
enfim chegou o dia tão esperado (especialmente por mim): o que benjamin e tov encontraram-se pela primeira vez!
pra quem não sabe, o tov passou quatro semanas na casa do meu cunhado desde o nascimento do benjamin e só retornou ao lar ontem.
como presente de quatro semanas de vida, benji ganhou um irmãozinho peludo.
como muitas pessoas ficaram curiosas a respeito deste encontro, vou contar como foi e tentar resumir algumas coisas que fizemos para que tudo corresse bem. o hilan já falou algumas coisas aqui antes. então vou contar só da prática.
assim que tov chegou à casa, o benjamin estava tirando um cochilo na nossa cama. sendo assim, deixei que o tov entrasse no espacinho do benben e cheirasse o bercinho, a lata de lixo (cheia de fraldas) e o cesto de roupas sujas.
fiz isso porque sei que o cão identifica muito mais cheiros que imagens, então achei uma boa ele sentir alguns cheirinhos característicos como golfadas, cocôs e xixis.
nada muito curioso e ele voltou para a sala, quando o bebê começou a chorar. aí o dog correu até onde podia (ele não entra no nosso quarto) e ficou ali paradinho, orelha em pé e super alerta àquele barulhinho novo. fui até a cama e o tov deu uma escapadinha e subiu no pé da cama, mas logo mandei-o de volta para o local dele.
depois de um tempo, peguei o benjamin no colo e fui até a sala. lá me sentei e deixei o tov cheirar o pezinho dele. ele nem deu muita bola. olhou e saiu. não como quem faz drama, mas como quem acha aquilo natural. chamei-o e brinquei um pouquinho com ele. ele olhou o bebê e continuou tranqüilo.
quando fui trocar a fralda, dei a suja pra que meu marido apresentasse-a ao dog, que cheirou e até lambeu o conteúdo (você pode até achar isso nojento, mas para treinar um cachorro é necessário pensar como um cachorro).
mais tarde fui dar de mamar e decidi fazê-lo no sofá da sala. tão logo eu sentei, o tov já veio pra perto.
depois da mamada, deixei o tov cheirar a mãozinha e a parte de trás da cabeça e dessa vez ele fez a maior festa. tanta festa que ele se empolgou e lambeu não só a mão quanto a orelha do benjamin, que reagiu com uma careta.
atenção, puristas e hiper higiênicos de plantão: eu lavei o bebê depois, obrigada pelo palpite!
e daqui pra frente tudo tem corrido bem.
tenho tentado incluir o tov ao máximo em tudo. não o enxoto quando estou com o bebê no colo e se quero um pouco de privacidade, vou para o quarto. do contrário, passei a fazer mais coisas na sala: se antes as mamadas eram feitas unicamente na minha cama, agora eu intercalo com o sofá. enquanto troco as fraldas ou estou à beira do berço, o tov fica ali pertinho, de preferência deitado em cima do meu pé.
quando o benjamin está calmo e no meu colo, volta e meia eu agacho perto do tov para ele cheirá-lo e retribuo o ato com um carinho.
claro que sempre lembro de lavar as mãos após manipular o cachorro, mas mais cedo ou mais tarde vou esquecer disso e o benjamin vai desenvolver super anticorpos.
e pra provar a veracidade dos fatos, aí vai um vídeo dos meus dois filhotes:
fofos, né?
mais fotos deste encontro no flickr:
Para acostumar um cachorro a chegada de um bebê, o melhor é começar socializando o seu novo filhote com o maior número de crianças possível. Peça para sobrinhos, filhos de vizinhos e crianças amigas para virem fazer uma visitinha para seu cachorro, principalmente até ele completar 6 meses de idade. Nunca deixe crianças e cachorros sozinhos, sem a supervisão de um adulto. Isso serve para proteger a integridade de ambos, crianças e cães. Ensine às crianças a serem gentis e ao cachorro a brincar sem morder ou pular. Evite brincadeiras muito brutas e se o “clima” entre as crianças e o cachorro ficar meio “estranho” pare a brincadeira imediatamente. É importante que seu cão relacione experiências prazerosas com a presença de crianças.
Quando o bebê estiver para chegar deixe que os cães participem desta felicidade, apresentando roupinhas e sapatinhos para eles cheirarem.
Assim que o bebê já puder ser apresentado oficialmente, deixe seu cachorro dar uma olhadinha e uma cheiradinha. Fale palavras carinhosas para o seu cão, num tom de voz bem doce e faça carinhos enquanto ele vê o bebê. Sempre que possível deixe o cachorro ficar deitado aos seus pés enquanto você cuida do bebê. O mais importante é não excluir o cachorro da vida do bebê e deixar que eles se conheçam com calma e em momentos de prazer.
O cachorro pode sofrer com a vinda de um bebê
É normal um bebê atrair boa parte das atenções que antes eram destinadas ao cão. Os cães frequentemente fazem a associação da perda de atenção e carinho com a chegada do recém-nascido e isso pode ser motivo de não gostarem da criança. Mesmo que não ocorra a associação, se o cão sentir que o interesse por ele diminuiu bruscamente, poderá ficar inseguro e ansioso e desenvolver algum problema de comportamento. Veja como agir diante de uma situação como essa, para tudo correr bem.
