27 de maio

o encontro com laura gutman

por luíza diener

sábado retrasado eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a laura gutman em uma palestra/bate papo muito bacana oferecido pela aquarela pediatria.

tomei nota do máximo que podia, imergi de cabeça no negócio, fiquei em crise no intervalo na hora do almoço ruminando tudo o que foi dito e, à tarde (o negócio foi das 10h às 16h e tal), consegui alinhar um pouco as ideias.

pensei em fazer um resumo rápido de tudo o que foi dito, mas acho bastante complexo fazê-lo, visto que foram necessários dois livros para falar sobre o assunto abordado numa palestra de 4 horas.
mesmo assim, vou tentar fazer um panorama rápido com o que foi dito por ela, à luz da minha própria interpretação e com base nas minhas críticas sobre o que foi dito (porque, sim, eu concordei com muito do que ela disse, mas não com absolutamente tudo).

 

sobre o livro a maternidade e o encontro com a própria sombra

esse livro foi meu primeiro contato com a laura gutman. foi como achar uma ilha no meio de um naufrágio. me encontrei em muitas coisas, me resgatei, me redescobri. mas também achei denso demais, intenso demais. na época tinha ganhado um dinheiro de natal do meu avô e comprei dois títulos dela: esse, da maternidade, e o poder do discurso materno. li o primeiro e me senti plenamente satisfeita, como quem sai de uma churrascaria quase que guinchada. mas depois fiquei tão empanturrada que não quis voltar mais lá. desisti de ler o do discurso materno e pensei em vender os dois livros num grupo de índias que eu faço parte. mas pensei que poderia me arrepender depois e nunca mais toquei em nenhum dos dois.

aí, na palestra, laura gutman falou algo como o livro da maternidade e o encontro com a própria sombra foi escrito há 20 anos. ele foi um filho que eu gestei, pari, criei, saiu de casa, já teve filhos e netos. ele não é mais meu”. e percebi, ao longo do discurso dela, que aquela foi uma fase diferente da qual ela se encontra hoje.
meio que parecia que ela se esquivava de algumas perguntas sobre esse livro e tentava trazer o foco para os livros o poder do discurso materno e la biografia humana (ainda sem tradução para o português).
outra coisa que ela disse sobre o livro foi que ele acaba provocando as pessoas a ficarem a favor ou contra algo” (ou alguém) e essa não é a intenção dela.

os dois livros abordados na palestra têm foco na nossa infância, não na infância dos nossos bebês. ela pediu para que tentássemos desligar dos nossos filhos, parar de pensar neles ou como aquilo poderia se aplicar à nossa relação com nossos filhos e focar única e exclusivamente na criança que nós fomos.

 

a biografia humana

existe um momento da nossa primeira infância em que não nos recordamos do que nos passou. geralmente isso se dá antes do desenvolvimento da linguagem verbal. mas parece que, ainda assim, sabemos dizer coisas sobre o bebê que fomos, baseado naquilo que nos disseram que fomos. acontece que isso retrata a impressão que os outros tinham de nós, mas não revela a nossa verdadeira essência.
como não sabíamos nomear as coisas, nossa mamãe deu nome a elas (ela sempre se referia à mãe como  mamá. achei tão fofo!). nomeou inclusive nossos sentimentos, nossas reações e situações que ela considerava importante (ou incômoda, ou algo que dizia respeito a ela).

ela pediu para que algumas mulheres ali presentes reproduzissem algumas falas que cresceram ouvindo de suas mamães. era mais ou menos assim:
discurso 1: “você era um bebê muito bonzinho, quase não dava trabalho! só chorava quando realmente precisava. do contrário, sabia se virar sozinha”
discurso 2: “quando eu saía pra trabalhar, sua avó ficava com você. ela te deixava sozinha no chiqueirinho chorando, chorando, até ‘desmaiar’ de cansaço”.
discurso 3: “lembro de você bebezinha aprendendo a andar, sempre com um livrinho debaixo do braço”.

