08 de outubro

orgulho e preconceito

por luíza diener

preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou estranhos. costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente.

orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização, ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. em português a palavra orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. assim, o termo pode ser empregado tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio.

uma linha muito tênue essa do orgulho, não é mesmo?
um orgulho positivo pode vir a tornar-se negativo. um orgulho de ser mãe pode virar uma mãe orgulhosa.
uma mãe satisfeita pode transformar-se numa mãe soberba.
mas uma mãe arrogante também pode virar uma mãe simplesmente realizada e humilde, se souber canalizar esse orgulho para o lugar certo.

acho que se eu terminasse meu post por aqui, já teria conteúdo suficiente para levantar polêmicas e discussões diversas.
mas acontece que eu estou tão farta de tudo isso que tudo que eu queria era apenas levantar uma bandeira branca e dizer: galera, já chega! a guerra acabou já tem tempo! mas mesmo assim ainda teria gente de espada em punho brandindo-a para todos os lados e acabando por acertar todo mundo (às vezes até a si próprio).

quando eu digo que estou farta, pergunto-me: e quem não está?

todo mundo tem algo em que acreditar, algo para lutar. e eu acho bom. gosto de quem tem opinião própria e que sabe defender o seu ponto de vista.
mas opinião própria não significa única-opinião-a-ser-considerada.
defender um ponto de vista é uma coisa. achar que no final você tem que ganhar sempre e converter outras pessoas à sua opinião é outra completamente diferente.

somos pessoas diferentes, com diferentes contextos sociais, familiares, econômicos, culturais, e blá blá blá mais uma lista interminável de coisas que até mesmo um sociólogo demoraria anos para discorrer.

seria maravilhoso se todos baixassem as armas e se unissem com o único propósito de amar.
mas infelizmente não tenho muita esperança de que isso aconteça. tentar fazer amor, não guerra, é mais velho que eu e até hoje parece não ter surtado um efeito duradouro.

assim como é tão antigo quanto a existência humana o preconceito.
o julgar o diferente e, se possível, afastar-se dele.
você pode fazer tudo bonitinho, como manda o script.
mas vai além de sentar-se junto a uma pessoa de outra classe social ou etnia que não a sua. ultrapassa a barreira do relacionar-se com alguém de credo ou sexualidade diferentes.
pra mim, tão tenso quanto qualquer outro preconceito, é estar com alguém semelhante,  com muitos ideais parecidos com os seus, e mesmo assim comparar-se, afim de de encontrar algo que diminua o próximo para se engrandecer.
é a eterna competição velada, pra tentar provar ser melhor.
é pegar algo em uma situação isolada e generalizá-la.

ou pior, enxergar apenas o que quer, para reforçar vez após vez essa imagem distorcida.

seria hipócrita da minha parte dizer que eu sou perfeita. é a última coisa que eu quero parecer.
também tenho meus orgulhos e preconceitos e tento lutar contra eles.
eu gostaria de saber: quem nunca aqui na vida julgou outra pessoa uma vez sequer? quem nunca olhou tortinho pra outra mãe só porque ela fazia algo diferente do que você acredita ser certo? e sentiu um certo gostinho de vitória por saber que você é mais mãe se comparada a uma menos mãe?
pode ter ocorrido de forma consciente ou inconsciente.
mas quem nunca, que atire a primeira pedra.

mas que seria legal se parássemos só um pouquinho de digladiarmo-nos umas às outras (com palavras, com atitudes ou mesmo com sentimentos), isso seria.

ah, como seria!

quero depor minha arma e armadura.
mas acho difícil de fazer isso, especialmente em público.
sim, medo de ser apunhalada pelas costas. ou pela frente.
mas alguém precisa por um fim nisso.
posso começar?
quem vem comigo, pra me dar um pouquinho de coragem?

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categorias: erros comuns, seu pitaco

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36 Comments »

  1. Ja esta apoiada, estava pensando nesse assunto dia desses, de como estou cansada da saga maternal, onde as pessoas no caso mães, estão tão sobrecarregadas que estão surtando, virando radiacais. Achando se mais mães ou menos mães do que as outras por motivos idiotas. E estão esquecendo cada vez mais de curtir a cria sem medo e sem culpa, afinal eles não vem com manual, o que da certo para um, talvez não funcione para outros.

    Comentário by Thati Teixeira — outubro 8, 2012 @ 11:20 am

  2. amei.parabéns pelo texto. útil, sensível, e que nos leva à reflexão. Estou com você, bandeira branca!

