o parquinho e uma história sem fim

há pouco mais de um mês o benjamin entrou de vez para o mundo dos parquinhos.

como já disse anteriormente, opção é o que não falta aqui perto de casa.
mas vários foram os fatores que me fizeram adiar esse momento:

1) não queria levá-lo na areia por xyz motivos.
mas pra isso existem os parquinhos de grama e de cimento.

2) eu não queria ir sozinha.
não por pensarem “ah, coitada, tá sozinha com o filho”, mas porque eu sou muito tímida quando chego em um lugar que não conheço ninguém. sério. dá um frio na barriga desses de primeiro dia de aula em escola nova, sabe?

3) o parquinho é das babás.
aqui em brasília – mais especificamente no plano pilouco –  é difícil encontrar mães que acompanham os filhos no parquinho durante a semana. geralmente eles vão com as babás. e aí, minha filha, quando chegam no parquinho você e o filho, sem nenhuma babazinha pra te acompanhar, te olham com aquela cara de “sua louca extraterrestre! o que você está fazendo sozinha com seu filho no parquinho? gaaahahhhh!”. e somando o frio na barriga à cara de mãe extraterrestre, quem se atreve a ir?

4) (e mais óbvio) ele não via graça no parquinho.
quando ele era mais novo, eu não via mesmo sentido em levá-lo. na época, os parquinhos sem areia e com brinquedos apropriados para os micro bebês eram longe de casa (agora tem um aqui ao lado) e mesmo assim, pra ele balançar ou não, escorregar ou não, era tanto faz como tanto fez.
quando ele começou a engatinhar freneticamente eu passei a ir esporadicamente a um parquinho aqui perto do meu prédio pra ver se ele gastava energia, mas era só chegar que ele ficava lá, sentadão, boquiaberto e babando, só vendo a banda passar.

mas depois que completou um ano (mais precisamente depois da festinha), ele começou a andar de fato e eu passei a levá-lo com frequência.

e a mãe louca aqui não conseguia simplesmente pegar o guri e ir ao parquinho. era necessário uma preparação: um casaquinho (vai que esfria?); um copinho com água (vai que ele tem sede?); uma frutinha (vai que ele tem fome?); uma fraldinha de boca (vai que ele golfa?); uma muda de roupa (vai que ele golfa tanto que se suja todo?); uma fralda e lencinhos (vai que ele se caga?); um brinquedo (vai que ele fica entediado lá?); um sapato (vai que ele quer andar em um lugar que machuca o pé?); um carrinho (vai que eu me canso de carregá-lo no colo?) e mais um bando de tralhas.
aí já viu, né? pelo menos meia hora de preparação só pra ir ali e passar meia horinha que seja.

menino amarrado no carrinho, uma bolsa a tiracolo, uma bando de cacarecos pendurados no carrinho, um frio na barriga e lá vamos nós. opa! esqueci alguma coisa! volta pra casa, arruma uma desculpa pra enrolar mais um pouquinho e lá vamos nós.
chega de autossabotagem que agora é sério. e lá vamos nós.

chegam no parquinho et e rodolfo. as babás sentadas num canto e eu no outro. elas continuam conversando como se eu não existisse. aí chega uma menininha (benditas crianças) poucos meses mais velhas e quer brincar com o benjamin. tenta pegar ele pela mão e arrastá-lo pelo parquinho: “isabela, assim vai machucar o neném” – grita a babá lá de longe, sentada no banco. mas a isabela insiste em levar o pequeno para dar um tour. eu tento ajudá-los, a isabela chora e vem a babá: “cuidado, ele é neném. pergunta o nome dele”.  “manãstiminimi, neném?” – ela pergunta. eu respondo por ele: “o nome dele é benjamin”. e ela fica muda.

