22 de julho

o presente, a correnteza e meus 50 anos

por luíza diener

fotofoto

domingo fiquei sozinha em casa enquanto hilan ia com os dois à igreja. o objetivo não foi eu ter um tempo para mim, mas arrumar o apartamento que, pra variar, estava um caos completo.
temos contado com uma faxineira uma vez por semana e vou te contar: ajuda, mas não é suficiente. se a gente não se organiza diariamente e guarda tudo – especialmente os brinquedos – a bagunça acaba ganhando vida própria e engolindo a gente (que é o que acontece por aqui praticamente sempre).

acordei cedo, tomei café junto com todo mundo, ajudei a arrumar os meninos para sair e, enquanto isso, repetia mentalmente que assim que eles partissem eu iria trabalhar na casa. mesmo assim, quando eles puseram o pezinho pra fora, senti forças estranhas me convidarem para tarefas contrárias: o facebook me chamava, o candy crush me chamava, minha cama me chamava mas consegui resistir à tentação e rumei determinada à área de serviço.

enquanto eu estendia roupa limpa no varal e enchia a máquina com mais roupa suja, experimentei tantas sensações diferentes que acabaram por me inspirar este post. as roupas sujas em questão eram do benjamin. eu encontrava uma blusa encardida de terra e suspirava. revirava os bolsos das calças e casacos à procura de papéis, moedas e outras porcarias e sorria. ao desdobrar a barra de uma calça e encontrar um punhado de areia ali, sentia meu coração encher de alegria: “eu tenho um menino! meu bebê cresceu!”
quando foi que o tempo passou tão rápido e onde foi que eu estacionei pra de repente acordar e me deparar com esse pequeno rapazinho?

também olhava para cima e via as roupas já limpas da constança, misturando blusas, vestidos, casacos e bodies das mais diferentes cores e estampas. na cesta com roupas limpas, as roupas e camisas do hilan, outra com as minhas coisas: “quanta gente nessa casa!”

terminei na lavanderia, peguei uma caixa de papelão e fui à caça aos brinquedos e pertences infantis. eles estavam espalhados por toda a casa. nenhum cômodo escapou. ia catando, cantando, organizando tudo de forma reflexiva. em todo canto, um pedaço deles. em tudo deles, um pedaço meu.
fazia um bom tempo que eu não conseguia executar qualquer serviço doméstico sem aquela correria, um monte de gritos, eu o tempo inteiro parando alguma coisa para acudir um menino que machucou, a menina com sono querendo mamar ou apenas procurando colo, pedindo ajuda constante ao marido, brigando com o marido pra que ele fizesse a coisa sem que eu solicitasse, largando tudo pelas metades e não conseguindo fazer absolutamente nada direito.
percebi que meu dia a dia parece aquelas provas malucas do passa ou repassa, misturado com olimpíadas do faustão: tudo cronometrado, tudo uma correria, sempre aquela tensão pra conseguir dar conta de todas as coisas em um curto espaço de tempo.

senti um certo prazer naquele silêncio. um certo prazer, não. um enorme prazer.
eu amo meus filhos, meu marido, meu cachorro. mas também amo ficar sozinha. era daquelas que, ainda adolescente, se sentia feliz em ir ao cinema sem companhia, curtia almoçar na faculdade sem aquele monte de colega barulhento conversando sobre professor, trabalho, prova, fugia no horário de lanche do trabalho pra comer um sanduíche embaixo da árvore, acompanhada apenas do som dos passarinhos.
de repente, escutar somente o barulho da máquina de lavar – no lugar de choro e gritaria – e o cheiro do desinfetante – no lugar de cocô na fralda e no penico – fizeram as vezes desses meus momentos de solidão prazerosa.

