03 de maio

que tipo de mãe você quer ser?

por luíza diener

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eu comecei a ser mãe antes mesmo de engravidar. não à toa o blog chama-se potencial gestante: primeiro veio ele; depois o benjamin, porque em mim já vivia a vontade de ser mãe.
eu não sabia exatamente que tipo de mãe eu seria, mas  com certeza queria ser a melhor para os meus filhos.

quando joca nasceu, precisei resgatar tudo o que eu já sabia em teoria sobre maternidade: um pouquinho do que li aqui, um pouquinho do que aprendi com outras mães acolá, o que passei a vida inteira vendo minha mãe fazer. ela foi e continua sendo um grande exemplo!
mas a época em que ela viveu, o contexto e algumas diretrizes eram diferentes das que eu queria ter.
a gente se reinventa como mãe a cada filho, mas o primeiro é o desbravador, que vai abrindo a mata ainda fechada, junto com a gente.
eu fiquei perdida com alguns assuntos, especialmente aqueles relacionados à amamentação e ao tanto que meu filho demandava de mim. não apenas do peito, mas também do meu tempo, do meu sono, do meu eu. acho que o mais difícil de me tornar mãe – e até hoje continua complexo – é abrir mão de mim mesma em função deles.

hoje mesmo – depois do terceiro filho – eu me encontro nesse dilema. percebi a minha necessidade de me reinventar como mãe de três, que é completamente diferente de ser mãe de dois, que é completamente diferente de ser mãe de um só.
hoje em dia eu tenho mais trabalho.seja no meu home office, seja em casa, seja com as crianças. a demanda de tudo é maior e lidar com a frustração de que a luíza de hoje é diferente da luíza do ano passado, de que o que funcionava antes agora precisa ser revisto, é difícil e eu preciso me redescobrir a cada instante.

acredito que três coisas são essenciais para seguir nessa difícil jornada:

  1.  compartilhar vivências com outras mães que passam ou já passaram por isso;
  2. buscar informação de qualidade com profissionais que entendam do assunto e que sigam uma linha condizente com aquilo que você acredita;
  3. confiar em si mesma como mãe e saber que cada família sabe onde aperta o calo, sem se cobrar tanto nem querer ser igual a fulana ou sicrana.

e foi lá, no início da minha maternidade, que eu comecei a entrar em contato com essas duas primeiras coisas (a terceira – auto aceitação – foi a mais difícil).
assim eu descobri blogs incríveis e também autores super bacanas como carlos gonzáles, harvey karp, elizabeth pantley, laura gutman e tantos outros. eles levam entre si títulos como pediatra, psicólogo, terapeuta.
li o máximo que podia. continuo lendo. filtrei tudo que condizia com minha realidade. encontrei alento em tantas palavras, como quem encontra o colo de uma mãe depois de se machucar. me identifiquei, me moldei, cresci. continuo crescendo.

eu – que antes de me tornar mãe, achava que tiraria tudo de letra – descobri na minha individualidade e na individualidade dos meus filhos que a gente nunca está pronto, que a gente nunca sabe de tudo, que a gente sempre vai precisar de ajuda. seja a ajuda de alguns braços extras pra segurar nossos filhos, a ajuda na nossa casa, a ajuda de colos extras para carregar eles. e a gente.

ano passado eu tive o privilégio de conhecer a laura gutman, uma dessas autoras que tanto me ajudou sem saber. quando li um de seus livros – a maternidade e o encontro com a própria sombra – eu fiquei em crise. descobri muito mais sobre mim mesma que sobre criar filhos propriamente. entrei em processo de me culpar por tudo. depois aprendi a equilibrar e me situar naquela avalanche de emoções.
conhecê-la pessoalmente em uma palestra sua em brasília foi o que me trouxe outra perspectiva e descobrir que tanto ela repensou algumas coisas sobre o que escreveu nesse livro já tão antigo, quanto eu repensei – e continuo repensando – muitas coisas sobre os filhos, a minha infância, a mãe que eu tive e a mãe que sou.
(quem quiser saber mais sobre esse encontro, acesse este post.  ele contém uma mini entrevista com a laura gutman e minha percepção sobre aquele assunto na época em que fui à sua palestra).
foi então que eu notei quão bom seria se, num mundo perfeito, eu pudesse encontrar com todos aqueles autores maravilhosos e trocar ideias com eles como quem conversa com outras mulheres, pediatras, psicólogos acessíveis. estar ali, poder ouvir as dúvidas de outras mães, trazer minhas próprias questões, tudo aquilo me deu um panorama bem diferente da que estava ali no livro. o livro é um conteúdo perene, mas também estático. a palestra trouxe uma visão mais dinâmica e instantânea sobre o conteúdo. em algumas poucas horas foi como se eu tivesse lido vários livros dela e ainda assistido aos “créditos extras” e “cenas deletadas”.

este ano me surgiu a oportunidade de estar presente em mais uma palestra da laura gutman. não apenas dela, mas de outras mulheres como ligia guerra, ashley merryman, dra. filó, gabriela kapim. um time composto por mulheres diferentes, referências em suas áreas de atuação: nutricionista, pediatra, psicóloga, terapeuta familiar. escritoras. mães.

desta vez não será em brasília, mas em belo horizonte (uhul!!) e eu já estou num frenesi louco na expectativa de viajar outra vez somente lupita e eu.
pronta pra me redescobrir como mãe pela milésima vez. de reencontrar colegas de blog e de maternagem, de tirar do virtual algumas amizades e transformá-las em real. trocar ideias com outras mulheres, assistir às palestras, ouvir de pessoas que tanto têm a me ensinar.
saio da minha cidade pra visitar uma terrinha que conheço só de passagem, na expectativa de crescer e aprender mais.

porque ser mãe de três não me faz especialista em nada, só me mostra o tanto que ainda tenho muuuito caminho pra trilhar, muuuuita coisa pra amadurecer.

o que será?

seminario maes

2º seminário internacional de mães – que mãe você quer ser?

quando e onde?

4 de junho de 2016, sábado, entre 8h30 e 18h30.
no hotel ouro minas, em belo horizonte.

quer saber mais sobre as palestrantes e ver a programação completa do evento?
então acesse o site:

www.seminariodemaes.com.br

e aproveite, porque leitora do potencial gestante tem 20% de desconto.
pra adquirir seu ingresso e conhecer as formas de pagamento, clique bem aqui.

selo

para gerar seu desconto, insira o código potencialgestante20 e seja feliz (:

podemos, inclusive, promover um encontrinho com as leitoras do blog por ali mesmo, no coffee break ou no almoço e aproveitarmos pra trocar ideias sobre maternidade, discutir sobre as palestras, jogar conversa fora, conversar sobre o tempo, sobre teorias conspiratórias, seriados, filmes, o que for.

simbora?

 

selo matrioska

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1 Comentário »

  1. Quais livros e autores você indica para quem está estudando para ter seu primeiro filho?

    Comentário by Cassi — 16 de maio de 2016 @ 8:29 am

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