14 de maio

sozinha com 2

por luíza diener

 

200191194-001

algumas pessoas me perguntam como eu executo certas tarefas sozinha com dois filhos pequenos: uma bebê de quase 1 ano e um menino de 3 anos.
bem, primeiro queria dizer que já foi bem mais difícil: o marido passava o dia inteiro trabalhando e chegava em casa só depois das 19h30, hora que sansa já está mais que passada de validade de tanto cansaço e benjamin também já está pipocando pelos cantos depois de passar o dia inteiro em casa.
graças a deus agora hilan está com horários mais flexíveis no trabalho. apesar de quase sempre chegar por volta das 19h30, por várias vezes ele fica aqui em casa de manhã, o que me ajuda demais.
além do mais, benjamin está na escola desde fevereiro, o que também tem sido ótimo pra todo mundo.

mesmo assim sobra muita coisa pra mim, então resolvi contar aqui como são essas pequenas sagas do dia a dia:

supermercado

quando sansa era micro bebê (até uns 6 meses)colocava ela num sling, benjamin no carrinho de compras com cadeirinha e vamos lá.
às vezes ela resmungava, começava a sentir calor, mas em geral dormia ou ficava tranquila vendo o movimento.
todo mundo me olhava com cara de louca e já cheguei algumas vezes a ouvir “nossa, no mercado com dois bebês!” e minha única resposta: “é o jeito, né?”
na hora de passar no caixa, benjamin permanecia no carrinho (eu dava pra ele mexer qualquer coisa que fica naquelas gôndolas da fila) e ia passando tudo com ela pendurada em mim. geralmente essa é a hora do caos, mas volta e meia aparece um empacotador pra ajudar.
na hora de botar as compras no carro colocava os dois nas cadeirinhas, fechava a porta e voava pra tacar tudo no porta malas.

como é hoje em dia (6 meses a 1 ano): sansa na cadeirinha do carrinho do mercado, benjamin sentado lá dentro e aí só sobra espaço pra pouca coisa. faço dele meu ajudante, dou qualquer coisa pra ela segurar e vou revezando, porque ela cansa rápido. só deixo benjamin descer do carrinho em último caso. não gosto de deixar criança solta no supermercado.
na hora de passar no caixa, benjamin desce do carrinho e fica mexendo na corrente que impede as pessoas de passarem naquele caixa. sempre. faz amizade com um ou outro transeunte enquanto sansa distribui sorrisos.
na hora de botar as compras no carro, deixo benjoca solto lá dentro brincando de dirigir (a chave fica comigo) e sansa fica no carrinho olhando eu guardar as compras.

*dica de ouro: procure no supermercado caixas de papelão para ajudar a organizar as compras. eu costumo pegar caixas retangulares de tamanho médio-pequeno e guardo cada tipo de coisa numa caixa diferente. exemplo: uma caixa para coisas geladas e congeladas, uma para frutas e verduras, outra para coisas de banheiro ou produtos de limpeza e por aí vai. mais fácil de guardar no carrinho, no porta malas e de subir com as compras, além de ajudar demais na hora de guardar nos armários/geladeira.
como eu chego em casa sozinha com os dois, subo só com o que precisa ser guardado imediatamente (faço uma caixa específica só pra isso) e deixo pro marido pegar o resto no carro quando ele chega.

ônibus

você vai precisar de: um sling.
não sou daquelas que acha que você precisa urgentemente comprar qualquer coisa pra conseguir realizar as tarefas ou cuidar do seu bebê. mas tem certos itens que ajudam muito no dia a dia e um deles com certeza é o sling, especialmente quando você vai andar com mais de uma criança pequena no ônibus.
então eu faço assim: coloco sansa no sling e fico de mãozinha dada com o benjamin. não solto por nada no mundo. na hora de entrar no ônibus, pego ele de lado no colo ou, se estiver pouco movimentado (nem sempre os motoristas respeitam), boto ele pra subir na minha frente e vou atrás dele. procuro o assento preferencial e se tiver algum mané sentado nele eu trato de arrancá-lo de lá porque se falta educação na pessoa eu é que não vou ficar com vergonha. mas em geral as pessoas (exceto o motorista) são gentis. se o ônibus não estiver lotado, sento benjamin ao meu lado e fico com a mão na frente dele, em caso de freadas bruscas (sim, eu tenho muitos problemas com motoristas de ônibus). se estiver lotado, sento ele na ponta dos joelhos ou mesmo no chão e seja o que deus quiser.
apesar de amar o sling de amarrar (wrap) quando os bebês são pequeninos, sempre dou preferência a um sling de um ombro só na hora de andar de ônibus, como o de argola ou o de bolso (pouch). esse último é bom porque é uma peça pronta e não fica aquele tanto de pano sobrando, apesar de não ter um ajuste tão bom quanto o wrap ou o de argola.

carro

depois das duas sagas aí de cima, andar de carro é moleza, certo? nem sempre. então vamos lá:

como é hoje em dia: vou com a pequena no colo e dou a mão para o benjamin só nas horas de atravessar a rua (ele é bem obediente, então num geral dá pra confiar). chegamos no carro, peço pra ele entrar e ir subindo na sua cadeirinha enquanto coloco sansa na dela. antes disso jogo minhas coisas no banco da frente e aí chega sua vez. começa uma gritaria porque ela o-dei-a o bebê conforto, que já tá pequeno e é quente pra caramba. também desconfio que ela não gosta de ir de costas, mas muito em breve esse problema acabará (graças ao bondoso deus!). volto para colocar o cinto no joca, mas confesso que muitas vezes esqueço e quando sento no meu banco ele me lembra: “mamãe, você esqueceu de colocar meu cin-tô!”
ao chegarmos, tiro o cinto dele, peço pra ele descer e ir para a calçada. tiro sansa do desconforto, pego ela no colo, pego nossas tralhas, fecho todas as portas, vou pra calçada, dou a mão pro benjamin e lá vamos nós.

quando sansa era mini bebê (três ou quatro primeiros meses): na hora de arrumar os três para sair, começava por ela e já colocava ela no bebê conforto. claro que nem sempre ela curtia, mas era ou deixar ela incomodada em cima da cama, correndo o risco de cair (ou de ser atacada pelo irmão mais velho) ou no bebê conforto – que de confortável não tem nada – com segurança. me arrumava, arrumava benjamin por último e íamos para o carro. a ordem dos fatores é mais ou menos a mesma desde sempre: joca senta primeiro, taco as coisas no banco, sansa depois, volto pra botar o cinto no joca.
na volta, tirar ou não ela do bebê conforto sempre dependeu dela estar ou não dormindo. se estava acordada, sempre voltava no colo mesmo.
quando ela era muito bebê, benjamin ainda era meio bebezão também (tinha 2 anos e 9 meses quando ela nasceu), então muitas vezes ou eu botava ela no carrinho (o bebê conforto acopla no carrinho) ou no sling pra dar conta dos dois, especialmente na volta para casa.

