20 de abril

birra ou ansiedade de separação?

por luíza diener

porque o benjamin tá super nessa fase e esse texto veio bem a calhar

Tradução de um trecho do capítulo O Choro e as Separações do livro The Science of Parenting de Margot Sunderland. Esse livro foi premiado em 2007 pela Academia Britânica de Medicina como o melhor livro de medicina popular. Não é um simples livro de conselhos para pais, mas sim um livro que, baseado em mais de 800 experimentos científicos, explica o que a ciência nos diz sobre como os diferentes tipos de criação afetam os nossos filhos.

Quando o bebê chega aos seis ou oito meses de idade, começa a operar a angústia da separação que, geralmente, continua a se manifestar de uma forma ou outra até os cinco anos. Em breve o bebê começa a sentir pânico quando não vê sua mãe. É preciso levar a sério a intensidade dos seus sentimentos. A mãe é o seu mundo, é tudo para o bebê, representa sua segurança.

Um pouco de compreensão

O bebê não está “chatinho” nem “grudento”. O sistema de angústia da separação, localizado no cérebro inferior está geneticamente programado para ser hipersensível. Nos primeiros estágios da evolução era muito perigoso que o bebê estivesse longe da sua mãe e, se não chorasse para alertar seus pais do seu paradeiro, não conseguiria sobreviver. O desenvolvimento dos lóbulos frontais inibe naturalmente esse sistema e, como adultos, aprendemos a controlá-lo com distrações cognitivas.

Se você não está, como ele sabe que você não foi embora para sempre?

Você não pode explicar que vai voltar logo, porque os centros verbais do seu cérebro ainda não funcionam. Quando ele aprender a engatinhar, deixe-o segui-la por todas as partes. Sim, até ao banheiro.
Livrar-se dele ou deixá-lo no cercadinho não só é muito cruel, também pode produzir efeitos adversos permanentes. Ele pode sentir pânico, o que significa um aumento importante e perigoso das substâncias estressantes no seu cérebro.

Isso pode resultar em uma hipersensibilização do seu sistema de medo, o que lhe afetará na sua vida adulta, causando fobias, obsessões ou comportamentos de isolamento temeroso. Pouco a pouco, ele vai sentir-se mais seguro da sua presença na casa, principalmente quando comece a falar.

A separação aflige as crianças tanto quanto a dor física

Quando o bebê sofre pela ausência dos seus pais, no seu cérebro ativam-se as mesmas zonas que quando sofre uma dor física. Ou seja, a linguagem da perda é idêntica à linguagem da dor. Não tem sentido aliviar as dores físicas, como um corte no joelho e não consolar as dores emocionais, como a angústia da separação. Mas, tristemente, é isso o que fazem muitos pais. Não conseguem aceitar que a dor emocional de seu filho é tão real como a física. Essa é uma verdade neurobiológica que todos deveríamos respeitar.

Às vezes, impulsamos nossos filhos a ser independentes antes do tempo

Nossas decisões como pais podem empurrar nossos filhos a uma separação prematura. Um exemplo seria enviá-los a um internato (1) pequenos demais. As crianças de oito anos ainda podem ser hipersensíveis à angústia da separação e ter muita dificuldade em passar longos períodos de tempo longe dos seus pais. Sua dor emocional deve ser levada a sério. O Sistema GABA do cérebro é sensível às mais sensíveis mudanças do seu entorno, como a separação de seus pais. Estudos relacionam a separação a pouca idade com alterações desse sistema anti-ansiedade.

As separações de curto prazo são prejudiciais

Alguns estudos detectaram alterações a longo prazo do eixo HPA do cérebro infantil devido a separações curtas, quando a criança fica aos cuidados de uma pessoa desconhecida. Esse sistema de resposta ao estresse é fundamental para nossa capacidade de enfrentar bem o estresse na vida adulta. É muito vulnerável aos efeitos adversos do estresse prematuro. Os estudos com mamíferos superiores revelam que os bebês separados de suas mães deixam de chorar para entrar num estado depressivo.

