16 de novembro

O google é o meu verdadeiro pai.

por hilan diener

googlesabemais copy

Nasci em 1981 e não sei você, mas a impressão que eu tenho é que quem nasceu nessa época com certeza, direta ou indiretamente, foi atingido pelo famigerado boom dos divórcios.

Hoje com meus 28 anos vejo o estrago que isso causou em mim e na minha geração. Como diria sabiamente Tyler Durden do filme Clube da Luta[bb]: “Somos uma geração criada por mulheres, será que precisamos realmente de outra em nossas vidas?”.  Pode parecer machista esta frase, mas em parte ela é a mais pura verdade. Eu e muitos dos homens que lêem este post neste momento fomos criados pelo que chamo da tríade do homem moderno: mãe, avó e tia.

Não me entenda mal, não é que eu desmereça a criação das minhas queridas mãe/avó/tias,  admiro a dedicação e a coragem de topar o desafio de criar uma criança sem um pai, porém sei que elas e eu (principalmente) sofremos a ausência de uma figura masculina. Então tive que me virar e minhas mãe/avó/tias também. Lembro-me que fui aprender a andar de bicicleta com dez anos! Meu primo me colocava sentado no banco da minha monark e me empurrava ladeira abaixo. Logo em seguida a cena patética de um rapagão se estatelando no asfalto. Depois de muito treino e tombos consegui.

Você só percebe que tem algo errado com você quando você se compara com os outros.

Lembro que tinha amigos que sabiam andar de bicicleta desde os quatro anos de idade! Qual foi o seu segredo: Meu pai me ensinou!  Ah sim, claro! Onde eu arrumo um pai a esta hora da pós modernidade?

As feministas podem falar o que quiserem, mas é o homem que dirige para o hospital quando a mulher entra em trabalho de parto.

Imaginem vocês: eu com vinte tantos anos de idade e nem sequer sabia qual era a diferença entre o acelerador e o freio de um automóvel. Sofrível. O meu maior medo de não saber dirigir era não poder levar a Luíza para hospital quando ela entrasse em trabalho de parto (sim, eu sofria por antecipação). Aprendi a dirigir com a minha namorada, hoje minha esposa Luíza, não esquecendo também das quinze aulas do curso de direção.

A minha geração não quer repetir os mesmos erros dos nossos pais, mas cometer erros novos.

Diferente de mim, o meu filho não vai precisar entrar no google[bb] para aprender a ser um bom pai e nem um bom marido. Meu filho vai saber andar de bicicleta e dirigir. Meu filho vai andar de cabeça erguida e pé ancorado no chão. Meu filho vai saber que quando o medo vier, o pai dele – que é o homem mais forte do mundo – vai estar ali para ajudá-lo. Prometo estar do seu lado.

Bônus:

Para não dizer que não falei das flores – Entra aqui

Para os homens: Compartilhe sua infância, você foi criado pela tríade? Por favor comente! 🙂

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categorias: educação, pai grávido

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28 Comments »

  1. vc é muito fofo, sabia?
    ficou lindo seu post pq vc colocou sua alma aí.

    amo vc.
    pra sempre!

    :)*

    Comentário by luíza diener — novembro 16, 2009 @ 9:55 am

  2. #aloka comecei lendo o comentário e a parte do "você é muito fofo, sabia?" e pensei: "opa, a luíza tem que ver quem que é essa sirigaita que tá chamando o marido dela de fofo!!!".. aí vi que é a própria esposa.. kkkkkk!

    Comentário by Livia — agosto 21, 2013 @ 5:47 pm

  3. Fala jhow… Estava lendo seu comentário no blog que está indicado em seu "gmail talk"… Acredito que a capacidade de abrir o coração publicamente ja seja complicado, mas você se superou e ainda colocou na net… O que eu tenho a dizer sobre isso: "só aprendemos a ser filho quando nos tornamos pai…" O pai, que você não teve, pode lhe ensinar muitas coisas, mas tenha CERTEZA de que o pai que você será é fruto do que o Pai lhe ensinou… Você pode ter valores, mas a alma com a qual você vai educar seu pimpolho é divina. Se vale uma colocação de quem teve pai e mãe, aqui segue: Meu pai me ensinou a não levar desaforo para casa, minha mãe me ensinou o perdão!! Vou lhe enviar por e-mail uma coisa que escreví sobre eles… O que eu quero dizer com isso?! Tive uma mãe que foi mais que mãe, foi avó… O pai babão que sou hoje, aprendí com o lado feminino… Claro, o lado masculino foi fundamental para MUITAS coisas, como dirigir…rs. Mas o lado materno foi o TERNO fundamental da minha existência, afinal, sou parte dela até hoje!! Beijo e bom dia!!

