25 de setembro

shantala

por luíza diener

massagem pai

“sim, os bebês têm necessidade de leite, mas muito mais de serem amados e receberem carinho. serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados”
frédérick leboyer

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a shantala é uma técnica de massagem com origem na índia. a data em que foi criada e quem a desenvolveu são desconhecidas. na índia ela não leva esse nome, mas faz parte da rotina com os bebês. o nome shantala veio bem depois e foi atribuído à massagem pelo médico frédérick leboyer. certa vez, passeando pela índia, ele viu uma mulher sentada na calçada a massagear seu bebê. ele achou aquilo tão fantástico que resolveu fotografar e filmar a mulher, que se chamava shantala. ele aprendeu como fazia, criou um livro que leva este nome e, desde então, a shantala tornou-se conhecida no ocidente também e hoje em dia é utilizada no mundo inteiro.

quando o benjamin era bebê eu fiz shantala com ele, mas por pouco tempo. depois que ele cresceu que eu fiz um pouco mais e sempre foi muito gostoso.
com a constança eu ainda não fiz porque agora é que o inverno gelado – época em que ela nasceu – passou. mas pretendo, tão logo tiver um tempinho a sós com ela, começar essa prática tão gostosa.
pedi a ajuda de algumas leitoras e coletei alguns relatos sobre a relação delas e seus bebês através da shantala:

“quando eu estava grávida do arthur, eu lia em vários sites a respeito da tal massagem que acalmava os bebês e alivia cólicas: a shantala. porém, com o tumulto dos primeiros meses e como o arthur não sofreu as terríveis cólicas, eu não tive interesse em fazer todo aquele ritual. fazia uma massagem simples, intuitiva mesmo.
mas depois eu resolvi tentar, estudei o passo a passo da massagem, preparei todo o ambiente, fechei as janelas, montei o tapete no chão, coloquei uma musiquinha de sons da natureza, peguei um óleo que eu adoro e lá fomos nós.
amamos, tanto eu quanto o arthur. o momento foi mágico. fui fazendo todos os passos olhando bem dentro dos olhinhos dele e sempre sorrindo com muita calma e amor, tentando mostrar para ele tudo o que sinto e ele foi correspondendo sorrindo de volta, se entregando à massagem todo relaxado.
se eu soubesse que era tão bom assim, teria começado antes. senti realmente que fortalece o vínculo materno e o bebê adora o toque.”
camilla, mãe do arthur e autora do blog reino mãe.

* * *

“comecei a fazer a shantala no meu bebê quando ele tinha 1 mês. o meu ritual era fazer a massagem antes do banho. depois ele ia para a banheira e, por fim, para o balde. dali dormia direto. ele sempre adorou e eu mais ainda!
como no começo estava frio aqui na minha cidade (ele nasceu em agosto), ligava o aquecedor, punha uma musica clássica e começava nosso momento delicia. sempre fiz de manhã, enquanto minha filha mais velha estava na escola, porque queria um momento só nosso. também ajudava bastante com as cólicas, que ele tinha muito.
a partir dos 4 meses passei a fazer dia sim, dia não, por conta da correria. hoje ainda faço alguns movimentos mais rápidos antes do banho e até hoje ele adora. claro que com 1 aninho não consigo mais que ele fique tanto tempo paradinho, então adaptei aos movimentos que ele mais gosta, sempre focando na barriga, porque ele tem gases até hoje.
para mim sempre foi um momento mágico.
um momento em que me desconectava do mundo, eu ficava longe do celular e estávamos 100% um para o outro. o toque, a pele macia, o óleo cheiroso, os mil agarros que ia dando com certeza fizeram com que tivéssemos uma ligação muito, muito especial. hoje ele faz denguinho sempre, dá abraço, dá a bochechinha pra gente dar beijo, ama quando o agarramos. e olha que faço isso o dia todo!”
gabi, mãe da anna e do theo.

* * *

esse último é grande, mas é pra acabar! identificação total com essa mãe de dois:

“durante a gravidez do bernardo, me preparei para o dia em que pudesse fazer nele massagens baseadas na shantala. li muito sobre o assunto e desde a barriga já fazia massagens na minha pele como intuito de atingir com todo meu carinho o bebê que gerava.
depois que ele começou a aceitar ficar pelado e tranquilo, comecei na prática a massagear meu bebê. sentava eu no chão e o deitava em um trocador na minha frente. com óleo emoliente eu tentava lembrar o que tinha lido, até que me senti segura, passei a conhecer melhor meu bebê e desenvolvi nossa própria técnica, com o que servia e dava prazer em nós dois, instintivamente massageava e cantava para meu bebê diariamente.
mas ele chegou numa idade que qualquer coisa era mais interessante que a massagem e aos poucos abandonamos a prática.
agora, me preparando novamente para um bebê que chegará, comecei a retomar esses pensamentos. sei que tudo será diferente, pois além de ser um bebê diferente, eu sou uma pessoa diferente, em uma família diferente.
bernardo, agora com 5 anos, acompanhando minha preparação começou a pedir para ser massageado. eu sempre fazia massagens nele, um pouco antes de dormir, quando deitava no meu colo no sofá, essas coisas. mas nunca mais com toda aquela pompa e preparação do início.
resolvi replicar com ele a técnica por nós dois abandonada. deixei o ambiente tranquilo, o menino ficou de cueca, esticou-se em minha cama, e com o óleo mamãe e bebê quentinho nas mãos, comecei a massagem em seus pequenos dedos de criança.
foi pura diversão, pois até nesses momentos ele consegue ser engraçado. mas aos poucos começou a se entregar mais para o colchão, começou a bocejar mais repetidamente e parou de fazer piadinhas. ADOROU a massagem. quer fazer trocas durante o dia para ganhar uma massagem como aquela antes de dormir. quer trocar até pela história.
sabe, eu chego ao fim do dia acabada. me esforço para fazer as tarefas necessárias.
mas quando vi meu filho tão deliciado com a massagem até tomei um ânimo extra. percebi que esse momento de contato físico e de carinho talvez seja mais importante agora do que antes. afinal, hoje em dia passamos muitas horas separados, além de não carregá-lo mais em meu colo.
o que temos que perceber como mãe e, principalmente, como pessoa, é que não existe uma regra definida para nada na vida. temos que sentir nosso meio e a nós mesmas e tentar seguir a vida de uma forma mais intuitiva.
talvez a chegada próxima do nosso neném também esteja colaborando para esse sentimento e vontade por parte dele.
o carinho que eu queria demonstrar para meu filho bernardo há alguns anos é o mesmo que eu quero demonstrar para ele hoje em dia!
voltei a massagear meu filho no fim do dia. se ele tem 5 meses ou 5 anos me pergunto: que diferença faz? o nosso vínculo de amor se forma e consolida dia a dia, sem regras e sem mapas”
diana, mãe do bernardo e da natália e autora do blog inventare.

* * *

se você deseja conhecer melhor a shantala e aprender o passo a passo para fazer com seu bebê (ou criança), a Natura lançou o aplicativo shantala de natura mamãe e bebê, que contém vídeos explicativos para facilitar esse momento tão gostoso de vínculo com seus pequenos.

aplicativo é gratuito e está disponível para iphone, ipad e android.
clique abaixo para baixar:

itunes – shantala de natura mamãe e bebê

google play – shantala de natura mamãe e bebê

 

caso queira, você também pode ver um passo a passo mais básico no site da natura mamãe e bebê:

clique aqui para aprender o passo a passo pela internet

 

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2 Comments »

  1. Adorei participar deste post, obrigada Luíza pela oportunidade, estou muito contente, já baixei o app para conhecer e vou indica-lo as minhas amigas gravidinhas…
    bjsss
    http://www.reinomae.com

    Comentário by camilla — setembro 25, 2013 @ 9:35 am

  2. Eu não sou mãe de ninguém. Mas por um ano fui uma irmã, mãe, babá, avó e professora tudo junto: fui au pair.
    Passava praticamente o dia inteiro cuidando do A. Eu fazia massagem nele todo dia – desde dos dois meses até os 15 meses, quando eu voltei pro Brasil e deixei metade do meu coração com ele lá junto. A parte que ele mais gostava era a do pé.
    Depois de oito meses eu voltei pra visita-lo, e passei um mês lá – aí ele ia fazer 2 anos já. Um desses dias da visita eu dei banho nele – e então coloquei ele no trocador e perguntei se ele queria massagem.
    Ele disse que sim.
    E enquanto eu fazia massagem nele a gente se olhava, eu cantarolava canções em "hhummm", e ele que é tão falante não dizia uma palavra – prestava atenção. Eu podia tocar o laço entre a gente.
    O final da massagem é sempre o mais demorado porque eu amo massagem no pé.
    Aí eu estava massagenando o dedinho mindinho dele, olhei pra ele sorri. Ele continuou me olhando e me disse sério: "Eu amo massagem no pé. Eu amo você Eya Cadaxa." 🙂
    Não sei se ele sabia na época o que é amor,mas tenho certeza que ele sentiu. É um momento que vou guardar pra sempre.

    Comentário by Maira (Eya) Cadaxa — setembro 25, 2013 @ 11:15 pm

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