*faixa bônus – quando os dois dormem no carro. nessas horas a ordem se inverte. eu abro o carrinho que está no porta malas, encaixo o bebê conforto da sansa e coloco ela lá. só depois tiro o benjamin e então empurro o carrinho com um braço e carrego ele no outro. ele pesa apenas 15 kg, mas parece que o peso triplica quando está dormindo. é cansativo levar os dois do estacionamento até o elevador (mas graças a deus que temos elevador!) e colocar os dois no quarto. mas quando acontece dos dois permanecerem dormindo, é a glória de deus na terra!

aeroporto
algumas companhias aéreas oferecem carrinho de bebê na hora do check-in. algumas não. de todas as cias que eu viajei só a tam oferece esse serviço (não sei como é no exterior). então suponhamos que você foi agraciada, vai de tam e a tam te fornece o carrinho (porque nem sempre eles têm). beleza.
mas se não, leve um carrinho de bebê. pode ser daqueles guarda chuva simples, mas vai te ajudar muuuito.
então tá. lá vou eu viajar com os dois. o carrinho fica comigo até a hora de entrar no avião, mas antes disso temos.. tcham tcham tcham tchaaammmm… aquela coisa maravilhosa de fazer raio-x das bagagens e o detector de metais. nessa hora você tem que tirar o bebê do carrinho, pegar ele no colo, desmontar o carrinho pra passar no raio-x, passar no detector de metais com o bebê na frente (segurando assim, mas não tão empolgada), em seguida você passa e ah! sem esquecer do filho mais velho. então tem que passar o menino primeiro porque eu sou paranoica com aeroporto e não perdê-lo de vista nunquinha. como tem aquelas marcas no chão, elas são minhas salvadoras: “filho, fica em cima dessa linha amarela/esse quadrado no chão e não sai daí”. aí monta carrinho primeiro, coloca o bebê, deixa o mais velho em cima da linha/quadrado no chão, pega o resto das tranqueiras, pendura tudo de qualquer jeito no carrinho, dá a mão pro mais velho e torce pra não perder o voo. ah, se estiver de sling tem que tirar o bebê do sling também, ok?
chega no avião, tem que desmontar o carrinho de novo antes de entrar. às vezes tem alma caridosa pra ajudar, às vezes não. se você é do tipo que não aceita ajuda perceba que em todas as situações ajudas e boas vontades são bem vindas sim.
quando o avião aterrissa, não tem carrinho te esperando na porta do avião não. então nessas horas chamo quem? sim, meu maravilhoso amigo, o sling! bebê no sling, fica aí filho na poltrona até a hora de descer do avião e bora pegar as bagagens! ame o carrinho de bagagens nessa hora. o mais velho fica brincando no carrinho enquanto você tenta pegar as malas que fogem na esteira e as pessoas se acotovelam pra catar suas bagagens também. boa vontade alheia? aceito, mas nem sempre conto com ela, então coloco mala, coloco carrinho, sento o mais velho em cima da mala e ufa! chegamos!

pediatra

se você tiver um pediatra legal como a dos meus filhos pode ser que ela tenha uma sala de espera com brinquedos e alguém vá lá te chamar quando for a hora de ser atendido. isso é o paraíso na terra. quer mais? na sala da pediatra também tem brinquedos mas… acha que benjamin fica de boa lá brincando? não. ele o-dei-a que eu converse com outras pessoas e tenta por tudo interromper minha conversa, fica falando falando, perguntando mil coisas e não brinca com nada. enquanto isso constança fica lá, amarradona se divertindo.
mas se, assim como eu, você também vai com seu filho no posto de saúde/hospital público, leve de casa coisas diversas na sua mochila mágica. aqui o que sempre funciona é comida, mas também pode ser um livrinho ou revistinha. pra sansa o que rola mesmo é óculos escuro, cartão de crédito, celular. e o benjoca. a vantagem de ter dois é que eles brincam entre si.

cinema

só fui uma vez sozinha com os dois. aliás, benjoca foi pouquíssimo ao cinema, mas baseada nessa experiência e em todas as coisas que faço só com eles, é mais ou menos assim: escolho um horário em que os dois estejam descansados. melhor ainda se benjamin estiver descansado e sansa só um pouquinho com sono. nada de carrinhos. só vai te atrapalhar porque se não for uma sessão especial para mães (tipo cinematerna), você não terá onde deixar o carrinho (pode até deixar lá na frente, perto da tela, mas eu não conseguiria ver o filme sossegada). para a bebê é melhor levar coisas de comer que não façam muita lambreca, como frutas secas ou um biscoitinho. para o benjamin e eu, pipoca, claro. se bem que do jeito que sansa está, é capaz de meter a mão no saco de pipoca, mas eu ainda não dei pra ela, então a pipoca teria que ficar no colo dele. e a água também fica lá do lado dele, senão ela mete a mão também. minha grande aliada pra acalmar a pequena é o peito. escurinho do cinema e peito pedem uma soneca. pelo menos foi assim quando fomos da última vez, mas é capaz de só porque eu to falando isso na próxima vez ela ficar totalmente desperta. por outro lado, ela também já está mais atenta, então pode ser que curta o filme também.

parquinho

sempre dou preferência a parquinhos que tenham balanço para bebês, desses que o bebê fica bem amparado. aí fico com ela no balanço enquanto benjamin brinca. às vezes – sempre – ele quer ir no balanço de bebê também, então prefiro os parquinhos que tenham não um, mas dois balanços (sou sortuda por ter um desses aqui perto). também gosto dos parquinhos de areia, porque dá pra todo mundo brincar junto. esses são sucesso garantido. também garanto meu lencinho umedecido na bolsa e uma garrafinha com água pra limpar as mãos das crionça.