[pausa. existem várias coisas que te ajudam a distinguir as babás das mães em um parquinho:
a primeira é a linguagem corporal. como eu já disse, a maioria delas (não todas) fica sentada num canto com as outras babás dando ordem aos patrõezinhos: “artur, escorrega”, “luísa, vem beber água”, “miguel, não puxa o cabelo da amiguinha”, “balança, eduarda, balança”, “miguel, já falei que aí não pode”, “valentina, sobe a escada”, “miguel, desce daí agora, senão a gente vai embora!”, “audrey, limpa esse nariz”, “miguel, já falei que não pode comer grama” e continuam lá sentadas, como se a bunda delas estivesse colada no banco.
a segunda são as roupas. algumas usam roupa toda branca (o que eu acho meio absurdo pra cuidar de menino grande, mas isso é coisa de patroa), outras somente camiseta. mas todas usam calça de lycra com camiseta e chinelo.
a terceira é o celular. se elas estão sozinhas (entenda por sozinha ela + patrãozinho), na certa ficará pendurada no celular enquanto grita com o menino de longe. mas é só chegar outra babá que elas passam a conversar entre si, sempre com o celular na mão, claro.
a quarta é a esquizofrenia. se a patroa chega no fim do dia e vai ver o filho no parquinho (algumas ainda fazem isso), num salto ela muda de comportamento, a bunda se desprega, ela esquece o celular e vai atrás do menino aonde ele for. segura no balanço e empurra. ajuda a subir e descer as escadas, dá a mão na hora de escorregar e limpa o ranho que mais cedo escorreu do nariz e grudou no dente. uma beleza. a aí a mãe fica lá sentada, ligando de seu ipad, pedindo pro marido trazer alguma coisa da rua e gritando de longe “miguel, aí não! poxa, maria, olha ele direito”. despausa]

os pequenos chegam e saem. benjoca fica só no seu canto, olhando.
dias se passam e assim ficam mãe e filho observando o movimento, tentando socializar.

um dia o benjamin chega e uma menina grita “olha, vovó, o benjamin”. sinal de que ele já está mais assíduo no local. “vai lá, filho, brinca com a laís”. enquanto eu converso com a avó.
de avós eu entendo, afinal minha mãe é uma daquelas beeeem corujas, beeeem babonas, que fica somente esperando alguém perguntar qualquer coisinha sobre os netos pra disparar a falar “ele é tão inteligente, ele já sabe o nome de várias coisas, ele tira meleca sozinho, ele faz isso, isso e aquilo outro. olha como meu neto é esperto”. e convenhamos, uma avó que se dispõe a ir ao parquinho não pode ser diferente.
logo ela começa a falar uma e outra coisa sobre a neta e lá vai assunto pra mais de dia.
mas avó é avó, não é mãe. avó esqueceu que seus filhos davam aquele trabalho todo e brincam com os netos até cansarem (deles). depois é só entregar pra mãe, voltar pra casa e dormir a noite inteira.

com o tempo eu começo a ganhar espaço e as babás começam a perguntar dele, sobre a sua idade, se ele é meu sobrinho, irmão ou filho. “nossa, mas você é tão novinha” e a minha resposta padrão “é, eu bem que engano”. mais uns dias e elas se atrevem a perguntar “mas quantos anos você tem?” e logo eu descubro que estou entre as mais velhas do lugar.

aos poucos ele se solta, brinca com os outros, empresta os brinquedos e pega emprestado. é só alguém chegar perto do portão que ele já acena com a mão e diz au (tchau, em benjaminês).
ele pede bá, bá para ir ao balanço. como é grande demais pra ele, senta no meu colo e ficamos lá até minha bunda doer.
ri quando escorrega sozinho de costas no escorregador de plástico, sempre me dá choque.

mas um belo dia, eis que ela chega toda linda e glamurosa: cabelo desgrenhado, short e olheiras fundas. ela está de mãos dadas com aquele pequenino ser trôpego que anda de um lado para o outro sem rumo definido. ele quer subir no balanço, ela coloca e o segura. ele quer o brinquedo do coleguinha e ela intermedia. ele chora e ela pega no colo. ora chama ele de meu amor, ora de rafael.

