07 de maio

o sono (?) do bebê

por luíza diener

tem dias, semanas, meses e quase anos que eu to com esse post na cabeça e nunca consigo escrever.

mas é um assunto tão, mas tão recorrente, que resolvi vencer a preguiça, sentar a buzanfa e contar minha própria experiência com o sono do joca.

o que mais me contam são sempre coisas do tipo “meu filho tem tal idade. até tantos meses ele dormia a noite inteira. aí de repente ele começou a acordar quatrocentas vezes por noite e nunca mais voltou ao normal”.

primeira coisa que eu quero te pedir é: por favor, se isso acontece com seu filho também, comente neste post!
não, não estou fazendo isso pra ganhar mais comentários no blog.
mas é porque eu acredito que várias experiências falam mais que uma só e também porque quero comprovar a minha teoria de que os bebês que dormem a noite inteira desde pequeninos (e mantém esse padrão ao longo de todo o primeiro ano de vidasão exceção à regra).

porque pra mim a regra é sempre: nasce, passa um tempo acordando a cada segundo, depois melhora e, de repente, passa a dormir a noite inteira. aí de repente invertido ele volta a acordar que nem um louco, geralmente por causa de dente, nariz entupido, calor, frio, doença, cachorro latindo, vizinho que espirra alto demais e um monte de outros fatores incontáveis.
aí volta ao normal.
aí você jura que quando seu bebê tiver 1 ano de idade já será uma criança, que dorme a noite inteira lindamente. e descobre que essa é a pior fase de sono/temperamento que ele já passou até então.
e por último, alguns meses depois de completar 1 ano, ele passa a dormir serenamente. ou não.

é assim?

vou deixar essa minha parte do achismo com vocês (porque maternidade é embasada em muitos achismos, intuições, experiências próprias e impróprias) e contar minha experiência. meio caótica. ou não.

* * *

ele nasceu. tudo que ele e eu queríamos era dormir.
as primeiras semanas eram a coisa mais linda do mundo. ele só dormia. acordava. mamava. voltava a dormir.
geralmente a cada duas horas.
eu me sentia descansada e achava que recém nascido era a melhor coisa do mundo.

nos primeiros 3 meses eu mostrava pra ele o que era noite e dia. sempre permiti que ele dormisse na hora que sentisse sono. mas se dormisse de dia, deixava o quarto claro, continuava a fazer a barulheira normal de casa (liquidificador, aspirador de pó, vizinho espirrando, etc). se acordasse de dia eu papeava com ele, brincava, mostrava o mundo. mas se acordasse à noite eu não emitia um pio. só pegava no colo, aconchegava, dava o peito até que ele dormisse e voltasse pro berço (praticamente faço isso até hoje).
também nesses primeiros meses eu cuidava pra que ele nunca adormecesse mamando (exceto à noite) e deixava pra dar mamar quando ele acordasse, pra não associar o peito ao sono. hoje acho isso uma grande besteira. mais pra frente explico o porquê.
também dormiu a noite inteira pela primeira vez (sete horas seguidas). isso aconteceu umas 2 ou 3 vezes e parou, voltando a acordar umas 6 vezes durante a noite.
eu sempre embrulhava ele num cueiro
 pra dormir. era ótimo. ele amava, ficava calminho. eu amava também. todos sorria.
nessa época ele era meio tanto faz como tanto fez pra algumas coisas. se eu colocasse ele ainda acordado no berço, ele aceitava. se colocasse dormindo, tudo bem também. se acordasse e não tivesse ninguém, ok. mas se acordasse e a gente estivesse ao lado, beleza. foi a linda fase do bebê neutro.

a partir dos 4 meses ele passou a distrair-se durante as mamadas. antes disso o mundo podia cair, as pessoas podiam passar gritando ao meu lado que ele continuava compenetrado, firme e forte no mamá. depois disso ele ficou mais sensível aos sons, o que também tornou o sono dele mais leve num geral.
foi também nessa fase que ele passou a ser mais seletivo quanto às pessoas. às vezes queria o meu colo. às vezes do pai. virava a cara quando não queria que alguém o pegasse.
não lembro se foi exatamente nessa época, mas ele passou a ter umas sonecas diurnas que não duravam nem meia hora. foi desesperador, porque durante o dia ele só queria ficar no meu colo e eu não conseguia fazer mais nada. quando ele dormia eu queria ganhar o mundo em 20 minutos e era eu mal começar a fazer uma coisa que ele já acordava. acho que foi por isso que eu emagreci tão rápido ; )
e nem pensar em durante o dia deixá-lo acordado no berço pra ele dormir sozinho.
muito menos embrulhá-lo em nada.
ele passou a odiar isso tudo!

apesar de não ser a favor de adestramento de sono de bebês, alguns truques eu sempre fiz e deram certo. um deles foi não correr de imediato para atendê-lo. não apenas no sono, mas em tudo na vida. isso não significa deixar chorar até cansar.
isso porque algumas vezes ele acorda, dá um resmungada e volta a dormir. isso dá a ele a chance de encontrar um jeito de aprender a fazer isso sozinho.
à noite mesmo, ele acordava e eu esperava pra ver se ia voltar. caso isso não acontecesse, eu pegava, dava o peito e devolvia ao berço, mesmo que ainda estivesse desperto.
era impressionante ver como ele ficava bonzinho no berço e logo adormecia por conta própria. mas só à noite.
teve uma fase, aos 5 meses, que ele resolveu tagarelar no meio da noite. mas ele parecia bem com isso, então ele conversava sozinho, até retornar aos braços de morfeu.