Param de brincar com os amigos e ignoram os objetos do quarto. À hora de dormir há mais choro e agitação. Se a separação continuava, o estado de auto-absorção do filho se agravava e lhe conduzia à letargia e a uma depressão mais profunda.
Pesquisas realizadas nos anos setenta demonstraram que alguns bebês cuidados por pessoas desconhecidas durante vários dias entravam em um estado de luto sofriam de um trauma que continuava a afligir-lhes anos depois. Os bebês estudados estavam sob os cuidados de adultos bem intencionados ou em creches residenciais durante alguns dias. Seus pais iam visitá-los, mas basicamente, estavam em mãos de adultos que eles não conheciam.
Um menino que se viu separado de sua mãe durante onze dias deixou de comer, chorava sem parar e se jogava ao chão desesperado. Passados seis anos, ele ainda estava ressentido com sua mãe. Os pesquisadores observaram a inúmeras crianças que haviam sido separadas de seus pais durante vários dias e se encontravam em estado de ansiedade permanente. Muitos passavam horas imóveis, olhando a porta pela qual havia saído sua mãe. Aquele estudo, em grande parte gravado em filme, mudou no mundo inteiro a atitude em relação às crianças que visitam suas mães no hospital.

Mas, não é bom o estresse?

Algumas pessoas justificam sua decisão de deixar o bebê desconsolado como uma forma de “inoculação de estresse”. O que significa apresentar ao bebê situações moderadamente estressantes para que aprenda a lidar com a tensão. Aqueles que afirmam que os bebês que choram por um prolongado período de tempo só sofre um estresse moderado estão enganando a si mesmos.

(1) Nota da tradutora: a autora é inglesa e o sistema de internato é muito comum no Reino Unido.

li este texto no blog da rapha, o maternar consciente. recomendo fortemente. tem muitos textos incríveis!

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20 de janeiro

teste caseiro de gravidez

por luíza diener

anunciation leonardo da vinci

acho que a maioria das mulheres que passam por aqui alguma vez na vida já desconfiou que estava grávida. e com certeza boa parte delas acertou.
mas quando simplesmente bate aquela dúvida e pensamos que é pura bobagem nossa, nem sempre queremos correr a um médico, pra não dar alarme falso.

então que tal pegar algumas coisinhas que encontramos em casa mesmo, pra descontrair e desestressar com essa história (ou dar mais caraminholas na cabeça)?

então pega a q-boa, a agulha, o balde e vem comeeeeego!

*atenção! o conteúdo a seguir é brincadeira e não acreditamos na veracidade de tais coisas*

testes caseiros de gravidez:

1. teste da agulha (ou teste marroquino):
é assim: você mija em um recipiente com tampa, coloca uma agulha ou alfinete dentro do frasco com seu xixi, fecha bem e se esquece dele por pelo menos 8h (du-vi-de-o-dó! então faça antes de dormir, pro tempo passar mais rápido). se o xixi mudar de cor, é positivo. senão, negativo.

2. teste do cloro (ou q-boa, ou cândida, como preferir):
mais uma vez você mija num potinho. não precisa de tampa. aí adiciona o cloro. se  escurecer (o xixi, não o pote), positivo. se ficar da mesma cor, negativo.

3. teste da fervura (ou do nojinho):
mija, mija, mija. coloca pra ferver numa leiterinha de alumínio (que você não pretenda usar nunca mais na vida, a não ser que seja adepto da urinoterapia). se ferver igual leite (o xixi, não a leiteira), inclusive fazendo uma nata (oi?) é porque você é uma vaca  é positivo. se ferver igual a água, negativo.

4. teste do cotonete:
enfie um cotonete na vagina. mas pegue leve. se sair avermelhado (o cotonete, não a vagina) é porque vem sangue por aí. se não, é porque você não vai menstruar (será um positivo?).

5. teste dos sintomas (esse é mais confiável):
se você tem sentido alguns desses sintomas: enjôos (geralmente pela manhã), sonolência, desejos e fome absurda, bicos dos seios maiores ou escurecidos, veias aparentes nos seios (bem como inchaço e dores), dores abdominais, vontade de fazer xixi toda hora (xixi não vai faltar pra fazer o teste), menstruação atrasada, sangramentos irregulares, alterações de humor, alterações no olfato e paladar, sentimento de burrice, pode ser um positivo. não necessariamente todos (eu não tive nem metade). até porque tais sintomas se confundem bastante com os de tpm.