confesso que nos últimos meses tenho me questionado onde estarei em 10 anos. continuarei eu a ser dona de casa e blogueira ou estarei dentro de um escritório, trabalhando e delegando os cuidados domésticos a outra pessoa enquanto meus filhos revezam entre escola e atividades extra-curriculares? sinceramente, essa última opção estava me atraindo cada vez mais. pensei em voltar para a faculdade, pensei em fazer um curso à distância, pensei nas inúmeras possibilidades de carreira e no tanto que já estou velha pra começar de novo. pensei, pensei, pensei e não consegui pensar em mais nada.
experimentar esse momento de sossego durante a manhã, essa paz e plenitude, essa solitude, me transpuseram pra daqui a 10 anos: eles indo pra escola pela manhã, eu tomando café tranquilamente, lendo um capítulo de um livro e iniciando minhas tarefas domésticas. o almoço pronto, a volta da escola, eles independentes o suficiente para tomarem banho sozinhos, escovarem os dentes e a caçula (ou um caçula terceirinho) ir para a soneca enquanto os mais velhos fazem a tarefa. depois eles podem ir para a natação, aula de música ou – quem sabe – brincar no quintal da nossa casa enquanto eu, que já terminei de arrumar a cozinha, guardo as roupas limpas e vou trabalhar no meu home office. no fim da tarde um lanche, uma sopa ou algo rápido. marido me ajuda a encerrar o dia, certificar-se que eles arrumaram as mochilas para amanhã, tocar a boiada pro banho e depois aproveitaremos nosso tempo a sós.

pensando assim, já avancei mais 10 anos (20 a partir de hoje): meninos na faculdade, marido e eu viajando. quando não, eu posso cuidar da horta e do pomar, fazer meu crochê enquanto hilan pinta quadros ou mesmo dorme três longas horas após o almoço. aposentadoria planejada antes dos 50, por que não?

acho que já decidi mesmo o rumo que quero tomar e é muito engraçado eu amar esses planos porque tenho um pezinho no feminismo e na fogueira dos sutiãs, mas não aquela coisa desenfreada de querer ser igual ao homem, mas de aproveitar a minha liberdade como mulher para fazer minhas escolhas sem me pautar no que a sociedade impõe pra mim. tenho certeza de que seria feliz também se seguisse a minha carreira e admiro demais quem faz essa escolha mas, se antes via meu cargo de dona de casa com algo temporário, cada dia que passa eu me delicio mais fazendo isso.

essas projeções do futuro não são apenas sonhos que me isolam do presente, mas me servem como motivação de saber que esse comecinho de vida de mãe é muito, muito intenso e desafiador, mas com o tempo a gente pega o jeito, se acostuma e deixa aquilo nos envolver. a gente para de nadar contra a correnteza e aprende a usá-la ao nosso favor.

falta bem menos de 1 ano para completar 30 e confesso que estou contando os dias pra entrar nessa idade com completude. quero crescer, amadurecer, envelhecer com dignidade ao lado do meu marido, consciente de que fiz as escolhas corretas para nós e feliz com isso.
seja o que deus quiser.

 

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categorias: desperate housewife, psicologia autodidata introspectiva

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29 Comments »

  1. "acho que já decidi mesmo o rumo que quero tomar e é muito engraçado eu amar esses planos porque tenho um pezinho no feminismo e na fogueira dos sutiãs, mas não aquela coisa desenfreada de querer ser igual ao homem, mas de aproveitar a minha liberdade como mulher para fazer minhas escolhas sem me pautar no que a sociedade impõe pra mim. tenho certeza de que seria feliz também se seguisse a minha carreira e admiro demais quem faz essa escolha mas, se antes via meu cargo de dona de casa com algo temporário, cada dia que passa eu me delicio mais fazendo isso."

    Você me definiu também.
    Do lar. Amar. Dedicar.

    Comentário by Lila — julho 22, 2014 @ 11:05 am

  2. Que legal seu post! Eu trabalho em ministério e gosto muito do que faço. Estou na licença maternidade e sóde pensar em voltar ao trabalho minha pituca com 07 meses dá vontade de chorar (muito). Moro bem perto do trabalho pretendo vir dar almoço e banho todos os dias e me esforçar ao máximo pra diminuir o impacto das mudanças…mas que às vezes dá vontade de jogar tudo pro alto e ficar em casa..ah, se dá. Cada escolha vai ter seus prós e contras né? Acho muito importante a gente se pensar em 10 , 20 anos, e semear o que queremos colher até lá.