isso do sono noturno eu não posso reclamar. apesar de ter demorado bem mais de um ano pra atingir o capote completo, ele não me deu tanto trabalho (no primeiro ano) à noite. exceto pelas noites em que esteve doente ou com algum dente nascendo era acordar, mamar e voltar pra dormir, sem grandes estresses – mesmo que isso acontecesse tantas vezes durante a noite.

perto dos 6 meses, um pouco antes, aconteceu. o primeiro dentinho quis nascer. foi quase um mês de sonos alterados, mamando muito mais e acordando muito mais de dia e à noite. achei que assim que o dente rompesse a gengiva isso cessaria, mas não. até porque depois do primeiro veio o segundo e depois o terceiro e depois o quarto.

entre 7 e 8 meses ele passou a jantar com gosto. e acho que aquela barriguinha cheia começou a dar uma segurada no sono e o menino que acordava quase 7 vezes à noite passou a acordar só umas 3.
desde essa época percebi que, até hoje, quando ele não janta direito, acorda mais vezes à noite. então o truque é mantê-lo bem alimentado.
isso sempre valeu pro caso dele querer acordar à noite pra mamar.
se eu resolvia que não ia dar o peito durante a noite, era pior. ele ficava tanto tempo desperto que na hora de mamar, continuava acordado. o melhor era dar o peito logo, pra que ele retornasse logo ao seu soninho.
as sonecas do dia eram menores, aproximadamente duas por dia, cada uma com 1 horinha.
nessa época ele não dormia mais no peito, exceto ao longo da noite. pra soneca do dia ele dormia no meu colo, embalado.
à noite quem colocava ele pra dormir era o pai. mas tudo isso se perdeu depois de um tempo (também explico lá pra frente).

com 9 meses destrambelhou de vez. essa pra mim foi a fase mais difícil do seu primeiro ano de vida.
primeiro porque foi quando completou 9 meses que ele teve convulsão. aí passou o dia no hospital, foi furado várias vezes, um monte de exames e médicos em cima.
pra completar, depois disso ficou doente por 3 meses seguidos, nariz entupido. uma mistura de alergia com tempo frio de inverno e quatrocentos dentes nascendo ao mesmo tempo.
somando a isso, começou com a ansiedade de separação e não tolerava que eu me ausentasse de perto dele por mais de, sei lá, 5 segundos.
um poço de trauma, incômodos e carências.
também foi a época que aprendeu a engatinhar de verdade, andar em pé apoiado nos móveis, mexer em tudo.
ele queria explorar o mundo. pra que gastar tempo dormindo?
ou seja, tudo colaborou pra que ele tivesse um sono péssimo tanto de dia quanto à noite.
foi uma fase difícil. ele ficava extremamente irritado por qualquer coisa.
às vezes aceitava que o pai o colocasse pra dormir, às vezes não. só melhorou disso especificamente lá pros 11 meses.

houve épocas que ele adormecia, capotava de ficar com os braços e pernas penduradões. mas era só colocá-lo no berço que ele acordava gritando, chorando, completamente desperto e não queria mais voltar a dormir. como eu sofri!
nesse tempo eu deitava com ele junto comigo na cama, dava o mamá deitada e esperava até ele abrir a boca e largar o peito. aí eu botava a chupeta na boca dele e saia correndo, fazendo o maior silêncio do mundo. era o único jeito que funcionava. às vezes.

lá pros 11 meses ele voltou a dormir semi-sozinho. ainda acordava à noite, mas só 1 ou 2 vezes. voltou a aceitar dormir sem peito e às vezes sem chupeta. de se permitir deitar sozinho, receber uns tapinhas no bumbum ou uma carinho no cabelo/rosto e apagar lindamente.

com 12 meses nós viajamos e eu passei 1 semana sozinha com ele dormindo na minha cama. só eu pra cuidar, botar pra dormir e todo o resto. nem precisa dizer que virou um grude, não queria dormir sozinho, muito menos longe de mim. aí seu sono estragou outra vez.
desde então ele só dorme no meu peito. lascou-se.
foi também com 12 meses que ele começou a tirar sonecas mais longas, de 2 a 3 horas.
no começo eram duas sonecas de 3 horas. um paraíso na terra!
6 horas do dia só pra mim! mas durou pouco e em menos de 1 mês ele passou a tirar uma única soneca diurna de 3 horas. mas tá ótimo, né?
entre 12 e 15 meses ele ganhou 4 molares chatíssimos de nascer. mais pelo menos um mês de sofrimento.

finalmente, com 1 ano e 4 meses, ele começou a dormir de verdade à noite. dormindo às 20h e acordando só às 6h.
a vantagem é, obviamente, conseguir dormir uma noite inteira sem interrupções. a desvantagem é ter que acordar tão cedo.
a soneca diurna acontece de fato somente uma vez por dia, geralmente antes do almoço. duas ou três horas e nunca passa disso.
tá bom, né? ele tá crescendo.
curioso é que antes disso acontecer, não tinha uma noite sequer que eu não fosse dormir pensando “será que é essa noite que ele dorme inteira?”. mas quando aconteceu eu nem percebi.