——

*dica de ouro para quando se sai sozinha com os filhos: tenha uma mochila. aquelas bolsas enormes de carregar coisa de bebê só são lindas nas lojas, quando você está grávida e inebriada com essa história de montar enxoval, conhecer a carinha do bebê, o cheirinho dele e blá blá blá. tudo parece lindo porque você está pensando no bebê. na prática é a mochila que te salva porque você vai precisar abaixar e levantar, vai precisar de mobilidade e vai precisar de pelo menos dois braços. se conseguir comprar mais um par de braços, melhor ainda.

banho

sansa no colo, benjamin no chão. dou banho nela e deixo ele brincando com alguns brinquedinhos. às vezes agacho com ela porque ela a-ma quando toma banho com ele, então eles conversam um pouco, brincam um pouco e essa é a única hora que ela não se importa de ter água caindo na sua cabeça e em seus olhos. se tá tudo tranquilo, aproveito para lavá-lo também. deixo benjamin no chuveiro, corro pra vesti-la (e me vestir) e volto com ela no colo. agora ele já está começando a tomar banho sozinho, então eu só preciso passar uma revisão, mas até um dia desses eu tinha que ficar do lado de fora do chuveiro com ela pra terminar o banho dele. aí enrolo ele na toalha e vou tocando que nem gado até o quarto. tudo mais tranquilo, hora de vesti-lo enquanto ela brinca na cama com a gente. ou chora.

amamentação

quando sansa era mini bebê: era caos e desespero, porque ela sentia a necessidade de tirar várias sonecas por dia e era na hora de mamar que ela dormia. então me sobrava basicamente duas opções: amamentar ela na sala, brincando, conversando com o benjamin e torcendo pra que ela dormisse no meio daquilo tudo (o que raramente acontecia) ou ir com ela pro quarto e deixar benjoca lá fora ao deus dará. nossa, como foi difícil essa fase! quanto mais eu amamentava ela, mais ele tentava chamar minha atenção.
o que volta e meia me salvava eram as novidades: um brinquedo guardado há muito tempo, algum presente que ele ganhava de alguém, uma cestinha que eu deixava pronta pra ele se entreter (e que ele só deu bola nas primeiras vezes). mas como nem sempre foi assim, muitas vezes eu fui dar mamá pra sansa com benjamin debaixo de ameaça: “eu vou tentar colocar sua irmã pra dormir agora e você vai fazer silêncio. se você desobedecer e ficar gritando, quando eu sair vou guardar um brinquedo seu e você não vai mais brincar com ele hoje, entendeu?”. não me orgulho nada disso. mas eu ficava meio desesperada, me sentindo sem opção. ajudou muito depois que ele entrou para a escola e foi aí que comecei a ter longos momentos de amamentação ininterruptos.
mas se o mamar não envolvia soneca, eu amamentava de qualquer jeito, em qualquer cômodo da casa, de preferência perto do joca mesmo e ponto final.

como é hoje em dia: ela mama menos, muito menos. aliás, tem mamado basicamente para saciar fome e sede e nem sempre dorme quando mama durante o dia, mesmo quando benjamin está na escola. então tá sussa.

hora de dormir – os dois ao mesmo tempo

quando sansa era mini bebê: nos primeiros meses que sucederam o nascimento de constança, benjamin ainda dependia da gente ficar no quarto com ele até adormecer. por isso eu dava uma segurada na soneca da sansa pra calhar com a soneca dele tanto por ser mais fácil colocar os dois pra dormir ao mesmo tempo quanto por ser um céu na terra quando os dois apagam simultaneamente. então eu escovava os dentes dele, às vezes dava um banho pra acalmar, deixava ele todo limpinho e fofo na cama, sentava na poltrona de amamentação ao lado da cama, pedia pra ele fazer silêncio (às vezes sob ameaça, infelizmente, mas nem sempre) e cantava várias músicas pra ele dormir enquanto amamentava constança.

como é hoje em dia: ah, o tempo! a cura para todos os males! hoje em dia o mais cansativo de botar os dois para dormir ao mesmo tempo não é botar os dois para dormir ao mesmo tempo, mas sim todo o ritual de sono envolvido, especialmente se isso for à noite. se na hora soneca da tarde eu estiver muito cansada ou atarefada, dá pra pular banho caso eles não estejam catinguentos, dá pra pular fio dental e outras coisas, dependendo do meu nível de preguiça.
na hora de dormir pra valer, à noite, preciso dar janta para os dois, dar banho nos dois, escovar os dentes dos dois, eventualmente dar algum remédio/homeopatia a eles e, finalmente, colocá-los para dormir. entro com o benjamin no quarto, acalmo seu coração enquanto ele deita, converso, aliso seu cabelo (enquanto sansa ou tenta fazer uma bagunça com o cabelo dele ou fica esfregando o olho de sono e enfia a cara entre os meus peitos à procura de leite, chorando), peço gentilmente que ele feche os olhos, acalme o coração, deite braços e pernas e não fique sacolejando. como muitas vezes ele reclama que o barulho da sansa atrapalha ele de dormir, eu me valho disso para pedir que ele fique quietinho enquanto eu vou com ela lá pro meu quarto pra que ela durma também, o que na maioria das vezes funciona.

hora de dormir – quando sansa vai primeiro

pra mim o grande problema é botar sansa pra dormir com ele acordado, porque ela distrai mesmo. já falei ali em cima sobre as ameaças das quais não me orgulho nem um pouco e sobre a dificuldade de colocá-la pra dormir quando ele está acordado.
mais uma vez, novidades são sempre bem vindas. claro que eu não compro brinquedos novos pra ele (não tenho nem ideia da última vez que comprei algum brinquedo pra ele, sinceramente), mas o sucesso de tudo isso geralmente depende de como passamos a tarde juntos. se brincamos, nos divertimos e ele se sente saciado de atenção, tudo fica mais fácil. como faço revezamento dos brinquedos dele, tenho caixas diferentes lá no alto do armário que ajudam demais nessas horas. pergunto: “joca, quer brincar de engenheiro?” e, se ele se anima, vem a condição: “então você vai brincar bem bonzinho com os bloquinhos lá no seu quarto. eu vou fechar a porta do seu quarto e a do meu quarto também e vou colocar sua irmã pra dormir. se ela dormir rápido eu venho correndo pra brincar com você”. é sucesso em quase 90% das vezes. nas outras acontecem coisas do tipo “toc toc toc! mãe! fiz cocô! vem limpar meu bumbum?”.
e sim, eu já me vali de vídeos também e posso dizer que eu já quase beijei a tela do pc por ter me salvado em momentos como esse. obrigada, bob construtor! mas, como disse que gosto de fazer revezamento, os desenhos também entram nesse rodízio. o bob, o lego, os bloquinhos de engenheiro me salvam porque são novidade. e assim vamos nos virando.