é ela, só pode ser. por favor, meu deus, me diga que é.
de repente tudo se move em câmera lenta.

ela participa, cuida e ajuda. ela para pra dar água e comida, mas se ele não quer, ela continua a brincar. ela agacha, gente, agacha!
ela fica num canto e só fala com os outros bebês. como acontecia comigo, ela também se sente acuada e deslocada.
eles têm os mesmos olhos.
até que eu a escuto dizer: “filho”.

meu coração dispara, bate a mil por hora: ela é A mãe!

eu preciso me aproximar logo. não posso perder essa oportunidade tão única:
– olha, filho, o neném! – eu digo
– neném! – ele responde
– é, o nome dele é rafael. – eu continuo
– olha, rafael, o neném – a mãe diz
– neném! – rafael responde
e eu fico lá, besta de ter encontrado a mãe.

aí começa o velho papo: “quantos anos ele tem?”, “nossa, como ele é esperto, como é grande, como anda rápido” e essa história toda.
conversamos rapidamente sobre o parquinho, que é de grama, que é de prárdigo, que dá choque, que não descasca, que não esquenta, que não dá tanta alergia e nem suja tanto a roupa.
– você mora nesse prédio?
– não, e você?
– também não.
– você mora em qual? – eu arrisco
– naquele.
– ah, eu moro naquele outro.

logo ela diz que precisa ir, chama o rafael, eu pergunto o nome dela e ela se vai (mas já?) e que volta outro dia.

e eu canto mentalmente, junto com jane e herondy “não se váaaaaa. não me abandone por favor, pois sem você vou ficar loucaaaaa”.
o lindo por do sol perde a graça e ganha um tom acinzentado. o tempo fecha e parece que vai chover.
não vejo mais sentido em permanecer ali.
disfarço, pego as coisas do benjamin e digo um tchau ligeiro.

no dia seguinte resolvo ir um pouco mais cedo, caso ela tenha mudado de horário.
logo as crianças e as babás chegam. a laís quer brincar com o benjamin. uma fofa. mas nada dA mãe.
o benjamin se solta, arrisca-se a andar sem mim e a comer pedrinhas de terra à distância. tenta beber a água dos outros coleguinhas, brinca com brinquedos alheios.
mas nada dela.

um a um eles vão embora, incluindo o sol. e nada dela.
ela não vem.

[continua…]

 

Related Posts with Thumbnails

47 comments

  1. Hahaha! É a verdadeira história de minha vida.
    Só que comigo, além mesmice das babás, tem tb as mães que, depois de um tempo, morrem de falar mal dos maridos pra mim, quando eu conto que sou solteira.
    ("Que sorte que vc tem/Marido só atrapalha/Muito ajuda quem não atrapalha/Eu não tenho um marido e um filho, tenho dois filhos…")

    Fico me perguntando se é assim mesmo… Pq vejo tantos casais bacanas, tantos pais participativos (as casadinhas da blogosfera me dão muita esperança no porvir! rs), tanta mãe casada satisfeita… Me parece que é um outro vício, exatamente como o das babás, de falar mal das patroas.

    Delícia de post, eu que sempre te leio e quase nunca comento, não resisti!
    Vamos esperar a continuação. ^^

    Luiza e Hilan, a festa do Benjamin foi maravilhosa e ele está uma graça.
    Morri de rir com o vídeo do bípede em câmera lenta com música heróica!

    Parabéns pela família linda de vcs.

    Pois onde estiver o amor, ali estará também o nosso coração. (Lc. 12:34)

    Abraço!

    1. eu acho que mulher em geral (babá ou não, casada ou não), gosta de reclamar com desconhecidos (ou de contar desgraça). é um papo que sempre rende.

      ai obrigada. a festinha deu um trabalhão, mas valeu cada minuto e centavo gastos.
      logo vou postar mais fotos.

      obrigadaaa

  2. Hahahahahaha, realmente, que aventura! Minha mãe é babá e eu sei bem que elas têm quase um universo paralelo. Detalhe que ela liga mais pro Mateuzinho (baby-quase-rapaizinho) que ela cuida que pra mim. Tenho medinho de babás, confesso.

    1. ah, mas é ótimo quando a babá realmente se afeiçoa à gurizada.
      e eu adoro babá mais velhas. o problema é qdo elas são pirralhas (que nem eu) e pra completar nunca tiveram filhos. aí sim eu tenho medo

      1. Te entendo! Ela briga (briga!) com as outras babás quando falam palavrão perto dele ou oferecem daqueles biscoitinhos fedidos, super braba. Acho que quando eu tiver um filho, só vou querer babá se for igual a ela, hahahahha

  3. Adorei! Tb passei por várias dessas situações. Adoro passear no parquinho com meu bebê, e comecei cedo, desde dos 2 meses, hj ele está com 11 meses, e sempre fico do lado oposto das babás (esqueceu de qdo elas estão com aqueles papos "super infantis e apropriadas" sobre festas, bebidas e porteiros do lado dos pequenos…).

