18 de fevereiro

22 semanas

por luíza diener

cincomeses

ontem eu fui tomar minha vitamina de gestante (que eu tomo desde que estou grávida do benjamin) e me surpreendi quando vi que aquela cartela já estava acabando. naquele momento pensei o tempo tá passando rápido demais!

gravidez é uma coisa engraçada. na minha primeira eu tive três grandes desejos: 1) que a barriga crescesse rápido; 2) que eu pudesse descobrir logo se esperava uma menina ou um menino e 3) que tudo aquilo passasse voando e o bebê nascesse logo.
não é novidade que essa gestação está completamente diferente da outra. mas meus anseios estão bem menores.

e daí que quando eu vi o quanto essa gravidez tem passado voando, eu quis me agarrar com força na primeira árvore à minha frente, para não voar junto. quem sabe o vendaval passe e eu continue aqui, estacionada no tempo.
sei lá. me deu muita vontade de curtir essa barriga, até porque foram quatro meses me sentindo um pouco distante disso tudo e foi só neste último mês que comecei a me apegar com força.

bem, anteriormente eu estava contando a gravidez em semanas e continuo assim: hoje completam-se 22.
quis fazer um post nas 20 semanas, para marcar a metade da gravidez, mas não.
e realmente, muita coisa aconteceu entre 18 e 22 semanas e gostaria de anotar algumas coisas marcantes para não esquecer depois:

18 semanas e 3 dias: senti o bebê mexer. eu já desconfiava, mas sempre pareciam gases. dessa vez eu tive certeza, até porque a minha barriga deu uns pulinhos. papai também já consegue sentir.
ainda sinto pouca fome. parece que fiz redução de estômago. só consigo comer metade do que sempre comi antes. o problema é que depois continuo faminta. solução: fazer pequenas refeições várias vezes por dia.

19 semanas: pela primeira vez uma pessoa desconhecida me reconheceu como grávida e na mesma semana mais duas também notaram (claro que o vestido ajudou e, desse dia em diante,  uso ele sempre que quero parecer grávida).

20 semanas: minha barriga fez puft e deu um salto de crescimento! tive que aposentar todas as minhas antigas calças, porque não estavam mais fechando e, mesmo fechando, passaram a incomodar muito na hora de sentar. também senti um aumento no tamanho das coxas, bumbum e seios.
mas também pudera. meu apetite aumentou consideravelmente. logo estarei comendo como um pedreiro.
também estou sentindo um pouco de dor nas costas, especialmente nas costelas. mas é só ajeitar a posição que melhora.
também comecei a sentir as tais contrações de braxton-hicks, ou contrações de treinamento: é uma contração indolor, onde de repente a barriga fica dura por alguns segundos. às vezes a barriga toda, às vezes uma parte da barriga. daí pra frente não para mais, vai até o bebê nascer.

21 semanas: já engordei mais de 5 kg. algumas calcinhas de gestante que usei até o fim da gravidez do benjamin e pós parto agora estão apertadas. por favor, façam parar!
também comecei a ter outros incômodos frequentes, como falta de ar quando deito de barriga para cima e dores de cabeça.
apesar de só querermos saber o sexo do bebê quando nascer, nossa lista de nomes está cada vez mais tomando uma forma mais concreta. mas ela é secreta, até porque temos mais de uma opção de nome por sexo.

22 semanas: todos que me conhecem estão surpresos com o tamanho da pança. até o próprio marido.
também ouvi de alguns amigos que agora estou com cara de mãe. sempre me pergunto o que será cara de mãe, porque geralmente me dizem isso quando saio sem maquiagem, durmo pouco na noite anterior, estou doente. tais comentários costumam vir sempre num dia em que estou me sentindo extremamente feia. minha teoria é que cara de mãe é uma cara bem acabadinha mesmo. de preferência inchada e com olheiras, que é tudo tem estado a minha nos últimos dias.
já consigo sentir não apenas os movimentos do bebê, mas o corpinho dele. é uma coisa deliciosa, porque a gente fica tentando descobrir qual parte é o que e onde ele se encontra. geralmente as partes maiores e mais durinhas são cabeça ou bumbum. e ele muda muito de posição. às vezes está lá no altão, perto do umbigo. em outras, lá embaixo. às vezes fica mais no lado esquerdo, em outras, no direito.
ontem aconteceu a mais fantástica das coisas. senti algo durinho, empurrando bastante a minha barriga. fui colocar a mão e era uma coisiquinha de menos de 2 cm. desconfio de um pezinho ou mãozinha. sério. foi emocionante!

e aqui vamos, dia após dia, semana atrás de semana, vivendo cada momento como se fosse apenas ele e ainda assim se surpreendendo a cada mudança (:

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12 de dezembro

12 semanas – cadê as mudanças?

por luíza diener

12 semanas de gestação, primeiro trimestre acabando, uma perspectiva de novos horizontes se abrindo. será?

lá dentro da barriga, um milhão de coisas acontecendo.
o bebê já consegue ouvir minha voz, os olhinhos e orelhas estão praticamente na posição definitiva, as mãos e pés já apresentam todos os dedinhos e as unhas já estão em formação.
o bebê tem o tamanho de um limão e seus reflexos estão cada vez mais apurados. se alguém toca a minha barriga ele é capaz de sentir e responder ao movimento. aliás, ele já mexe bastante, mas eu não consigo sentir nadica de nada.
toda vez que eu juro que senti alguma coisa, logo em seguida vem uma vontade de peidar e eu descubro que eram apenas gases.

