
sabe quando você sai na rua e só se depara com gente mal educada? o sangue chega a ferver e a vontade é de mandar a pessoa pra todos aqueles lugares possíveis e imaginários, mas você simplesmente respira fundo e deixa passar batido?
nessas horas a vontade que dá é de reeducar o mundo.
mas, como isso não é possível, eu penso que coloquei um homem neste planeta e posso ensiná-lo a ter a educação que muitos não têm.
por isso, benjamin, quero que você aprenda essas lições básicas:
espere as pessoas saírem para você entrar
serve para elevadores, ônibus, ruas estreitas e tantas outras coisas.
dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. por isso, ele precisa ser esvaziado primeiro pra depois ser preenchido. não adianta você tentar entrar num elevador cheio de gente tentando sair. NÃO FAZ SENTIDO!
não faça xixi no meio da rua
se as mulheres (que são mijonas por natureza) sabem segurar até encontrar um banheiro, por que os homens não sabem? porque não foram educados para tal.
portanto, meu filho, aprenda não apenas isso, como a ter autocontrole.
e de quebra, limpe o xixi que respinga no vaso e abaixe a tampa. SEMPRE (só não ensino a fazer xixi sentado porque o marido não deixa).
quando chegar de carro a algum lugar, não buzine
especialmente se for em área residencial. o celular foi inventado bem antes de você nascer.
aliás, deixe a buzina pra situações de perigo. e mesmo assim, nada de pesar a mão nela como se não houvesse amanhã.
ouça música em volume moderado
mesmo que você se considere alguém de bom gosto (todo mundo se considera), ninguém é obrigado a ouvir suas músicas. se quiser escutar alguma coisa em uma altura de doer os órgãos, compre um fone de ouvido (serve pra tv também, tá?).
recolha seu lixo
não trata-se apenas daquele papelzinho que você joga no chão ao invés de jogar na lixeira. recolha a comida que você leva ao cinema e a sua bandeja na praça de alimentação. mesmo que tenha funcionários pagos para fazer o serviço, quem fez a bagunça foi você. a obrigação de recolher é sua.
lembre-se que toda vez que você deixa de fazer algo, sempre vai sobrar pra outra pessoa.
aja no mundo virtual como você agiria no mundo real
serve tanto para o que é bom quanto para o que é ruim. aprenda a encarar as coisas de frente e não se esconda atrás de uma tela quando a coisa apertar. gosta de uma menina? olhe no fundo dos seus olhos e fale.
quer terminar um namoro? nunca (eu disse NUNCA) faça isso por telefone, email ou sms.
eu não passei um bebê de mais de 3,6 kg pela minha vagina sem anestesia nenhuma pra ele crescer e virar um covarde.
não fume
nunca nem ponha um cigarro na boca. mas se isso vier a acontecer, lembre-se que essa é uma opção individual, não coletiva. se você quer fazer mal a alguém, faça somente a você mesmo.
não fume perto de outras pessoas.
mesmo que você more sozinho, não fume dentro do seu apartamento, a não ser que seja o último andar do prédio.
não fume no banheiro e muito menos na varanda. de um jeito ou de outro a fumaça vai chegar ao seu vizinho e empestear o lar dele.
por isso, meu filho, mais fácil é nem fumar.
todos são iguais
independente do cargo que a pessoa ocupa, de sua aparência, posição social, religião ou gosto. afinal, todo mundo é igual quando tudo termina com terra por cima e na horizontal .
até o tolo se passa por sábio se ficar calado
não finja que sabe alguma coisa que você desconhece. pior é sair falando pelos cotovelos e só dar mancada.
faça aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você
minha mãe sempre me falou isso. acho que resume bem todo o resto.
leia sobre jesus
foi o cara mais fantástico que já pisou nesta terra.
você não é o único ser vivente do planeta
seis bilhões de pessoas já estavam aqui antes de você nascer. aprenda a respeitar o próximo, mesmo que você não goste dele.
você vai se desapontar
mesmo seguindo estes conselhos, você sempre vai se deparar sempre com pessoas que não pensam e muito menos se comportam desta maneira. você vai se estressar e se irritar com elas, mas depois passa. não desista!
estes com certeza não são os únicos conselhos que você irá receber, mas já dão pra começar, né?
post feito a quatro mãos.

se ser mãe é padecer no paraíso, mãe de cachorro filhote padece no inferno.
também pudera, estou cuidando de um cão.
trocadilhos à parte, essa mini-experiência maternal mostra o tanto que eu não sei bulhufas de nada.
antes eu achava que sabia o que era criar cachorro, mas só tinha o ringo, que era idoso, peguei com 6 anos de idade e se foi com 15 (que o mato o tenha).
até que surge o honorável tov para virar nossas vidas de pernas pro ar: late na hora de dormir, chora quando acorda (por mais que isso seja 2h da manhã), demanda atenção o tempo inteiro, faz cocô e xixi o tempo inteiro (até embaixo da nossa cama), arrasta nossos chinelos/meias/tênis/almofadas/oqueencontrarnochão casa afora, rasga todos os jornais, aliás, mastiga tudo o que vê pela frente. parece um gremlin molhado esse tov
mas o mais difícil pra mim nisso tudo não é simplesmente lidar com a bagunça. já sabíamos que isso aconteceria com a chegada de um filhote e que logo passa (espero). o complicado mesmo é se manter firme na educação do monstrinho. afinal, o que você ensina pra ele hoje vai definir o adulto que ele virá a ser.
ultimamente, “não” tem sido a palavra mais pronunciada dentro desta casa.
não sei se mencionei anteriormente, mas já fui adestradora de cachorros. e adestrar seu próprio cachorro é sempre mais difícil, porque você sabe o que deve ser feito e sabe que o que é proibido num dia não pode ser simplesmente ignorado noutro só porque você está cansado ou sem paciência.
e o stress da bagunça que ele faz às vezes me faz esquecer do filhote fofo que ele é. de que toda vez que eu vou fazer carinho, ele já vira aquela barriguinha rosada com pintinhas pra eu coçar. de que as bagunças dele são muito engraçadas. de que o latido dele é a coisa mais cômica que eu já ouvi (especialmente quando ele late pro nada). do tanto que é gostoso educá-lo e saber que estou no caminho certo.
e enquanto eu escrevo este post ele tá deitadinho no meu colo, cochilando. ok, agora acordou. epa, ele desceu. mas ele tava, juro.
mas o que eu quero mesmo é um bebê que eu vou amar incondicionalmente, só pra padecer no paraíso.