    Comentário by Ana Carolina Freitas — outubro 8, 2012 @ 11:20 am

  3. Você esta certíssima. Não existe o certo e o errado, existe o que é mais adequado pra cada um. Tenho tão pouco tempo de vida materna, mas já me sinto cansada de tantas competições, tanto preconceito, tantas “ditaduras”, tb de tantas culpas…
    Estou longe de ser perfeita tb e vivo uma briga interna com meus sentimentos. Vou seguindo tentando me tornar uma pessoa melhor, para dar bons exemplos para meu filho.
    Parabéns pela iniciativa, Luiza. Estamos juntas! Pode contar comigo nessa caminhada.

    Comentário by Gabi Miranda — outubro 8, 2012 @ 11:23 am

  4. Também canso muitas vezes de discussões sobre diversos aspectos… mtas vezes não me agradam e mesmo assim resolvo ficar quieta e não porque eu não tenha opinião é simplesmente porque na minha opinião, se a minha opinião não for acrescentar nada de bom, somente mais e mais discuções prefiro ficar quieta, é importante opinar, mas quando for acrescentar algo. essa é minha opinião, muitas vezes me revolto, mas o mais revoltante e tantas mães afastadas e tão julgadas por ter opiniões ou atitudes diferentes, seria bom demais se todas pudessemos acrescentar umas as outras. Outro dia vi uma foto no face de dois menininhos chineses com aquelas tradicionais calças com um furo para fazer xixi e coco a vontade… eu li tantas mais tantas criticas que me deu tristeza em ver como as pessoas antes de fazer um julgamento não tentam entender aquela cultura ou maneira de lidar diferente da propria… é triste, mas é assim que é, né? mas que seria gostoso apenas acrescentar isso seria mesmo…

    Comentário by Joyce — outubro 8, 2012 @ 11:33 am

  5. Acho tão engraçado que isso só aconteça na blogosfera materna. Entre os pais blogueiros sempre vi camaradagem. As mães tem que aprender com os pais a levarem uma vida mais leve 🙂

    Bjs!

    Comentário by Noris — outubro 8, 2012 @ 11:34 am

  6. É claro que os pais levam a vida mais leve. Não tem que gestar, parir, amamentar, ter o corpo, a mente, a alma totalmente modificados pela maternidade. Não passam 24hrs com um bebê recém-nascido que só chora e mama. Não recebem milhares de palpites e formulas para criação dos filhos, e etc.
    Não estou dizendo que os pais tbm tão tem sua vida modificada com a chegada dos filhos, mas por favor, não tem comparação.

    Comentário by Paloma — outubro 8, 2012 @ 12:19 pm

  7. a mãe do meu filho me largou quando ele tinha 6 meses e nunca mais voltou, tive minha vida modificada pela paternidade e nem por isso fico de mimimi com outros pais :*

    Comentário by Noris — outubro 8, 2012 @ 4:47 pm

  8. é fácil julgar e generalizar quando não se conhece a história do outro.
    é disso que estou farta.
    era isso que eu queria combater.

    Comentário by luíza diener — outubro 8, 2012 @ 5:25 pm

  9. Paloma, acredito que muitos e muitos pais vivenciam todos esses momentos, de gestar, parir e amamentar de outra forma. Não é porque eles não sentem tudo isso na carne, que não o façam de forma intensa, visceral, no coração!
    Eu não vejo uma diferença tão brusca assim. Óbvio que as mães doam seus corpos, seus nutrientes, sua força vital para trazer o filho ao mundo, mas penso que precisamos do apoio do pai durante todo o processo, para separar emocionalmente, para nos colocar de volta ao chão e trazer sim um frescor, mas também a realidade de volta aos poucos. E existem tantas mães que passam por toda essa entrega biológica sem desenvolver um vínculo emocional e afetivo com a criança, que não vejo essa entrega como característica feminina. Vai mais além. Caso contrário não veríamos tantos casos de bebês jogados no lixo. Isso me assusta, paralisa, e me questiono como a vida de uma mãe dessas pôde ser sido afetada positivamente pela maternidade. Então penso que o amor puro e verdadeiro têm sim o poder de tornar o pai uma figura tão fundamental quanto a mãe.

    Comentário by Aline Fukabori — outubro 8, 2012 @ 7:13 pm

  10. é que tem menos pais na blogosfera paterna. ehehehhe

    Comentário by luíza diener — outubro 8, 2012 @ 3:37 pm

  11. isso pode ser rsrsrsrs

    Comentário by Noris — outubro 8, 2012 @ 4:48 pm

  12. Concordo com o Noris. A relação entre homens com a paternidade é diferente da nossa com a maternidade. Não existe competição e nem "esfregação" na cara de um pai em relação ao outro. Acho que precisamos aprender com eles sim. Meu marido nunca entrou em nenhum debate sobre educação de filhos, ele faz o que acha que de ser feito e pronto. A blogsfera materna virou um verdadeiro ringue. Cansei.

