04 de outubro

[relato de leitora] pé no chão e areia no cabelo

por luíza diener

{um comentário no blog que virou post. obrigada, katia!}

Este final de semana, assim como em quase todos, fomos com a Maricota pro parquinho.
Tentamos fazer que os finais de semana sejam exclusivamente de atenção pra ela, já que durante a semana isso é impossível.
O computador, a TV e os telefones só funcionam se tiver uma real necessidade ou se ela estiver envolvida nesses programas também (o que é raridade). Assim, nos FDS temos essa rotina: saímos cedo, muitas vezes tomamos café na rua (pra ganharmos tempo, por causa do horário e sol) e vamos em busca de diversão ao ar livre, já que moramos em apartamento.

Bem, essa volta toda pra dizer que é TRISTE, muito triste ver como muitos pais encaram esses seus papéis. Ao observar o comportamento de alguns.

Tudo começa ainda na gestação, acreditando que a Fada do Bisturi vai trazer seu bebê no dia mais adequado segundo a numerologia, já de banho tomado, já sabendo mamar na mamadeira e sabendo usar a chupeta para se confortar quando tiver algum tipo de carência. Que a mesma Fadinha vai poupar o seu bebê de nascer DEFORMADO, pois é assim que os bebês que nascem de parto normal nascem (Essa foi uma das pérolas que ouvi no parque e que me fizeram chorar baixinho em praça pública).

Também achei muito TRISTE ver os papais chegando fumando com seus filhos e filhas e jogando a ponta do cigarro na areia da praça. Nem sei dizer qual o maior erro nesta frase.

Sem falar nos pais que levam a babá para o parque. Ok termos babá. Eu mesma trabalho e, apesar de não ter babá, conto com o suporte do berçário, entendo que é necessário… mas levar a babá pro parque no domingo de manhã? Pra ela brincar com a criança enquanto a mãe… Cadê a mãe, e o pai? Não entendo!
Aliás, procurei e não vi ninguém levando um ajudante pra conduzir o cachorro de estimação (ah, os cachorros também circulam livres na areia onde os bebês e crianças brincam). Será porque os cachorros merecem maior atenção que os bebês?

Vi crianças sem o menor senso de coleguismo, tomando os brinquedos umas das outras. Não era curiosidade nata das crianças… era sentimento de posse. Era um “me devolve, por que é meu e mesmo que eu não brinque com ele, continua sendo meu”. Sei que isso pode gerar uma discussão interminável aqui, mas é tão diferente quando vemos crianças numa disputa sadia, sei que vocês entendem o que estou dizendo.

Ah, também vi pais tomando brinquedos das mãos de crianças, não só das suas crianças, mas das que estavam perto, afinal, bebês que ainda nem andam podem fazer parte de alguma gangue sequestradora de brinquedos, então é melhor sermos prevenidos e cuidarmos dos pertences de nossos filhinhos (mesmo que eles estejam brincando com algo do coleguinha de parque).

Há também o show de precocidades:

  • Crianças que mal sentam e já trocam passinhos…  Pendurados pelos braços como um marionete, e a ponto de terem um deslocamento de clavícula.
  • Crianças que já comem biscoitinhos, com pouco mais de quatro meses.
  • Crianças que levam refrigerante pro piquenique no parque.
    Entre outras bizarrices.

Mas, como esse mundo ainda tem jeito, vi pais e mães realmente presentes.
Pés no chão ou sentados na areia. Participando. Conhecendo quem são os seus filhos. Aprendendo com eles o que os chama a atenção. O que os motiva, os alegra, os excita… Como reagem quando confrontados, contrariados, quando têm que esperar a vez para ir no escorregador.
Se emprestam seus brinquedos. Se sabem pedir emprestado também. Se gostam de novas texturas e do sabor de descobrir cada uma das folhinhas e pedrinhas que estão no chão.
Percebo que muitas pessoas decidem ter filhos mas ao que parece, infelizmente, não é a maioria que se decide por ser pai e mãe. Pais de verdade, daqueles que conseguem “organizar a agenda” pra se dedicarem, mesmo que seja apenas por uma horinha por semana a seus filhos em um parque sem precisar da ajuda de um profissional.

Afinal, até pra uma voltinha despretensiosa, parece que está faltando empoderamento.

Katia, da Maria Carolina ,de 1 ano e 4 meses de muito pé no chão e areia nos cabelos.