quando dois acordam à noite ao mesmo tempo

essas situações, graças a deus, acontecem raramente, mas essa raridade já aconteceu várias vezes, ou quando viajo sozinha com os dois ou quando hilan tá tão capotado que nem saca o que tá acontecendo (gente, o que acontece com esses homens e seus sonos pesados? alguém explica, por favor?).
vou me ater à situação o-pai-não-está-presente-nem-em-espírito-nem-em-corpo, ok? nessas horas eu vou primeiro no benjamin (porque a constança começa só com um resmungo, enquanto que benjoca já começa no grito) e peço pra que ele se acalme e espere. geralmente é sede ou xixi. se for sede, digo que vou acalmar a irmã dele e depois levo água pra ele. se for xixi ou coloco um penico no quarto ou libero o caminho para que ele vá ao banheiro. amamento sansa (que é pra isso que ela acorda à noite mesmo) e poucos minutos depois já estou liberada pra cuidar dele. mas tenho que pedir por tudo que é mais sagrado pra ele falar muito baixo pra mó di não acordar a irmãzinha.

cozinhar

quando sansa era mini bebê: quem diz que recém nascido dá trabalho é porque ainda não viu os filhos crescerem. era a coisa mais linda do mundo cozinhar com os dois quando sansa era bebê! ou eu esperava ela dormir e ia preparar a comida ou colocava ela no sling e fazia metade das coisas com ela amarrada a mim. enquanto isso benjoca me ajudava na cozinha lavando louça, lavando as verduras, mexendo em tudo. se era uma coisa mais rápida, tipo um bolo, ele me ajudava do começo ao fim. e confesso que quando sansa era bebezica, bolo era praticamente a única coisa que eu fazia na cozinha.

como é hoje em dia: eu sem-pre prefiro fazer comida quando sansa está dormindo, mas agora eu não posso mais me dar ao luxo de passar uma hora tentando fazê-la dormir porque essa uma hora é justamente o tempo que eu precisaria pra cozinhar. como agora benjoca vai pra escola, isso me libera de algumas coisas mas me compromete ainda mais em outras como, por exemplo, ter hora pra terminar de cozinhar e sair correndo pra pegar o mininu.
benjamin cresceu e amadureceu muito nos últimos meses, o que significa que eu não preciso mais fazer aquele malabarismo todo na hora de cozinhar com os dois. ele fica um pouco na cozinha, logo perde o interesse e vai brincar pela casa. volta o tempo inteiro pra falar alguma coisa comigo, é fato, mas tá muito, muuuito mais tranquilo! por outro lado, constança tá a todo o vapor então a hora de cozinhar envolve várias etapas. se eu puder deixar tudo arrumado de véspera, melhor ainda: as verduras já lavadas, a carne já descongelada/temperada, o feijão já de molho. lindo na teoria, mas isso nunca acontece aqui na prática. é sempre tudo atropelado e em cima da hora.
cozinhar especialmente com constança tem vários momentos: o momento soneca (que é no comecinho), quando eu aproveito que ela dormiu e casco pra cozinha (mas alegria de pobre dura pouco e quase sempre ela acorda), o momento brincando com o irmão na sala, que sempre é interrompido por um “benjamin, devolve o brinquedo da sua irmã”, o momento sentada bonitinha no cadeirão brincando com talheres, potes plásticos, tampas de panela, seguido de palitinhos de cenoura, brócolis cozido, nacos de carne assada. nesse momento-cadeirão, vale tudo que estiver ao alcance das mãos (dela e minha) desde que não seja perigoso.
alguma hora ela vai cansar e aí temos duas alternativas: abro a porta do armário de panelas e deixo ela mexer em tudo, mesmo que implique em ver o chão da minha mini cozinha cheio de tampas, panelas e potes espalhados, tendo que desviar a todo instante para não pisar neles (nem nela) ou a segunda alternativa que é terminar de cozinhar com ela no colo (às vezes pendurada no peito), virando menina prum lado e mexendo na panela quente do outro, às vezes desviando daquela gota de óleo assassina que respingou enquanto eu refogava a cebola. mas como geralmente eu só preciso pegar ela quando a comida tá do meio pro fim do preparo, eu só preciso dar uma mexidinha na verdura que tá refogando ou checar se a carne terminou de assar no forno, o que não é nada lá tão sério.
sim, as duas alternativas são arriscadas, mas são necessárias. e quem nunca passou por isso?

tarefas domésticas

dá vontade de rir só de ver o título desse tópico: tarefas domésticahahahahahahahas! o que são tarefas domésticas, minha gente? só rindo mesmo!
mas tá, pra não dizerem que eu sou uma imunda e que vassoura só entra nessa casa se for pra acompanhar a expressão doida varrida, às vezes rola sim de fazer alguma coisa com eles. passo um aspirador com sansa no colo, peço pro benjamin me ajudar a passar pano no chão da cozinha ou dou um paninho pra cada um enquanto limpo os móveis. posso colocar umas roupas para lavar ou tirar elas já limpas da máquina com a ajuda da pequena, que tira e põe, tira e põe, tira e finalmente joga no chão. também rola de tentar dobrar as roupas pra guardar no armário (passar roupa? o que é isso) e costumo fazer isso em cima da cama deles, mas tem que ser rápido, senão daqui a pouco todas as roupas estão desdobradas e jogadas no chão.

escrever post

escrever com os dois acordados é muito mais um sonho que uma realidade. eu vomito as ideias enquanto eles parecem brincar lindamente no chão da sala. aí benjamin começa a me perguntar um monte de coisas sem parar, constança fica tentando subir no sofá, escalar na minha perna, reclamar. eu respondo ele, sento ela ao meu lado, ela mete a mão no computador e esse post sairia mais ou menos assim se ela estivesse comigo agora: fkdkjfj fdodo ekwoqof ldkfjgfoofgof meeqqq\\\\\\zxxcvbb.
ou seja, eu anoto alguma ideia que estiver fervilhando na cabeça naquele momento e termino quando os dois dormem (sabe que horas são agora? 3 da manhã).

* * *

às vezes fazer uma única tarefa dessas isoladamente é tranquilo. o problema é quando tem que ser tudo ao mesmo tempo: preciso ir de carro ao mercado, pra fazer um almoço e depois dar banho neles pra colocá-los para dormir. quando acordam, vão ao parquinho, comem, uma quer dormir e outro não mas ela precisa tomar banho de novo porque tá suja do parquinho e ele não quer e ahhhh! caos! graças a deus isso não acontece com tanta frequência e posso dizer que o que mais me salvou foi o fato de benjamin estar na escola. apesar de constança me demandar mais que benjamin, um a mais ou um a menos nesse processo faz diferença sim. muita. e pensar que eu achava complicado quando tinha só ele… por outro lado, um faz companhia ao outro em vários momentos e sei que a tendência é que, daqui pra frente, as coisas fiquem mais tranquilas conforme eles cresçam.
percebi o tanto que benjamin cresceu e tá muito mais fácil fazer as coisas com ele ao redor, especialmente as tarefas domésticas.
tudo tá ficando mais fácil.. até que eu resolva ter um terceiro. aí lascou-se tudo!