O ideal é começar a preparar o cão antes de o neném chegar
Procure prever as mudanças que ocorrerão com a chegada da criança e tente adaptar o cão a elas, gradativamente. Alterações radicais costumam ser as mais estressantes. Um animal social como o cão pode temer ser expulso por causa da chegada de um novo indivíduo no grupo, pois depende dos companheiros para sobreviver. Por isso, o cachorro costuma se manter muito atento, observando como os outros agem e como fica a situação dele à medida que novos fatos acontecem. Reduzir gradualmente a atenção, o carinho e o espaço físico é a melhor maneira de o cão se adaptar bem, porque lhe permite perceber que continua a ser amado por quem sempre cuidou dele e, portanto, a sua posição de membro do grupo continua garantida.
Espaço físico e atenção
Se o cão não vai poder entrar num quarto depois de o local ser ocupado pelo neném, é preferível pôr em prática a proibição algumas semanas antes. Evita-se assim a associação da presença do novo membro da família com a perda do espaço.
É quase impossível que, com a vinda do recém-nascido, o casal continue a dar ao cão a mesma atenção de antes. Para que essa aparente redução de interesse não seja associada ao bebê, acostume o cão a nem sempre receber atenção – procure ignorar algumas das tentativas dele para conseguir carinho. Assim, ele aprenderá a lidar com a frustração e ficará menos ansioso quando não conseguir obter carinho de alguém entretido com o neném.
Associe o bebê a coisas boas
Além de evitar as associações negativas, é possível estimular o cão a gostar do bebê mostrando como pode ser prazeroso e interessante ter um neném nas redondezas.
O cão terá todos os motivos para não apreciar a criança se perceber que, quando ela está por perto, o casal o ignora por completo e se somente receber atenção na ausência do bebê – cenas, aliás, bastante comuns. Pior é quando as pessoas que estão com a criança gritam com o cão para ele não chegar perto.
A idéia é fazer exatamente o oposto. Na presença da criança, sempre procure dar petiscos, carinho e atenção ao cão. Em pouco tempo, ele perceberá que essa proximidade significa coisas legais. Em vez de ficar enciumado, se entreterá com guloseimas ou com o que de bom acontecer e passará a gostar de ter o bebê por perto. Os agrados ao cão e os petiscos podem ser dados por uma pessoa, enquanto outra segura o bebê, sem problemas. O importante é algo agradável ocorrer sempre que o bebê estiver por perto.
Associar o cheiro da criança com coisas boas aumenta as chances de o cão, ao se encontrar com ela, considerá-la parte da “matilha” em vez de um estranho, negativo ou perigoso. Esfregue alguns panos no bebê e coloque-os em locais estratégicos, agradáveis para o cão, como embaixo do prato de comida dele e nos locais onde ele gosta de cochilar. Assim, enquanto come e dorme, o cão sente cheiro do neném.
Resumo das dicas

se ser mãe é padecer no paraíso, mãe de cachorro filhote padece no inferno.
também pudera, estou cuidando de um cão.
trocadilhos à parte, essa mini-experiência maternal mostra o tanto que eu não sei bulhufas de nada.
antes eu achava que sabia o que era criar cachorro, mas só tinha o ringo, que era idoso, peguei com 6 anos de idade e se foi com 15 (que o mato o tenha).
até que surge o honorável tov para virar nossas vidas de pernas pro ar: late na hora de dormir, chora quando acorda (por mais que isso seja 2h da manhã), demanda atenção o tempo inteiro, faz cocô e xixi o tempo inteiro (até embaixo da nossa cama), arrasta nossos chinelos/meias/tênis/almofadas/oqueencontrarnochão casa afora, rasga todos os jornais, aliás, mastiga tudo o que vê pela frente. parece um gremlin molhado esse tov
mas o mais difícil pra mim nisso tudo não é simplesmente lidar com a bagunça. já sabíamos que isso aconteceria com a chegada de um filhote e que logo passa (espero). o complicado mesmo é se manter firme na educação do monstrinho. afinal, o que você ensina pra ele hoje vai definir o adulto que ele virá a ser.
ultimamente, “não” tem sido a palavra mais pronunciada dentro desta casa.
não sei se mencionei anteriormente, mas já fui adestradora de cachorros. e adestrar seu próprio cachorro é sempre mais difícil, porque você sabe o que deve ser feito e sabe que o que é proibido num dia não pode ser simplesmente ignorado noutro só porque você está cansado ou sem paciência.
e o stress da bagunça que ele faz às vezes me faz esquecer do filhote fofo que ele é. de que toda vez que eu vou fazer carinho, ele já vira aquela barriguinha rosada com pintinhas pra eu coçar. de que as bagunças dele são muito engraçadas. de que o latido dele é a coisa mais cômica que eu já ouvi (especialmente quando ele late pro nada). do tanto que é gostoso educá-lo e saber que estou no caminho certo.
e enquanto eu escrevo este post ele tá deitadinho no meu colo, cochilando. ok, agora acordou. epa, ele desceu. mas ele tava, juro.
mas o que eu quero mesmo é um bebê que eu vou amar incondicionalmente, só pra padecer no paraíso.