12 de dezembro

preconceito público

por luíza diener

em meio às tantas mães com quem eu convivo (mesmo que virtualmente), há um assunto que volta e meia surge: as vacinas. sempre tem mãe perguntando em qual clínica vacinar seu filho, qual é a mais barata, etc, etc.

e confesso que logo eu, que juro que sempre tenho uma resposta para todas as perguntas, nunca fiz ideia do que responder, visto que sempre levei o benjamin para vacinar no posto de saúde perto de casa.

somando a isso, já percebi que rola um conceito pré-concebido (pra não dizer preconceito) em relação aos serviços públicos.
nada contra quem leva o filho pra vacinar em clínica, ok?, mas é uma experiência que não vem de agora, mas desde que eu era pequena.

estudei em colégios públicos (inclusive fui alfabetizada neles), fazia escola de música pública, fiz faculdade também pública. mas parece que – infelizmente – somente a faculdade pública é valorizada na nossa cultura brasileira. e olhe lá.

mas eu, que vivi isso a minha vida inteira (e sim, já fui discriminada em diversas situações por conta disso), posso dizer que muito (mal) se fala sobre o que pouco se conhece.

o próprio posto de saúde que frequentamos é ótimo. eu passei a conhecê-lo por causa do filhote, mas logo marquei consulta pra ele e pra mim no odontologista. engraçado foi a mulher que marcou, falar “olha, a agenda tá meio cheia e só temos vaga pra daqui a… deixa eu ver… 3 semanas”. oi? três semanas está ótimo!
achei que fossem demorar uns três meses (ou anos), baseada no meu pré-conceito (do disse-me-disse).

conversando com outras pessoas que também desfrutam de tais serviços públicos de saúde (em unidades e até cidades diferentes), percebi que a impressão é sempre positiva. e acho que uma parte disso deve-se ao fato de sempre esperarmos o pior quando se diz: “isso é do governo”.
estou mentindo?

é um assunto que venho discutindo com o marido desde que o benjamin nasceu. queremos nossos filhos em colégios públicos e queremos passar a desfrutar da saúde pública também.

tomo, por exemplo, os postos – ou centros, ou unidades básicas – de saúde: em muitos casos mais simples dá pra correr pra eles, ao invés de ir para um hospital.

mas pior que tudo isso é essa nossa mania de só ir ao médico quando alguma coisa não vai bem.
ué, mas não é melhor prevenir que remediar?
é muito mais fácil fazer checkups regularmente, pra ter certeza de que tudo vai bem, que chegar ao hospital já todo estragadinho.

deveríamos estender o momento pré-natal (de avaliação e prevenção) para toda a nossa vida.

pensando nisso, o Ministério da Saúde iniciou a campanha Saúde mais perto de você.
através do acompanhamento periódico e da frequência às Unidades Básicas de Saúde (UBS), muitas doenças podem ser evitadas e a qualidade da saúde da família tende a aumentar.

então que tal já começar levando seu pequeno pra tomar a próxima vacina na UBS próxima à sua casa e – quem sabe – aproveitar pra dar uma olhada na sua saúde também?

http://bit.ly/pgtweet

conheça mais acessando (e curtindo) a fanpage: http://migre.me/6gHEF

 

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23 Comments »

  1. Legal, Luíza!
    Curti o post… uma tia do meu marido que é pediatra comentou comigo que recomenda sempre que as vacinas sejam dadas no posto de saúde: a rotatividade é enorme (logo não fica vacina encalhada), a rastreabilidade de algum eventual problema com o lote de vacinas é melhor e não raro, são de melhor qualidade porque óbvio, não rola o interesse privado de lucro em cima disso.
    beijos!

    Comentário by Denise — dezembro 12, 2011 @ 9:24 am

  2. Eu também passo por isso toda vez que alguém me pergunta "mas como você não gasta com vacinas? precisei dar três doses de 400 reais no meu filho durante o primeiro ano". Então, não gasto. Meu filho só toma as oferecidas pelo governo.

    Comentário by Daniela Passos — dezembro 12, 2011 @ 9:27 am

  3. Concordo totalmente com você!
    Evidentemente, há fragilidades nos serviços públicos, mas acredito que devamos utilizá-los sempre que possível, inclusive para ter propriedade para exigir qualidade deles.
    Está quase na hora de meu pequeno tomar as vacinas do segundo mês e nem tenho dúvida de que será no posto aqui perto de casa. Eu tomei as vacinas do pré-natal lá e o atendimento foi excelente.
    Na última consulta, perguntei ao meu pediatra – meio que para testá-lo – onde eu era melhor dar as vacinas. Ele não pestanejou: na rede pública, é claro. E completou: há muita coisa errada no Brasil, mas a imunização é um modelo. E vale dizer que as vacinas nos postos de saúde tem muito mais fiscalização e rotatividade que nas clínicas particulares.