*o relato de leitora é um espaço criado para que outras mães também possam contar suas histórias. lembrando que são relatos e opiniões pessoais de quem os escreveu.

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categorias: bebelândia ou não, relato de leitora

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23 Comments »

  1. Eu tambem já vi muito disso. Tem uma Ciranda mensal no Rodin em Salvador e mães de bebes de 8 meses com babas sendo que ela e o pai estavam lá tambem. Eu sou a favor da ajuda das babas, sou sim, acho que elas tem muito valor se bem treinadas e preparadas para de fato cuidar do bebe, mas isso ta virando exagero. Tira a privacidade da família e esses momentos de troca tão raros e importantes. Basta gente!

    Comentário by Joo — outubro 4, 2012 @ 10:33 am

  2. Acredito q hoje em dia ter um filho virou moda, tipo vc é aceitado na sociedade pq tem filho, entende? E é rejeitado pela mesma se não o tem. (Tenho uma amiga q é criticada DEMAIS pq decidiu não te filhos pq conhece o marido q tem e sabe q não terá apoio nenhum para a criação do novo ser)
    Mas os pais esquecem q filhos não vem com lazer embutido. Precisamos dar lazer. Crianças ficam stressadas SIM!!!
    Imagina vc ficar em casa o dia tdo com um:PODE! NÃO PODE! SAI DAÍ! NÃO SOBE!…
    CARA DEVE SER UM SACOOOOOOOOOOOOOOOOO
    Pra nós adultos ficar em casa 1 ou 2 dias é bom pq descansamos e recarregamos as energias e as crianças q tem energia sobrando? O q elas fazem se ficarem muito tempo em confinamento?
    VÃO APRONTAR e seus pais por sua vez VÃO CASTIGAR, EDUCAR, REPREENDER achando q a criança está LEVADA demais…
    Sendo q não percebe q ela precisa de contato com outro ambiente, crianças da mesma idade dela, sol, vento…
    Basta ter um pouco de tato q vai perceber esta necessidade que já vem embutida em tda criança: SER CRIANÇA com muito pé no chão e areia no cabelo.

    Comentário by Juliana Neves — outubro 4, 2012 @ 10:38 am

  3. Meu comentário é geral, é um desabafo, de leitora para leitora(como o caso da autora desse texto), pq apesar de compartilhar DE MUITAS IDÉIAS q foram escritas pela Katia, tô começando a me incomodar comigo mesma.

    Tá, eu também comento SEMPRE com meu marido sobre as babás nas praças nos fins de semana. Falo da terceirização dos cuidados com as crianças, do abandono materno, das consequências disso para as criancinhas e blá blá blá… Mas o meu marido sempre me fala uma coisa muito importante : "VC não conhece a rotina dessa família, não pode julgar pelo simples fato de achar isso ou aquilo através de comportamentos de 1 horinha no parquinho." E é verdade, quem sou eu para falar sobre essas mães e pais? Uma pessoa que lê blogs maternos, lê Donaldo Wood, lê Laura Gutman e depois acha q sabe tudo sobre a criação,prazer Ana Beatriz. Pq viver na pele é muito diferente. E tô passando por essa fase de redescoberta de maternidade agora, com meu filho completando 1 ano e 7 meses.
    Sempre tive o discurso: Não sou uma mãe perfeita, sou a mãe q posso/consigo ser. Mas no fundo tentava ser perfeita SEMPRE. E agora com uma criança e não com um bebê, é MUITO mais difícil.Pq vc realmente acha q a birra que meu filho fez na pracinha pq queria o brinquedo do amiguinho é "MEA CULPA"??? Ou faz parte de um processo evolutivo e eu como mãe da forma mais adequada para NOSSA FAMÍLIA vou ensina-lo AOS POUCOS.
    Então essa expressões nos assombram : "mais mãe, menos mãe", "maternagem ativa", "Maternagem consciente", "Culpa não!".
    Peraí, quem dita as regras do jogo SOU EU e não o que a sociedade tem pra falar sobre COMO É O JEITO CERTO DE CRIAR MEUS FILHOS. E agora o principal : EU NÃO TENHO O DIREITO DE FALAR E DITAR PARA OS OUTROS O JEITO CERTO DE CRIAR OS FILHOS.

