11 de outubro

enquanto nos alimentamos

por luíza diener

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quando era adolescente, li uma crônica de rubem alves onde ele questionava qual era o lugar mais importante da casa para ele. ao longo do texto rubem alves respondia que não era a sala de estar, por exemplo, que está sempre arrumada, cheia de bibelôs e intocada, onde as crianças se comportam bem e as visitas usam máscaras. seu lugar preferido era outro, a cozinha: “na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria.”
lembro de ter me identificado bastante com o texto, tanto que até hoje me recordo da essência dele.

e concordo muito. se eu pudesse planejar e construir minha própria casa, ela teria uma cozinha imensa, com direito a mesa e tudo, para comermos por lá mesmo.
mas a realidade é um pouco diferente, então percebi que fomos nos adaptando como podíamos.

aqui em casa nossa cozinha é a varanda. nela fica nossa mesa de jantar, almoço, lanche, café da manhã.
não há um dia que não façamos nossas refeições juntos. geralmente é o almoço mas, quando dá, fazemos todas elas reunidos.
benjamin sabe bem disso e gosta de fazer observações quando estamos ao redor da mesa, de acordo com quem está ou não presente.
geralmente aos finais de semana ele solta um “a família toda está aqui” enquanto tomamos café da manhã: papai de um lado, benjoca no seu cadeirão ao meio, eu com sansa no colo e tov ali embaixo, esperando cair algum farelinho de pão. e se falta alguém ele observa “a família está junta. só tá faltando ____” (pode ser constança, que está dormindo no quarto, papai no trabalho ou raramente tov, que quase nunca abandona seu posto de aspirador).

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não é à toa que uma das coisas que mais zelo na criação dos meus filhos é a amamentação e a alimentação saudável. tenho muito orgulho de dizer que benjamin mamou exclusivamente até os 6 meses e continuou a mamar até 2 anos e 3 meses (mesmo com as alergias), quando desmamou naturalmente.

e mesmo hoje em dia, com 3 anos de idade e cheio de gostos e vontades próprias, ainda conseguimos manter uma alimentação bacana pro pequeno.
que constança continue no mesmo caminho!

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mas foi só agora que notei o tanto que é importante para mim o lance de valorizar não apenas uma boa refeição, mas encarar a alimentação como um reflexo do nosso estilo de vida (não é à toa que dizem que você é o que você come).
tanto que nessa última gravidez eu não fui atrás de muitas coisas para o enxoval (graças a deus herdei a maioria das roupas e ganhei muitas outras coisas), mas quando fui repensar o quarto dos dois, fiz questão de ter uma poltrona para amamentar, já que essa é uma atividade que exercerei intensamente nos próximos anos.
foi uma das melhores coisas, porque ela tem onde apoiar a cabeça e braços e o mais legal é que ela balança!

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a poltrona chegou quando eu ainda estava grávida e eu fiquei com medo de rolar um ciúmes da parte do benjamin, porque é algo grande e ocuparia espaço justamente no quarto que até então era só dele, como uma das primeiras coisas concretas (e volumosas) que anunciariam a vinda da irmã.
e como, além disso, a miúda já havia ganhado muitas coisas, não quis deixar o filhote de lado e tratei de arrumar um cadeirão de alimentação para ele. mãe tem dessas coisas.

ele já tinha um cadeirão de bebê, mas não tinha a mobilidade para entrar e sair – então precisava sempre da nossa ajuda-, além de não se adaptar à nossa mesa ficando, assim, meio afastado de nós. com isso ele acabou sentando-se à mesa conosco em uma cadeira normal mesmo, mas comia ou ajoelhado ou em pé. era bastante desconfortável para ele e acabava também atrapalhando sua postura enquanto comia, ficando muito mais agitado.
esse cadeirão novo é de madeira, ocupa o espaço de uma cadeira comum e é super estável. a parte da frente parece uma escadinha, então ele sobe e desce quando quer e fica sempre junto a nós durante as refeições.