    Outra coisa: noto nas listas de discussão de mães algumas que se preferem não dar vacinas e algumas que acham que levar o filho ao pediatra todo mês é exagero. Cada um segue uma linha, né? Mas eu também prefiro acompanhar e prevenir. Não vejo médico como um solucionador de problemas, mas como alguém que pode nos aconselhar e acompanhar. Claro, desde que seja um bom profissional, o que não é sempre o caso. Mas isso já é uma outra discussão, né?

    Abraços!

    Comentário by Rafaela — dezembro 12, 2011 @ 9:28 am

  4. agora eu vi! publipost ponto gov! aêêê!!!!
    sou funcionária pública e só vacino meus filhos em posto de saúde… só uso clínica particular para dar vacinas que não estão da Rede SUS. uma amiga pariu recentemente numa maternidade pública e seu relato me pareceu superior à minha experiência num dos melhores hospitais particulares da cidade…
    tem muito serviço ruim, mas tem muito serviço bom também. parabéns pelo post!
    beijoca

    Comentário by mari - viciados — dezembro 12, 2011 @ 9:33 am

  5. Fui dar uma das vacinas no meu bebê em uma clínica particular porque o pediatra disse que o efeito de uma vacina era bem menor e blá blá blá porque era acelular e tal… e pronto foi a pior experiência possível! A "enfermeira" tinha uma mão horrível, acho que não é acostumada a dar vacina sei lá… e tirou muito sangue do meu filho e ele ficou mais de meia hora chorandoooo! Se arrependimento matasse… Agora só dou em posto de Saúde perto de casa. Ele sempre dá uma choradinha, mas normal e segundos depois é como se nada tivesse acontecido. Parabéns pelo post!

    Comentário by Clara — dezembro 12, 2011 @ 10:10 am

  6. Bom, no meu caso o não usufruir das vacinas do posto de saúde só acontece com aquelas vacinas que dão reação que são oferecidas pela rede pública e na rede privada que por ser acelular não dá reação, ou no caso de vacinas que não são oferecidas como por exemplo a varicela e que tem um índice grande de contágio e até mortes mas o governo tmb não oferece. Em relação á escola pública, o GDF, não oferece escola, creche e até mesmo posto de saúde em Águas Claras, o que ao meu ver é um descaso com a população que necessita desses serviços mas não pode contar com eles. A UnB, que está sucateada há anos e paga muito mal os professores também não poderia nos atender, pois o meu marido é professor universitário e não poderia deixar de dar aulas na universidade particular para pleitear um cargo na pública pois precisamos pagar escola particula, plano de saúde e vacinas. Ou seja, o Governo não contribui em quase nada para que essa imagem negativa seja desfeita. Esse comentário é um desabafo em relação a tudo o que temos vivido nos últimos anos, nada contra vcs ou ao publieditorial. Beijos

    Comentário by Doceria da Tathy — dezembro 12, 2011 @ 10:15 am

  7. Olá queridas mamães,

    Quero compartilhar minha experiência e pesquisa sobre vacinação. Concordo plenamente que há serviços de saúde público que são excelentes. Meu bebê tomou as primeiras doses no próprio hospital, no 3 mês fui ao Posto Publico por pressão dos familiares do marido e meu bebê tomou uma dose da vacina de Hepatite B. Meu bebê mudou muito, ficou muito esquisito, olhando somente para um centro do teto, fora gritos estridentes. O que será que estava ocorrendo com o organismo dele? Optei, então vaciná-lo na rede privada e não houve reação… Já tinha ouvido falar sobre os maleficios da vacinação, e fui pesquisar mais a fundo. Na Austrália, por exemplo, é opicional a vacinação, pois sabe-se que a vacina não é 100% eficaz e ainda pode trazer danos como autismo, convulsões, morte súbita entre outros danos que muitas vezes ocorrem ao longo da vida… Na França a vacina contra Hepatite B foi proibida.

    Qual a diferença das vacinas públicas e privadas?
    Bem na rede privada são vacinas são acelulares, são virus atenuados (rastros do vírus) e normalmente fabricada nos EUA. As da rede pública os vírus são celulares ( virús vivos), por isso tende a dar maior reação e são fabricadas na India. Outra diferença é que na Rede privada são menos picadas entre 10 e 15 aplicações na rede pública pode ser 30 ou mais!