    Comentário by Roberto — novembro 16, 2009 @ 1:33 pm

  4. Cara! sem palavras! Para variar os comentários sempre são mais legais que os posts propriamente ditos!

    Comentário by luíza diener — novembro 16, 2009 @ 7:42 pm

  5. É dificil mesmo quando o pai falha no processo de educação ou, até mesmo, somente em estar presente e colocando limites. Hoje nos formamos através da informação que buscamos ou recebemos, deixando a experiência de lado, somente para reparar os danos com nossos filhos.
    Ótimo post!

    Comentário by palmerio — novembro 16, 2009 @ 4:01 pm

  6. Cara,
    Acho que todos nós um dia temos um 'estalo" e parece que conseguimos ver tudo com mais clareza e maturidade é engraçado mesmo isso, parace que é de um dia para o outro um momento e BUMMM _Estou maduro.Mas não é bem assim… O tempo nos trás a maturidade e as experiências nos trazem sabedoria.
    Não é de uma hora pra outra e você meu amigo cresceu e tornou-se um grande homem e VOCÊ SERÁ UM ÓTIMO PAI, medos todos temos friozinho na barriga da em todos nós homens, mas nem todos nós seremos corajosos de admitir.
    Sei que Luiza ainda nao está grávida mais já desejo que esse bebê seja muuuuito feliz e cheio de saúde.
    parabéns pelo post é muito verdadeiro.
    😀

    Comentário by judá dos santos — novembro 16, 2009 @ 5:50 pm

  7. Lindo texto, Hilan.
    Corajoso.
    Os pais são campos de experiência. Por isso são igualmente importantes. Tem coisas que só aprendemos na troca de sentimentos com um deles. E às vezes com os dois juntos.
    Parabéns pelo texto

    Comentário by Thiago Diniz — novembro 16, 2009 @ 3:54 pm

  8. Nunca tinha questionado a presença do pai. Sempre ficou bastante obvio em minha vida que, mesmo, era a Mãe quem mandava no ambiente. Depois fui vendo que deveria ser diferente. Ser criança, e apenas receber presente e abraço do papai, estava lindo. Meus pais são juntos até hoje, mas meu pai exerceu mais foi um papel de backstage. É o perfil da minha família, e hoje em dia me vejo como uma mulher mandona, querendo ser a dona da situação. Como mudaria se o meu pai fosse o centro da casa…?

    Comentário by luda — novembro 16, 2009 @ 7:49 pm

  9. Apesar de ser mulher eu sou filha de pais separados (eu tinha apenas 8 meses) e meu marido tbm nem conheceu o pai! Somos parte dessa estranha geração que apredeu a conviver em família por ter vontade de fazer diferente! Enquanto minha mãe me encorajava a ter muitos namorados e não casar eu queria casar e ter filhos. Tive uma filha e depois casei. Tá! eu mudei um pouco a ordem das coisas! Mas consegui construir minha família junto com meu marido que tbm vinha de uma família sem a estrutura completa! Acho que isso é fazer realmente diferente! Não vou dizer que é fácil, mas sim que é diferente! como não fui criada com pai eu acabo querendo agir como minha mãe: tomo a frente e tento fazer tudo! E meu marido como não teve pai às vezes tem dificuldade em saber o papel dele dentro de casa! Mas vamos aprendendo juntos e isso é que é bom e gostoso! errar e acertar! Por isso nós nos nomeamos "Família Feliz".
    Adorei esse post!
    Abraços!

    Comentário by Larissa m. hernandes — novembro 17, 2009 @ 8:15 pm

  10. Para variar os coments são sempre melhores que os posts! obrigado pela participação

    Comentário by Hilan — novembro 18, 2009 @ 10:42 am

  11. Adorei seu texto, Hilan, e a coragem de se abrir tanto! Sou filha de pais separados, mas meu pai sempre foi muito presente, embora eu sinto que tenha perdido momentos importantes com ele.
    Beijos

    Comentário by Paloma, a mãe — novembro 18, 2009 @ 12:55 am

  12. Que bom que você gostou. Acho que não tem muito haver com o fato de estar casado e sim presente não é? Em muitos casado o casal não se separa, mas o pai fica de backstage como disse a luda, logo acima.