    1. absurdo! ainda não tive o "privilégio" de presenciar uma conversa dessas não, graças a deus.
      eu sou hiper preguiçosa. só fui passear com ele depois de uns 6 meses. antes era o dia todo enclausurada em casa

  4. Ai, aqui não tem parquinho NENHUM, em lugar nenhum. Nem perto, nem longe. Mas Goiânia aí perto também tem parquinho em todos os lugares, e nas férias eu passei por essa aventura com as babás.
    Eu só acho triste porque aquela mulher não está ali porque quer, né. Quem tem que fazer o trabalho que ela faz é a mãe. É a mesma coisa que reclamar do atendimento ruim no drive-thru da lanchonete… Mas entre preguiças, porquices e maus-tratos, prefiro cuidar eu mesma do meu filho! 😉
    Quero saber se você ficou amiga d'A Mãe! Ou se foi uma coisa momentânea, um momento sem-babá… Hohoho

  5. kkkkk, muito bom. Na minha quadra tem muitas mães no parquinho, daí fica o grupo das mães e o grupo das babás separado. Vem cá, vc não quer ser contratada para espiar babá não, hein? Podíamos montar um negócio, vai vc e o Joaquim para o parquinho e volta com um relatório! Vamos ficar ricas!!

  6. Aiiiii rachei de rir aqui…quando o meu filhote era menorzinho eu sempre chegava por volta das 15:30 no parquinho do condomínio,já que as outras mães sempre chegavam por volta das 16:00.
    Eu chegando antes pegava um bom lugar e elas se sentavam próximas a mim,kkkkk,sempre fui muito tímida morria de vergonha de chegar "atrasada" e entrar na conversa delas de bico….

    Tô ansiosa pela 2ª parte
    Bjs

  7. aaaaaaah, eu queria mais. que chato que A mãe não voultou! é ruim mesmo ir pra qualquer lugar com crianças e não ter uma mãe pra rolar aquele papo. algumas babas são uó mesmo.
    quem me dera ter tantos parquinhos assim para levar o Otávio, aqui tem um que pelamor, nem da pra comentar. mas um dia eu vou conhecer brasília o/

  8. Nossa Luiza, adorei o post pois tb me sinto assim no parquinho aqui da quadra mas ainda nao deixei a Manuela (8meses) brincar na areia…MEDOOOO. E o mundo das babas e esse mesmo em todos os lugares!rs…Moro na SQS 316 e aqui a qualidade do parquinho estã muito a desejar -aff- e nao me incomodaria de ir em outros mais novos com esse lance de grama sintetica e tal, vc pode me recomendar algum. (Descupe pois meu note teve um arquivo conrrompido e estou com meu teclado desconfigurado).
    Bjs

  9. Muito legal o assunto do post, eu sou mamãe em período quase integral, só fico ausente à noite quando vou para a faculdade e posso te dizer q esse assunto de parquinho no começo me deixava bastante insegura por todos estes motivos relatados, meu filho tem 1 ano e 7 meses, e agora mais do que nunca ele ama o parquinho e eu me divirto bastante com ele, mas antes eu tb me sentia uma extraterrestre, afinal, só as babas descem com os pequenos durante a semana, e eu decidi desencanar sabe, comecei a conversar com elas e mostrar para elas q eu não sou um ser de outro mundo, e foi ai que as coisas começaram a melhorar, eu considero muito importante o contato social das crianças e por isso eu resolvi agir dessa maneira.