    Comentário by Ana Beatriz Castro — outubro 4, 2012 @ 10:45 am

  4. poderia ter escrito o que vc disse, moça. Concordo com a idéia geral do texto, mas penso que talvez esteja apontando demais o dedo pro resto e de menos pra mim…

    Comentário by Carol — outubro 4, 2012 @ 12:39 pm

  5. eu? ou a autora Kátia?

    Comentário by Ana Beatriz Castro — outubro 4, 2012 @ 1:02 pm

  6. vc, Ana Beatriz!
    disse tudo!

    Comentário by Carol — outubro 4, 2012 @ 1:03 pm

  7. Ah, fala sério, a super "ídala" parabenizando a fã… NEMCREDITO!!!

    Comentário by Ana Beatriz Castro — outubro 4, 2012 @ 1:10 pm

  8. a ideia geral do texto é bacana. mas o julgamento de certos pormenores, que só dizem respeito à cada família, faz com que tudo soe como uma auto-exaltação recorrentemente praticada por muitos pais e mães modernos.

    Comentário by iulo — outubro 4, 2012 @ 11:04 am

  9. Leio o blog a algum tempo nunca pensei em comentar, curto demais, e sei que o texto acima expressa a opnião particular da leitora, mas realmente o julgamento pode ser perigoso, acho que me ofendi na questão "fada do bisturi", tenho meu filhote com 5 anos e quase tive depressão e passei a me sentir uma "menos mãe" por não ter conseguido ter um parto "normal", sei que cada um tem a sua história, e vou confessar que só consegui me libertar dessa frustração quando li a respeito de uma mãe que disse – a cesaréa salvou o emu filho, sim! omigo também…a "fada do bisturi" salvou o Arthur depois de 8 horas no soro quase sem evolução alguma, ele estava em sofrimento, engolindo sujeiras, sofrendo, enfim estou gravida novamente e para simplismente não colocar a vida do meu prócimo filho em qualquer risco, seja bem vinda "fada do bisturi" vamos trabalhar juntas dessa vez.

    Comentário by Evelyn Menino — outubro 4, 2012 @ 11:25 am

  10. Eu ultimamente estou com preguica de julgamentos. Eu mesma nao tive aquela infancia incrivel, com pais presentes, com atividades voltadas so pra mim, com alimentacao perfeitinha, nem existia esse lance de organicos. Mas na boa, recebi um amor genuino, verdadeiro, nem que fosse tarde da noite quando minha mae tirava um churros de doce de leite da bolsa pra me agradar tarde da noite. Eu nao acho que isso me fez uma pessoa pior, por nao ter tido pais exemplares. Pelo contrario, me ensinou a ser uma pessoa real, aceitar meus defeitos, e olhar o proximo com mais tolerancia. Acho que estamos numa onda de apontar o dedo, mas tenho medo disso, pq nao sei como sera meu futuro como mae. Se la na frente, todo esse esforco e dedicacao fara do meu filho um homem de carater, valores, um cara do bem. Ate que ponto influenciamos nossos filhos? Tenho exemplos de amigos que tiveram tudo e um dia entraram em depressao. Nao temos o poder de poupar nossos filhos de sofrimentos, decepcoes, questionamentos e isso faz parte do amadurecimento.
    Estou me cobrando menos com o passar do tempo, mas o legal disso tudo foi a prender a curtir as coisas sem ficar me perguntando se assim ou assado nao seria melhor, e se estou fazendo a coisa certa o tempo todo. O que importa e ser feliz!

    Comentário by Aline Fukabori — outubro 4, 2012 @ 11:30 am

  11. todo mundo julgando todo mundo em 1,2,3 …

    Comentário by HilanDiener — outubro 4, 2012 @ 11:51 am

  12. "*o relato de leitora é um espaço criado para que outras mães também possam contar suas histórias. lembrando que são relatos e opiniões pessoais de quem os escreveu." UFA!!!

    a esfera da maternagem parece que virou um ringue! mãe melhor, mãe pior, julgamentos diários a quem somos ou nos tornamos… está deixando de ser legal… 🙁