    Comentário by remfernandes — julho 22, 2014 @ 11:20 am

  3. Poxa, você irá voltar com 7 meses.. e eu que terei que voltar com apenas 4 meses!!
    Já entrando em pânico! 🙁

    Comentário by Paula — novembro 10, 2014 @ 3:00 pm

  4. Esse post foi um acalento na alma. Li, reli, e me imaginei nos 10 e 20 anos seguintes. Tão bom olhar pro nosso “eu futuro” é ver que o que estamos fazendo tem todo o sentido! Obg pela reflexão! E que invejinha dessa paz momentânea! Volto de licença maternidade mês que vem, mas confesso que vou tirar 2 dias de férias antes do meu niver de 30 só pra me curtir… Salão, cinema, café e quem sabe até um bom livro ou uma praia! Bjs

    Comentário by Clarissa — julho 22, 2014 @ 11:47 am

  5. Comentei lá no inbox do Facebook. 🙂

    Comentário by Patrícia Cordeiro — julho 22, 2014 @ 11:54 am

  6. Me identifico bastante =)

    Comentário by Vânia Gomes — julho 22, 2014 @ 12:02 pm

  7. ufaaa me deu um animo a mais! to eu aqui dona de casa, mãe de uma mocinha de 10 meses, grávida novamente de 14 semanas e com apenas 24 anos. o que eu quero pra mim daqui a 10 anos? ser uma mãe perfeita aos olhos dos meus filhos e cuidar da família! obrigada luiza, você me inspira muito!

    Comentário by Aline — julho 22, 2014 @ 12:58 pm

  8. Estou adorando seus textos! Assim como você, escrevo sobre maternidade desde 2009 e, embora tenha ficado algum tempo sem postar, retomei às atividades de blogueira nesta semana. Desta vez, voltei com um enfoque diferente: compartilhar com as mamães que me seguem como eu concilio minha vida profissional com a minha atividade mais importante, que é a de ser mãe. O título "Uma nova chance: de doutoranda deprimida a diretora feliz" é bem sugestivo do que aconteceu comigo e de que eu mudei radicalmente minha vida, tudo em prol de ser a mãe que eu sonhava ser.
    Ficarei imensamente feliz se, no meio de sua correria diaria, você puder ler meu texto. O recado é o seguinte: é possível sim ser mãe dedicada e realizada, e ter uma atividade profissional, desde que encontremos uma profissão que respeite as nossas prioridades. Passa lá! 🙂 http://www.tatianabachur.com.br

    Comentário by Tatiana — julho 22, 2014 @ 1:33 pm

  9. Amém.!
    Também sou dona de casa, com uma bebê de 8 meses e com faxineira duas vezes por semana.
    Quando estava grávida disse pra quem quisesse ouvir que quando minha filha completasse 1 ano, eu colocaria ela na creche e iria voltar a trabalhar e estudar. Agora que só falta 4 meses, estou adiando pra quando ela fazer dois, ou quem sabe três, e aí vem o segundo….
    A vida de dona de casa é cansativa, as vezes estressante mas ao mesmo tempo é tão gostosa né.!

    Comentário by fabrinadutra — julho 22, 2014 @ 3:24 pm

  10. Inspirador. Texto lindo, profundo e cheio de significados. Admiro cada vez mais sua decisão em deixar a carreira de lado para cuidar da família. Isso porque essa escolha exige coragem e desprendimento. Abdicar de muita coisa e talvez, algumas "regalias" que o trabalho proporciona. Trabalho e não tem um dia sequer que eu não pense o quanto seria maravilhoso/cansativo poder cuidar da casa, filhos e marido. E é por isso que parabenizo sua atitude. Eu tenho medo, fico pensando na dependência em relação ao maridão. E vc, foi lá e se jogou. Luíza, tive o privilégio de ter minha mãe full time comigo e irmãos. Tinha o sol matinal, o parquinho, o almoço (preparado por ela), a sonequinha, o lanche da tarde, as brincadeiras… até chegar a escola, as atividades extra-curriculares. Levava e buscava. Conversava no meio do caminho, contava uma história…enfim, foi maravilhoso e fundamental essa dedicação, carinho, afeto e tudo mais. Gratidão eterna a ela. Por isso, digo a vc, sua linda, acalme o seu coração e tenha a certeza que está fazendo a coisa "certa", ainda mais sendo feito com a alma linda que habita o seu ser. bjo