  10. Menina, super me identifiquei! Enquanto eu estava de licença sempre ia no parquinho ou mesmo dar uma volta de carrinho e só via babás também. Um dia conheci uma vizinha que tinha uma filha pouco mais velha que a minha e fiquei super feliz. Senti que ela tb gostou de termos nos encontrado e sempre acabávamos nos encontrando. Só que depois voltei a trabalhar e aí fui eu quem sumi. rss
    Beijos

  11. Continuação…
    Mas em relação ao parquinho, eu moro aqui no sudoeste, na minha quadra os parquinhos, costumam ser limpos e agradáveis, só que infelizmente as babas não levam as crianças no parquinho, eu vou sozinha com meu filho e fico abismada por isso, na minha opinião a criança, tem mais é que brincar, se sujar, fazer bagunça… só ficam brincando em baixo do bloco, na pracinha, e eu fico triste de ver, como a infância nos tempos de hj se resume a brinquedos eletrónicos.. bom é isso ai, um grande beijo e o benjamin ta cada dia mais lindo e fofo! Parabéns pelo sucesso do blog=)

  12. Engraçado, eu sou bem tímida, mas, no quesito mãe eu sou uma sem-vergonha! ahahahha Meu melhor passatempo nos consutórios é conversar com as mães. Acho de extrema valia. Não te imaginava assim, Luiza. E sobre as babás, de fato se um dia eu tivesse que contratar alguma, preferiria uma que já tivesse filhos e algum grau de instrução. Felizmente posso cuidar do meu bebê e acho que isso não tem preço. Viva nóis! 😀

  13. Morri de rir, ne?? Qual mãe que vai em praça que não se identifica, rs!
    Vc sabe que eu tb sempre fui uma das unica das praças aqui do bairro, mas conheci uma ou outra e acabamos fazendo amizade.
    Mas a situação mais engraçada que eu passei uma vez foi uma baba que praticamente contou a VIDA da patroa TODA (e eu la, meio sozinha,ouvindo) e olha que era uma historia bem pesada, eu fiquei com aquilo na cabeça um tempão at'e que um belo dia, quem eu encontro na praça? A MÃE que eu jamais imaginaria encontrar!!! Eu matei na hora por causa dos nomes das meninas que eram super diferentes… Bom, sei que eu fiquei pensando que mal essa mãe sabia que EU sabia de vários perrengues da vida dela, minha vontade era dar um abraco nela, rs!
    beijos ótimo post como sempre
    Bianca

  14. HAhaha!!, adorei! é o retrato das babás, mesmo! O parquinho que frequento é o do predio mesmo, sempre com as mesmas babás. Depois de me sentir a esquisita do parquinho, me enturmei com as babás e agora elas me tratam bem. Mas eu ainda sou a louca do parquinho porque eu sou A mãe, munida de DUAS criancas.

  15. Luíza, não te conheço, mas já me sinto íntima sua (blogs têm dessas coisas), vc é mt engraçada, boba demais, acho q por isso seu blog é o melhor… Tava cansada de blogs chatos, com mães dizendo como suas vidas são perfeitas.

    Benjamim é lindo demais, um charme! Parabéns pelo que vc é e pela família maravilhosa.

  16. Pois eu já sou 'íntima' de todas as babás, menina, vejo-as mais que qualquer amiga. Mas naquele parquinho onde levo as meninas, sempre tem pelo menos uma mãe e uma avó. Aliás, quase te liguei hoje para irmos, mas resolvi ir ao cinematerna (péssima ideia, pois o filme era de doer…).
    Beijos

  17. hahah Menina!! que relato é esse?? Muito Bom!! Rolei de rir!! Sabe que aqui em Campinas- SP, no bairro que moramos tb só dá Babás na cabeça no play durante a semana. A umas semanas atrás, em uma sexta feira, convidei minha mãe para passear na pracinha comigo e com Theodoro.Quando cheguei sentei brinquei..e vi umas babás me olhando estranho…eu e minha mãe riamos..e elas nos olhando. Final da história: SExta eu uso branco…estava de vestido branco..não é por crença não…mas por costume e calor que faz nessa terra. Depois pq avós são sempre bem arrumadas e mães normalmente descabeladas. As babás com certeza pensaram: Que bela patroa essa que trata a babá com tanta intimidade…e que babá boa e trata o baby com tanto carinho!! hahahhahaha bjosss
    http://www.petitninos.com