hoje em dia não apenas benjamin curte seu cadeirão, mas também a poltrona, tanto que ela virou um item de múltiplas funções. sento-me nela quando vou colocá-lo para dormir, brincamos juntos quando ninguém está usando e, claro, para amamentar a irmã. como a poltrona fica ao lado da cama dele, ele está sempre por perto brincando e conversando com a pequena, que ama sua companhia.

no fim, por mais que a cozinha não seja o cômodo mais badalado da casa, a hora das refeições é o momento mais alegre e comunitário dos nossos dias.
porque enquanto comemos, não nutrimos apenas nossos corpos, mas alimentamos nossas almas e nossos relacionamentos.

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* * *

a poltrona e o cadeirão foram presentes cedidos gentilmente pela tulipa baby, que faz não apenas móveis para alimentação, mas também outros itens para o quarto do seu bebê como berços, cômodas, guarda roupas, e mais.

agradeço de coração os presentes recebidos e convido todos para conhecer a loja através do site:

www.tulipababy.com.br

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10 de setembro

testado, aprovado ou não

por luíza diener

inspirada em um post da lia (que eu li em janeiro e to me coçando pra não reler pra não influenciar o meu post) decidi compartilhar as coisas de mãe/baby que me foram recomendadas ou não e minha experiência (ou não) com cada uma delas.

das coisas pra mãe

1. amamentação

cadeira específica: não comprei porque achei desnecessário e porque não cabe aqui em casa. mas testei várias cadeiras com braço e sofás diferentes na casa do meu avô até chegar na poltrona elétrica. é uma nave e é maravilhosa! mas um trambolho daqueles deve ser o olho da cara e deve ocupar metade do espaço da minha casa.
resumindo: me virei muito bem na minha cama, obrigada!

almofada: não sei se o problema está em mim e eu não sei usá-la, mas estou penando com esta coisa. ganhei uma dessas feita de nasa (oi?) mas no fim das contas eu me viro bem melhor com um milhão de travesseiros.

concha antiempedramento: adoro, apesar de deixar o peito com um formato super esquisito e eu não me arriscar a usar na rua (por enquanto).  mas foi a melhor solução pros meus seios de pedra. ordenha não funcionava, botar o menino pra mamar até sair leite pelo nariz não funcionava, até que uma amiga me indicou e eu não vivo mais sem.
comprei uma da nuk, apesar de ter ouvido muito falar da promillus. comprei a da nuk porque vinha com dois tipos de concha: com furinhos pra tratar dos seios rachados e sem furinhos para coletar o leite derramado. no fim eu alterno as duas, sei lá por quê.
não vou dizer que solucionou o problema da blusa molhada de leite porque a concha enche muuuuito rápido (eu sou uma vaca, gente!) e às vezes vaza.
também não dá pra deitar com ela porque é meleca na certa.
mas aí à noite eu coloco um absorvente pra seios e uso a concha (no seio não utilizado, obviamente) só na hora de dar de mamar . resultado: depois que acaba a mamada de um seio, a concha do outro está quase sempre cheia.

pomada de lanolina: além da famosa, importada e cara lansinoh existem também as genéricas no mercado nacional como a lanidrat, a millar e sei lá se têm mais delas. se funciona ou não eu não sei, porque graças a deus não tive problemas de mamilos rachados nem nada. mas ganhei uma lansinoh  da paloma e outra da thaís e uso desde gestante. também esfolei meus peitos com bucha vegetal durante a gestação, então não sei se tostines vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais.