    Comentário by Hilan — novembro 18, 2009 @ 7:40 am

  13. sabe o que é engraçado? no meu trampo tem mais 2 amigos mais novos, um de 23 (o alexandre que tambem é amigo da lud) e uma de 25 e os pais deles ainda são casados, fiquei falando que eles são estranhos por ainda terem pais casados, mas se vc for ver, até a própria luda que comentou ai tambem tem os pais casados até hoje, então acho que a geração 77 a 82 é que é filho de pais separados,heheheh

    Comentário by Boi — novembro 18, 2009 @ 1:29 am

  14. Querida, tem um selinhon especial pra vc lá no meu blog!

    beijos

    Comentário by Treinante — novembro 19, 2009 @ 4:02 pm

  15. Concordo, Hilan: a figura masculina é essencial e insubstituível. O mais legal pra mim a respeito dos homens é que eles são mais lúdicos, costumar saber se divertir melhor q as mulheres (compare chá de panela com churrascão de despedida de solteiro!).
    Agora, sobre dirigir pra maternidade: sempre tem o motorista do taxi, né? hehehe

    Comentário by lia — novembro 20, 2009 @ 5:13 pm

  16. Eu acho que não conseguiria ligar para o taxi nessa situação. hahahaha

    Comentário by Hilan — novembro 20, 2009 @ 5:31 pm

  17. Aprendi dirigir e andar de bicicleta sozinha. Estudei, fiz lição de casa sozinha, perdi o ano, recomecei, fiz faculdade, pós, tudo do meu bolso sem apoio de meu pai, que ainda diz que sou burra de ficar gastando com estudo!
    Pai…pra que serve mesmo?

    Comentário by Dam — agosto 23, 2010 @ 1:58 pm

  18. É por isso que a igreja não aceita a separação do casal. O problema de se separar não está no aqui e agora. mas está na educação dos filhos. A criança cresce sem noção do que é um pai. O pai é parte fundamental no crescimento. Como o amigo Roberto disse "Meu pai me ensinou a não levar desaforo pra casa", porra, mãe nenhuma ensina isso para um filho. Por isso que eu falo, a separação é uma merda. Se o cara tece um filho antes de casar, SEJA HOMEM PORRA, assuma o filho e construa uma familia com um PAI, uma MÂE e um FILHO. Esses 3 elementos são inseparáveis e o mais precioso bem que existe na face da terra, preservá-los é o nosso dever.

    Comentário by Eduardo — maio 6, 2011 @ 10:33 pm

  19. Geile amateur in chat

    Comentário by visit x — agosto 10, 2011 @ 5:14 pm

  20. Nossa que texto profundo!!!
    Eu fui criada sem pai e isso me prejudicou muito, apesar de ter irma e mãe que me supriram…mas sem uma presença masculina é muito complicado!!!
    Graças a Deus meu marido é o oposto do que meu pai sempre foi… eu Agradeço a Deus por ele esta superfeliz e ser sempre maravilhoso quando o assunto é paternidade!!! Virei sua fã!!! Que vc seja esse paizão pra sempre!!!

    🙂

    Comentário by Ana — agosto 29, 2011 @ 3:18 pm

  21. I just downloaded Mozilla firefox, how do i make it so my opening page is bebo? I know its possible i just can’t remember how. I mean so that when you open firefox its not google its bebo, if yous get what i mean?.

    Comentário by podatki — setembro 22, 2011 @ 4:26 pm

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    Comentário by italian sausage — setembro 22, 2011 @ 4:51 pm

  23. Chorei…

    Comentário by Anis — setembro 23, 2011 @ 9:45 am

  24. Meu Deus, será que sou uma aberração?Porque eu fui criada sem pai, e não me fez falta nenhuma! Eu aprendi a dirigir na auto escola,e minha vó me ensinou a andar de bicicleta! Nunca fiz esse drama todo n.Tem gente q tem pai, e o abençoado n serviu pra nada!hahaha
    Não importa por quem a gente foi criado n , mas COMO fomos criados. E oq mais se ve por ai,nesse pessoal mais velho, onde as familias eram ditas " normais" com pai e mãe, o pai teve papel de provedor da familia, mas a figura do paizão que brinca, q participa, a sociedade sabiamente inventou agora!
    Mae é uma necessidade, o pai é uma invençao!
    Sou feminista mesmo!!! heheh

