
tudo começou com apenas 6 meses.
eu ofereci cenoura ao benjamin logo nas primeiras papinhas e observei. 2 dias depois ele apareceu cheio de pontinhos vermelhos ao redor do pescoço e na área genital. suspendi por uns dias. voltei a oferecer e as bolinhas apareceram outra vez.
depois foi a vez da beterraba. a mesma coisa, um pouquinho mais forte.
com 8 meses eu dei os dois novamente. meu erro foi dar um seguido do outro, com diferença de apenas 1 dia. mas não percebi e não observei.
poucos dias depois ele apareceu com os tais pontinhos na virilha. pensei que estivesse assado ou com alergia à fralda, mas percebi que ele não estava com as bolinhas só no bumbum, mas também na cintura. depois acabou irradiando por todo o tronco, barriga, pescoço, nas costas inteiras. até o sinalzinho da vacina, no braço, ficou bem vermelho, cheio de bolinhas e
inchado. embaixo da boca também ficou vermelho e áspero. no dia seguinte a alergia subiu pelas bochechas e dentro das orelhas e, por fim, atingiu as coxas e a sola dos pés.
suspeitaram de roséola, mas ele não teve febre (e veio a ter roséola de fato 1 mês depois). realmente, era bem parecido.
observei outros fatores e concluí que somente a beterraba poderia ter causado tamanho estrago.
suspendi ela de vez.
conversei com a pediatra dele, que me apoiou.
perto de completar 1 ano foi a vez do glúten.
eu já havia dado pão francês para ele, mas era sempre pouco, menos da metade. eu notava umas poucas bolinhas ao redor do pescoço, mas pareciam inofensivas, por isso continuei.
aí fomos a um chá de bebê. ele já havia comido meio pão pela parte da manhã.
o chá de bebê foi à noite. ele foi de colo em colo e, como ainda tinha uma alimentação restrita, liberei que dessem torradinhas a ele. acontece que toda hora que eu o via, estava com uma torrada na mão e a boca cheia. perdemos as contas de quanto ele comeu.
a reação foi rápida: no dia seguinte ele estava com um colar de alergia. totalmente vermelho e pipocado ao redor de todo o pescoço. subiu um pouco para o rosto e dentro das orelhas.
no bumbum, assou e pipocou exatamente onde ficava o cocô e embaixo do saco. passou quase uma semana assim.
conversei com a pediatra na consulta seguinte e ela disse que poderia ser glúten. até então eu achava que era somente a farinha de trigo, mas aconteceu dele comer outros alimentos com glúten e sem trigo e a reação foi semelhante, mas menos intensa (devido à quantidade).
e lá se foi um item importante na alimentação do pequeno.
nesse meio do caminho ele também reagiu ao tomate e à berinjela. a berinjela foi bem pior, mas os dois atacaram tanto quanto (ou até mais que) a cenoura.
e finalmente foi a vez do leite de vaca.
ah, e esse é o mais chato, com certeza.
era uma coisa que eu já desconfiava há tempos. mas como ele nunca tomou leite diretamente (apenas através do leite materno), eu teria que cortar somente da minha dieta. e tudo que fosse derivado lácteo. e como isso sempre foi muito difícil pra mim (viciada assumida), nunca consegui completamente.
a pediatra não tinha liberado o leite de vaca na alimentação dele justamente por já ter manifestado outras alergias.
até que um dia, por algum motivo que eu não me lembro, resolvi tomar coragem e fazer isso pelo meu filho. ele estava com 1 ano e 1 mês.
eis minha retrospectiva:
os primeiros 3 meses de vida do benjamin foram de cólicas intensas. tentei tirar leites e derivados pra ver se alterava alguma coisa, mas as cólicas continuaram. nisso a pediatra descartou intolerância à lactose (que é diferente de alergia à proteína do leite da vaca) e liberou o leite gradualmente (só depois eu percebi que cortei apenas os leites e derivados e não observei o rótulo de nada).
com 4 meses ele teve uma assadura felomelal, que durou quase 1 mês. eu tentei pomadas diferentes e só a bepantol deu jeito. mas era só ficar sem pomada que voltava. depois de um tempo nem a bepantol resolvia mais.
por sorte ele passou a usar fraldas de pano e as assaduras melhoraram bastante, até sarar.
volta e meia ele tinha recaídas e eu precisava voltar pra bepantol.
ele também sempre regurgitava/golfava bastante, mas foi diagnosticado refluxo fisiológico. nada para se preocupar, visto que aquilo não parecia doer e ele continuava a ganhar peso e desenvolver-se normalmente.
todo mudo dizia que quando ele começasse a comer melhoraria. é fato que deu uma diminuída, mas as golfadas continuaram.
na consulta de 1 ano eu perguntei à médica se era normal ele golfar até essa idade e ela disse que não tinha problema.
mas aquilo começou a me incomodar, até mesmo a me irritar (toda vez que mamava, ele golfava. e ficava tudo sujo e com um fedorzão azedo).
além do cocô sempre mole. raras foram as vezes que ele fez um cocozinho normal, daqueles soltinhos na fralda. era aquela coisa pastosa, fedorenta, que sempre grudava tanto na fralda quanto no bumbum dele.
ele passou três meses com uma alergia respiratória sem fim: nariz escorrendo, tosse, pulmão com catarro. na verdade, era catarro pra todo lado. parecia mesmo uma bronquite alérgica. ele passou a tomar remédios pra alergia e até uma bombinha pra asma.
aí resolvi testar sozinha. suspendi todo e qualquer leite e derivados. qualquer coisa que pudesse ter não somente traços de lactose, mas também de proteína do leite da vaca (essa tabela me ajudou um bocado).
e ele melhorou. gradualmente parou de golfar, o cocô ficou mais firme (e até em bolinhas, gente!) e a pele voltou ao normal.
catarro? que catarro? remédio pra asma? guardei aonde?
o problema é que volta e meia eu como alguma coisa que contém qualquer porcaria com a proteína do leite sem me tocar e só vou perceber dois dias depois, que é quando ele costuma reagir. a primeira coisa que eu percebo é uma mudança na consistência do cocô. em seguida ele assa justamente onde o cocô encosta. depois ele passa a regurgitar, geralmente após as mamadas.
na última consulta à pediatra contei todo o caso e ficou bastante claro que o que ele tem é alergia à proteína do leite da vaca (APLV), que é diferente de intolerância à lactose.
nisso, muita coisa mudou na minha alimentação desde que foi constatada a tal alergia (conversamos com a pediatra e ela instruiu pra que eu continuasse a minha dieta restritiva):
e aí você pode perguntar: “luíza, não é mais fácil você suspender a amamentação dele?” não!
quer dizer, pode ser bem mais fácil pra mim, mas pra ele é muito pior, visto que ele tem todas essas outras restrições alimentares e que muitas coisas que eu uso pra complementar minha alimentação não poderiam ser incluídas na dele, como amendoim, castanha, aveia, soja e outros alimentos com forte potencial alergênico.
ele precisaria entrar com algum leite especial caríssimo pra suprir a falta de leite e mais outros complementos alimentares e vitamínicos, visto que nem só de gordura e cálcio é feito um leite materno.
ou seja, eu faço o esforço por ele.
na verdade, falar sobre alergias é sempre um assunto bastante extenso e eu diria até polêmico.
por exemplo, quando eu falo da aplv, muita gente ouve só o “leite de vaca” e imediatamente confunde com intolerância à lactose. mas são duas coisas distintas e eu faço questão de ressaltar.
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isso porque já vieram me dizer “ah, meu filho também tem isso! pode dar iogurte pra ele” ou “ah, becel não tem lactose! pode comer tranquila”. se eu não tivesse me informado antes, teria dado o iogurte pro benjamin e lascar-se-ia tudo.
e como de qualquer maneira eu não daria creme vegetal ao meu filho, ele não comeu a tal becel. mas eu comi de olhos fechados e ele passou uma semana inteira golfando, com diarreia, com feridas na pele e eu que nem uma boba sem nem imaginar o porquê. só depois que me toquei a causa: continha aroma de manteiga. apesar de ser aroma artificial, tenho certeza que alguma coisa ocasionou. suspendi e melhorou.
também já me perguntaram se eu fiz algum teste pra diagnosticar a aplv.
sim. fiz o teste de desencadeamento, que consiste na observação da reação do paciente à retirada do leite de vaca e derivados com posterior reintrodução desses alimentos.
e só.
fez exame de sangue? não. fez algum teste na pele? também não.
na idade do benjamin – com 1 ano e 3 meses – e com o tipo de alergia que ele tem, esses testes não são tão precisos. eles podem dar um falso negativo. além disso, são todos muito estressantes pro bichinho, que já é traumatizado com agulhas e coisas do gênero.
e se desse negativo, iria mudar o fato de que a ingestão de leite faz mal pra ele? não.
então continuaremos assim.
a minha esperança é que melhore com o tempo. li que em 90% dos casos, a aplv – bem como outras alergias alimentares – some antes que a criança complete 3 anos.
e enquanto isso nos viramos como podemos.
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Por que seu filho sempre pede um brinquedo novo? Por que sua filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que seu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que você comprou a maquiagem para sua filha se ela só tem cinco anos? Por que seu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que você não consegue dizer não? Ele pede, você compra e mesmo assim. Seu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?
“Criança a Alma do Negócio” é um documentário que reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade.
A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.
Para os que já são papais: É esse exagero todo mesmo como mostra os videos? Conte sua experiência nos comentários!