    Pena…

    Comentário by Lilian — outubro 4, 2012 @ 12:11 pm

  13. Não sou mãe!
    Mas estou atenta as questões do desenvolvimento humano porque gosto, porque vivo disso.
    O que vejo é uma intransigência, um padrão, uma verdade só.
    Se de um lado hoje nós mulheres temos uma certa liberdade de escolher o que vamos ser, que caminho seguir, de um outro ponto da história não tínhamos escolha, paríamos porque tinha que parir, cuidávamos porque essa era nossa obrigação e nada mais. Talvez nossos pais e avós vieram desta geração, da família progenitora e não da família acolhedora. Diálogo? Que era mesmo isso? Nem por isso tive péssimos pais e nem me tornei uma má pessoa. Sem vivência alguma do "empoderamento familiar", aliás, se quer saber da existência destas terminologias, muitos pais superaram a herança da geração das obrigações e conseguiram constituir família sobre um outro ponto de vista.
    Pelo amor de Deus!
    Chega de x=y na maternidade, na vida!
    Porque se trabalha terceiriza,se não trabalha é vagabunda, se tem diarista é preguiçosa, se tem tá nadando no dinheiro. O meio termo é para os fracos! Fracos, sem opinião, sem diretriz sem norte, um lixo, "meu filho não pode nadar com um coleguinha cjua mãe pense deste jeito"! Valha me Deusssss! E a intolerância nasce assim, meio que sem querer querendo.
    Como eu tinha dito, não sou mãe, mas uma coisa quero deixar ao meu filho(a): que a matemática da vida passa por outras instancias, por outra paralelas. Algumas vezes elas vão fazer sentido e outras não e quando não fizer vamos TENTAR dar conta disso tudo.

    Comentário by Elisa Siqueira — outubro 4, 2012 @ 12:20 pm

  14. Quer comentar como vc faz para educar o seu filho, dar dicas…OTIMO!
    Sera que julgar apontando o dedo vai melhorar alguma coisa? Chega!!! Esse tema esta ficando cansativo!

    Comentário by Luna — outubro 4, 2012 @ 12:25 pm

  15. Eu não vejo tanto por esse lado de que ela está julgando os outros…. Talvez eu seja poliana demais (ou mirim ainda na blogosfera), não sei. Mas a mensagem que passa me toca sim: organize-se para aproveitar a infância dos seus filhos. Eu trabalho fora e muitas vezes, no tempo que sobra, tenho que decidir entre 'pé no chão e areia no cabelo' ou 'se jogar no sofá e ligar a TV'. Nem sempre escolho a alternativa correta (acho que seria a primeira opção, no caso… né?) Mas deveria, eu sei, porque a infância delas vai passar voando! O que preocupa é que tem muita gente que nem cogita 'pé no chão e areia no cabelo'. Nunca. Acho que a mensagem é "carpe diem"! Da melhor forma possível!!! bjo ao casal e à autora do post!

    Comentário by Lilian — outubro 4, 2012 @ 1:10 pm

  16. Texto muito bem escrito, porém cheio de preconceito e "verdades absolutas". Mas respeito a opinião dela! ; )

    Comentário by Thais — outubro 4, 2012 @ 1:23 pm

  17. Nossa, parabéns por ser a melhor mãe do mundo (nos seus próprios critérios). Não existe um modo só de maternar, nem um modo correto. Nunca existiu. Desde a época da minha vó que existem mães pé na areia e mães que terceirizam e não acredito que isso determine se os filhos serão mais felizes ou não. A única coisa em que eu acredito é: mães seguras e felizes têm mais chance de ter filhos seguros e felizes. E é assim que eu sigo a minha vida:
    Tô segura em ter parto normal? não? então cesárea!
    Tô feliz amamentando depois dos 7 meses com os peitos ainda sangrando? Não? Então mamadeira.
    Se você tá feliz e segura com as suas opções, ótimo pra você e para os seus filhos. Mas aceite que o que funciona pra você não vai necessariamente ser o melhor pra todo mundo.
    Mas quando estiver no parquinho com o pé na areia com sua filha, tente se divertir mais com ela ao invés de se preocupar com a vida dos outros que aí você não vai ter motivos de chorar baixinho por que desconhecidos não compartilham da mesma ideia que você.

    Comentário by Luciana — outubro 4, 2012 @ 4:52 pm

  18. Nossa, Luciana, super concordo contigo!
    E estou tão acostumada a encontrar apenas babás aqui nas pracinhas do meu bairro, que ok! Até pq não saio com meu filho pra virar amiga das mães! Saio para que ele se divirta, brinque, gaste energia. Também acho que essa terceirização sempre existiu, mas hoje se acentuou ainda mais pq muitas mães sentem-se realizadas como profissonais e não abrem mão de suas carreiras.
    Mas engraçado pq sempre trabalhei e agora que estou em casa sinto prazer de poder acompanhar meu filho crescendo. Me sinto segura com essa escolha, e percebo que ele é um bebê muito feliz e sorridente. Esse comportamento dele reflete o quanto estou a vontade no papel que assumi.
    O que não podemos nunca é tentar nos enganar para agradar aos outros. Eu vivenciei tudo ao contrário do que imaginava que seria o melhor pra mim, e hoje, ok! Porque ninguém sabe as dores e alegrias de ser quem nós somos!