    Comentário by Luciane — julho 22, 2014 @ 3:37 pm

  11. Tantas vezes já refleti sobre abandonar carreira e ficar em casa. Ano passado tentei trabalhar num escritório, aguentei 5 meses, e sentia tanta saudade da minha cria que não pude nem mais colocar na balança o quanto tudo isso significa. Hoje, estou grávida do segundo, o meu mais velho tem a idade do Joca, e meus planos de carreira? Costura! De professora à costura devido a uma reflexão e constatação de que não posso ficar longe desse caos diário que é ser dona de casa e mãe em tempo integral. Estou sem diarista, a minha casa está do avesso, mas é assim que eu gosto. E bora fazer a janta, pq maridão já já chega de viagem! hehehehe beijos Luíza, amo suas verdades nuas e cruas

    Comentário by Fernanda — julho 22, 2014 @ 8:03 pm

  12. Que tal escrever um livro? Você é muito doce com as palavras e com certeza se divertiria como escritora. 🙂

    Comentário by Mia — julho 22, 2014 @ 9:29 pm

  13. a ideia é ótima, Mia! só me falta disciplina para começar 😉
    doces foram suas palavras. obrigada pelo incentivo!

    beijo

    Comentário by luíza diener — julho 23, 2014 @ 1:42 pm

  14. Fabulosa!
    Parabéns.

    Comentário by Sabrina Fernandes — julho 22, 2014 @ 11:27 pm

  15. Seu texto chegou na hora certa, tenho uma bebê de 7 meses, jurei que ficaria com ela ate um ano e já não aguento mais viver dentro de casa com a profissão do lar. Ser mãe é maravilhoso, mas serviços domésticos me irritam, estou pensando seriamente em voltar ao mercado de trabalho, penso também no que irei perder no desenvolvimento da minha pequena e isto está me deixando completamente louca.
    Tive minha mãe em tempo integral e sei o quanto é maravilhoso, mas eu não sei se conseguiria.

    Comentário by Dinahir — julho 22, 2014 @ 11:45 pm

  16. Adoro todos os tipos de posts do blog, mas os reflexivos sempre me instigam a comentar algo e sempre me deixam mais reflexiva tb…
    Sou uma potencial gestante, amante da dedicação ao lar, ao marido, futuramente aos filhos, mas q, ao mesmo tempo não consegue se ver só dona de casa; meu instinto inquieto e necessitado "desrotinas" não me deixaria feliz só em casa.
    Ao mesmo tempo, me pego em um momento de questionamento da escolha da carreira de professora, estudando a possibilidade estudar outras coisas, de fazer mudanças e quem sabe trabalhar fora mas em casa tb (já pensando nos filhotes que virão)… Pior de tudo é conviver com a dúvida de não saber se esse é o momento certo para mudar (se é q há um) com a possibilidade de ficar grávida… Mas aí que penso no que vc escreveu: "parar de nadar contra a correnteza e aprende a usá-la ao nosso favor". Eu que sempre imaginei q só teria filhos qnd tivesse a vida perfeita (casa perfeita,salário perfeito, marido perfeito,etc), vejo hoje que esse conceito era tolice e q só me prendia a um ideal inalcaçável e fazia justamente "nadar contra a correnteza" da minha vida…
    Complexa essa vida de adulto a nossa,hein? rs

    Beijos!