 

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categorias: benjamin, constança, desperate housewife, irmãos, mães extraterrestres, para mães

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45 Comments »

  1. Nossa. até cansei só de ler e lembrar q tb passo por isso rsrsrs

    Comentário by Lisi — maio 14, 2014 @ 9:35 am

  2. rsrs…. Tbm passo por tudo isso!! E a minha ansiedade está no momento de chegada do pai deles em casa após as 18 hr pra compartilhar das atividades, pq o bicho pega mesmo é nas horas de banho, fome e sono!!…. rsrs…. Aaaaiiii meu Deus… tbm cansei lendo!! Bj à nós guerreiras!! 🙂

    Comentário by Adriana — maio 14, 2014 @ 11:39 am

  3. fim de dia é tenso mesmo, né? o tempo se arraaaaaasta!

    Comentário by luíza diener — maio 15, 2014 @ 12:31 am

  4. Eu tbém tenho dois, dois meninos, mas qdo o mais novo nasceu o mais velho já tinha 3 anos e meio e isso ajudou mto… e o mais velho nunca foi de me dar mto trabalho, ele sempre gostou de ficar brincando e tals, mas o mais novo… com esse eu tinha que fazer praticamente tudo qdo ele estava dormindo, menos cozinhar que eu dou um jeito com ele, quase sempre com ele no colo pq ele adora ver dentro das panelas, aí qdo preciso das duas mãos pra picar alguma coisa, ou tento colocar ele encima de uma cadeira ou deixo um pouco no chão chorando mesmo… mas agora já tá tudo bem tranquilo, ele já tá com 1a e 8m e já consigo até passar pano no chão da cozinha enquanto ele brinca na sala, digo pra ele que não pode pisar no molhado, ele vem até a porta, dá uma espiada, resmunga alguma coisa, mas não entra… mas até um ano e meio foi punk pq nem a louça ele me deixava lavar, grudava nas minhas pernas até quse me arrancar as calças pq queria colo…

    Comentário by Daniela Giazzoni — maio 14, 2014 @ 10:10 am

  5. Kakaka!!! Eu tb achava que tudo ia ser mais difícil, mas até que tá tranquilo, tenho uma de 5 anos e outra de 5 meses (e já almejando o terceiro! a louca!!!). Minhas crianças são bem tranquilas, só não cozinho mais por preguiça, saio pouco de carro sozinha pq tenho medo (já roubaram meu carro a mão armada qd minha mais velha tinha 8 meses, fiquei traumatizada), nunca sai de busão com as 2, e não frequento parquinhos pq tenho só 1 opção perto de casa e é bem chechelenta e mal frequentada, mas como tenho quintal, e desde o seu texto sobre morar em uma casa tenho aproveitado mais dessa mordomia! Agora, faxina????? Oi???? Tá difícil, ainda bem que marido não reclama! hhahahhaha!!!!

    Comentário by Bruna Rauscher — maio 14, 2014 @ 10:45 am

  6. Que benção vai ser a minha vida daqui alguns meses kkkkkkk o melhor de tudo é manter o bom humor ne? hahahah Adorei o post!

    Comentário by Luciana — maio 14, 2014 @ 11:13 am

  7. Engraçado que cansei só de ler, até esqueci que também passo por isto, tenho gêmeos de 1 ano e meio e 1 de 2 e meio!

    Comentário by Rvv100 — maio 14, 2014 @ 1:59 pm

  8. Eu posso dizer.com conhecimento de causa: sim quando vem o terceiro, lasca tudo mesmo. Tenho um menino de 5 anos, uma menina de 3 anos e um bebê de 5 meses. Ainda não consegui estabelecer uma rotina, cada dia faço as coisas de um jeito diferente…

    Comentário by Élen Rafael — maio 14, 2014 @ 2:45 pm

  9. Adorei! Parece que foi transmissão de pensamento pois eu queria justamente te perguntar como fazias para amamentar a Sansa e dar atenção ao Joca. Estou nesta situação pois o mais velho esta com a idade do Joca e o mais novo com 1 mês. Eu me sinto péssima mas se o marido não está eu apelo para o IPad. Deixo ele jogando ao meu lado enquanto amamento o irmão. Jogos para a idade dele, claro, mas mesmo assim me sinto péssima mãe. Eu tenho apelado para TV também, coisa que detesto fazer…e pelo visto minha vida vai ficar mais difícil ao invés de facilitar, kkk.

    Adorei o post! Obrigada!

    Bjs

    Comentário by Andréa — maio 14, 2014 @ 3:02 pm

  10. Só cuidado ao deixar brincar com panelas, com a panela de pressão. Esses dias uma criança de 1 ano e pouco prendeu a cabeça na panela e só os bombeiros conseguiram tirar (cortaram a panela com alicate de pressão). Meu esposo é bombeiro e atendeu esse caso.

    Comentário by Dani Cano — maio 14, 2014 @ 3:33 pm

  11. Ameeeeeeeeeei o post… por acaso hoje coloquei um post mais ou menos contando como ando organizando a rotina por aqui. Não consegui reunir tudo num post só, mas apesar de ter ainda só o Theo, já ando pensando como será quando tiver mais um…rs
    beijo²
    Nina e Theo http://www.maternizando.blogspot.com

    Comentário by Marina Minari — maio 14, 2014 @ 3:40 pm

  12. Comecei a participar deste mundo mágico/doido/intenso de mamães e seus pequenos, embora ainda seja apenas uma aspirante. Já li vários post daqui e gostei muito, muito mesmo!
    Este post me fez lembrar minha vida de au pair (um intercâmbio que eu fiz), quando cheguei nos EUA minha baby tinha 5 meses e meu lindinho 2 anos. Foram 1 ano 7 meses de muita aventura, trabalho e amor. Colocar para dormir, dar banho, alimentar (de tudo, só não amamentei rsrsrs), viajar, dirigir, fazer comprar. Uma loucura sem fim! Mas geralmente depois das 4pm eu estava livre e nos fins de semanas (às vezes não) e a mãe deles sempre me perguntava; "como é que vc consegue?" e eu realmente não sabia responder, porque tinha dias muito difíceis. Além dela, a maioria das mães, não eram mãe em tempo integral… meu guri vai fazer 5 anos e ela deve ter ficado com os dois, sozinha, uns 5 dias na vida deles. Aí vejo vc fazendo tudo, em tempo integral e eu que sempre tive na minha cabeça o plano perfeito: trabalhar/estudar e ser mãe, torço para que eu possa ser mãe em tempo integral… Não seria justo, vi minha baby engantinhar, comer, andar, falar pela primeira vez, meu menino ir para escola, sair da fralda, a crescer e não poder ver da minha cria? Espero que dê certo, e que eu consiga fazer um pouco de tudo que vc faz.