  18. Eu levo o Lucas na pracinha desde 1 mês e meio +- pra dar uma volta, tomar um solzinho…desde os 5 meses ele curte os brinquedos! Adora ver as crianças, adora as árvores e correr (no meu colo rs) atrás das pombas. Sou a única mãe de bebezinho que frequenta a praça. Nossos "amiguinhos" são todos acima de 1 ano. Meu melhor amigo de pracinha tem 6 anos rs. É com ele que eu bato papo. Tb observo as babás e isso foi muito bom pra reforçar minha escolha por não ter uma! O dia que precisar prefiro escolinha. Peguei receio de babás vendo elas todos os dias só no papo, sem atenção e carinho com as crianças. Raramente vejo alguma trabalhamdo bem. As mães que encontro na pracinha são as que conheci pelo blog, é muito bom qdo nos vemos, mas é raro! Acho q sou a única q mora em apartamento. Adorei o post, é bem assim mesmo! Nunca te imaginei tímida! Beijos

  19. adorei a descrição das babás! É bem como imagino, aqui no meu condominio que tem duas que ficam num bate-papo lerdo, enquanto os meninos somem por entre os prédios! Por isso que tenho FOBIA de babá e meu pequeno vai ter de se virar em uma creche mesmo 🙂

  20. hahaha Adorei, não tinha lido esta parte ainda! A historia está ficando ótima, quem sbe um dia destes ela não te reconhece por causa do blog ; ) beijos

  21. Luiza, Assim como a maioria das maes, preciso sair para trabalhar e nao posso acompanhar minha filha de 3 anos ao parquinho todos os dias, mas nos finais de semana faço questao de leva-la, coisa pouco comum tambem, pois nos finais de semana os parquinhos tambem estao repletos de babas. Mas, acredite, acho melhor melhor me aproximar delas, nao porque o papo agrada, mas para ouvir e entender este universo. Deste modo, consigo administrar melhor os anseios da nossa baba. Outro dia uma queixou-se indignada: "minha padroa nao me deixou sair 30 dias ferias!". Pensei, meu deus, apesar de todos os anos sentada em bancos de escola e faculdade e pos, tambem nao saio 30 dias de ferias e nem por isso ameaço sair do emprego todo final de ano! Mas enfim, para aquelas que precisam deixar seus filhos, nos resta a sorte de uma boa baba que adorem nossos filhos (meu caso) ou deixa-los dia inteiro na escola (para mim, nao deu certo, ficava com pena). Agora tenho uma bebe (Marina) de 30 dias em casa e me desdobro para levar a Isadora ao parquinho (ou afins) todos os dias . Aproveito com muito prazer enquanto posso!

  22. moro em brasília e tenho um bebê de 4-5 meses, mãe full time, com um parquinho na frente do prédio, também cheio de babás e nada de mamães… ainda não vou ao parquinho, mas o texto descreve com detalhes tudo o que provavelmente sentirei quando começar a levar o miguel lá!!!!hehehehe
    adoro o potencial gestante!!!

  23. Querida, escrevi já tem um tempo, mas acho que cabe bem aqui:

    Este final de semana, assim como em quase todos, fomos com a Maricota pro
    parquinho…
    Tentamos fazer que os finais de semana sejam exclusivamente de atenção pra
    ela, já que durante a semana isso é impossível…
    O computador, a TV e os telefones só funcionam se tiver uma real
    necessidade… ou se ela estiver envolvida nesses programas também (o que é
    raridade) Assim, nos FDS temos essa rotina: saímos cedo, muitas vezes
    tomamos café na rua (pra ganharmos tempo, por causa do horário e sol) e
    vamos em busca de diversão ao ar livre, já que moramos em apartamento.

    Bem, essa volta toda pra dizer que é TRISTE, muito triste ver como muitos
    pais encaram esses seus papéis… Ao observar o comportamento de alguns:

    Tudo começa ainda na gestação… acreditando que a Fada do Bisturi vai
    trazer seu bebê no dia mais adequado segundo a numerologia, já de banho
    tomado, já sabendo mamar na mamadeira e sabendo usar a chupeta para se
    confortar quando tiver algum tipo de carência.
    Que a mesma Fadinha, vai poupar o seu bebê de nascer DEFORMADO, pois é assim
    que os bebês que nascem de parto normal nascem (Essa foi uma das pérolas que
    ouvi no parque e que me fizeram chorar baixinho em praça pública)…

    Também me fizeram TRISTES os papais chegando fumando com seus filhos e
    filhas e jogando a ponta do cigarro na areia da praça… Nem sei dizer qual
    o maior erro nesta frase.