    Comentário by Lara — novembro 4, 2011 @ 3:16 pm

  25. Fui criada por pai e mãe, tenho uma irmã e cresci no numa cidade bem pequena! Aprendi a andar de bicicleta sem rodinhas com 4 anos, minha irmã com 4 já andava na bicicleta do meu pai! Aprendi a dirigir com 18! Minha família (incluindo avós e avôs) sempre participaram da minha vida! Aprendi a gostar de música com meu pai, de culinária com a minha mãe, de futebol com o meu avô, de histórias com a minha avó! Minha família é tradicional, todos os meus primos planejaram pra casar (na igreja, tudo dentro dos padrões familiares), planejaram para ter filhos, planejaram para ter mais filhos, planejaram pra parar de ter filhos e assim vai! Quando chegou na minha vez… acabei com a tradição! não me casei, o pai do meu filho não assumiu, tive que entrar com pedido de reconhecimento de paternidade! Acabei com a tradição, com a honra da família! (hora de começar a chorar) não tive o apoio de ninguém, só contei que estava grávida quando estava com 5 meses de gestação! Ter filhos sempre foi meu sonho, lembro do meu tio conversando com meu pai no dia que disse q estava grávida e meu pai falou: – desde que ela tem 15 anos ouço ela dizer que o sonho dela é ter um filho, faz 11 anos que espero ser avô! pra ser sincera meu pai foi o único que ficou do meu lado durante a gestação! Depois que meu filho nasceu, claro, fui obrigada a engolir cada coisa que ouvi e receber todos que iam visitar o meu filho de braços abertos! Quando contei que estava grávida parecia que tinha dado uma enchente e eu havia ficado sem casa, iam pra prestar solidariedade! foi triste e não tem como esquecer! O pai do meu filho só assumiu quando o pequeno tinha 8 meses! Não é presente, meu filho ama o pai pq eu acho importante que ele ame , ele vê de vez em quando! No começo ele não pegava o Bernardo pq ele era bebê, com 1 ano e pouco pq ainda mamava no peito, com 2 pq ainda mamava no peito, com 3… não cobro nada, mas caso ele queira pegar agora, não sei se o pequeno vai querer ir! ah… quando ele registrou não estabeleci dia certo, pode ver quando quiser, desde que avise antes! pegar a cada 15 dias é muito fácil, pegou, levou pra passear, devolveu… até daqui 15 dias de novo! acho muito mais saudável ver quando tem vontade… o problema é que falta vontade! Eu ia escrever uma coisa, me empolguei e desabafei! O que importa é que, hoje minha família ama o meu filho, reconhecem que sou uma boa mãe, meu filho é amado, educado e com 3 anos e 2 meses anda de bicicleta "quase" sem rodinhas! hahahaha… e posso falar uma coisa que me magoa? meu primo que é exemplo de família perfeita não brinca com os filhos e trai a mulher! ai… falei!
    desculpem o desabafo!

    Comentário by Arianne — dezembro 12, 2012 @ 3:48 pm

  26. Engraçado!!! Muitas histórias parecidas!
    Meus pais se separaram eu tinha 3/4 anos! Minha mãe foi embora, e eu morei com meu pai até os 16 anos de idade. E fui mais por um momento rebelde e dificuldades de lidar com minha madrasta (q ajudou meu pai desde os meus 6 anos). Não é fácil confessar isso, mas muitas vezes pra mim a figura do meu pai foi muito mais importante q a minha mãe. Com ela era eventualmente a diversão do fim de semana, viajar. E com meu pai a responsabilidade e o aprendizado. 2 pessoas diferentes, com valores que não se comparam, até aprender a lidar com tudo isso não foi fácil. Não morei muito tempo com minha mãe, pois com 21 me casei e formei minha própria familia, e começou todo um aprendizado novo, pois coisas pra mim q são "comuns" soam estranhas para o meu marido que teve os pais casados por mais de 40 anos, e não foi o divórcio q os separou!
    É a vida!!!!
    Como a Lara disse acima, pai serve pra que??? Eu muitas vezes me perguntei: mãe serve pra que????? (hj não me pergunto mais! sei bem o valor de ambos na minha vida)!
    Vidas e aprendizados diferentes, viva as diferenças!!!!!

    Abraços,
    Bruna

    Comentário by Bruna Rauscher — agosto 21, 2013 @ 5:29 pm

  27. Que lindo!
    Imagino o quanto deve ser dificil, algo, talvez parecido com meu caso, que foi o contrário! meu pai, foi paimãe! contava de namorados, menstruação, grilos, comprava roupas, ia ao super mercado…enfim, com ele, que graças aos bons ventos cumpriu direitinho, e pelos exemplos dele fiz minhas escolhas, ele me mostrou o que era ser um bom pai, e uma boa mãe, ou seja, me deu referência de tudo que precisava para construir minha familia com amor, muito amor! <3

    Comentário by Augusta Raggi — agosto 21, 2013 @ 5:31 pm

  28. Que texto li
    Mesmo também sendo da decada de 80 eu fui criada com pais casados, mas o mesmo não aconteceu com o meu filho. Sou mãe solteira, o pai do meu filho visita, a cada 15 dias, mas vamos combinar, quem exerce a paternidade sábado, domingo a cada 15 dias?!
    Ele é criado nesse mesmo esquema, mãe, avó, tia e escola (que é cercada de mulheres).
    Tenho a sorte de morar com meu pais e é o meu pai que exerce a figura paterna, é ele que ensina a fazer xixi de pé por exemplo!

    Beijos

    Comentário by Juliani de Paula — agosto 21, 2013 @ 8:37 pm

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