    Mas vocês já pesquisaram o que contém as vacinas?

    O trabalho de uma pediatra Liliane Maria Schuch de Azambuja explica:

    “O germe não é nada e o organismo é tudo” (Claude Bernanrd)
    Quando introduzimos uma vacina em vários indivíduos em forma massiva,
    procedemos como se o germe tivesse virtudes decisivas e inequívocas e, como se todos
    os organismos fossem iguais não só entre si como em todos os momentos de sua vida.
    (1)
    A vacinação pressupõe que todos os receptores, independente da raça, cultura,
    dieta, etc. respondam da mesma forma.

    Tipos de Vacina:
    1- Microrganismos mortos: pertussis, pólio, influenza, raiva;
    2- Vírus vivos atenuados: sarampo, rubéola, cachumba, varicela;
    3- Componentes de Organismo : h influenza, pertussis acelular;
    4- Recombinadas: hepatite B

    Componentes das vacinas
    São desenvolvidas em cultivo de tecidos humanos e animais como de rins de macacos e
    cachorros, embriões de galinhas, órgãos de fetos de abortos, cerébro de coelho…
    O risco do uso de células de animais é que durante a passagem serial de vírus, o DNA
    ou RNA do mesmo pode ser transferido de um hospedeiro para o outro como o SV40
    (como ocorreu com a pólio), SIV, retrovírus bovino, etc.. Eliminar todas as substancias
    com as quais a vacina entrou em contato durante sua produção, é praticamente
    impossível.
    As vacinas contêm inúmeras substâncias tóxicas como:
    Alumínio (sulfato ou hidróxido) para promover efetividade, com toxicidade neurológica
    e respiratória
    Formaldeído: usado para inativar os vírus → cancerígeno
    Mercúrio: (timerosal) usado como preservativo → neurotóxico
    Antibióticos (anfotericina B, neomicina, kanamicina…).

    Veja mais em : http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/index
    http://www.taps.org.br/Paginas/vacinart07.html
    http://www.vaccination.inoz.com/

    Existem infinidades de sites falando sobre a vacinação. Eu optei por não vacinar mais meu bebê, pois graças a D'us ele se restabeleceu. Preferi não me identificar, sei que há pessoas contra ou a favor da vacinação. Mas antes de criticas ao menos pesquise por conta própria e tome suas conclusões. Meu objetivo aqui é apenas fazê-las ver o outro lado da vacina e não simplesmente aceitar sem ao menos questionar. Talvez haja outras alternativas conforme estudos do renomado médico Dr. Isaac Golden http://www.homstudy.net/clinic/index.htm.

    Comentário by Anônimo — dezembro 12, 2011 @ 1:09 pm

  8. Anônima… e como você faz para matricular seu filho na escola? A maioria delas exige atestado de vacinação…

    Comentário by Mariana Perri — dezembro 12, 2011 @ 3:25 pm

  9. Lu, claro que o Brasil é muito grande e muito diferente, mas eu já vacinei as meninas em postos de três cidades: São Paulo-SP, Brasília-DF e Lauro de Freitas-BA e o único lugar em que tive problema, por erro da mulher que aplica a vacinam foi num laboratório privado. Os serviços dos postos de saúde são bons, sim. O atendimento às vezes é meio precário, demora e tals, mas no particular também é assim. Quem nunca esperou horas num consultório médico, né? Outro dia eu fui num posto com Clarice e pedi uma consulta. Consegui para o dia seguinte. Fora que o melhor hospital de Brasília para emergências é o HRAN, segundo relatos de vários amigos que precisaram levar seus filhos e já cansaram dos péssimos médicos e serviços dos Santas Lúcia, Luzia e sei lá quem mais é santa nesta cidade.
    Sobre a escola, vc conhece a minha experiência, quer dizer, da Ciça.
    A maioria das pessoas que fala mal do SUS não conhece o SUS. Claro que tem coisas ruins, claro que precisa melhorar, mas é um serviço universal e democrático.
    Beijos

    Comentário by Paloma — dezembro 12, 2011 @ 1:47 pm

  10. até onde eu sei, a vacina do posto é exatamente a mesma da clínica, só que de graça. da mesma empresa, mesmo jeito, mesmo lugar.

    e serviço público em brasília deve ser outros 500 rs

    e particular tb só é bom mesmo com muita recomendação e sorte, se pagar fora do convenio e a vista rs (pro caso da saude)