6. teste do cuspe (avalia seus reflexos):
cuspa para cima. se você conseguir desviar, é negativo. se cair em você, é positivo (grávida fica devagar mesmo).

7. teste do anjo (esse também é batata):
se um anjo aparecer a você dizendo que foi agraciada, conceberá e dará à luz um filho, pode ter certeza que ele não está de brincadeira com a sua cara. aconteceu com maria e deu no que deu. e não precisa mijar em nada (nem no anjo).

8. teste de farmácia (toma vergonha e vá comprar o seu):
99% confiável (não funcionou comigo, mas vai funcionar com você). mais uma vez você mija – provavelmente num copinho ou direto no palitinho – e espera. mas aí tem que seguir as instruções do fabricante. se depois do tempo indicado aparecer apenas uma listrinha, é negativo. duas listrinhas é positivo. passa na farmácia ou liga logo.

agora, se você realmente acha que está grávida, já checou os itens 5 e 8 e tudo indica um positivo, corre pro médico, que é a melhor coisa que você faz ;)

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acho que a maioria das mulheres que passam por aqui alguma vez na vida já desconfiou que estava grávida. e com certeza boa parte delas acertou.
mas quando simplesmente bate aquela dúvida e pensamos que é pura bobagem nossa, nem sempre queremos correr a um médico, pra não dar alarme falso.

então que tal pegar algumas coisinhas que encontramos em casa mesmo, pra descontrair e desestressar com essa história (ou dar mais caraminholas na cabeça)?

então pega a q-boa, a agulha, o balde e vem comeeeeego!

*atenção! o conteúdo a seguir é brincadeira e não acreditamos na veracidade de tais coisas*

testes caseiros de gravidez:

  1. teste da agulha (ou teste marroquino):
    é assim: você mija em um recipiente com tampa, coloca uma agulha ou alfinete dentro do frasco com seu xixi, fecha bem e se esquece dele por pelo menos 8h (du-vi-de-o-dó! então faça antes de dormir, pro tempo passar mais rápido). se o xixi mudar de cor, é positivo.
    senão, negativo.
  2. teste do cloro (ou q-boa, ou cândida, como preferir):
    mais uma vez você mija num potinho. não precisa de tampa. aí adiciona o cloro. se  escurecer
    (o xixi, não o pote), positivo. se ficar da mesma cor, negativo.
  3. teste da fervura (ou do nojinho):
    mija, mija, mija. coloca pra ferver numa leiterinha de alumínio (que você não pretenda usar nunca mais na vida, a não ser que seja adepto da urinoterapia). se ferver igual leite
    (o xixi, não a leiteira), inclusive fazendo uma nata (oi?) é porque você é uma vaca  é positivo. se ferver igual a água, negativo.
  4. teste do cotonete:
    enfie um cotonete na vagina. mas pegue leve. se sair avermelhado
    (o cotonete, não a vagina) é porque vem sangue por aí. se não, é porque você não vai menstruar (será um positivo?).
  5. teste dos sintomas (esse é mais confiável):
    se
    você tem sentido alguns desses sintomas: enjôos (geralmente pela manhã), sonolência, desejos e fome absurda, bicos dos seios maiores ou escurecidos, veias aparentes nos seios (bem como inchaço e dores), dores abdominais, vontade de fazer xixi toda hora (xixi não vai faltar pra fazer o teste), menstruação atrasada, sangramentos irregulares, alterações de humor, alterações no olfato e paladar, sentimento de burrice, pode ser umpositivo. não necessariamente todos (eu não tive nem metade). até porque tais sintomas se confundem bastante com os de tpm.
  6. teste do cuspe (avalia seus reflexos):
    cuspa para cima. se você conseguir desviar, é negativo. se cair em você, é positivo (grávida fica devagar mesmo).