então ela apresentou o que ela chama de cenário de infância. analisou cada um daqueles discursos como um detetive ao se deparar com uma cena de crime de CSI e tentou ver além das evidências impressas em cada fala:
discurso 1: sua mãe valoriza a independência e acha que os bebês não tem que dar trabalho. sim ou não? olha só que coisa impressionante! um bebê de 6 meses de idade que sabe o que quer, se resolve sozinha e só chama quando é realmente importante!
discurso 2: “e sua família conta essa história como se fosse algo engraçado?”. no que a locutora disse que sim, laura fez uma cara como quem mostra que isso é bem estranho e soltou um comentário irônico como quem diz “é importante deixar um bebê sozinho e desamparado até que desmaie de sono, né?”
discurso 3: na sua casa se dá valor à leitura, ao conhecimento, ao intelecto?

segundo laura gutman, aquilo que nossa mamãe diz sobre a gente é um personagem. “e personagens são enganos” – afirma. nos refugiamos nesse personagem como um mecanismo de sobrevivência e ele pode ter vários atributos: “brigar, se refugiar na fantasia, obedecer, ser muito bom, super responsável”.
esse comportamento é uma resposta ao personagem dado por nossa mamãe e passamos a infância tentando fazer com que nosso comportamento corresponda ao personagem atribuído por ela, deixando de lado nossa verdadeira essência.
os personagens não são o ideal, mas em muitas vezes são o que salvam a criança durante a infância, especialmente em casos de abuso (seja ele físico ou emocional).
acontece que carregamos esse personagem ao longo da nossa vida e ele segue atuando e criando novos cenários na vida adulta, que podem afetar nossos filhos, maridos e demais relacionamentos ao nosso redor.
o personagem não reflete quem realmente somos. temos que tentar redescobrir nossa essência e nos conectar a ela.
isso é abordado em ambos os livros e ela também conta com uma equipe de terapeutas treinados que usam essa metodologia e atendem, inclusive, via skype (quem se interessar pode acessar o site dela).
eles não são magos que dão respostas mágicas e prontas a fim de solucionar todos os problemas, mas “alguém treinado com certa metodologia de trabalho, que vai nos ajudar a organizar as lembranças, os sentimentos, o que foi nomeado durante nossa infância, o que não foi manifestado ou foi silenciado. é alguém que vai nos acompanhar para observar as cenas completas de nossa vida. mas cada um é que vai constatar se as peças se encaixam ou não”. (o poder do discurso materno, página 14, na seção de explicações pertinentes)

 

agora sobre todo o resto

eu tentei organizar o post em tópicos, mas não dei conta. só fiz esse prefácio 1 e 2 pra, assim com ela fez, tentar conduzir vocês a desligarem-se deste livro (da maternidade) e dos seus filhos e convidá-las a focarem na sua própria existência, no seu próprio ser.
mas como, querendo ou não, boa parte das presentes na palestra havia lido o livro da maternidade, volta e meia as dúvidas referentes a ele – à luz desses novos livros e nova metodologia – surgiam e foi bem interessante perceber a dificuldade da maioria (incluindo eu) de desconectar dos nossos filhos e olhar somente para o que passamos durante nossa infância e até chegarmos onde estamos.

bem no começo ela disse uma coisa é achar que se está fazendo o certo. outra coisa é sentir que o bebê está sendo sentido”.
ao longo do bate papo pude compreender isso melhor: para ela, o bebê e a mãe vivem conectados desde o ventre e, ainda depois de nascido, eles vivem uma fusão emocional. acontece que, muitas vezes, nos desconectamos dessa relação e fazemos o que acreditamos ser certo, quer seja porque alguém nos disse, porque lemos em algum lugar, porque foi dessa maneira que aprendemos desde a infância, etc. então, quando a mãe vê o bebê chorando ou manifestando algum tipo de alegria, anseio, etc, ela interpreta o que ele está sentindo à luz de sua própria “sabedoria”.
mas, quando a mãe está fusionada ao seu bebê, ela se permite sentir o que o bebê sente, como se estivesse sintonizada na mesma frequência dele podendo, assim, ouvir o que ele tem a dizer e satisfazer sua necessidade, independente do que outras pessoas acreditem ou não ser o certo.

nisso muita gente diz “ah, mas fazendo tudo o que o bebê quer, dando colo e mamá o tempo todo, o bebê vai ficar muito apegado a você“. não. o bebê não vai ficar apegado. o bebê já nasce apegado à mãe. o apego JÁ existe desde que o bebê foi gerado.