    Comentário by Vanessa — maio 14, 2014 @ 3:52 pm

  13. Luiza, vc faz cama compartilhada com a Sansa? Eu faço com minha Clarice de 8 meses, mas estou pensando em deixar que ela durma com o irmão de 9 anos. Será que durmo um pouco melhor assim?

    Comentário by Iole — maio 14, 2014 @ 4:08 pm

  14. Muito bom! Luiza! Quero muito tudo isso! bebê ta no forninho da barriga!
    Beijos!!
    Marina

    Comentário by Marina França — maio 14, 2014 @ 4:33 pm

  15. Quero muito um segundinho(a), mas por questões financeiras vou precisar esperar alguns anos, planejar e ver no que dá.
    É tudo um caos, mas me parece tão certo…
    Ser mãe é ser incrível! =P

    Comentário by Paula — maio 14, 2014 @ 4:36 pm

  16. Adorei!!! Bem o que eu vivo dia a dia com meus pequenos!!! É gostoso demais ouvir, ou melhor ler, que todas passamos por esses problemas gostosos da vida de mãe!!! Tem hora que parece que vou ficar maluca!!! Beijos

    Comentário by Marcela Patareli — maio 14, 2014 @ 5:02 pm

  17. Adoro ler tudo isso porque me identifico total. Tenho uma menina com 4 anos de idade e um bebê com 8 meses. As vezes penso que vou ficar maluca com tanta correria. Alivia muito ler seus textos. Um dia tudo isso terá passado e teremos saudade destes enroscos com nossos pequenos.

    Comentário by Vanessa — maio 14, 2014 @ 6:46 pm

  18. Eu poderia contribuir muito com esse post porque quem passa por isso diariamente cria métodos ótimos! Sou expert em fazer tudo com 2. Mas os meus são 'semi-gêmeos', apenas com 11 meses de diferença entre eles.
    Agora que a Lavínia está com 3 anos e 2 meses e o Lucca, com 2 anos e 3 meses, ir ao mercado está no level hard. Com os dois dentro do carrinho, a compra é mínima e as frutas sempre chegam 'machucadinhas'. E pensava eu ter inventado a técnica das caixas; só subo com as crianças e com os perecíveis absolutos, o restante fica pro marido levar a noite.

    Comentário by Sâmia — maio 14, 2014 @ 11:02 pm

  19. Muito bom amei o post

    Comentário by ruama — maio 14, 2014 @ 11:30 pm

  20. Qual é o papel do teu marido nessa loucura que você vive?! Pelo que você escreveu a participação dele é apenas financeira. Sinceramente, achei assustador a maneira como vocês geram isso.

    Comentário by Mariana — maio 15, 2014 @ 5:58 am

  21. Oi, Mariana, vou colar um trecho do texto que não sei se você leu:
    “bem, primeiro queria dizer que já foi bem mais difícil: o marido passava o dia inteiro trabalhando e chegava em casa só depois das 19h30
    (…)
    graças a deus agora hilan está com horários mais flexíveis no trabalho. apesar de quase sempre chegar por volta das 19h30, por várias vezes ele fica aqui em casa de manhã, o que me ajuda demais.”

    Bem sei que você não me conhece, muito menos conhece meu marido ou a rotina da minha família. Também sei que não devo satisfações e explicações a você, mas já que você perguntou, vou responder para que entenda melhor.

    Quando escrevi este post, fiz isso no intuito de ajudar muitas mães que passam o dia inteiro com seus filhos e vivem situações semelhantes a algumas dessas que narrei no post acima.
    Algumas coisas eu faço com bastante frequência mesmo, como andar sozinha de carro com os dois ou colocar os dois para dormir na soneca da tarde, mas outras acontecem uma vez ou outra, não sempre.
    O post fala sobre a EXCEÇÃO, então agora vou te contar por aqui como é que é a REGRA:

    TODOS os dias pela manhã ele fica com nossa bebê enquanto eu arrumo o mais velho para ir à escola. TODAS as manhãs ele troca a fralda dela da noite por uma limpinha, dá uma frutinha para ela, coloca ela para dormir novamente e espera eu voltar da escola do mais velho para tomarmos café da manhã JUNTOS. Metade da semana ele trabalha meio período, mas até quando tem que fazer plantão no hospital ele segue essa rotina da manhã com a pequena.
    TODOS os dias ele sai do trabalho e vem almoçar conosco, para termos um tempo em família. Ele SEMPRE dá almoço para um dos filhos: ou serve o prato do mais velho ou vai dando a papinha da pequena enquanto eu como, porque ele sabe o quanto é cansativo cuidar dessas crianças porque ele vive isso NA PELE, mas mesmo assim gentilmente cede a vez dele de comer toda vez que é necessário.
    Nos dias que ele não precisa trabalhar de manhã, fica com a pequena enquanto eu resolvo as coisas da casa e faço o almoço e, caso o almoço não fique pronto a tempo, ele vai com a pequena buscar o irmão na escola e volta SOZINHO com os dois.

    TODOS OS DIAS ele volta do trabalho e SEMPRE segura a pequena enquanto eu tomo meu banho sossegada. Somente no fim do meu banho ele me dá ela pra que ela tome banho também. Enquanto eu visto a roupa dela ele fica com o mais velho, brinca com ele, desenha e passa um tempo com o filho. Depois eu vou colocar a pequena pra dormir e é ELE que dá banho e coloca o mais velho para dormir TODAS AS NOITES.
    Pensa que acabou? Não! Depois que nossos filhos dormem ele vai lavar a louça do dia, porque na correria eu não tenho condições nem tempo de lavar. É ele que lava TODA a louça, inclusive as panelas.
    Quando sobra disposição ele ainda recolhe os brinquedos espalhados e volta e meia varre a casa também.
    Perto de meia noite ele desce com o cachorro, volta, leva o penico para o mais velho fazer xixi, vê se ele tá com muito calor ou frio, cobre ou descobre o pequeno.
    Ah, e não falei que é ele que lava sua própria roupa, né?