pois é, há 3 meses foi confirmada a gravidez de gisele bundchen e de repente.. puf! nasce o bebê!
nem a guria sabia o sexo, que só foi confirmado quando nasceu: é um menino!
ainda não sabe-se o nome, mas dizem por aí que será gabriel.
não entendi se nasceu dia 8 ou 9, mas vou dizer que foi dia 9 de dezembro, em comemoração aos meus 3 anos de casamento. ahahahha!

quem quer morrer de inveja põe o dedo aqui _o/


eu teria um marte-ataque do coração baby se visse umas dessas passeando pela rua.
já fica a inspiração para as mães e pais que quiserem ter seus filhos sequestrados de tanta fofura filhos lindos e na moda sem precisar colocar as meninas totalmente de rosa (e olha q tem looks rosas fofíssimos) ou os meninos de ben 10 ou as batidíssimas estampas com números, brasões, dragões, tigrões e por lá vões (nada contra quem faz, mas dá pra ir além, né?).
minha dica? escolha sempre peças básicas como jeans, calças de uma cor só, camisetas lisas de cores diferentes (bebê básico é uma ótima opção, dentre várias) sapatos lisos e vá brincando com uma peça diferente. pode ser um casaco colorido, uma blusa ou calça estampada, até mesmo uma peça de alfaiataria para crianças, dentre tantas sugestões.
pra quem não tem medo de ousar, se joga! mas é bom perguntar pra algum amigo ou parente próximo (de bom gosto) pra ter certeza de que não vestiu sua criança de palhaço ou qualquer outro artista circense. vejam que a maioria das crianças permaneceu com o look infantil (os brinquedinhos ou comidas na mão não negam mesmo), porque ninguém merece que eles sejam adultizados, né?
babem e morram:



























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