e, olha, vou dizer que concordo com tudo o que foi dito aqui. mas acontece que a minha interpretação sobre isso é um pouco diferente de algumas outras mães que compartilham da mesma admiração pela laura gutman.
participo ou já participei de uma quantidade razoável de grupos sobre parto natural, criação com apego, alimentação saudável, amamentação prolongada e todos eles – de uma forma ou de outra – são voltados para uma infância mais livre, não violenta, natural. acontece que, na grande maioria das vezes, me deparo com mães de primeira viagem que muito se informaram e, sedentas para colocar tudo isso em prática, acabam por viver uma fusão emocional sufocante com seu bebê. a ponto de acreditar que ninguém cria seu bebê melhor que ela, sem se permitir que outras pessoas amem e cuidem de seu bebê. essas mães acabam por se isolar de pessoas muito queridas e próximas que não falam a mesma linguagem delas. como se não bastasse ter sua vida completamente virada de pernas pro ar com a chegada de um novo bebê, a loucura que ficam nossos hormônios no pós parto e o fato de que o mundo não para porque você virou mãe (ou seja, marido volta a trabalhar, o fato da vida social ser quase sempre noturna, além da falta de identificação que acontece quando nosso amigos não tem filhos e, de repente, tudo que sabemos falar é sobre cocôs, pediatras, noites mal dormidas), ainda tem esse negócio de criar nossos filhos totalmente contra a maré. é chato ter que ouvir a vovozinha dizendo que vai dar água pro bebê de dois meses, sua irmã querendo te convencer a dar mamadeira pra você conseguir dormir um pouco ou a vizinha que não abaixa o volume nem muito menos desliga a tv quando vocês aparecem na casa dela. mas até aí, isolar-se não foi – nem nunca será – a solução.
não sei se essa foi uma das razões que fizeram a laura (tô falando assim porque já somos íntimas, tá?) dizer que o livro da maternidade e o encontro com a própria sombra faz as pessoas ficarem a favor ou contra alguma coisa, mas percebo que – assim como eu já passei por isso (e hoje consegui me reintegrar) – o caminho não é afastar-se dos outros para viver essa intensa fusão emocional. é permitir-se integrar-se a outros ambientes e pessoas sabendo que sua fusão com o bebê não será desfeita caso você permita que outras pessoas cuidem dele ou mesmo de você.

a fusão é saudável desde que a mãe seja bem resolvida consigo mesma.
pra ela, “o difícil não é criar um bebê. é entrar em contato com a nossa fase de bebê”.
de fato, se mergulhamos de cabeça na criação com o bebê e abraçamos a mudança que ele traz nas nossas vidas, tudo fica mais fácil.
mas, se não conseguimos resolver nossa infância (seja naquela mesma fase ou no tempo presente), nossa criança interior vêm à toda quando um bebê chega às nossas vidas, causando um enorme conflito: de um lado, uma criança real, com necessidades para serem supridas imediatamente. do outro, um adulto. ou melhor, uma embalagem de adulto com uma criança chorando lá dentro. ambas crianças precisam de amparo e conforto, mas é a criança real que está aqui e agora para ser atendida.
e essa é a grande dificuldade de se criar filhos, porque as nossas necessidades de criança são conflitantes com as necessidades da criança real.

toda criança quer que suas necessidades sejam supridas. e elas precisam ser supridas para que vivam essa fase com abundância emocional.
a infância é o momento da criança receber, enquanto que a vida adulta é o momento de doar.

foi dado um exemplo bem interessante que eu vou tentar repassar aqui:
imagina que seu bebê está no banho e a água está a 40º C. ele chora, chora, mas você não consegue identificar o motivo do choro e, consequentemente, não consegue acalmá-lo. acontece que você também está no banho e seu corpo está a 40º C. o que fazer então? primeiro é necessário reconhecer nossa própria temperatura para, depois, tomar a providência de esfriar a água ou tomar alguma atitude.

eu também anotei umas coisas bem lindas que ela disse e cheguei a chorar em alguns momentos:

“os olhos apaixonados de um bebê olhando sua mamãe enquanto mama: isso é amor.
(acho que, além de mim, metade das mulheres – ou mais – que estava lá se emocionou nessa hora).