até hoje, no auge de seus 20 meses, acontecem noites e noites em que ele acorda às vezes uma, às vezes duas vezes. geralmente meia noite ou 5h da manhã. mas isso passou a ser exceção, não regra.
sim, ele acorda e eu ainda dou o peito.
acho muito mais cômodo que ter que buscar água, fazer truque pra voltar a dormir ou qualquer outra coisa.
mas ele já é um rapaz e acho que nessa idade tudo bem fazer algumas coisas pra não precisar amamentar durante a noite.
por exemplo, às vezes ele quer acordar 4h30 da manhã pra brincar. são nessas horas que, depois de tentar tudo no modo mute, eu abro a boca e digo: é hora de dormir. vou colocar você na sua caminha e voltar pro meu quarto. beijo tchau. geralmente dá certo.

enfim, gostaria de fazer algumas considerações a respeito:

  •  faz muita, muita falta dormir a noite inteira. é horrível passar o dia cansada, se arrastando pelos cantos, especialmente se você precisa fazer algo importante que exige concentração. mas lembrem-se do mantra: é uma fase! é uma fase!
    e fases passam. pense nesse tempo como uma semente para o futuro.
  • bebês em geral (especialmente os pequenos) dormem muito, mas dormem picado. é muito difícil pra eles tirar um cochilo de grandão. 
  • tente respeitar sempre o ritmo do seu bebê. cada um tem o seu próprio. muitas coisas afetam o sono deles: dentes, estresse, fuga de rotina, agitação (e cansaço) em excesso, doenças, frio e calor. bebês pequenos não fazem manha. deixa disso.
  • crie uma rotina previsível para a hora de dormir, quer seja de dia, quer seja à noite. isso ajuda eles a dormirem mais relaxados e todo mundo fica contente.
  • nunca privei ele do sono, a não ser que resolvesse cochilar pouco antes de começar a rotina do sono da noite (que dura quase duas horas). e as vezes em que acordo ele é por causa de algum compromisso. do contrário, durma na hora em que quiser e por quanto tempo quiser.
  • passei os primeiros meses condicionando meu filho a não dormir no peito, em vão. porque tiveram tantas incontáveis (e incansáveis) vezes que ele mudou de repente e que não dormia por nada e o peito foi a bendita solução. por várias vezes esse treinamento foi por água abaixo. e hoje eu percebo que nadar junto com a correnteza é, além de muito menos desgastante, muito mais gostoso.
  • eles mudam. sempre. o tempo todo. não quer dizer que porque seu bebê passou meses dormindo a noite inteira que isso vá continuar a acontecer. mas também não significa que, se ele acorda de hora em hora, há algo de errado com ele e ele só vai dormir uma noite completa quando entrar pra faculdade.
    eles mudam porque crescem, amadurecem, se desenvolvem. o mundo dos bebês é cheio de novidades. prepare-se sempre para as mais deliciosas (e desgastantes) surpresas. e quando você menos esperar, tudo vai voltar ao normal. ou passar dessa pra melhor.

 

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27 de fevereiro

18 meses

por luíza diener

é fato que os posts do desenvolvimento do benjamin pararam de ser mensais, mas eu não poderia deixar passar batido esse mês tão especial da maioridade bebezística.

veja bem: eu sempre achei que alguns meses seriam marcantes na vida do benjoca: o terceiro, o sexto, o dôzimo (neologismo rules!), o décimo quinto e, claro, o dezoitôzimo.

quando o benjoca era pequenico, imaginava que aos 18 meses ele seria uma criançona, que falaria tudo e não teria mais nada de bebê.
hoje vejo que me enganei em muitas coisas e que outras foram além das minhas expectativas.

é uma fase muuuito gostosa e ativa até dizer chega! mas ele está  lindo e delicioso e cada vez menos chato. acompanhem:

  • tenta distiguir as pessoas por idade e gênero: neném, menino, menina e mô (que pode ser moço ou moça). a maioria das vezes ele acerta, mas é só um menino aparecer com um cabelo um pouco maior ou de blusa rosa que ele já chama de menina, na alta.
  • aprendeu essa história de menina ou menino com a música dos mutantes, que agora ele autocompleta quase inteira;
  • por falar em música, já sabe várias músicas de cor – com direito a coreografia – e direto chama a gente pra cantar com ele. o problema é que ele não sabe cantar tudo sozinho. ele canta uns trechos, a gente completa, ele inteira e aí vamos no nosso coral familiar. algumas de suas músicas prediletas são: do sol e a lua, do macaco pula (não achei em lugar nenhum. a prima que ensinou e acho que inventaram na escolinha dela), da minha menina, do barco (que ele aprendeu na igreja) e do me pipi (pintinho amarelinho, gente);
  • também cantarola suas próprias músicas. é tão lindo que dá vontade de gravar, só pra ficar ouvindo depois (até quando ele resolve cantar às 3h da manhã);
  • lembram da música que ele aprendeu a ligar sozinho, quando tinha uns 8 meses? agora ele fala: tu-á (chuva. pois tem uma parte que cantam “vai, chuva”), procura a música no som e fica dançando, esperando até chegar a parte que ele gosta;
  • reconhece alguns instrumentos como: gaita, piano, violino, violão e outros que eu não me recordo agora;
  • gosta de identificar os sons das coisas. sabe distinguir carro de moto, avião de helicóptero e os instrumentos citados acima. fica ligado quando algum cachorro late e imita;
  • está fissurado por tudo que é grandão. chama de dandauuummmm. tem um labrador no prédio da frente (já falei dele antes), que toda vez que o cão late, ele para, ouve e sinaliza: auau dandão!
    semana passada estava com duas colheres: uma de chá e uma de sobremesa. a maior ele falava: dandão e a menor era só teti (de pequenininha);
  • calça o sapato sozinho também. é fato que muitas vezes ele erra o pé e também tem mais facilidade para calçar o pé direito ao esquerdo;
  • está alucinado com roupas. tenta vestir tudo pela cabeça ou pelo pé. um dia ele colocou três blusas numa perna só e saiu andando.
    também gosta de nos dar as roupas para vestirmos;
  • é um papagaio, com certeza. repete tuuudo que falamos, ao modo dele;
  • deu uma amansada. as birras terríveis dos 12 aos 17 meses foram diminuindo conforme ele ganhou confiança e aprendeu que o mundo não iria acabar se o que ele quisesse não acontecesse.
    elas ainda acontecem, claro, mas mais raramente e geralmente em momentos críticos de sono e fome;
  • tem 13 dentes (eis que surge o primeiro canino!);
  • adora quando passamos fio dental em seus dentinhos, mas quer escovar sozinho, do jeito dele. e ai de nós se tentarmos interferir;
  • tá o rei da coordenação motora. sobe e desce da maioria das coisas com maestria. a novidade é que agora ele quer seguir carreira solo no parquinho: escorregador tem que ser sozinho, tanto pra subir quanto pra escorregar. e às vezes ele inventa que quer subir pelo escorrega e descer pela escada. vá com calma, pequeno!
  • começou a conjugar alguns verbos. dormir, por exemplo, pode ser flexionado para dormindo ou dormiu.
    ex: totó miu (o tov dormiu).
    mas pra mim a melhor frase de todos os tempos foi um dia em que o hilan se debruçou com um lápis sobre o papel e o benjamin me solta: u papai tá dedeiano. morro!
  • está alucinado por pinguins, ou pepin, ou pinpin. tudo que tem pinguim ele pipira e fica: pinpin! pinpin! ó, mamãe! pinpin! e arregala o olho e abre as mãozinhas e enlouquece.
    aliás, acho engraçado como eles ficam obcecados por algo por um determinado tempo e depois esquecem que aquilo existe;
  • também alucinou pelo buzz lightyear. ele encontrou uns brinquedos antigos do toy story que eram meus (sim, eu sou fã) e apaixonou pelo buzz. o , como ele gosta de chamar, é o novo tov quando o assunto é chamar ou desviar sua atenção, seja pra fazê-lo parar de chorar, distrair de algo perigoso e por aí vai;
  • tá com uma mania de fazer as coisas e chamar nossa atenção para vermos seu desempenho. faz alguma coisa que acha interessante e diz: ó! mamãe, ó! abrindo as duas mãos e arregalando os olhos, surpreso e orgulhoso de si mesmo.
    e claro que eu entendo esse orgulho, porque é só o que eu sinto por ele: muito orgulho e muito amor!
  • e o gesto do ó é muito parecido com o do cadê. só que o do cadê é ainda mais exagerado. ele faz, treme as mãos, trava os dentes (igual o daquela foto) e treme a cabeça. parece que ele faz uma força imensa pra tentar descobrir cadê. é muito engraçado!
  • e agora ele também está obcecado pela brincadeira do cadê. tudo ele cobre e pergunta cadê. o problema é que às vezes ele cobre bem mal coberto. tipo brincadeira de preguiçoso. mas em geral ele esconde tão bem que realmente não daria pra achar se não estivéssemos vendo;
  • e essa brincadeira de esconde-esconde não tem fim. na verdade está mais pra guarda-guarda. não pode ver uma caixa ou sacola que já sai guardando tudo que vê lá dentro. eu aproveito pra incentivar ele a recolher a bagunça, guardar os brinquedos e jogar as coisas no lixo;
  • além de adorar empilhar as coisas (mania que já tem há alguns meses), a nova moda é enfileirar os objetos. vai colocando um ao lado do outro, sempre da esquerda para a direita, formando uma linha quase reta. claro que tem que ser objetos semelhantes, como uma fileira de carros, de formas geométricas e por aí vai
  • e também é o bebê faxineiro. quer limpar tudo com um paninho. tá que ele já fazia isso antes, mas é que agora ele ganhou uma pá e uma vassourinha. apesar dele mais espalhar a sujeira que ajuntar, já vale pela ajuda, né?
  • é alucinado por barba. qualquer homem, parente, amigo, desconhecido na rua que tenha barba, automaticamente vira seu amigo. claro que não adianta ter barba se ele não puder passar a mão.
    se usar óculos, melhor.
    se tiver barba, óculos e chapéu, será seu bff eterno (só não serve o papai noel, que ele morre de medo);
  • outra coisa que ele adora é cocô e xixi. isso. não pode me ver sentar no vaso que já começa: mamãe! cocô! tití!
    e aí todo vez que a gente vai ao banheiro ele já começa cocô e tití. tití e cocô!
  • está muito carinhoso, distribuindo beijos e abraços gratuitos. mas também se ele não quiser dar, não insista que não vai conseguir nada;
  • também pede pra gente beijá-lo quando machuca;
  • ainda toma uns tombos servidos, mas está menos desastrado, mais safo. desvia das coisas, agacha, rasteja, passa por cima. um dia ele se meteu em um emaranhado de fios perto da tv que achei que não fosse sair. depois que fui ver que era uma brincadeira, um circuito imaginário: ele passava por debaixo da cadeira, ia pra trás dela, passava por cima de um fio, por baixo de outro, dava a volta, saía e começava tudo outra vez. tirei o fio da tomada e deixei ele continuar o que estava fazendo;
  • aliás, que tormento as tomadas! ele aprendeu a colocar as coisas na tomada, já imaginou o perigo? um dia desses eu ouço o ventilador ligar sozinho. veja bem: usamos o ventilador só de vez em quando, por isso ele fica desconectado. o benjamin tinha plugado, ligado e estava lá todo feliz: ó, mamãe! ó!
    nessas horas o coração gela, passa tudo na nossa cabeça, mas mesmo assim, lá vou eu muito séria e serena explicar que não pode mexer na tomada. desse dia em diante ele arrumou uma fixação por elas.
    fala: “mada naum! dodói!” e mexe do mesmo jeito. ai, meu são jesuisinho!
  • tem uma lógica matemática curiosa. antigamente, 2 significava uma coisa em cada mão. ele sempre chamou de dua(s). era a forma dele de contar as coisas. aí começou a contar o três também. no começo contava certo. aí de repente o três virou um jeito de expressar grandes quantidades. tudo que ele acha muito, já fala tei! e faz uma cara super feliz, como se tivesse descoberto o mundo;
  • deu pra falar em terceira pessoa (tei!). ele faz alguma coisa e depois bate a mãozinha no peito e diz memein (antes era bebein, mas de uma semana pra cá mudou).
  • usa isso também pra tentar descobrir quem faz/não faz, tem/não tem as coisas.
    começa assim: “titio, baba” (como quem diz: o titio tem barba). aí pergunta: “papai?” e eu respondo: papai tem. “mamãe?” mamãe não tem (mas bigode sim. ahahah). “tóti?” tov meio que tem. “memein?” benben não tem.
    ou “papai, balo” (papai vai pro trabalho). “mamãe?” mamãe não vai. “uóuó”?  vovó vai. “tóti”? tov não vai. “memein?” benben não vai.
  • se a gente pergunta “qual é o seu nome?” é provável que ele responda memein, memin ou min.
  • gosta de identificar o que é de quem, e o faz muito bem. pega o sapato do hilan e fala “papai”, a minha blusa e fala “mamãe”, o brinquedinho do tov e fala “tóti”;
  • também já percebeu meninos têm pênis e meninas têm vagina (ou melhor, que não têm pênis).
    como tomamos banho com ele, usamos o mesmo banheiro e por aí vai, ele já cansou de ver nossas coisas. até que um dia no banho ele olhou pra mim, olhou de novo e perguntou: pinto? e fez aquela cara de cadê (que eu mencionei acima). eu expliquei que a mamãe não tem. aí ele apontou pro dele: bebein (na época era com b mesmo). e expliquei que benben tem, papai tem, tov tem e mamãe não tem.
    depois conversando na cama, na hora de arrumá-lo pra dormir:
    - o benben tem pinto?
    - tim! – acenando positivamente com a cabeça.
    - o papai tem pinto?
    - tim!
    - e a mamãe?
    - mamãe não – respondeu prontamente com convicção.
    depois de uns dias ele percebeu novamente, conversamos sobre isso outra vez e assim vamos.
  • come sozinho.
    não posso dizer que está mais bagunçado do que antes, porque ele sempre fez lambreca pra comer, pois eu sempre deixei ele meter a mão no prato. então arrisco ao dizer que agora ele está mais comportado, porque pega com a colher e leva à boca direitinho, sem derrubar. e também espeta com o garfo, como já fazia antes.
    semana passada eu me enchi de orgulho, pois deixei o prato da janta cheio, entreguei a colher e fui lavar a louça. daqui a pouco ele começa a gritar tuta! tuta! pedindo por fruta, que é a sobremesa. quando fui ver, ele tinha rapado o prato, sem derramar nada (e nem jogar o prato no chão, como de costume). eu perguntei: “benjoca, você comeu tudo?” ao que ele responde: mi tudo!
    claro que eu entupi ele de fruta (e de beijos) depois disso, né?