    Comentário by carolina — dezembro 12, 2011 @ 3:38 pm

  11. oie.tenho dois filhos um de 9 e outro de 4 meses,sempre vacinei no posto e nem sabia que vacinas da rede particular não dão reação,com meu filho mais velho nunca tive problemas tirando a dor e o enjoo que ele ficava as vezes,mas o meu filho mais novo é alergico a varias coisas,alimentos,etc e não foi possivel vacina-lo contra o rotavirus por causa da alergia,mas quando fui liberada para dar a polio nem pensei duas vezes e corri para o posto,resultado diarreia que ja dura uma semana,conversando com o pediatra ele me disse que vacinas da rede publica dão reação ainda mais para bebes sensiveis,então estou revendo meus conceitos,sendo que os proprios funcionarios da rede publica me deram a dica de vacina-lo em clinica particular pois nem dor eles sentem,e ai pensando assim melhor evitar.

    Comentário by nanda — dezembro 12, 2011 @ 4:58 pm

  12. oi, nanda.

    uma única vez eu dei uma vacina na rede particular. a ped recomendou por ser acelular e não dar reação e coisa e tal.
    resultado: foi a vacina que ele mais reagiu. teve febre por uns dois dias, ficou prostrado.
    ou seja, isso de dar reação ou não é relativo de criança pra criança. não é uma garantia.
    no caso aqui de casa, a experiência com a vacina acelular foi ruim.
    bjs

    Comentário by luíza diener — dezembro 12, 2011 @ 6:31 pm

  13. Claro que devemos considerar que vocês moram em uma cidade modelo… já frequentei postos em Porto Alegre nos quais eu jamais entraria com o meu filho. agora que moramos no interior ele toma todas as vacinas no posto de saúde mesmo, telve algumas reações fraquinhas, mas sempre foi muito tranquilo. Eu já estudei e vivenciei muito a respeito do SUS, e tenho a dizer que o sistema é excelente e infelizmente só não é mais eficaz por conta de alguns profissionais que nele atuam.

    Comentário by Bia — dezembro 12, 2011 @ 5:04 pm

  14. Luiza, disse tudo o que eu penso.
    Fiz meu pre natal pelo SUS, marquei a primeira consulta com o exame de sangue positivo, e a partir disso saia de uma consulta com a do próximo mês marcada.
    Minha filha nasceu em uma maternidade do SUS que é referencia em humanização no Estado do RS, onde não há berçário, existem consultoras em amamentação e a alta hospitalar para um PN é 24 hrs. Fiquei satisfeitíssima.
    Fui a uma consulta particular e tive que esperar 1h e 30 pra ser atendida (e era com hora marcada). No outro dia fui no cais (centro de assistência integrada em saúde – equivalente a uma UBS) e marquei a consulta para dali um mês para as 8.00 da manhã, sendo por ordem de chegada. Cheguei as 7.30, fui atendida as 8.20. Depois disso só levei minha filha no SUS.
    Hoje, inclusive, ela estuda em uma creche municipal, onde além de ter ótimas professoras, tem dentista e fonoaudióloga disponíveis. E meu imposto pagam todas essas 'regalias'.
    Beijos

    Comentário by Amanda — dezembro 12, 2011 @ 6:53 pm

  15. Muito legal, Lu, tão sincero que nem achei que tivesse incentivo de ninguém. Eu dou na rede privada só a tetravalente (aproveito e dou logo a hexa pra economizar picadas), porque Emília teve uma reação tão horrível com a primeira dose que fiquei traumatizada. Mas fico imaginando quem paga por todas as vacinas, falência total. Infelizmente o posto que atende minha região tem uma enfermeira tosquésima e a gente sempre dá o azar de pegar ela. Parece que tá furando um frango. Espero que na próxima vacina a gente pegue alguém mais legal.

    Comentário by lia — dezembro 12, 2011 @ 8:39 pm

  16. Oi Luíza! Na primeira vacina que o Frederico tomou fora da maternidade, fomos em um posto de saúde ótimo aqui em SP recomendado pelo pediatra. Atendimento excelente, quase sem espera, tudo de lindo. Depois disso, descobrimos que nosso convênio cobre vacinas de algumas redes de laboratório e, pela praticidade (tem um "do lado" de casa, e abre de sábado e domingo) começamos a levá-lo lá. As vacinas são boas, as enfermeiras são ótimas e tal. Mas TODA vez que vamos lá passo muito nervoso com o atendimento péssimo. Inacreditável!
    Enfim, só um desabafo em linha com o post!
    Bjs, Lê http://www.cegonhatrends.com

    Comentário by Cegonha Trends — dezembro 12, 2011 @ 9:16 pm

  17. Nunca levei a Lara para tomar vacina em clínicas. Já ouvi falar, inclusive, que nesse caso de vacinas, as do posto de saúde público são melhores, tendo em vista o rodízio de vacinas novas, que é muito maior que das clínicas particulares. O efeito colateral (dor, febre, etc) diminui, e o melhor mesmo é que não paga.