“a criança tem sempre razão. a criança que nós fomos também tem sempre razão“.

um bebê não pede nada que ele não precise. se ele está pedindo, é porque precisa.”

“a maternidade é assustadora (…) o encontro com o bebê é o encontro com a nossa primeira infância e isso é aterrorizante.”

por isso precisamos rever nossa infância e procurar compreender quais foram nossos personagens, o que carregamos para a vida a adulta e tentar buscar nossa verdadeira essência, despojando-nos dos comportamentos viciados que carregamos ao longo de todos esses anos.

 

o que eu absorvi de tudo isso

muita, muita coisa mesmo.
assim, acho o discurso dela um tanto quanto determinista. em algum momento ela afirmou que uma criança que não foi suprida emocionalmente na infância torna-se um adulto egoísta, o que pra mim faz muito sentido. mas ela afirmou categoricamente que não tem como ele deixar de ser egoísta e que, por mais que pratique atos de bondade e altruísmo, isso é para suprir seu próprio egoísmo de sentir-se uma pessoa melhor. acho que, no fundo, somos todos egoístas mesmo, mas acredito que as pessoas podem mudar, inclusive quando tiveram um passado não lá tão bacana.

sobre a criança ter sempre razão e pedir somente o que precisa, eu dou graças a deus porque a possibilidade dela ler meu post é mínima, então vou dar a minha visão de adulto sobre um ponto de vista infantil, coisa que ela diz que não deve ser feita jamais.
questionada por uma espectadoras da palestra sobre imposição de limites a uma criança de forma respeitosa, ela respondeu “limites? que limites?”, dando a entender – na minha opinião e baseada em algumas outras coisas que ela mencionou – que educação e limites são coisas da linguagem adulta e que a criança – que tem sempre razão – não precisa deles. nós é que precisamos. realmente, com frequência eu me pergunto por que exijo que meus filhos comam com talheres (e não com as mãos), não limpem o nariz na frente dos outros, digam por favor e obrigado. e, por mais que eu saiba que é pros outros, não pra eles, continuo ensinando eles a ter os tais bons modos, porque eles vivem em sociedade – não isolados numa caverna – e precisam, sim, aprender a conviver com os outros.
claro que também não deixo debandar pro outro lado e tento ensiná-los a serem autênticos e não depender da aprovação dos outros pra tudo que fizerem.

vê-se em sua fala (e em tudo que ela escreveu) que a laura gutman é uma pessoa extremamente qualificada e estudada (são mais de 30 anos trabalhando na área de terapia familiar), que já atendeu milhares de pessoas e tem um know how gigantesco.
ela é uma pessoa posicionada e eu AMO pessoas posicionadas. é o tipo de gente que você consulta quando tem dúvidas porque sabe que dela saem somente certezas – por mais que nem sempre concordemos com elas. mas também de super posicionamentos saem autocobranças e autocríticas enormes, que podem gerar uma culpa desnecessária na mãe ou mesmo repassar essa cobrança e crítica excessivas para os filhos.

como diz um dos meus versículos favoritos, examinai tudo. retende o que é bom” (1 ts 5:21).

e é assim que eu sigo depois dessa palestra: continuo a observar a disciplina e limites dos meus filhos, mas muito mais consciente não apenas da minha maternidade em relação a eles, mas a quem eu fui quando criança e como isso reflete nos meus relacionamentos hoje em dia.

* * *

para conhecer esses e outros livros da laura gutman, acesse:

http://www.lauragutman.com.ar/libros/

* * *

créditos:
vídeo: hilan diener com edição da realejo filmes
legendas: carolina pacheco (baby bobeiras)

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categorias: Tags:, , , , erros comuns, filmes e livros, psicologia autodidata introspectiva, sem filho

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11 Comments »

  1. É isso aí, Lu… É tanta coisa para se ler e aprender hoje com respeito à maternidade, que vejo muitas mães um tanto perdidas, porque parece que cada um dos comportamentos recebe um rótulo de "apropriado" ou "inapropriado". A verdade é que muitos dos adultos equilibrados, honestos, generosos e mentalmente saudáveis que conheço, o que inclui eu e você, foram criados por mães "comuns" que não leram nenhum livro sobre como cuidar dos seus bebês. Simplesmente os amaram e supriram suas necessidades. Simples assim, como deve ser tudo na vida.