 

e se você for a um restaurante onde os garçons tenham sido treinados pelo benjoca, saiba como fazer o seu pedido:

  • ába – água
  • bapapa – batata
  • bobo – babador
  • bôlô – bolo
  • copo – copo
  • dedé – colher
  • mamama – banana
  • mamaum – mamão
  • mê – comer
  • menina – melancia
  • oi – arro(i)z
  • paum – pão
  • peia – pêra
  • tádi – carne
  • tedaum – feijão
  • têdi – sede
  • tetia – lentilha
  • tôto – biscoito
  • tuta – fruta
  • tuto – suco
  • tutui – cuscuz
  • u-a – uva
  • teta – e quem pede teta num restaurante? só se for aqui:

(em comemoração aos 18 meses do dia 22/02/12)

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02 de dezembro

será alergia?

por luíza diener

tudo começou com apenas 6 meses.

eu ofereci cenoura ao benjamin logo nas primeiras papinhas e observei. 2 dias depois ele apareceu cheio de pontinhos vermelhos ao redor do pescoço e na área genital. suspendi por uns dias. voltei a oferecer e as bolinhas apareceram outra vez.

depois foi a vez da beterraba. a mesma coisa, um pouquinho mais forte.

com 8 meses eu dei os dois novamente. meu erro foi dar um seguido do outro, com diferença de apenas 1 dia. mas não percebi e não observei.
poucos dias depois ele apareceu com os tais pontinhos na virilha. pensei que estivesse assado ou com alergia à fralda, mas percebi que ele não estava com as bolinhas só no bumbum, mas também na cintura. depois acabou irradiando por todo o tronco, barriga, pescoço, nas costas inteiras. até o sinalzinho da vacina, no braço, ficou bem vermelho, cheio de bolinhas e
inchado. embaixo da boca também ficou vermelho e áspero. no dia seguinte a alergia subiu pelas bochechas e dentro das orelhas e, por fim, atingiu as coxas e a sola dos pés.
suspeitaram de roséola, mas ele não teve febre (e veio a ter roséola de fato 1 mês depois). realmente, era bem parecido.
observei outros fatores e concluí que somente a beterraba poderia ter causado tamanho estrago.
suspendi ela de vez.
conversei com a pediatra dele, que me apoiou.