    Comentário by Luciana Mazzei — julho 23, 2014 @ 12:02 am

  17. Olá! Adorei o texto da Luíza e me encontrei também em sua resposta! Dilemas da vida de "gente grande", realmente não são fáceis! beijos

    Comentário by Cinthia — julho 23, 2014 @ 12:18 pm

  18. Perfeito.me faltam seis meses para os 30 e cheguei nessa mesma conclusão. Mas eu ainda vivo a correria de trabalhar fora e de deixar minha filha aos cuidados de outras pessoas, é a pior coisa do mundo pra quem quer ser maeeeee mesmo. Nós nascemos mulheres e somos diferentes dos homens e precisamos curtir mais essa nossa vida. Em breve terei mais tempo pra mim. Seu texto eh muito inspirador.

    Comentário by Janaina — julho 23, 2014 @ 1:12 am

  19. Só passei pra te dizer que hoje em dia ser dona de casa não é ter “um pé no feminismo”, é ter os dois! Porque feminismo nada mais é do que reconhecer o valor da mulher independente do que ela faça, e achar legítimo que ela faça o que se sente melhor fazendo. Quando o movimento começou, as mulheres eram obrigadas pela sociedade a serem donas de casa, porque em tese não serviam para mais nada além disso. Hoje são igualmente obrigadas a se afastar da casa e dos filhos, e é uma imposição tão cruel que faz com que aquelas que optam pelo caminho inverso voluntariamente sejam vistas até pelas outras mulheres como “acomodadas”, “inúteis”. E isso faz com que a gente mesmo se questione se estamos sendo feministas de fato ou se estamos indo contra quem um dia brigou por direitos iguais. E o engano é só esse, não temos OBRIGAÇÃO de ser iguais, ué!!

    Comentário by Renata — julho 23, 2014 @ 1:40 am

  20. Adorei, adorei! Volta-e-meia me pego nessa mesma situação, lavando as roupas da família e penando "a que ponto chegamos", e como o pequeno é a razão de tudo, mesmo antes de ele existir.

    Esse texto me inspirou a fazer algo parecido. Começar a semear a terra para os frutos que quero colher daqui 10 anos. Porque tarde nunca é tarde demais!

    Comentário by Denise — julho 23, 2014 @ 11:47 am

  21. * Putz, tava super inspirada e o comentário não foi. Lá vou eu de novo. *

    Esse negócio de ser dona de casa vai muito além da nossa visão social do mundo. E o feminismo tem toda sua carga de responsabilidade nisso. Você optou por ficar em casa com os filhos não por falta de escolha ou fracasso no ambiente de trabalho, mas por seu livre arbítrio. A gente ainda costuma ver essa ocupação com um certo ar de desprezo e acaba dando novos nomes como "estar dona de casa" ou ser "CEO em atividades materno domésticas". Escolhemos estar nas 24 horas da primeira infância de nossos filhos, cuidando de casa, roupa e comida não como obrigação, mas como uma forma de carinho e de marcar presença em todos os momentos da vida doméstica.
    Queimaram os sutiãs, mas os peitos continuam. XD

    Comentário by Milene — julho 23, 2014 @ 4:10 pm

  22. Isso ainda é uma angústia dentro de mim. Sou péssima com o serviço de casa, mas não me imagino trabalhando enquanto cuido dos futuros babies… não faço ideia do que fazer… parece que não há tempo suficiente para se decidir…
    = (

    Comentário by Lara Almeida — julho 23, 2014 @ 5:03 pm

  23. Seu texto é lindo porque há substância nele. Na verdade, seus sonhos é que são lindos. Parabéns.

    Comentário by Renata — julho 23, 2014 @ 11:50 pm

  24. Que post maravilhoso, amei ler essa sua inspiração. VC transmitiu algo perfeito, leria um livro escrito por VC fácil fácil. Amo ler gente que se inspira para escrever e consegue passar exatamente o que ta sentindo, me faz viajar nas palavras. Muito bom, parabéns!!!