  7. teste do anjo (esse também é batata):
    se um anjo aparecer a você dizendo que foi agraciada, conceberá e dará à luz um filho, pode ter certeza que ele não está de brincadeira com a sua cara. aconteceu com maria e deu no que deu. e não precisa mijar em nada (nem no anjo).

  8. teste de farmácia (toma vergonha e vá comprar o seu):
    99% confiável (não funcionou comigo, mas vai funcionar com você). mais uma vez você mija – provavelmente num copinho ou direto no palitinho – e espera. mas aí tem que seguir as instruções do fabricante. se depois do tempo indicado aparecer apenas uma listrinha, é negativo. duas listrinhas é positivo.
    passa na farmácia ou liga logo.

agora, se você realmente acha que está grávida e já checou os itens 5 e 8 e tudo indica um positivo, corre pro médico, que é a melhor coisa que você faz ;)

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10 de janeiro

5 dicas para sair sem o bebê

por hilan diener

A primeira vez que saímos sem o Benjamin foi no nosso aniversário de casamento. Deixamos o filhote com a vovó (mãe da Luíza). Fomos para casa dela e aproveitamos para nos arrumarmos lá. Antes de finalmente sairmos, a Luíza deu de mamar e ele dormiu. Tudo pronto e lá vamos nós para nossa primeira noite de liberdade! Sem bebê conforto pra carregar, sem carrinho de bebê, sem fraldas e sem nada… Ow, wait! Ele chorou e acordou. E agora? Vovozinha deu uma chupeta e ficou deitada com ele na cama. Pronto! A fera adormeceu e lá fomos nós!

A Luíza ficou super feliz. Queria fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo! Fomos a um bar (acredite, ela preferiu um bar a um restaurante) e quando sento na mesa recebo uma mensagem… Ihhhh será que perdemos nossa condicional? – pensei.  Mas não! Era um sms da vovó dizendo: “aproveitem! Benji dormindo como um anjo – 21h38”   Uhuuuu! Comemos, bebemos e nos divertimos muito. Chegamos à casa da sogra uma hora da madruga. Wow! Como nos velhos tempos!

Quando estava no restaurante conversando com a Luíza, percebi que só damos o real valor a algumas coisas na vida quando isso nos é tirado. Ter um filho e cuidar dele dá trabalho e toma muito tempo, paciência e dedicação exclusiva. Muitas vezes esquecemos que nós também precisamos de um tempinho livre. Arejar as ideias (estou falando igual um tiozão). Ficamos mais cuidadosos e “caxias” com algumas coisas e isso nos torna de certa forma caretas. Chegar em casa 1h da madruga é uma aventura radical cheia de emoções!

5 dicas aos pais neuróticos para sair sem o bebê

Seu bebezote ficou ao seu lado desde o parto e agora é quase impossível imaginar sair um dia sem ele, não é mesmo? No entanto, essa memória nebulosa de uma vida independente, sem carrinhos e bebês confortos a tiracolo, tende aos poucos voltar à sua rotina e, logo, logo, você vai se perguntar: Será que nunca mais serei capaz de ter um momento a sós com meu marido/esposa?

Nunca é fácil deixar o bebê pela primeira vez, mas também não é impossível.

Além disso, é saudável fazer uma pausa das obrigações maternas/paternas! Com isso você ainda irá ajudar o seu filho a adquirir habilidades sociais e pavimentar o caminho para as futuras despedidas e ritos de passagem. Por isso, elaborei 5 dicas úteis para você sair sem o bebê pela primeira vez:

1.      Confie em quem cuida do seu bebê. Deixar o seu filho com alguém é sempre difícil. É provável que seja mais fácil escolher uma casa pra comprar do que a babá que irá cuidar do seu filhote. Por isso talvez seja mais fácil escolher alguém da família. Os avós ou outros parentes conhecem o seu bebê e talvez você se sinta mais confortável com pessoas familiares. Portanto, os avós são a escolha óbvia – eles podem diminuir a ansiedade da separação que seu bebê vai experimentar. Se os membros da família ou amigos mais próximos estão fora de questão, você precisa encontrar uma babá independente ou consultar uma agência. A parte mais importante deste processo é permitir que o bebê se acostume com a babá e promover encontros dela com seu bebê nas semanas ou dias que antecedam a sua partida, com uma reunião ou duas. Não esqueça de verificar as referências, mas você também deve testar os conhecimentos gerais: antecipar possíveis situações com a babá para ver como ela reage. Deixe uma lista detalhada de modo a abranger quaisquer dúvidas ou questões que possam aparecer.