perto de completar 1 ano foi a vez do glúten.
eu já havia dado pão francês para ele, mas era sempre pouco, menos da metade. eu notava umas poucas bolinhas ao redor do pescoço, mas pareciam inofensivas, por isso continuei.
aí fomos a um chá de bebê. ele já havia comido meio pão pela parte da manhã.
o chá de bebê foi à noite. ele foi de colo em colo e, como ainda tinha uma alimentação restrita, liberei que dessem torradinhas a ele. acontece que toda hora que eu o via, estava com uma torrada na mão e a boca cheia. perdemos as contas de quanto ele comeu.
a reação foi rápida: no dia seguinte ele estava com um colar de alergia. totalmente vermelho e pipocado ao redor de todo o pescoço. subiu um pouco para o rosto e dentro das orelhas.
no bumbum, assou e pipocou exatamente onde ficava o cocô e embaixo do saco. passou quase uma semana assim.
conversei com a pediatra na consulta seguinte e ela disse que poderia ser glúten. até então eu achava que era somente a farinha de trigo, mas aconteceu dele comer outros alimentos com glúten e sem trigo e a reação foi semelhante, mas menos intensa (devido à quantidade).
e lá se foi um item importante na alimentação do pequeno.

nesse meio do caminho ele também reagiu ao tomate e à berinjela. a berinjela foi bem pior, mas os dois atacaram tanto quanto (ou até mais que) a cenoura.

e finalmente foi a vez do leite de vaca.
ah, e esse é o mais chato, com certeza.
era uma coisa que eu já desconfiava há tempos. mas como ele nunca tomou leite diretamente (apenas através do leite materno), eu teria que cortar somente da minha dieta. e tudo que fosse derivado lácteo. e como isso sempre foi muito difícil pra mim (viciada assumida), nunca consegui completamente.
a pediatra não tinha liberado o leite de vaca na alimentação dele justamente por já ter manifestado outras alergias.
até que um dia, por algum motivo que eu não me lembro, resolvi tomar coragem e fazer isso pelo meu filho. ele estava com 1 ano e 1 mês.

eis minha retrospectiva:
os primeiros 3 meses de vida do benjamin foram de cólicas intensas. tentei tirar leites e derivados pra ver se alterava alguma coisa, mas as cólicas continuaram. nisso a pediatra descartou intolerância à lactose (que é diferente de alergia à proteína do leite da vaca) e liberou o leite gradualmente (só depois eu percebi que cortei apenas os leites e derivados e não observei o rótulo de nada).

com 4 meses ele teve uma assadura felomelal, que durou quase 1 mês. eu tentei pomadas diferentes e só a bepantol deu jeito. mas era só ficar sem pomada que voltava. depois de um tempo nem a bepantol resolvia mais.
por sorte ele passou a usar fraldas de pano e as assaduras melhoraram bastante, até sarar.
volta e meia ele tinha recaídas e eu precisava voltar pra bepantol.

ele também sempre regurgitava/golfava bastante, mas foi diagnosticado refluxo fisiológico. nada para se preocupar, visto que aquilo não parecia doer e ele continuava a ganhar peso e desenvolver-se normalmente.
todo mudo dizia que quando ele começasse a comer melhoraria. é fato que deu uma diminuída, mas as golfadas continuaram.
na consulta de 1 ano eu perguntei à médica se era normal ele golfar até essa idade e ela disse que não tinha problema.
mas aquilo começou a me incomodar, até mesmo a me irritar (toda vez que mamava, ele golfava. e ficava tudo sujo e com um fedorzão azedo).

além do cocô sempre mole. raras foram as vezes que ele fez um cocozinho normal, daqueles soltinhos na fralda. era aquela coisa pastosa, fedorenta, que sempre grudava tanto na fralda quanto no bumbum dele.

ele passou três meses com uma alergia respiratória sem fim: nariz escorrendo, tosse, pulmão com catarro. na verdade, era catarro pra todo lado. parecia mesmo uma bronquite alérgica. ele passou a tomar remédios pra alergia e até uma bombinha pra asma.

resolvi testar sozinha. suspendi todo e qualquer leite e derivados. qualquer coisa que pudesse ter não somente traços de lactose, mas também de proteína do leite da vaca (essa tabela me ajudou um bocado).

e ele melhorou. gradualmente parou de golfar, o cocô ficou mais firme (e até em bolinhas, gente!) e a pele voltou ao normal.
catarro? que catarro? remédio pra asma? guardei aonde?

o problema é que volta e meia eu como alguma coisa que contém qualquer porcaria com a proteína do leite sem me tocar e só vou perceber dois dias depois, que é quando ele costuma reagir. a primeira coisa que eu percebo é uma mudança na consistência do cocô. em seguida ele assa justamente onde o cocô encosta. depois ele passa a regurgitar, geralmente após as mamadas.

na última consulta à pediatra contei todo o caso e ficou bastante claro que o que ele tem é alergia à proteína do leite da vaca (APLV), que é diferente de intolerância à lactose.