aliás, os gases. eles estão de volta! na gravidez do benjamin eu já era deveras gasosa e passei por maus bocados com essas pequenas bolhinhas malcheirosas.
e agora, cheirosas ou não e sem hora para acontecer, elas retornaram sem qualquer pudor. com a sorte de, desta vez, eu contar com um filho mais velho, no qual eu posso dar a entender ser o dono de eventuais odores desagradáveis.

o cansaço tem sido uma coisa terrível e malévola que faz eu me arrastar pelos cantos na parte da manhã e, especialmente, após o almoço. eu também sofri desse cansaço na gravidez do joca, mas, apesar de naquela época trabalhar, eu descansava muito mais. agora, com o filhote a todo o vapor (e pulando esporadicamente algumas sonecas da tarde), a sensação que eu tenho é que inverteram minha pilha.

vontade de fazer xixi o tempo inteiro. faço mais xixi que o benjoca. aí tenho dormido pouco, porque acordo umas duas vezes à noite para ir ao banheiro, enquanto a fralda dele amanhece seca quase todos os dias.

meu coração bate a mil por hora, não apenas de emoção (rá) mas porque o fluxo sanguíneo tem aumentado bastante. em repouso eu posso senti-lo pulsar não apenas do lado esquerdo do peito, mas também na minha barriga. e olha que estou falando no sentido literal da coisa. se eu paro e olho para a barriga, vejo-a pulsando no ritmo do meu coração.
além do mais, se faço um pouco de esforço, posso ouvir meu coração bater, sem nenhuma ajuda de estetoscópio ou nada semelhante, de tão forte que tá o treco.

outro bônus que eu ganhei com ambas as gravidezes foi o superolfato.
lembro-me como se fosse hoje de, logo no início da gravidez, perceber que eu conseguia sentir cheiros incomuns à distância.
o superolfato parece uma espécie de superpoder. sempre tive um olfato mais apurado, mas na gravidez ele se multiplica. sei dizer se uma comida tem muito sal só pelo cheiro. sinto e distinguo o odor de comidas variadas a metros e metros de distância e posso dizer se ela está crua, cozida ou mal passada. e o pior, eu farejo o medo.
sei lá, pode ser meio subjetivo, mas por duas vezes eu senti uma pessoa suar de nervoso em situações muito específicas. call me crazy, maybe.

mas o superolfato é meu poder e minha fraqueza. porque cheiros forte em demasia sempre me causaram mal estar. agora, como todo cheiro é muito intenso, eu enjoo por qualquer coisa. e o enjoo é sempre de cheiros. a vantagem é que, só pelo cheiro, eu sei dizer se uma comida vai me fazer mal ou não. e por confiar muito nisso, eu já me livrei de muitas enrascadas.
rapidinho descobri que não posso com alho ou frango assado só pelo cheiro. mas se eu insisto e consumo alguma dessas coisas, pode apostar numa grávida revirada depois.

não chego a vomitar nem nada. é só uma indisposição que, infelizmente, demora um pouco para passar.
eu faço alguns truques para contornar os enjoos, como nunca ficar de barriga vazia, comer coisas cítricas/ácidas, consumir  gengibre com frequência (santo remédio). esses dois últimos têm sido a salvação para mim, o que me permitiu passar por esse primeiro trimestre sem remédio para enjoo, salvo uma única vez em que comi frango com alho (vejam bem) e deu no que deu. mas o remédio era tão ruim, mas tão ruim, que eu preferia ter passado mal sozinha. remédio pra enjoo nunca mais!

a esperança é que, com o fim do primeiro trimestre, a bomba de hormônios dê uma assentada e a indisposição melhore. o útero também tende a dar uma subida e vai aliviar um pouco minha bexiga, me deixando mais tempo sem visitar o banheiro (dizem que os hormônios também influenciam).
eu até achei que nos últimos dias meu apetite estava melhorando, mas domingo eu estava num hotel com o maridão (comemorando 6 anos de casamento, gente) pirando nas possibilidades de me acabar nos quitutes que só esses cafés nos oferecem, quando a garçonete do hotel me passa com um negócio igualzinho a um filé de frango com molho shoyu. suspende a larica gravídica que o frango chegou!
que tipo de hotel serviria frango ao molho shoyu num café da manhã? não o hotel no qual estávamos hospedados.
aquilo era um prato que chama-se cartola. trata-se de um queijo com banana, açúcar e canela. deveria ser uma delícia, mas naquele momento em que tudo pareceu um frango, o apetite foi para as cucuias e não voltou. até hoje.
até hoje!
não pode.
mas o frango na cartola me corrompeu para sempre.
e o ânimo parece que pegou carona e vazou também.

e eu fiquei aqui, meio estacionada no primeiro trimestre, ciente de que meu bebê está crescendo a todo vapor, mas com uma barriguinha sem vergonha que custa a aparecer.
por conta de toda indisposição, mantive-me praticamente com o mesmo peso (para não dizer mais magra), usando acho que todas as roupas de outrora.

e quando me perguntam: e a barriguinha, cadê?, eu respondo: bem que eu queria saber. se descobrir, me avisa e traz aqui pra mim (;

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