    Comentário by adoceriadatathy — outubro 8, 2012 @ 6:02 pm

  13. Gostei, Luiza! Tá fácil não essa blogosfera!!

    Comentário by Myriam — outubro 8, 2012 @ 11:44 am

  14. Já não tá fácil e ainda vem um ser do "outro planeta" (leia-se Marte) dizer que é porque somos mulheres, ou mães, ou sei lá. Devemos estar merecendo mesmo. É melhor baixar as armas e parar um pouco.

    Comentário by Katia Lima — outubro 8, 2012 @ 11:56 am

  15. Nessa batalha eu faço questão de entrar! Apoiadissima Luiza!
    Beijos

    Comentário by Ivna Pinna — outubro 8, 2012 @ 12:17 pm

  16. Sempre que alguém se manifestar nesse sentido na blogosfera vou apoiar. Das principais razoes de ter parado de escrever foi essa sede de competiçao, esse tao presente 'sou melhor que voce'. Jamais apontaria o dedo para quem quer que fosse em razao de suas escolhas, embora eu veja muuuuuuuita coisa errada por ai, muitas delas justamente de quem se diz plena ativista da maternidade ativa, palavrinha odiosa atualmente na moda. acho muita coisa bobagem, acho muita gente besta pelas bandeiras que levanta. mas nao vou levantar a minha, porque feliz ou infelizmente, já vivi bastante para saber que a vida é muito mais do que essas pequenas vaidades e que em um segundo passou. E aí, a gente já nao sabe mais quem pariu ou foi parida, quem mamou ou chupou chupeta. beijo e apoiada!

    Comentário by Patricia Couto — outubro 8, 2012 @ 12:17 pm

  17. e que fique bem claro (pra quem não entendeu ainda) que levantar bandeira branca não significa abrir mão das minhas decisões e ideais como mãe.

    tenho consciência de que eu sou vista como muito cri cri aos olhos de outros pais e mães e por sei o que é sentir-se criticada e julgada por minhas decisões.
    e não quero fazer isso com ninguém.
    quando vejo uma discussão começar apenas para provar um certo ponto de vista, fico quieta, porque às vezes tudo o que a pessoa quer é ser ouvida, não convencida de nada.
    e eu não quero que me convençam de nada também.
    eu ouço sempre o que me falam e tento reter o que for proveitoso.

    a maternidade sensibiliza muito a gente. a maioria de nós encontra se sempre cansada. de receber pitacos absurdos, das noites mal dormidas, da bomba de hormônios, da vida familiar balançada com a chegada de um novo bebê e por aí vai.

    e a depender de como certos assuntos são abordados, serve somente para jogar sal na ferida.
    e, sinceramente, quem precisa sentir ainda mais dor nessa vida?

    Comentário by luíza diener — outubro 8, 2012 @ 12:18 pm

  18. Nossa ! Como concordo cm vc ! Pq não proveitamos que todas somos mães, gestantes (ou, no meu caso, potenciais gestantes) e nos apoiamos um pouco ? Precisamos tanto de uma rede de "comadres" que nos apoiem (ainda que discordando). Essa empatia é o mais legal nessa rede materna. Ta na hora de recuperar isso!

    Comentário by Patricia Borges — outubro 8, 2012 @ 1:48 pm

  19. Amei o texto. Sinta-se totalmente apoiada!

    Comentário by Nenê Crescendo — outubro 8, 2012 @ 1:51 pm

  20. Esse post tá fantástico porque é genérico e mesmo eu, que não sou mãe, não to no debate mais mãe/menos mãe, achei que ele vale pra mim. Tem toda a razão: a gente tem nossos preconceitinhos a cada vez que vê o outro fazendo uma coisa diferente da que a gente faz. É o velho "diminuir o outro pra que a gente possa subir"… Mas o post tá lindo. Tá pacífico!

    Comentário by Marina — outubro 8, 2012 @ 1:58 pm

  21. Pois Lu,
    Acho muito importante defendermos nosso ponto de vista, acho ainda mais importante podermos os expressar, acho digno que nessas expressões seja grifado em negrito que elas são só nossas e nunca a verdade absoluta.
    Argumentos não faltam, seja pra quem for, seja qual for a "bandeira" .
    Vez ou outra caio na armadilha de tentar me "defender" de ataques preconceituosos e acabo usando o mesmo tom, devemos ter cuidado, a linha é de fato tênue.

    Cada um sabe onde o sapato aperta, e devemos viver de acordo com o que acreditamos, o que não devemos fazer, é deixar de acreditar.

    Que a paz chegue de mansinho e fique por um longo tempo.

    Comentário by Augusta — outubro 8, 2012 @ 2:47 pm

  22. exatamente. mais importante é podermos nos expressar.
    mas o mundo anda tão sem amor (não falo só da blogosfera. falo num geral), que tá cada vez mais difícil entrar em uma discussão saudável, onde todas as partes crescem um pouco ao ouvir pontos de vista diferentes

    Comentário by luíza diener — outubro 8, 2012 @ 3:39 pm

  23. Eu não gosto de entrar em discussões, mas tenho gostado bastante dos posts rolando por aí. Filtro o que me cabe, mas aprendo muito.

    Comentário by Lorenna — outubro 8, 2012 @ 5:07 pm

  24. posso estar errado, mas pode parecer que somos contra o ativismo ou militância, mas não.
    acho que militância pode ser feita de várias maneiras. nós desde o começo do blog sempre fizemos, contando nossa experiencia e muitas pessoas foram e são impactadas e também transformadas na sua visão ou comportamento. acho um erro achar que o tom mais agressivo, impositivo, irônico e sarcarstico dá mais efeito.

    Comentário by HilanDiener — outubro 8, 2012 @ 5:20 pm

  25. Falou e disse! Acompanho vocês desde sempre e os seus posts, de um jeito ou outro, nos fazem refletir sobre a educação e valores que queremos passar para a nossa filha. Não é que não tenhamos opinião formada e que não sigamos as nossas convicções, mas sempre é bom partilhar ideias e experiências, da forma que vocês fazem. Tem coisas que concordamos, outras discordamos, mas sempre nos fazem refletir. Acho até engraçado, para não dizer triste, que a maioria dessas "super militantes", não saem para partilhar ideias no mundo real! Levantar o bumbum da cadeira, às vezes, é bom! Se tem tanto tempo para discussões agressivas e sarcásticas ( essas são as mais irritantes), então vai fazer um trabalho voluntário, vai ajudar uma escola ou creche, sei lá, vai vivenciar o mundo lá fora e aprender a respeitar a dificuldade, opiniões e convicções dos outros!

    Comentário by Diva de Morais — outubro 9, 2012 @ 1:31 pm

  26. Né, dona Lu? Tenho pensado taaanto nisso… se as mães canalizassem metade dessa energia combativa enfrentando o verdadeiro "inimigo" (uma conjuntura política/social que não favorece o exercício da maternidade), as coisas podiam estar diferentes. Vejo um potencial de engajamento tão bacana na blogosfera, mas ele parece se perder com esse embate maluco de mãe x mãe. Lembrando quando a Roberta ficou aporrinhando deputados por telefone? Imagina 1000 mães blogueiras nessa onda? Não é muito mais legal – e efetivo – do que treta internética? Como diz a Carol Pombo, é uma pena a conversa não entrar na esfera política. Adoro as marchas, adorei que as meninas do ILC participaram de uma audiência pública, enfim: falta a blogosfera parar de mirar o próprio umbigo e levar a conversa para a rua, não? Isso sim me faria uma militante!
    Beijão!

    Comentário by Mari BZ — outubro 8, 2012 @ 5:22 pm

  27. É como eu sempre digo: Não existe certo ou errado na maternagem feita com carinho e amor… quando se trata de lidar com os filhos, cada um sabe onde o calo aperta!

    Comentário by Mariana Perri — outubro 8, 2012 @ 9:33 pm

  28. eu simplesmente desencanei dessas siscussoes q nao levam ninguem a lugar nenhum. permiti q minha vida real fosse mais importante. e ao inves de ficar perdendo tempo lendo abobrinha, estou educando meus filhos. e amamentando nas horas vagas…

    Comentário by mari mari — outubro 8, 2012 @ 9:57 pm

  29. Eu estava a fim de escrever sobre o assunto no meu blog. Inclusive sitei que li sobre o assunto aqui, foi meio que um empurrão pra expor minha opinião. Acho que pra tudo na vida devemos ter bom senso e equilíbrio. Todos temos direito sim de expor e defender nossas idéias, mas o respeito deve estar em primeiro lugar sempre! 🙂