nisso, muita coisa mudou na minha alimentação desde que foi constatada a tal alergia (conversamos com a pediatra e ela instruiu pra que eu continuasse a minha dieta restritiva):

  • o leite de vaca foi substituído por leite de grãos: leite de arroz, de aveia, de soja, de castanha, amêndoas, etc. não posso consumir nenhum outro leite de origem animal como de cabra, ovelha, de burra. até os leites com baixo teor de lactose estão proibidos;
  • pão francês virou meu aliado nº 1. mas há vários pães industrializados que não contém nada de leite e são encontrados em supermercados comuns;
  • aprendi na prática que porque “não contém lactose”, como a embalagem diz, não quer dizer que não vá conter traços de leite. por conta disso eu preciso ler e reler os rótulos. e pra isso eu preciso ter um conhecimento prévio. por exemplo, você sabia que a caseína vem do leite, contém a tal proteína e, portanto, pode causar alergia?;
  • comecei a me tapear procurando algumas alternativas. além do leite que não é leite, tem o pão de queijo sem queijo, o cream cheese de soja, o requeijão de banana e mais outras invencionices humanas. mas toda vez que eu como só consigo pensar: “a quem eu quero enganar?”;
  • minhas melhores amigas viraram a culinária vegana e a kosher parve.  a vegana não utiliza nada de origem animal e a kosher parve (mas tem que ser parve, ok?) não leva nada que contenha carne ou leite, mas pode conter ovo. ambos possuem selos que vão em algumas embalagens de produtos industrializados. tenho achado com mais facilidade o selo kosher parve (quando tiver a oportunidade, procure numa embalagem do sucrilhos kellogg’s, por exemplo, que vai saber do que eu falo).
    e daí que se me disserem “ah, tal restaurante é vegano” eu sei que posso comer de olhos fechados. uma pena que não exista nenhum estabelecimento kosher por aqui (não que eu saiba), porque eu iria deitar e rolar;
  • precisei riscar da minha lista muitos restaurantes e deliveries. isso porque grande parte dos funcionários não sabe dizer se os alimentos levaram leite e derivados no seu preparo ou não. várias vezes já perguntei: “isso leva algum derivado de leite?” e o funcionário disse algo do tipo “não, foi feito com manteiga (ou margarina)”. ou então “ah, qual salgado você tem que não leva leite?” e então ouço a clássica resposta “pão de queijo”. como confiar?
    até mesmo alguns alimentos que erguem a placa “sem lactose” podem levar algum substituto que contenha caseína, soro de leite, leite em pó e por aí vai;
  • o jeito é comer em casa mesmo e fazer a maior parte das coisas por conta própria;
  • e claro que precisei correr pra uma nutricionista, pra garantir que eu não suma minha alimentação continue ok mesmo com isso tudo.

e aí você pode perguntar: “luíza, não é mais fácil você suspender a amamentação dele?” não!
quer dizer, pode ser bem mais fácil pra mim, mas pra ele é muito pior, visto que ele tem todas essas outras restrições alimentares e que muitas coisas que eu uso pra complementar minha alimentação não poderiam ser incluídas na dele, como amendoim, castanha, aveia, soja e outros alimentos com forte potencial alergênico.
ele precisaria entrar com algum leite especial caríssimo pra suprir a falta de leite e mais outros complementos alimentares e vitamínicos, visto que nem só de gordura e cálcio é feito um leite materno.

ou seja, eu faço o esforço por ele.

na verdade, falar sobre alergias é sempre um assunto bastante extenso e eu diria até polêmico.
por exemplo, quando eu falo da aplv, muita gente ouve só o “leite de vaca” e imediatamente confunde com intolerância à lactose. mas são duas coisas distintas e eu faço questão de ressaltar.
(quem quiser mais informações é só clicar aqui)
isso porque já vieram me dizer “ah, meu filho também tem isso! pode dar iogurte pra ele” ou “ah, becel não tem lactose! pode comer tranquila”. se eu não tivesse me informado antes, teria dado o iogurte pro benjamin e lascar-se-ia tudo.
e como de qualquer maneira eu não daria creme vegetal ao meu filho, ele não comeu a tal becel. mas eu comi de olhos fechados e ele passou uma semana inteira golfando, com diarreia, com feridas na pele e eu que nem uma boba sem nem imaginar o porquê. só depois que me toquei a causa: continha aroma de manteiga. apesar de ser aroma artificial, tenho certeza que alguma coisa ocasionou. suspendi e melhorou.

também já me perguntaram se eu fiz algum teste pra diagnosticar a aplv.
sim. fiz o teste de desencadeamento, que consiste na observação da reação do paciente à retirada do leite de vaca e derivados com posterior reintrodução desses alimentos.
e só.
fez exame de sangue? não. fez algum teste na pele? também não.
na idade do benjamin – com 1 ano e 3 meses – e com o tipo de alergia que ele tem, esses testes não são tão precisos. eles podem dar um falso negativo. além disso, são todos muito estressantes pro bichinho, que já é traumatizado com agulhas e coisas do gênero.
e se desse negativo, iria mudar o fato de que a ingestão de leite faz mal pra ele? não.
então continuaremos assim.

a minha esperança é que melhore com o tempo. li que em 90% dos casos, a aplv – bem como outras alergias alimentares – some antes que a criança complete 3 anos.

e enquanto isso nos viramos como podemos.

para maiores informações, não deixe de ler:

www.alergiaaoleitedevaca.com.br
http://www.semlactose.com/

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29 de agosto

Catálogo bebê e criança do Elo7

por luíza diener

[post publieditorial]