    Comentário by Aline Fukabori — outubro 5, 2012 @ 10:59 am

  19. Já pensei muito assim, mas passei dessa fase, sabe? Sou grudada no meu, mas não apenas por ele, mas pq EU gosto de ser assim. às vezes ele nem está tão a fim de beijo, abraço, mas EU estou, a fim de me agradar, curtir cada pedacinho dele. Tô fazendo uma coisa que EU AMO (adoro realmente brincar, cantar, fazer boboeiras, dar ataque de beijos. Mas tem gente que não curte, ué!…) Acho q quem terceiriza mais perde do que ganha, pq lá na frente o filho vai estar criado – com qualidades e defeitos com TODAS AS PESSOAS DO MUNDO – mas os pais/mães não vão ter curtido o cheirinho, a vozinha tudo de maravilhoso que eles são, mas quer saber? Talvez a pessoa não seja de grude, de fazer carinho, não ache graça em brincar, sei lá…mas cada um tem seu jeito, sua forma de demonstrar carinho e amor.
    Tantos pais não participam e a mãe, coitada, preciasa sim de muita ajuda pra suprir pai que "não troca fralda', não dá banho, não gosta de brincar, etc etc etc…
    CRITICAR CRITICAR CRITICAR….E A TOLERÂNCIA Ó……

    Comentário by VAL — outubro 4, 2012 @ 5:32 pm

  20. Muito legal o depoimento.
    Realmente, muita gente quer ter filho mas não quer ser pai e mãe

    Comentário by Nenê Crescendo — outubro 4, 2012 @ 5:43 pm

  21. Sabe, hoje eu passei o dia pensando e resolvi escrever outro comentário. A minha mãe esteve longe de ser uma mãe pé no chão e areia no cabelo. Ela era uma mãe que trabalha muito, mesmo nos fins de semana (tinha loja em shopping). Quando ela estava em casa, tinha momentos em que ela queria estar com a gente, momentos em que ela queria ficar a sós com o namorido (ela era viúva), momento de sair com as amigas e ter vida social e muitos outros em que ela queria descansar. E nada disso mudou o fato de ela ter sido uma mão incrível. Bem, eu não tenho nenhuma lembrança dela empurrando o balanço no parquinho, mas tenho muitas lembranças das vezes em que ela me consolou por eu ter tido um dia ruim na escola. Não tenho lembranças de brincar de boneca com ela, mas muitas lembranças das madrugadas em que ela passou acordada cuidando de mim por que eu estava doente. Não lembro de ela ter brincado embaixo do prédio comigo, mas lembro que ela sempre arrumava um tempinho pra fazer a lição de casa comigo todos os dias, o que foi importantíssimo pra minha educação. Lembro que ela não faltava as festinhas da escola, lembro do quanto ela se empenhava pra fazer as mais lindas e criativas festinhas de aniversário, lembro do quanto era legal quando ela resolvia ir buscar-nos na escola de surpresa, lembro a delícia que era ficar bem caladinha do lado dela na cama o dia todo pra que ela pudesse descansar. Lá em casa era assim: crianças brincavam com crianças, a babá tomava conta da bagunça e às vezes também fazia parte dela, e minha mãe tomava as decisões, era o porto seguro e a fonte de amor e carinho. E tudo isso sempre fez muito sentido pra mim.

    Comentário by Luciana — outubro 6, 2012 @ 8:33 am

  22. Kátia, querida, me orgulho da mãe que vc é! E, não tenha dúvidas, a Maria Carol será uma pessoa melhor porque teve melhores pais!

    Comentário by Gabi s — outubro 8, 2012 @ 8:42 pm

  23. Naõ sou mãe ainda ,mais entendo que a o conceito do livre arbítrio que nós dá o direito de saber o que e melhor pra cada um.
    O Importante e ser FELIZ !

    Comentário by Jack — outubro 15, 2012 @ 11:54 am

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