2. pós-parto

cinta: uso mais pra elevar minha autoestima que pra fins medicinais (ahn?). como não aguento usar o dia inteiro, uso geralmente da metade do dia pra frente, quando vou sair ou recebo visitas. sinto-me linda e ainda ouço comentários do tipo “nossa! onde foi parar sua barriga?” e eu só aponto pro benjamin, mas depois acabo entregando o jogo. o problema é que é caro pra cacete eu só comprei uma. aí a minha vive suja de leite. fazer o quê?

calcinha: olhei váaaarias calcinhas pra pós paridas em uma loja especializada e constatei que nenhuma delas vai acima do umbigo. a não ser que você curta uma pancinha dupla, acho que ela não serve pra conter a molengueza presenteada por esses nove meses de gestação . mesmo assim comprei duas. são ótemas pra segurar o absorvente tamanho monstro.

absorventes: usei o absorvente cirúrgico por mais ou menos uma semana depois do parto. roubei um pacote do hospital  (ah, vai! tava incluso na conta) e continuei usando um outro que eu comprei. aí fui pro noturno. mas agora tá só aquela coisa que parece resto de menstruação e eu to querendo voltar logo pro absorvente de pano.

das coisas pro baby

sling: não sei se isso é pra mãe ou pro bebê, mas o fato é que aos poucos tenho tentado usar o sling que ganhei da karla (primeiro presente do benji).
ainda não peguei a prática e o benjamin fica todo descatembado lá dentro, mas ontem foi a minha salvação, visto que o bichinho tava com bastante cólica e só colinho e mamá resolviam.  até comer slingando eu fiz e depois que eu tirei a cria de lá, ele estava cheio de farelo de pão.

chupeta: não uso e sou meio chata com isso. mas tenho percebido que na hora que o bicho pega, pode ser uma boa solução. então não condeno.
pra não dizer que ele nunca vai usar, ganhou da tia avó uma chupeta porta-remédio que é a minha salvação em momentos caóticos. na hora do remédio o benjamin cospe tudo se eu pingar direto na boca. aí esse treco quebra um galhão e ainda acalma o guri por alguns segundos (até ele descobrir que foi enganado). mas dizem que com o tempo eles ficam vacinados e não querem mais saber da coisa. mas ainda quero testar a chupeta termômetro.

mamadeira: apesar da amamentação livre demanda free style way of life tomar um tempão da gente, eu não tenho coragem de cortar o barato da criança por enquanto e nem de dar mamadeira. isso porque eu não vou voltar a trabalhar nem nada, então não vejo necessidade.
em caso de urgência ele vai pra colherzinha ou pro copo e daí pula direto pro copinho de treinamento, na idade apropriada.

aspirador nasal: esse foi um dos itens da lista de enxoval que eu me questionei “pra que, meu deus?” e que descobri a resposta com menos de três dias de benjamin. um dia o bichinho começou a babar e expelir pelo nariz um catarro grosso e ele foi ficando roxo roxo. era resto de parto. no fim ficou bem, mas foi o aspirador nasal que me ajudou a tirar o resto dessa tranqueira. e com o tempo seco de brasília, o combo sorine + aspirador nasal é tiro e queda.

fita crepe: outro praquemeudeus que me surpreendeu. claro que não comprei a tal, mas ela brotou misteriosamente na casa do meu avô e eu descobri que ela é quem nem bombril: tem mil e uma utilidades: serviu pra imobilizar o bracinho do benji (por cima da roupa, ok?), serviu pra etiquetar vários pacotes, segurou a fralda quando aquela colinha se acabou, segurou as meinhas frouxas, fechou o pacote aberto de fraldas e mais uma pá de coisas. aí acabou a mamata e eu quero comprar mais.

tesourinha versus cortador de unha: ganhei os dois e só uso o primeiro. o cortador é meio agressivo enquanto que a tesourinha própria pra bebês te impede de tirar uns bifinhos da unha dos pequenos. mas é claro que mesmo assim eu consegui aparar um pedaço do pequeno polegar.

fraldas de pano: é um sonho. mas até hoje não encomendei. estou esperando minha vida se adaptar mais. quero comprar daquelas que crescem com o bebê pra ele usar a partir dos 3 meses. mas como isso demanda dinheiro, estou pensando nas fraldas de pano old school mesmo. veremos.

não prometo que depois volto com mais coisas, até porque este post demorou mais de quatro horas pra ser escrito entre mamadas, trocas de fraldas, palas no computador e dispersões gastronômicas da minha parte.

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