2.      Prepare-se emocionalmente e fisicamente. É natural sentir-se culpado, triste ou desconfortável ao deixar o bebê pela primeira vez. Por isso, é importante que nas semanas anteriores, para aumentar a sua confiança, você leve seu filho para dar um passeio na casa de amigos para ajudá-lo a se adaptar a novos contextos sociais. Isso ajudará você a se tranquilizar sabendo que seu bebê pode ficar bem com outras pessoas. Pense positivamente! A diversão será mais garantida se você ficar otimista e simplesmente preparar seu bebê, sua casa e seu acompanhante. Assim, você se sentirá mais à vontade sabendo que seu bebê tem tudo o que eprecisar, exatamente onde você deixou. Deixar o leite materno em quantidade suficiente, os frascos esterilizados e chupetas limpas em um local óbvio e facilmente acessível de modo que sua babá não tenha que procurar por eles. Outra dica é trocar e alimentar seu bebê, a fim de assegurar que ele está felize e confortável desde o início.

3.      Seja rápido e pense positivo. O momento da verdade: deixar a casa, o bebê e a babá para trás. Quando atravessar a porta da sua casa, provavelmente sentirá várias emoções. No entanto, o modo como você lida com este evento pode realmente determinar como será a sua noite e a do seu bebê. Prepare sua babá e coloque para fora todos os brinquedos, ferramentas e quinquilharias necessárias para a noite correr sem problemas. O melhor mesmo é não se demorar muito na hora de despedir-se, do contrário, algumas lágrimas são possíveis. Pode ser útil deixar com o cuidador o brinquedo favorito de seu filho antes de sair. Bebê distraído é bebê tapeado feliz.

4.      Curta seu passeio. Mesmo alguns pais sintem um impulso irresistível de manter o celular na orelha, tente não ligar pra casa constantemente. Por outro lado, não negue a si mesmo um telefonema se sentir que deve fazê-lo. Tente encontrar um bom sistema, como se permitindo uma ligação de tempos em tempos – se precisar – e volte sua atenção para o seu marido, amigo, ou seja lá quem for.

5.      Comece aos poucos. Não tente ficar horas e horas fora logo de casa. Eu sei que dá uma sensação de liberdade, mas vá com calma. Se você pretende, por exemplo, dar uma escapadinha da cidade para voltar no dia seguinte, tente antes fazer outras saídas mais curtas nas proximidades, em um período espaçado de dias. Ir para outra cidade sem o bebê, mesmo que seja para voltar logo, pode lhe afetar emocionalmente, uma vez que a distância geográfica pode lhe dar a sensação de falta de controle.

* Faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Não seguimos todos os passos e ainda assim deu tudo certo. Tudo depende mesmo de como está sua cabeça e seu coração em relação a isso tudo.

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28 de janeiro

carregadores de bebê – sling, canguru ou o quê?

por luíza diener

baby carrier9

aproveitando o último post do hilan sobre papais que slingam, decidi repostar algo que escrevi em maio do ano passado.

na época a lia tinha acabado de descobrir que estava grávida e escrevi isso para sanar uma dúvida que tinha (sua filha, emília, nasceu este mês e ela já tem dois slings que tanto o papai quanto a mamãe podem usar).

mas hoje dedico esse post a todos os pais (potenciais ou não) que também simpatizam com esse delicioso método de carregar seus filhotes tão pertinho do coração.

primeiramente, gostaria de dizer que sling é todo carregador para bebês feito de pano de forma não estruturada. ou seja, se você amarrar uma canga no ombro e conseguir fazer com que ela sustente seu bebê, você já tem um sling!