    Comentário by Sandra Terto — maio 27, 2015 @ 10:50 am

  2. Ainda não tenho filhos e ao ler o Maternidade, só conseguia fazer ligações com a minha própria infância e a de três pessoas próximas e queridas(duas adultas e uma criança). De certa foi benéfico pois entendi algumas coisas desse tempo. Gostei de ler na sua postagem que o livro é pra isso mesmo.
    Espero voltar a lê-lo (pulei alguns capítulos) depois de ter um bebê e tentar perceber as diferenças na análise e na leitura.
    Concordo contigo nas suas pontuações e adorei seu resumo. Gratidão por compartilhar.

    Comentário by Mari Batistello — maio 27, 2015 @ 2:17 pm

  3. Oi Luiza! Tudo bom?
    Então, comprei “A maternidade…” há uns dias por sua causa. Hehehe. Principalmente por causa do último post.
    Aí dei uma lida na introdução e pensei: “hum, talvez eu vá me sentir meio mal com essa leitura”. Pq já na introdução ela apresenta a questão de uma maneira bem rígida, sem margem pra muitas discussões. Confesso que deu medinho. Pq, né? Que mãe não se sente culpada ao ter seu comportamento julgado? Pior ainda, julgado como inapropriado! Mas aí li seu post, suas críticas, a autocrítica da autora, e deu vontade de ler de novo.
    Então vambora buscar a minha criança.
    Bjs

    Comentário by Mariana — maio 27, 2015 @ 5:19 pm

  4. gosto de chamar esse livro de A Maternidade e o Encontro com a própria CULPA.
    Daí você tira, né? ahhahahahha!
    beijo

    Comentário by luíza diener — maio 27, 2015 @ 5:39 pm

  5. Simplesmente amei! Duas referências da minha vida juntas! Amo vocês!

    Comentário by Ana Cecília — maio 27, 2015 @ 5:38 pm

  6. Muito bom.!

    Comentário by fabrinadutra — maio 27, 2015 @ 8:55 pm

  7. Estou achando tudo interessante… Estou entrando nesse barco agora! Agora, é claro que ela sabia “que limites” a expectadora tava falando… Ela tem uma opinião já formada baseada em sua experiência e estudo, mas que não justifica a desegância da resposta, que foi uma forma sarcástica de dizer: isso é tão básico que não me dignarei a responder!

    Comentário by Laura — maio 28, 2015 @ 11:49 pm

  8. caraca, arrasou! adorei sua leitura da Laura. Temos de conversar mais…

    Comentário by lia — maio 29, 2015 @ 1:41 pm

  9. Muito bom Luiza. Me identifico bastante com os seus comentários.

    Comentário by nadja — junho 3, 2015 @ 9:47 am

  10. O mais legal desse blog, é que além de te ver crescendo como mãe e como pessoa, crescemos junto.
    Seus textos junto influenciaram bastante na minha vontade de amamentar e cuidar da alimentação do meu filho. Hoje, aos 2 anos e 2 meses, ainda mama, contra a vontade das professoras da escolinha, e da psicopedagoga que bate o pé para dizer que o ideal é o bebê mamar até os seis meses, colocando "os médicos" como fonte. Não parei de amamentar porque causa cáries, olha só!!
    Fora a vontade de criar um filho fora dos padrões de passividade e propriedade sob o adulto.
    Enriquecedor. Vemos os acertos, os erros e como se reerguer. Excelente!

    Comentário by Paula — junho 3, 2015 @ 3:23 pm

  11. já chorei lendo trechos dos livros dela pois me vi em muitas situações. é um tapa na cara, é denso.. mas são livros que ensinam a pensar.
    duas mulheres inspiradoras. poxa Lu, vem pra porto alegre pra gente bater um papo! to tri intima hehe
    Bjao!

    Comentário by Juliana — junho 3, 2015 @ 5:01 pm

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