O Elo7 é hoje o maior portal de compra e venda de produtos artesanais e agrupa milhares de lojas de artesãos e artistas de todo o país. Um dos segmentos de produtos de maior sucesso no portal são os produtos para bebês, crianças e gestantes. Devido à crescente procura por esses produtos e aos pedidos de muitos clientes em conhecer ainda mais opções desses produtos, o Elo7 está lançando o Catálogo digital Bebê & Infantil. Você pode facilmente folhear as páginas do catálogo e maravilhar-se com os produtos desenvolvidos com muito carinho e dedicação por centenas de pessoas. No catálogo há produtos para compor todo o enxoval do bebê, lembrancinhas de nascimento, batizado e aniversário, portas maternidade, até lindos acessórios e roupas para crianças. Há produtos a pronta entrega e muitos deles são feitos sob encomenda e podem ser totalmente personalizados.

Clique aqui para conhecer o catálogo.

Esperamos sua visita.

*este post foi escrito pela equipe do Elo7

 

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29 de julho

bem vestidos, obrigada!

por luíza diener

montar enxoval de bom gosto é uma coisa difícil, especialmente quando você está esperando menino. tem que sair catando coisas de bom gosto aqui e acolá, até porque parece que cismaram em vestir os meninos de um jeito x e as meninas de um outro jeito y que a impressão que dá é que você sempre vai encontrar mini cópias dos seus filhotes espalhadas por aí.

quer dizer, agora você pode descansar um pouquinho, porque existe a bebê boutique.
não sei quantos conhecem, mas a bebê boutique é uma loja virtual que veste desde recém nascidos até crianças de seis anos, desde o básico até o sofisticado, desde sapatinhos, biquínis e sungas até camisa social.

paixão antiga, eu paquero essa loja há tempos, quando era apenas potencial, e não gestante.

e o medinho de comprar roupa online pode ser deixado de lado, visto eles têm as medidas das roupas disponíveis (altura E largura. que ótimo!), realizam troca de produtos e são adeptos à política de satisfação garantida (ou seu dinheiro de volta).
o produto chega rapidinho: se você pedir até as 15h, eles mandam no mesmo dia e enviam por sedex. se você morar em capital, em 2 ou 3 dias os produtos chegam na sua casa (só deus e quem compra online sabem a ansiedade de se esperar uma encomenda!). e para os ansiosos de plantão, você pode receber até as 10h do dia seguinte se pedir por sedex 10. uhul!
o site é seguro, é eficiente, fácil de navegar e o melhor, é lindo!

e como uma imagem vale por mil palavras, aí vai um resumão ótimo, com a última coleção outono-inverno:

e o benjamin vai ficar lindo neste meu novo xodó (aquisição fresquinha):

e neste sling de seda pra lá de chique:

gostou? então corre lá na bebê boutique!

eles estão com uma promoção de até 70% de desconto!
e aproveite para segui-los no twitter, no facebook e no blog

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09 de março

Documentário: Criança a Alma do Negócio

por hilan diener

Por que seu filho sempre pede um brinquedo novo? Por que sua filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que seu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que você comprou a maquiagem para sua filha se ela só tem cinco anos? Por que seu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que você não consegue dizer não? Ele pede, você compra e mesmo assim.  Seu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?

“Criança a Alma do Negócio” é um documentário que reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade.

A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Para os que já são papais: É esse exagero todo mesmo como mostra os videos? Conte sua experiência nos comentários!

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10 de dezembro

nasceu o filho de gisele bündchen

por luíza diener

gisele1

pois é, há 3 meses foi confirmada a gravidez de gisele bundchen e de repente.. puf! nasce o bebê!
nem a guria sabia o sexo, que só foi confirmado quando nasceu: é um menino!
ainda não sabe-se o nome, mas dizem por aí que será gabriel.
não entendi se nasceu dia 8 ou 9, mas vou dizer que foi dia 9 de dezembro, em comemoração aos meus 3 anos de casamento. ahahahha!

gisele3

quem quer morrer de inveja põe o dedo aqui _o/

gisele2

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04 de dezembro

moda de rua para crianças

por luíza diener

look de rua crianças

eu teria um marte-ataque do coração baby se visse umas dessas passeando pela rua.

já fica a inspiração para as mães e pais que quiserem ter seus filhos sequestrados de tanta fofura filhos lindos e na moda sem precisar colocar as meninas totalmente de rosa (e olha q tem looks rosas fofíssimos) ou os meninos de ben 10 ou as batidíssimas estampas com números, brasões, dragões, tigrões e por lá vões (nada contra quem faz, mas dá pra ir além, né?).

minha dica? escolha sempre peças básicas como jeans, calças de uma cor só, camisetas lisas de cores diferentes (bebê básico é uma ótima opção, dentre várias) sapatos lisos e vá brincando com uma peça diferente. pode ser um casaco colorido, uma blusa ou calça estampada, até mesmo uma peça de alfaiataria para crianças, dentre tantas sugestões.

pra quem não tem medo de ousar, se joga! mas é bom perguntar pra algum amigo ou parente próximo (de bom gosto) pra ter certeza de que não vestiu sua criança de palhaço ou qualquer outro artista circense. vejam que a maioria das crianças permaneceu com o look infantil (os brinquedinhos ou comidas na mão não negam mesmo), porque ninguém merece que eles sejam adultizados, né?

babem e morram:

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look de rua crianças

gostou? tem mais aqui, no meu flickr.

e muito mais novidades se você me seguir no twitter.

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