    Comentário by Janusse — julho 24, 2014 @ 12:01 am

  25. Nossa Luíza, tenho 1 pequena de 1 ano e 5 meses e estou pensando em ter mais um. Cuido dela o tempo inteiro e me vi como você, até me emocionei com seu texto. Bjs

    Comentário by Alessandra — julho 24, 2014 @ 6:58 pm

  26. Imagina quem trabalha fora e dentro de casa?rsrs….às vezes não seria melhor vc repensar essa ideia de 3 filhos?

    Comentário by Drika — julho 27, 2014 @ 10:36 pm

  27. Oi Luíza, nunca escrevi no seu blog, mas este me chamou atenção e recolocou algumas reflexões em mim que curiosamente têm vindo após leitura de outros posts teus… Uma reflexão que gira em torno da minha opção de vida em contraste com a tua opção de vida, e vice-versa. Tenho dúvidas realmente da dedicação exclusiva ao lar, família, filhos, marido. Minha dúvida gira em torno da realização de nós enquanto mulheres, que inclui a maternidade, que inlclui a família, mas que não se acaba aí. Eu não consigo me imaginar não tendo momentos a sós comigo mesma com alguma regularidade, adoro a casa limpa/organizada, ter um convivio regular com outras pessoas, cuidar de mim em salão de beleza, por exemplo. Gostar destas coisas não quer dizer que eu sempre consiga fazer tudo isso, mas tento fazer isso cada vez mais porque acredito que é um investimento em mim. E cito estas coisas mais do cotidiano mesmo, não to nem falando de investimento em carreira profissional. E fico me questionando quando escreves algumas coisas, especialmente as tuas projeções futuras, que aparece um conjunto de coisas que vc já poderia realizar, mas sonha em 10 ou 20 anos. Achei teu texto lindo, mais um entre tantos outros lindos textos, que me cativam desde que engravidei, e sempre falo do teu blog para minhas amigas maes e grávidas, mas sempre me deixa curiosa esta tua experiência/opção de uma dedicação exclusiva ao lar. Eu digo isso porque na minha experiencia de mãe há 11 meses, sendo os seis primeiros de licença maternidade em que vivi uma vida gostosa mas bem solitária e cansativa. E após este período, apesar de mais distante um pouco do filho, me sinto melhor considerando o conjunto de coisas que faço da minha vida e percebo até que ficou melhor a minha vida com meu companheiro. Enfim, é curiosa a tua escolha e a de tantas outras mulheres. Só para finalizar vou contar uma historinha que lembrei ao escrever este comentário..Era um monge budista que decidiu viver recluso em um belíssimo lugar por anos e, um grupo de mochileiros que já tinham rodado o mundo ficaram sabendo deste monge e decidiram ir até ele para entender por que um monge como ele, tão sábio, tão bondoso vivia recluso por tantos anos. E finalmente eles chegaram no monge e perguntaram: "monge, como o sr. tão sábio passa a vida toda recluso, mesmo que neste belíssimo lugar, sem conhecer paris, nova york, londres entre tantos outros belíssimos lugares?" e monge responde: " -jovens, eu sou paris, eu sou londres, eu sou nova york" … Enfim, ele fala de contentamento e felicidade… Beijao querida Luíza.

    Comentário by Patricia — agosto 2, 2014 @ 7:46 pm

  28. Ai, que desespero, Luiza!
    Vejo que não estou nem um pouco preparada para essa sua vida!
    Boa sorte!

    Comentário by Brenda — agosto 7, 2014 @ 12:36 pm

  29. Fazia tempo que não acompanhava seu blog. A maternidade me consumiu de um jeito que nem consigo explicar. Aliás, não consegui explicar. Porque de repente, numa noite tranquila e sem choros como sua manhã de domingo, consegui ler uma série de posts seus que se encaixaram tanto em mim que, depois de algumas lágrimas, consegui sentir o coração mais leve e essa “vida de dona de casa” que acabei abraçando meio sem querer, já não me pareceu um presente cansativo e um futuro tão tenebroso. Obrigada por escrever com o coração e colocar em palavras oq muitas vezes não conseguimos expressar ou até mesmo entender.
    Ps: parabéns pelo novo bebê e pelo vídeo! Ficou demais!

    Comentário by paula — setembro 25, 2015 @ 10:36 pm

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