30 de janeiro

passo-a-passo para abraçar um bebê

por luíza diener

Primeiro: ache um bebê

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Segundo: comprove que o que achou foi mesmo um bebê, empregando a clássica técnica do farejamento

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Terceiro: estique o bebê antes de  começar de fato o processo

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Quarto: Deslize a pata ao redor do bebê, contornando-o

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Quinto e último: execute o abraço com o já famoso olha o passarinho para conseguir a foto ideal

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e bom fim de semana :)

via iu

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25 de janeiro

padecendo no inferno

por luíza diener

tov & stitch

se ser mãe é padecer no paraíso, mãe de cachorro filhote padece no inferno.
também pudera, estou cuidando de um cão.

trocadilhos à parte, essa mini-experiência maternal mostra o tanto que eu não sei bulhufas de nada.

antes eu achava que sabia o que era criar cachorro, mas só tinha o ringo, que era idoso, peguei com 6 anos de idade e se foi com 15 (que o mato o tenha).
até que surge o honorável tov para virar nossas vidas de pernas pro ar: late na hora de dormir, chora quando acorda (por mais que isso seja 2h da manhã), demanda atenção o tempo inteiro, faz cocô e xixi o tempo inteiro (até embaixo da nossa cama), arrasta nossos chinelos/meias/tênis/almofadas/oqueencontrarnochão casa afora, rasga todos os jornais, aliás, mastiga tudo o que vê pela frente. parece um gremlin molhado esse tov

mas o mais difícil pra mim nisso tudo não é simplesmente lidar com a bagunça. já sabíamos que isso aconteceria com a chegada de um filhote e que logo passa (espero). o complicado mesmo é se manter firme na educação do monstrinho. afinal, o que você ensina pra ele hoje vai definir o adulto que ele virá a ser.
ultimamente,não” tem sido a palavra mais pronunciada dentro desta casa.

não sei se mencionei anteriormente, mas já fui adestradora de cachorros. e adestrar seu próprio cachorro é sempre mais difícil, porque você sabe o que deve ser feito e sabe que o que é proibido num dia não pode ser simplesmente ignorado noutro só porque você está cansado ou sem paciência.

e o stress da bagunça que ele faz às vezes me faz esquecer do filhote fofo que ele é. de que toda vez que eu vou fazer carinho, ele já vira aquela barriguinha rosada com pintinhas pra eu coçar. de que as bagunças dele são muito engraçadas. de que o latido dele é a coisa mais cômica que eu já ouvi (especialmente quando ele late pro nada). do tanto que é gostoso educá-lo e saber que estou  no caminho certo.

e enquanto eu escrevo este post ele tá deitadinho no meu colo, cochilando. ok, agora acordou. epa, ele desceu. mas ele tava, juro.

mas o que eu quero mesmo é um bebê que eu vou amar incondicionalmente, só pra padecer no paraíso.

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