    Sem falar dos pais que levam a babá para o parque.
    Ok termos babá. Eu mesma trabalho, e apesar de não ter babá, conto com o
    suporte do berçário, entendo que é necessário…
    Mas levar a babá pro parque no domingo de manhã? Pra ela brincar com a
    criança enquanto a mãe… Cadê a mãe, e o pai?
    Não entendo!
    Aliás, pesquisei e não vi ninguém levando um ajudante pra conduzir o
    cachorro de estimação (ah, os cachorros também circulam livres na areia onde
    os bebês e crianças brincam).
    Será porque os cachorros merecem maior atenção que os bebês???

    Vi crianças sem o menor senso de coleguismo, tomando os brinquedos umas das
    outras. Não era curiosidade nata das crianças… era sentimento de posse.
    Era um "me devolve, por que é meu e mesmo que eu não brinque com ele,
    continua sendo meu". Sei que isso pode gerar uma discussão interminável
    aqui, mas é tão diferente quando vemos crianças numa disputa sadia, sei que
    vocês entendem o que estou dizendo…
    Ah, também vi pais tomando brinquedos das mãos de crianças, não só das suas
    crianças, mas das que estavam perto… afinal, bebês que ainda nem andam
    podem fazer parte de alguma gangue sequestradora de brinquedos, então é
    melhor sermos prevenidos e cuidarmos dos pertences de nossos filhinhos
    (mesmo que eles estejam brincando com algo do coleguinha de parque)…

    Há também o show de precocidades:
    *Crianças que mal sentam e já trocam passinhos…
    Pendurados pelos braços como um marionete, e a ponto de terem um
    deslocamento de clavícula.
    **Crianças que já comem biscoitinhos, com pouco mais de quatro meses…
    *** Crianças que levam refrigerante pro picnic no parque…
    etc, etc, etc.

    Mas, como esse mundo ainda tem jeito, vi pais e mães realmente presentes.
    Pés no chão ou sentados na areia.
    Participando.
    Conhecendo quem são os seus filhos.
    Aprendendo com eles o que os chama a atenção.
    O que os motiva, os alegra, os excita…
    Como reagem quando confrontados, contrariados, quando têm que esperar a vez
    para ir no escorregador.
    Se emprestam seus brinquedos. Se sabem pedir emprestado também.
    Se gostam de novas texturas e do sabor de descobrir cada uma das folhinhas e
    pedrinhas que estão no chão…

    Parece mesmo é que muitas pessoas decidem ter filhos, mas, infelizmente, ao
    que parece, não é a maioria que se decide por serem pais.
    Pais de verdade, daqueles que conseguem "organizar a agenda" pra se
    dedicarem, mesmo que seja apenas por uma horinha por semana a seus filhos em
    um parque sem precisar da ajuda de um profissional.
    Afinal, até pra uma voltinha despretensiosa, parece que está faltando
    emponderamento…

    Beijos em cada um@ de vocês aqui que me faz continuar querendo ir ao parque
    com a minha Maricota e o seu papai, mesmo que muitas vezes, nos sintamos
    cercados de alienígenas. Obrigada por nos manterem fora da Matrix!

    Katia, da Maria Carolina de onze meses (agora 1ano e 4 meses) de muito pé no chão e areia nos
    cabelos!

  24. hahahahahha nossa como eu ri, eu não sou mãe, nem pretendo, mas chorei de rir aqui em varios momentos kkkkkkkkkkkkkkkkkk nem sei como cheguei aqui mas adorei o jeito q escreve hahaha mto bom!

  25. Estou verdadeiramente amaaaaaaaando o seu site!!!! Estava Browsing "26 semanas completas de gestacao" na internete quando me deparei com uma pagina do seu site. Comecei a ler sobre uma parte sobre a sua segunda gestacao… estou aqui lendo um post atras do outro ha horas!!! Nao estou pronta para parar de ler ainda mas nao estou me contendo para escrever aqui e te dizer que estou achando tudo sensacional!!! Desde as partes educativas, suas experiencias…. até as suas opinioes sobre tudo.
    Simplesmente, o máximo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *