20 de novembro

os padrões que nos impomos

por luíza diener

as tres idades da mulher

eu amo a vida que levo, sinceramente. mas volta e meia me pego com um comichão, sonhando com uma vida que não é a minha, admirando coisas que não tenho (e provavelmente nunca terei), planejando mudar algumas coisas, comprar alguns bens, como se minha felicidade dependesse daquilo. no fundo eu sei que não, mas tem vezes que isso é tão forte que eu quase chego a acreditar.

eu fui uma criança de cabelos bem loiros, bem lisos e olhos verdes, escuros. fui gordinha até os 5 anos e logo me tornei um fiapo.
eu odiava “parecer uma boneca”.
eu odiava ser magrela.
eu odiava ser loira.
eu odiava meus olhos “claros”.
que bonitinha! parece a xuxa!” – era o que eu sempre ouvia. cheguei a dar um tapa no rosto dum amigo de minha mãe quando ele me disse isso. coitada da minha mãe, mas até hoje me dá raiva, só de lembrar. eu odiava (odeio) a xuxa.
quando fiz dezoito anos, dei meu grito de independência e cortei meu cabelo na diagonal: curto perto da orelha e comprido na extremidade oposta. a cabeleireira não queria cortar. disse que minha mãe ia brigar comigo (ela achou que eu tinha uns 14 anos). menos de um ano depois, eu pintei meus cabelos pela primeira vez: vermelho vivo. depois de alguns meses, castanho escuro, que mais parecia preto. da primeira vez foi minha irmã que pintou. mas depois, quando fui pintar de castanho, outra cabeleireira – que já me conhecia há alguns anos – quase teve um treco quando viu meu cabelo vermelho e outro treco maior ainda quando disse que queria ele quase preto:
– seu cabelo nunca vai voltar ao que era antes!
– tudo bem 
– eu disse – eu não tenho nenhuma pretensão de voltar a ser loira.
voltei no ano seguinte quando me senti presa a essa história de tem que retocar a tinta e acabei me livrando da tinta do jeito mais fácil possível: raspando a cabeça.

outra coisa que sempre ouvia quando criança (todos nós) era o famoso “o que você vai ser quando crescer?”.
raramente o adulto pergunta “o que você mais gosta de fazer? onde gosta de passear? você gosta de nadar na piscina ou de correr na grama?”.
por conta disso eu nunca – jamais – pergunto a uma criança o que ela será quando crescer. porque o que faz a vida dela é o hoje, o agora e é justamente a forma como vivemos nossa infância que determinará o adulto que somos; não o contrário.
nessa pergunta fica bem claro (pelo menos pra mim) que, segundo nossos padrões culturais, a profissão define quem a pessoa é.
“o trabalho dignifica o homem”.
será? achava que o que dignificava o homem – e a mulher – fosse sua dignidade: seus valores e ética, o respeito próprio e ao próximo. a cortesia, o amor, a abnegação, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de ter compaixão. e, pra mim, isso pouco diz respeito a um ofício, um diploma, uma carreira, muito menos a dinheiro.

ainda muito nova me via lutando contra isso. quando um dia respondi a uma amiga da minha mãe que eu queria ser veterinária, ela disse que veterinário não ganhava bem. não me lembro de ter respondido alguma coisa, mas lembro de ter pensado que ela não tinha me perguntado “o que você vai fazer pra ganhar dinheiro?” e sim qual carreira eu pretendia exercer. eu tinha por volta de doze ou treze anos e o assunto era vestibular.
eu era uma criança muito tímida, mas com o tempo passei a aprender a dizer o que pensava (pelo menos entre as pessoas mais próximas) e foi curioso observar como as pessoas reagiam diferente ao receberem respostas fora do padrão.

certa vez elogiaram meu cabelo loiro (ai, que preguiça!) e falaram que eu poderia ter filhos branquinhos e loirinhos como eu. lembro de responder na lata: “quero me casar com um homem negro. bem negro. quase azul”. obviamente a única resposta que veio foi o silêncio e um sorriso sem graça.

mas esta semana três coisas desencadearam em mim essa reflexão:
a primeira foi quando uma conhecida minha colocou a foto de sua filhinha bebê e os comentários giravam entorno de um único assunto: os olhos azuis da menina. muitas exclamações, muitos coraçõezinhos. de fato, a menina é linda, mas o mérito – pra mim – não se deve aos olhos claros. se deve ao fato dela ser bebê e bebês são sempre lindos.
a segunda coisa foi que falei lá na página do facebook sobre ficar nua na frente dos meus filhos. comentei que aqui em casa é praticamente um território nudista, no que alguém me diz “mas você é magra, não vale!”. mesmo que tenha sido em tom de brincadeira, tenho pensado nos vários comentários que já ouvi em relação ao meu corpo. é como se ser magra fosse quase uma virtude, como se magreza estivesse relacionado ao caráter, sabe? em outros tempos eu já me irritei muito, já xinguei, já mandei à merda quem me chamava de magrela, raquítica, doente. hoje em dia eu não ligo, apenas observo.
a terceira foi um comentário que praticamente dizia “você fala isso porque tem marido”. nunca na minha vida eu me arrumei pra homem nem pra mulher. eu sempre me arrumei pra me sentir bonita e bem comigo mesma. mas se eu dependesse dos outros – especialmente dos homens – pra elevar minha auto estima e pautar o que eu visto ou deixo de vestir, como eu corto ou não meu cabelo, pinto ou não minhas unhas, eu tava ferrada.
pergunte ao hilan o que ele achou de mim quando eu usava cabelo na diagonal e blusa furada nos nossos primeiros encontros. diz ele que aquele furinho na blusa foi um indicador de caráter, um sinal de que eu era o tipo de garota que, segundo ele, “tem mais livros que sapatos” (exageros à parte e nada contra quem curte sapatos, ok?).

tem que ser linda, tem que ser magra, não pode ter barriga. tem que ter uma pele corada, levemente bronzeada: nem muito clara, nem muito escura. os cabelos têm que estar sempre devidamente ordenados, a pele tem que ser perfeita, sem manchas, sem flacidez, sem estrias, dobras, rugas.
em pouco mais de quatro meses eu completarei trinta anos de vida. olhar-me no espelho e contemplar minhas olheiras gigantescas, as pequenas rugas e pés de galinha que já começaram a surgir, as sardas de sol, as estrias na barriga molenga, a coxa fina e flácida, tem dias que me dá chateação, sim. mas na maioria das vezes me traz orgulho. são minhas marcas de guerra.
o orgulho não se dá porque eu sou magra, porque sou loira, branca ou o que quer que seja. é porque eu sou mulher, porque me orgulho da minha história de vida, porque sou feliz sendo quem sou.

antes eu não usava saia nem vestido, porque queria esconder minhas pernas finas. muito menos gostava de usar biquíni no clube ou na praia, porque sempre recebia comentários sobre a minha magreza e bronzeado de papel chamex. já adolescente, não ia à escola sem passar corretivo por causa das olheiras de panda.
passei a odiar todo e qualquer assunto sobre carreira quando larguei a faculdade, aos 22 anos: “mas você pretende voltar depois? vai tentar fazer outro curso? vai estudar pra concurso?” e tinha que lidar com a cara de espanto das pessoas quando respondia que “não. ainda não sei o que quero fazer”. tentei fazer muitas coisas e não conseguia deslanchar em nada. eu fazia bicos aqui e acolá e por muitos anos do nosso casamento vivemos com dois salários mínimos; às vezes um pouco mais, às vezes um pouco menos.
até hoje escuto esse papinho de voltar pra faculdade, mas hoje isso também não me faz nem cosquinha.

a maternidade me fez entender que a vida vai além disso. viver uma vida onde, definitivamente, eu não sou o centro dela, às vezes é dolorido, mas na maioria das vezes é o que me faz enxergar que o mundo vai muito além do meu umbiguinho. que não importa como eu aparento ou qual carreira eu sigo ou não. isso não me define. é o amor que me define.
minha crença em deus – então – nunca fez tanto sentido, apesar de eu não levar mais a vida religiosa e fervorosa que um dia eu levei. mas me fez enxergar o verdadeiro e puro amor. o amor que não mede esforços, que se doa, se entrega. o amor que é infinito, mas que muitas vezes é demonstrado em forma de disciplina. o amor que muitas vezes exige de mim paciência, mas que em tantas outras me ensina a arte de ser paciente.
ser mãe me aproximou de deus de um jeito novo e diferente, me fez me aceitar como eu sou, assim como eu aceito meus filhos (por mais que tantas vezes eu relute pra que isso aconteça). é só dele que eu preciso de aprovação. é só ele que eu preciso me preocupar em agradar realmente. diante dele não importa a minha aparência, mas meu coração.
o exterior pode estar lindo, mas se por dentro eu estiver podre, não adianta nada. e, olha, tem vezes (a maioria delas) que eu sou podrona mesmo, que piso na bola, que faço cagada. mas sei que ele me ama, me aceita e me perdoa quantas vezes eu apresentar um coração arrependido.
não é assim que nós, mães, fazemos por nosso filhos?
ele é justo e amoroso. o único que é perfeito e nunca falhará. eu posso perder tudo o que tenho: família, amigos, beleza, filhos, porque tudo isso é passageiro. mas enquanto minha confiança estiver depositada nele, meu coração encontrará paz.

“pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. a ele seja a glória para sempre! amém”

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categorias: amor, antropologia de esquina, filosofia de boteco, psicologia autodidata introspectiva, questões

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31 Comments »

  1. Muito bom.!

    Comentário by fabrinadutra — novembro 20, 2014 @ 9:12 am

  2. Só uma coisa a dizer, "suas palavras me definem", tenho 23 anos, nao faço faculdade, sou magrela do cabelo enrolado, como é bom saber que existem pessoas que pensam igual a mim, tambem procuro ser feliz pra mim mesma e nao ser o que os outros querem ou acham que eu deva ser ou fazer. obs: exceto a parte da maternidade, pois ainda nao sou mae, mas tenho muita vontade e seu modo de ser "mae" me inspira muitoooooooooo..

    Muita obrigada por compartilhar, meu coração agradece! ^^,

    Comentário by Fabiana — novembro 20, 2014 @ 9:19 am

  3. Bela reflexao, vc consegue traduzir muito bem os sentimentos em palavras! Aprendo muito com seus textos, obrigada!

    Comentário by debora — novembro 20, 2014 @ 10:11 am

  4. Lindo texto. Comunica, como tudo que é verdadeiro. Já tive uma fé mais viva, hoje, isso anda adormecido. Nada a ver com religião, uma coisa interna mesmo. Fiquei comovida ao ler seu texto, acho que andava precisando dele por várias razões…obrigada por expor suas feridas, seus pensamentos, sua fé e seu amor.

    Parabéns mesmo!

    Comentário by renata — novembro 20, 2014 @ 10:18 am

  5. Lindo texto, adorei!

    Comentário by Amanda — novembro 20, 2014 @ 1:55 pm

  6. Lindo texto, incrível o dom que vc tem para escrever para traduzir o que muitas de nós sentimos mas não conseguimos expressar!! É isso… Disse tudo!!!! Beijos.

    Comentário by Sabrina — novembro 20, 2014 @ 3:10 pm

  7. Luíza.. Recebo os textos do teu blog em meu email… Quase nunca comento pq aqui no trabalho eh bloqueado… Mas dessa vez eu vim aqui pelo celular… Me identifiquei enormemente com seu texto… E como recebi por email, pensei em encaminhar pros meus pais, marido, irmã e toda humanidade… Tirando meu marido, toda minha família é do tipo que vc cita aí : profissão pra ganhar dinheiro, bebês branquinhos, padrões em prol do que a sociedade “vai pensar”… Sou espírita, e compartilho de sua visão nonquendiz respeito à ser lindo por dentro e para Deus. Me dói mto o vazio das pessoas, a busca por ter aos invés de ser, o apego material, a busca por ser” superior” de alguma forma aos outros…

    Uma pena não ser sua vizinha pra conversarmos e sermos amigas. Difícil achar gente, pelo menos nos meu entorno, quem pense assim.

    Bjokas e tudo de mto bom pra ti e pra família linda!

    Comentário by Isis — novembro 20, 2014 @ 5:22 pm

  8. Adorei seu texto Luiza, a forma como voce escreve prova que a pessoa nao precisa ser formada na faculdade para ser inteligente e culta. Pelamor essa cultura de faca faculdade de hoje em dia! Temos que ser felizes por nós mesmos…

    Comentário by flávia — novembro 20, 2014 @ 6:58 pm

  9. Eu nem acredito em deus mas achei seu post ótimo. E que se explodam todas essas caixinhas onde as outras pessoas tentam colocar umas as outras.

    Comentário by velacerda — novembro 20, 2014 @ 8:33 pm

  10. Muito bom!

    Me identifique demais com seu texto, principalmente a parte sobre a carreira.

    Tenho 26 anos, sou mãe e sempre me vejo tendo que explicar para as pessoas o motivo de não fazer faculdade e não trabalhar fora ( como se ficar em casa e cuidar da cria fosse moleza!!)

    O que me deixa mais inconformada é que as pessoas mais próximas são as que mais julgam!

    No momento minha profissão é ser mãe, e espero ter muito sucesso, pois sinceramente acho que essa é a “profissão” mais importante que existe!

    Amo seu blog e te admiro demais!

    Obrigada e que Deus continuem abençoando sua linda familia!

    Grande beijo

    Comentário by Bruna — novembro 20, 2014 @ 9:57 pm

  11. Muito bom!
    Me identifique demais com seu texto, principalmente a parte sobre a carreira.
    Tenho 26 anos, sou mãe,estou bem fora se forma e sempre me vejo tendo que explicar para as pessoas o motivo de não fazer faculdade(regime,academia..) e não trabalhar fora ( como se ficar em casa e cuidar da cria fosse moleza!!)
    O que me deixa mais inconformada é que as pessoas mais próximas são as que mais julgam!
    No momento minha profissão é ser mãe, e espero ter muito sucesso, pois sinceramente acho que essa é a “profissão” mais importante que existe!
    Amo seu blog e te admiro demais!
    Obrigada e que Deus continuem abençoando sua linda familia!
    Grande beijo

    Comentário by Bruna — novembro 20, 2014 @ 10:00 pm

  12. Cada dia me torno mais sua fã. Parabéns pelo texto! Beijos

    Comentário by Virginia — novembro 20, 2014 @ 10:07 pm

  13. Aquele texto q vem totalmente de encontro ao meu coração… No momento q mais precisava dessas palavras… Obrigada!

    Comentário by Monique — novembro 21, 2014 @ 12:56 am

  14. tão bom saber que ainda existem pessoas reais!

    Comentário by Caroline — novembro 21, 2014 @ 7:44 am

  15. Eu sempre soube o quanto você é especial! Mas hoje você se superou!!! Muitooooooooo orgulho! Te amo!

    Comentário by Stephanie Quinderé — novembro 21, 2014 @ 11:15 am

  16. Ahhh, Tets! Obrigada!
    Que saudades eternas de você!
    Te amo muito <3

    Comentário by luíza diener — novembro 21, 2014 @ 12:32 pm

  17. Aiii caramba Luiza! Seus textos são sempre ótimos, mas esse tocou meu coração! De fato, o mundo nos impões tantas coisas, e tantas coisas nos definem! Não é fácil estar centrada e concentrada em depender só de Deus! O final do seu texto era o que meus olhos precisavam ver pra confortar meu coração! Tudo pode passar, mas estaremos em paz se estivermos nEle!!

    Comentário by Rúbia — novembro 21, 2014 @ 1:32 pm

  18. Lindo e profundo texto! Um dos melhores de todos os tempos! Bjs

    Comentário by Clarissa — novembro 21, 2014 @ 7:34 pm

  19. Meu filho um dia me ouvindo dizer que eu precisava emagrecer pfa ficar mais bonita me puxou pelos braços, olhou bem nso meus olhos e me disse: mãe, eu tr amo do jeito que tu és, não muda nunca tá?! Fiquei oba olhando para ele e pensei, puxa, um menino de 4 anos me ensinando a me amar! Bjo, adoro teus textos e asino embaixo!

    Comentário by Renata Martins — novembro 21, 2014 @ 10:36 pm

  20. Faço de todas as suas palavras as minhas Luíza!! é exatamente assim que eu também penso e vivo a minha vida!te adimiro demais por nem te conhecer, mas lendo percebo qual é o seu caráter e lema na vida, você é humilde, simples e eu adimiro por isso, o mundo precisa disso!lendo os seus posts muitas vezes eu me conforto! parabéns! um grande beijo e sucessos..

    Comentário by Mirelly — novembro 23, 2014 @ 4:36 pm

  21. Lindo texto! ☺️

    Comentário by Michele — novembro 23, 2014 @ 7:50 pm

  22. linda de morrer. pq uma pessoa que entende assim este lado de cá da morte, vai viver pra sempre… pq a eternidade é conhecer assim a deus, amá-lo e amar ao nosso próximo, o mais próximo, como a gente já se ama! a maternidade muda sim nossa filosofia, nossa teologia, nossa pedagogia e nossa perspectiva da existência… muda nossa deidade e a divindade e o que jamais imaginamos acontece, o que era deus sai de cena e o único e verdadeiro sentido da vida nos preenche! pena que poucos se deixam envolver por esSa névoa fina que nos cerca impercetívelmente…para vê-lá, senti-la ou mesmo toca-la teremos de tirar os óculos do aqui e agora daquelas coisas que vc descreveu tão bem para transmutar do que se vê para o que é invisível, espiritual e profundo… amei! um dos melhores textos dos últimos tempos… obrigada por abraçar nossa alma! saudades! Lud

    Comentário by Ludmilla — novembro 24, 2014 @ 9:55 am

  23. Acompanho o blog a algun tempo mas nunca tinha comentado mas diante desse texto que me tocou muito venho dizer que e isso q realmente importa na vida nossa familia nossos filhos e Deus!!!obrigado por tanta sinceridade e coragem nos leitoras agradecemos

    Comentário by marli silva — novembro 24, 2014 @ 10:53 am

  24. Muito bom!!!!!!

    Comentário by Liliane — novembro 24, 2014 @ 1:01 pm

  25. Que texto inspirado e inspirador! Parabéns pela sensibilidade, Luíza. Me lembrei das palavras de Deus para Jesus: "Você é meu filho amado, em quem tenho prazer". É isto que somos: amados de Deus. E isto nos basta! Obrigada 🙂

    Comentário by Giovanna Amaral — novembro 24, 2014 @ 1:43 pm

  26. eu já me identificava com você, tudo o que escreve, pensa, vive…enfim…..Mas agora, aaaah, agora eu queria que você estivesse sentada no sofá da minha sala trocando ideia até amanhecer…rsrsrsr…. Obrigada por escrever esse post, não foi por acaso que o li neste momento….Deus sabe! Desejo tudo de bom a vc, Benjoca, Sansa, Hilan e seus queridos!!!

    Comentário by Equipe do blog — novembro 25, 2014 @ 10:01 am

  27. eu já me identificava com vc, tudo o que escreve, pensa, vive….enfim…Mas agora, aaaah, agora eu queria que vc estivesse sentada lá no sofá de casa trocando ideias até o dia clarear (se as crianças deixassem, rs). Obrigada por escrever esse post, não foi por acaso que o li neste momento… Deus sabe! Desejo tudo de bom a vc, Benjoca, Sansa, Hilan e seus queridos!

    Comentário by Luiza Semeghini — novembro 25, 2014 @ 10:09 am

  28. Olha Luiza, sempre venho aqui…desde antes do Benjoca nascer…sempre te achei simpática, sincera e obstinada…mas hoje vi muito de mim nesse seu texto…tbm sou assim descolada, meu marido ri e diz que sou a mulher mais perfeita, pq rio com vontade, sou moleca, não esquento com moda ou o novo penteado…amo sair com os cabelos molhados, secando ao vento…acho que a vida é isso, viver…com nossas escolhas e com aquilo que nos faz bem…bjooooooo…

    Comentário by Rita Salgado — novembro 30, 2014 @ 2:05 am

  29. Seu texto poderia ser super legal, mas olha… QUE PREGUIÇA!!! Você elabora demais as coisas, é muito exagero. Uma pessoa elogiar o seu cabelo porque é loiro natural não é uma ofensa, é só um elogio. Alguém dizer que os olhos de alguém são bonitos porque são azuis também.
    Por isso que você aos 30 ainda é a revoltadinha que raspa a cabeça do lado?? Agora tá explicado…

    Eu também sou contra esse excesso de atenção para a beleza/forma física, mas as pessoas tem que se sentir bem e pronto. Se um se sente bem magro, que fique. Se não se incomoda com a barriga flácida, que deixe ela lá… Mas para de se vangloriar com esse discursinho ridículo de Não to nem aí…. Não to nem aí, mas tenho um blog e faço questão de dizer tudo que penso o tempo todo??? Quem cai nessa?

    Comentário by Van — dezembro 2, 2014 @ 11:11 am

  30. Li um post seu sobre quando as pessoas davam opiniões na criação dos seus filhos, e nele você diz que hoje entende que a maioria das pessoas não faz por mal, e deseja realmente ajudar…
    Tenho certeza de que as pessoas que te elogiavam também queriam apenas fazer o bem, agradar… quanto às que perguntavam “e a faculdade?”, “o que vai fazer agora? “, é algo natural da humanidade, olhar pra frente, buscar algum tipo de crescimento…
    Já pensou por esse viés?
    É bem diferente pra quem vê de fora.
    Anyway, adoro o blog e a sua família.
    Desejo tudo de melhor e muito crescimento… em todos os sentidos!

    Comentário by Paula — janeiro 20, 2015 @ 2:56 am

  31. Oi, Paula, tudo bem?
    Faz todo o sentido isso que você escreveu. De repente é mais um problema meu que dos outros. Geralmente é, né? Muitas vezes projetamos nossas inseguranças na fala das outras pessoas e acabamos nos chateando com o que os outros falam, mesmo que o façam na melhor das intenções ou só pra puxar um assunto mesmo.
    Às vezes me chateio com algumas coisas da nossa cultura (não apenas do Brasil, mas de uma cultura globalizada), que valoriza as pessoas pelo que elas fazem, não pelo que elas realmente são. Mas isso não é culpa dos outros nem minha, não é verdade?
    Obrigada por me fazer pensar sob essa perspectiva.
    Beijos :*

    Comentário by luíza diener — janeiro 20, 2015 @ 10:43 am

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