

    Comentário by Elen — julho 31, 2013 @ 10:06 am

  28. Que lindo. Muito bom

    Comentário by ketina — setembro 19, 2014 @ 12:59 pm

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