    Ele NÃO ME AJUDA a cuidar das crianças e da casa. Ele PARTICIPA, FAZ JUNTO, DIVIDE as tarefas mesmo.

    E ainda encontra tempo para ser um marido carinhoso e extremamente dedicado não apenas aos filhos, mas à esposa. Sempre escuto de amigos o tanto que ele é apaixonado por mim. Não tem um dia sequer que ele não diga que me ama, me encha de beijos e carinhos, por mais exausto que esteja. E olha que namoramos há mais de 10 anos e somos casados há 7 e meio.

    Portanto, antes de julgar alguém, procure conhecê-la primeiro.
    Espero que você sinta VERGONHA de ter pensado isso sobre o meu marido e espero sinceramente que você tenha um marido tão maravilhoso quanto o meu.

    Lembre-se que enquanto um dedo da sua mão está pronto para apontar para as pessoas, os outros quatro estão voltados para você

    Comentário by luíza diener — maio 15, 2014 @ 8:43 am

  22. isso mesmo luuuuuu

    o que o povo não sabe que uma pessoa que tem um blog, dedica um certo tempo da sua vida (o que no seu caso é preciosíssimo tendo em vista que vc tem duas coisinhas fofas pra cuidar) para dividir com os outros suas experiencias, e não pra pedir opinião.
    cabe a cada pessoa que lê, filtrar e "usar" a dica da maneira que mais se adapta ao seu dia-a-dia.

    se o hilan ajuda ou não, isso não é problema nosso, ate pq é vc que vive 24hrs com ele, e quem tem que saber disso é só vc.

    isso mesmo, não deixa baixo não, e vamos focar no que realmente importa, acredito que todos que comentam aqui, amam o blog e choram de rir com suas historias e é isso que importa.
    bjos

    Comentário by Marcela — maio 15, 2014 @ 9:31 am

  23. Oi linda! Ameiiiiii a sua verdade, a sua historia, o seu jeitão rs… Muitooooo eu, acho q somos gémeas rs… Tbem escrevo, uma pagina no face.. Tenho uma filha de 20 anos, um de 13 ,um de 12, tive a rapa do tacho, q hjvtem 2 e 3m, e de repente tcharammmm grávida de mais um piá, hj com 15 dias.. Quase enlouquecendo aqui, resolvo pesquisar textos sobre filhos,e encontro seu blog, perfeitoooo, amei, e me ensinou VC naonimagina o quanto! Tbem tenhobum marido q me ajuda muitooooo, e amo demais essa loucura toda! Rs… #vireifã <3

    Comentário by Dani — agosto 12, 2016 @ 12:20 am

  24. Que demais, Dani! Boa sorte nesse segundo round da sua jornada! <3 :*

    Comentário by luíza diener — setembro 6, 2016 @ 10:10 am

  25. Seus filhos são muito bonzinhos! Já fiz várias dessas coisas sozinha. Mas acho difícil e nem me proponho a viajar sozinha com eles, por exemplo… bjs

    Comentário by Lidia — maio 15, 2014 @ 8:51 am

  26. chorei de rir com essa parte

    " passar no detector de metais com o bebê na frente (segurando assim, mas não tão empolgada),"

    hahahahaha, Luíza e sem bom humor!

    Comentário by Carla — maio 15, 2014 @ 9:55 am

  27. Me identifiquei muito, já até te mandei um recado uma vez…também tenho duas meninas…uma com um ano e cinco meses e outra com dois anos e cinco meses…kkk…realmente qualquer tarefa que era pra ser fácil, vira uma maratona…também pego ônibus, vou pra todos os lugares, só não fui ao cinema pois acredito que elas não vão ficar quietas não…mas a gente com nosso amor e dedicação quando passa a situação até falamos assim…bem que não foi tão difícil, sou separada e cuido das duas sozinha, imagina só…

    Comentário by Mariana Varrichio — maio 15, 2014 @ 9:57 am

  28. *seu bom humor*

    Comentário by Carla — maio 15, 2014 @ 10:16 am

  29. Assim, eu sei que muitas já fizeram seus comentários, mas me senti tão familiarizada com essas coisas que vc escreveu, principalmente a parte de cozinhar, limpar a casa e escrever no blog, que eu não resisti. Parecia que você descreveu exatamente a situação lá em casa. (só que no caso, eu tenho um só, com 1 ano recém completos) Hahaha! adorei!

    Comentário by Daisy — maio 15, 2014 @ 12:11 pm

  30. TAMBÉM PASSO POR ISSO, E DIGO MAIS: AGORA (COM 2) FICOU UM CAOS PORQUE COM APENAS 1 EU DAVA CONTA SEM PROBLEMAS. E O SEGUNDINHO É TERRÍVEL, ELE NAO ME DEIXA FAZER NADA, MUITO DANADO. SE ELE FOSSE O PRIMEIRO, JURO PRA VOCÊ QUE NAO TERIA OUTRO FILHO.

    Comentário by Priscila — maio 15, 2014 @ 1:48 pm

  31. Já li o post 2 vezes. Logo eu estarei com o meu segundo no colo e o meu mais velho tem a idade do Joca. Adoro seu blog, seu humor e a sua verdade nua e crua. A maternidade é idealizada como perfeição e é com tudo o que vc escreve que eu realmente me identifico. Abraços.

    Comentário by fernanda — maio 15, 2014 @ 3:30 pm

  32. Como eu já disse lá no facebook, eu aqui, com um menino e uma menina na barriga só penso em dormir agora e acordar no dia que eles forem nascer, porque pelamorededeus, ficar grávida de gêmeos é uó, ainda mais agora que eu entrei na fase da falta de posição pra dormir, e quando encontro eles começam a se mexer. Mas aí eu li esse post, li, reli, li, reli… e agora eu quero que eles fiquem aqui dentro da barriga. hahahahahaha