    Comentário by Marayza Claudino Quaresma — outubro 8, 2012 @ 10:30 pm

  30. Nossa gente.. adorei tudo isso. Muito bom saber que não sou a única nesse mundo a passar por esses conflitos. Também sou muito criticada pelas minhas atitudes e forma de pensar, e isso me faz sofrer bastante, e por ora a refletir sobre o que ando fazendo e pensando. Porém, as vezes sinto não ser eu mesma me preocupando com o que os outros vão achar, tentando encaixar na minha vida a critica dessa ou daquela mãe; Acho que dividir experiências é louvável, mas não é isso que acontece. Sempre vem acompanhada de uma crítica, ou um desmerecimento. Me sinto frustada. Ultimamente tenho evitado essas conversas pra não sofrer. Depois de ler tudo isso cheguei a conclusão que cada um tem um jeito de ser, de pensar e de agir, e que independente disso, uma mãe sempre faz o melhor que pode pra um filho. Isso não quer dizer que não erramos…. ao contrário, quando maternidade chega, a nossa fragilidade fica em evidência, mas naquele momento foi o que achamos que daria certo.

    Apoiadíssima pra levantar bandeira branca contra o preconceito e a soberbia. Bjs e parabéns pela atitude. Esses post ajuda muito uma mãe não se sentir sozinha nessa jornada tão árdua que é educar um filho e dar a ele o necessário para se tornar uma pessoa de bem.

    Comentário by Débora Quintana — outubro 8, 2012 @ 10:44 pm

  31. Quer dizer que esse climão é uma fase? Isso pode passar? Jura?
    Se sim, que bom porque sou nova na blogosfera materna e essa tititi está desanimando..

    Comentário by Clarissa — outubro 8, 2012 @ 11:21 pm

  32. Luiza, eu pensei muito no que você falou desde aquele comentário no facebook, isso virou assunto discutido aqui em casa, porque acompanho outras discussões e vejo algumas mães que militam, que discutem posturas melhores, principalmente em contraponto ao culpa zero, enfim… acho que foi ótima a sua colocação no sentido de que sejamos mais amorosas e menos agresssivas umas com as outras, concordo!
    Agora, na prática, na minha vida, vejo que estou o tempo todo sim, no mínimo incomodada com certas posturas e muitas vezes tenho a minha vida invadida pela omissão, descompromisso, descaso, erros, sei lá, que é traduzida na falta de educação de outras crianças junto ao meu filho.
    Exemplo corriqueiro: eu passar 10 minutos na fila do pula-pula esperando o tempo da outra criança, ok, depois mais cinco minutos eu e meu filho esperando uma mãe que não consegue tirar o próprio filho de dentro do pula-pula, que precisa que o monitor o tire, é claro que eu julgo essa mãe, é claro que eu acho ela péssima (apesar de não conhecê-la).
    E quando você vê uma criança mais velha bater no seu filho e a mãe não fazer nada, na sua cara (e essa é sua amiga)!
    Então não tem como, estou inserida em um contexto de senso comum equivocado sim, desde a gravidez, parto, e infinitas escolhas que um monte de mãe nem se quer toma conhecimento, e muitas vezes são mães que são minhas amigas, que querem me encontrar no parquinho.
    Não tem jeito, eu com muita delicadeza (nem sempre), tento colocar outros pontos de vista, tento discutir e questionar, assim como eu me questiono, assim como eu erro, quantas vezes já mudei posturas em relação ao Romeu que só tem dois anos, agora, quantas mães realmente possuem o mínimo de consciência?
    Para mim é gritante que existe muita gente equivocada e sem qualquer culpa, sem qualquer questionamento, e infelizmente essas mães cruzam o meu caminho e o do meu filho, logo como não julgá-las?!

    Comentário by Tainá — outubro 9, 2012 @ 8:17 am

  33. esse exemplo corriqueiro do pula-pula não foi muito legal… demonstra que você não tem a mínima paciência (quesito obrigatório principalmente depois que viramos mãe), como assim julgar que uma mãe é péssima por isso! affão!

    Comentário by Laine — outubro 11, 2012 @ 2:19 pm

  34. Acho que mais importante do que se livrar da competição de debater ideias é se livrar da preocupação de estar sempre certa, pois essa não está no outro e sim em si mesmo. Essa busca pela aprovação externa só traz ansiedade. O fato é que elogios e críticas sempre fazerão parte do processo, principalmente pra quem está mais exposto.

    Comentário by Fernanda — outubro 9, 2012 @ 9:04 pm

  35. Vou só aplaudir!!! Clap clap clap…

    Comentário by Maira — outubro 11, 2012 @ 8:56 pm

  36. […] por mães que trabalham fora. o que me deixa chateada mesmo é a intolerância, o julgamento, o orgulho e preconceito que às vezes […]

    Pingback by potencial gestante – 12 coisas que não se dizem a uma mãe que trabalha fora — outubro 18, 2012 @ 11:49 pm

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