    A respeito de escolas, as escolas da prefeitura aqui de Belo Horizonte tem impressionado muito! E eu pretendo colocar a Lara em uma UMEI (Unidade Municipal de Ensino Infantil) que são fantásticas, e depois, pelo menos até a 4ª série ou 5º ano estudar em escola pública também, assim como aconteceu comigo!

    O pré-conceito é notório e apoio o incentivo para mudarmos isso.
    =D Parabéns pelo post!

    Comentário by Mamãe Pinel — dezembro 12, 2011 @ 9:50 pm

  18. Nao confio em vacina da rede particular, meu preconceito é ao contrario. Minha mãe diz que no posto as vacinas são sempre "fresquinhas" (não são biscoitos Sao Luis, mas são fresquinhas) pois tem mais saida que as de rede particular. E tambem quanto tem, por exemplo, uma queda de luz, os postos publicos jogam toda as vacinas que ficaram fora da refrigeração , ja nas particulares…eles querem é lucro meu bem! Claro que não vão jogar nada desnecessario fora!

    Posto de Saude publica tem um compromisso com o povo, clinica privada, tem compromisso com o bolso dos socios.

    Comentário by Julia Bittencourt — dezembro 12, 2011 @ 10:38 pm

  19. Sem preconceito, é muito mais fácil falar e acreditar nisso tudo quando se mora em Brasília. Acredite em mim porque sou daí. Tente viver isso no Rio de janeiro e depois me conta…

    Comentário by Flavia — dezembro 13, 2011 @ 4:28 am

  20. Ótimo post.! Sou médica e só trabalho no SUS, acho que temos uma realidade muito diversa no Brasil, mas em geral a classe média fala sem saber, não chega a experimentar e acha sempre que tudo é ruim… Meu filho recebe a maioria das vacinas no posto de saúde e o melhor atendimento que recebi nas minhas dificuldades de amamentação foi no Instituto Fernandes Figueira, da rede federal do RJ. Temos muitos problemas de acesso, principalmente para procedimentos e exames, mas há um investimento grande nos ultimos anos na rede básica de saúde, nos postos para atendimento ambulatorial, nas unidades de saúde da família. È uma logica de cuidar das pessoas ao longo do tempo, preventivamente,bem diferente de emergências. Eu trabalho com isso e acredito que oferecemos um cuidado bem melhor do que planos de saúde, que exploram os pacientes e os profissionais.

    Comentário by emaildadeb — dezembro 13, 2011 @ 7:36 am

  21. Meu marido trabalha no SUS, e todas as vacinas do meu bebê foram no posto de saúde. Meu pré-natal tive que fzr grande parte no hospital que ele trabalha, mesmo tendo plano de saúde (Unimed, uma porcaria). Pra mim os melhores médicos estão no SUS, é claro q nem todos são essa Coca-Cola toda..
    Meu pré-conceito com o SUS só acabou qndo eu fiz uso..e vou dizer: mto melhor que os hospitais bacanas de Brasília q o plano cobre!

    Comentário by Ludmylla — dezembro 13, 2011 @ 10:52 am

  22. Sou dentista de PSF e digo por mim, que lá os pacientes são atendidos melhor do que particular… porque??? pq no particular "time is money" e no posto não… vc tem todo o tempo do mundo pra conversar, explicar e ensinar as crianças mil vezes a escovar os dentes… particular ninguem paga 10 sessoes de fluor… lá, eu faço direto na criançada…
    dizem por ai que o material é ruim pq é comprado por licitação, mais a maior parte dos consultorios particulares tb comprar o mesmo material…
    E o acompanhamento das gestantes…muito bom!!
    Tirando que é preciso acordar cedo pra pegar vaga pra consulta, o resto é excelente!

    Comentário by michelle — dezembro 13, 2011 @ 8:44 pm

  23. Adorei o post Luíza! Eu trabalho no SUS e posso afirmar que apesar de tantas dificuldades e problemas que enfrentamos a vacinação em nosso país é modelo para diversos outros! Gostei da frase da Julia: "Posto de Saude publica tem um compromisso com o povo, clinica privada, tem compromisso com o bolso dos socios."

    Comentário by Maylu — dezembro 14, 2011 @ 11:25 am

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