    Comentário by Caroline Pizzini — maio 15, 2014 @ 5:21 pm

  33. A internet tem muitos benefícios, mas infelizmente nos sujeita à convivência com pessoas que ainda não aprenderam a conviver virtualmente. É preciso pensar duas vezes antes de publicar algo, lembrar que somos responsáveis por tudo que escrevemos e, principalmente, é preciso lembrar que por trás da tela há uma individualidade, cuja vida não conhecemos. Porém, nos apossamos de imagens e textos selecionados, filtrados para irem a público, e, com isso, nos achamos detentores do poder de criticar e julgar a vida alheia. Ainda temos a coragem de expor o resultado desse julgamento impulsivamente, bastam um digitar ligeiro e um clique em "Enviar Comentário". Coisa que talvez não teríamos coragem de fazer na vida real. Lamento por vocês sofrerem este ônus da internet e senti vontade de comentar porque imagino o quanto deve ser difícil expor um fragmento da própria intimidade e receber comentários negativos em troca.
    Luíza, seus posts são muito úteis! Ainda não sou mãe, mas reflito com carinho nas suas dicas e espero poder revisitá-las futuramente, se for da vontade de Deus me abençoar com filhinhos. Acompanho o potencial gestante desde que Benjoca era um recém-nascido. Também me apossei do pedacinho de vida que vc nos mostra e me sinto quase amiga da família. Quem conhece o blog há mais tempo sabe que o Hilan é muito atencioso e amoroso, como pai e como marido. Dá pra ver pela tela! Sua família, sempre divertida, é uma inspiração pra mim. Não dê ouvidos a quem não entendeu a proposta do post. Adoro vocês! Por favor, não confunda as Marianas rsrs. Beijo!

    Comentário by Mariana — maio 15, 2014 @ 6:27 pm

  34. "mas como nem sempre foi assim, muitas vezes eu fui dar mamá pra sansa com benjamin debaixo de ameaça: “eu vou tentar colocar sua irmã pra dormir agora e você vai fazer silêncio. se você desobedecer e ficar gritando, quando eu sair vou guardar um brinquedo seu e você não vai mais brincar com ele hoje, entendeu?”. não me orgulho nada disso."

    Adoro quando as pessoas postam a vida como ela realmente é. Me sinto 'em casa' quando vejo essas mães blogueiras famosas sendo… humanas. Como qualquer uma de nós.
    Adorei o post, ri muito em várias partes heuheuhue

    Mas que loooucura essa tua vida, Luíza!!
    A minha em breve estará assim também! Baby chega quando o Mi estiver com 2 anos e 10 meses…
    Omg… já to preparando meu psicológico.

    Acho que eu já vi por aqui, mas nao to me lembrando:
    Sansa dorme com o Benjoca desde quando? Como foram os primeiros meses?

    Pq ainda não sei como iremos fazer aqui…

    Beijos!!

    Comentário by Brenda — maio 16, 2014 @ 3:57 am

  35. Muito bom e assustador, hehehe, tenho só um e fico doida… Mas parabéns, vc está fazendo muito bem. Um abraço

    Comentário by alemosquera — maio 16, 2014 @ 11:10 am

  36. Há essa família!!!!!Sou uma fa-na-ti-ca por este blog…Tenho um filhote de 4 meses e leio e releio muita coisa por aqui…Realmente sempre me ajudou muito…Benjoca e Sansa são crianças inspiradoras…Com pais tão carinhosos e realistas,eles não seriam de outra forma né!!! Beijos família linda!!!

    Comentário by Gabriela — maio 28, 2014 @ 9:29 am

  37. A rotina de uma mãe que tem um filho só já é dificil… imagina cuidar de dois ou mais?
    Hoje em dia a mulher tem várias funções extras e com a chegada do segundo filho as atividades só aumentam! É nesta hora que precisamos planejar, organizar o tempo, criar métodos para dar conta do recado: http://www.cdinfantil.com.br/blog/como-administra

    Parabéns pelo post Luiza! 😉 bjs

    Comentário by Criança Feliz — maio 28, 2014 @ 9:35 pm

  38. Luíza,
    tu é ninja!
    Adoro a sinceridade do blog!
    bj,
    Marília

    Comentário by Marília — junho 3, 2014 @ 4:11 pm

  39. Eu tbm sou mamãe de 2 meninos,Gabriel está com 1 ano e 2 meses,e Otávio 1 mês e 20 dias…Adorei seu blog,beijos!

    Comentário by Anna — junho 4, 2014 @ 3:05 pm

  40. Nossa, eu não tenho estrutura para isso não! kkkkk
    Desisti de ter o segundo filho agora!!

    Comentário by Deborah Scheffer — junho 12, 2014 @ 9:40 pm

  41. Eu não sei se dou risada ou choro com esse post!!!! Kkkk! Resolvi ir pelo lado da risada!!!!
    Tenho um rapazinho de anos e estou grávida de 37 semanas de uma mocinha! Não tenho empregada, nem mãe, sogra, avó, cunhada por perto. Eu sou dona de casa e mãe em tempo integral. Meu esposo tb viaja mto.
    Adorei as dicas! Foram muito úteis e cheias de humor!
    Parabéns pela supermãe que és!

    Comentário by Larissa — julho 1, 2014 @ 9:01 pm

  42. estou grávida e como toda mãe de 1° viajem, fico lendo, lendo, lendo… amei seu blog, um dos únicos, ou melhor acho que o único que li até agora de uma mãe normal. O que seria uma mãe normal? Aquela que cozinha, cuida dos filhos e bem dizer não tem ajuda pra nada. Sem babás, sem empregadas, alone mesmo. A minha realidade, a realidade da maioria de nós. Espero conseguir dar conta assim como vc. bjos

    Comentário by gabriela — agosto 31, 2014 @ 5:18 pm

  43. Eu adorei o se texto. Só tenho 1 filho, ms faço tudo em casa. Deixei o trabalho ano passado para ficar mais tempo com ele. Mas antes tb já fazia as coisas. Acho incrível ver que não sou só eu, pois na escola do meu filho muitas mães tem babá e empregada e um filho só! E ainda não trabalham…. O que elas fazem? rsssss
    Parabéns pela guerreira que é!
    Beijos

    Comentário by Marta — setembro 26, 2014 @ 11:17 am

  44. Nossa que lindo. E que exemplo de mãe que você é. Me sinto tão cansada só cuidando de meu filho de 10 meses. Tem dias que nossa como é difícil. E parabéns ao seu marido. Pois infelizmente o meu só ajuda na parte financeira. Que Deus abençoe a todas nós. Logo iremos sentir saudades dessa loucura. Parabéns ao seu trabalho inspirador.

    Comentário by Angélica — dezembro 9, 2014 @ 9:54 pm

  45. Já o li o post e re-li … sempre dou boas risadas, pois me vejo nesse filme. Tenho duas pimentinhas: Davi Luís 2a e Mariana 5a, são minhas riquezas. A gente aprende a fazer malabarismos depois que tem filhos 😉
    Parabéns pelo blog, amo!

    Comentário by Luciana — agosto 24, 2016 @ 4:45 pm

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