agora gostaria de apresentá-los alguns carregadores de bebês alternativos:

canguru

cangurucanguru2

o bacana do canguru é que é mais fácil de ser encontrado nas lojas de artigos de bebês, além de sua praticidade no uso, visto que assemelha-se muito a uma mochila (exceto pelo conteúdo!).

mas o que eu não gosto do canguru é que – até onde sei – ele só adquire uma posição (sentado), que pode variar entre: encaixado nas costas do adulto (como uma mochila) e na barriga, de frente para o adulto ou de costas, virado para o mundo.
se observarmos um bebê em um canguru, podemos constatar que a postura da cadeira (onde o bebê senta) não é correta.
habitualmente observamos que as pernas do bebê ficam penduradas em relação ao resto do corpo, e não dobradas no estilo (postura que favorece o desenvolvimento das articulações dos quadris).
com as perninhas penduradas, o peso do bebê fica apoiado diretamente na zona genital ao invés do seu bumbum, e sua coluna adquire uma postura não-fisiológica (texto extraído daqui).

slings

sling mamando

pra mim uma das coisas mais fantásticas dos slings é que a maioria favorece a amamentação. você pode amamentar discretamente seus filhotes sem perder o vínculo antes e depois da mamada.

e, ao contrário do que alguns podem pensar, o sling não é prejudicial à coluna (da mãe ou do bebê), se corretamente posicionado. isso porque ele mesmo ajuda a distribuir o peso.

alguns modelos de slings pegam somente em um ombro, mas devemos lembrar que a faixa de tecido também se apóia nas costas.

como já disse, o sling não chega a ser algo estruturado. ele é feito de tecidos variados e tem vários modelos diferentes:

ring sling

sling ringsling ring2sling ring3

resumindo de forma bastante simples: é um grande tecido com argolas, para facilitar a união do tecido, sem ter que dar nós e ficar com aquele embolado todo. além disso, ele cresce junto com o bebê, até que se torne uma criança maior.

veja um vídeo sobre o ring sling

pouch sling

sling pouch3sling pouch2sling pouch

digamos que é uma faixa de tecido contínua, geralmente dupla face, sem amarrações nem fechos. alguns usam um pouch só, outros usam dois.
o que eu acho legal de usar dois é que (pra garantir) dá pra distribuir bem o peso, nos dois ombros.

veja um vídeo sobre o pouch sling

wrap sling

sling wrap3

sling wrap2sling wrap

conseguiram inventar um nome pro sling que, pra mim, é o mais intuitivo.
uma grande (enorme) faixa de pano e você pode amarrar o seu bebê em n combinações diferentes.
aí sim, realmente, o seu bebê fica bem atado ao corpo, com o peso beeem distribuído e pertinho da mamãe ou do papai.
o único problema, pra mim, é que num geral o brasil é um país quente. e pela impressão que dá de ser bem quentinho, eu mesmo nao sei se aguentaria um desses no verão :D

veja vídeos sobre o wrap sling aqui e aqui.

carregador estruturado

estruturadoestruturado2

começou a fazer sucesso depois que cláudia leite apareceu com seu filho davi dentro de um desses.
não sei exatamente o nome disso, mas o nomeei de carregador estruturado.
parece uma bolsa aberta e você coloca seu bebê lá dentro.
ainda não tenho opinião formada a respeito, visto que nunca tinha ouvido falar em um até começar a pesquisar.
parece ser mais confortável que a mochila canguru, mas sua opção de posição é bastante limitada e não “cresce” junto com o bebê.

outros carregadores de bebê ao redor do mundo


baby carrier10baby carrier7baby carrier11baby carrier3baby carrier2

baby carrier1baby carrier5baby carrier4baby carrier6

http://www.flickr.com/groups/ethnicbabycarriers/
links relacionados:

http://chadecamomila.com/baby-slings/galeria

http://maecanguru.blogspot.com/
http://otecidoeaestampa.com.br/index.php/category/sling/
http://www.slingando.com/
http://www.babyslings.com.br/
http://slinguru.wordpress.com/

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