10 de setembro

testado, aprovado ou não

por luíza diener

inspirada em um post da lia (que eu li em janeiro e to me coçando pra não reler pra não influenciar o meu post) decidi compartilhar as coisas de mãe/baby que me foram recomendadas ou não e minha experiência (ou não) com cada uma delas.

das coisas pra mãe

1. amamentação

cadeira específica: não comprei porque achei desnecessário e porque não cabe aqui em casa. mas testei várias cadeiras com braço e sofás diferentes na casa do meu avô até chegar na poltrona elétrica. é uma nave e é maravilhosa! mas um trambolho daqueles deve ser o olho da cara e deve ocupar metade do espaço da minha casa.
resumindo: me virei muito bem na minha cama, obrigada!

almofada: não sei se o problema está em mim e eu não sei usá-la, mas estou penando com esta coisa. ganhei uma dessas feita de nasa (oi?) mas no fim das contas eu me viro bem melhor com um milhão de travesseiros.

concha antiempedramento: adoro, apesar de deixar o peito com um formato super esquisito e eu não me arriscar a usar na rua (por enquanto).  mas foi a melhor solução pros meus seios de pedra. ordenha não funcionava, botar o menino pra mamar até sair leite pelo nariz não funcionava, até que uma amiga me indicou e eu não vivo mais sem.
comprei uma da nuk, apesar de ter ouvido muito falar da promillus. comprei a da nuk porque vinha com dois tipos de concha: com furinhos pra tratar dos seios rachados e sem furinhos para coletar o leite derramado. no fim eu alterno as duas, sei lá por quê.
não vou dizer que solucionou o problema da blusa molhada de leite porque a concha enche muuuuito rápido (eu sou uma vaca, gente!) e às vezes vaza.
também não dá pra deitar com ela porque é meleca na certa.
mas aí à noite eu coloco um absorvente pra seios e uso a concha (no seio não utilizado, obviamente) só na hora de dar de mamar . resultado: depois que acaba a mamada de um seio, a concha do outro está quase sempre cheia.

pomada de lanolina: além da famosa, importada e cara lansinoh existem também as genéricas no mercado nacional como a lanidrat, a millar e sei lá se têm mais delas. se funciona ou não eu não sei, porque graças a deus não tive problemas de mamilos rachados nem nada. mas ganhei uma lansinoh  da paloma e outra da thaís e uso desde gestante. também esfolei meus peitos com bucha vegetal durante a gestação, então não sei se tostines vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais.

2. pós-parto

cinta: uso mais pra elevar minha autoestima que pra fins medicinais (ahn?). como não aguento usar o dia inteiro, uso geralmente da metade do dia pra frente, quando vou sair ou recebo visitas. sinto-me linda e ainda ouço comentários do tipo “nossa! onde foi parar sua barriga?” e eu só aponto pro benjamin, mas depois acabo entregando o jogo. o problema é que é caro pra cacete eu só comprei uma. aí a minha vive suja de leite. fazer o quê?

calcinha: olhei váaaarias calcinhas pra pós paridas em uma loja especializada e constatei que nenhuma delas vai acima do umbigo. a não ser que você curta uma pancinha dupla, acho que ela não serve pra conter a molengueza presenteada por esses nove meses de gestação . mesmo assim comprei duas. são ótemas pra segurar o absorvente tamanho monstro.

absorventes: usei o absorvente cirúrgico por mais ou menos uma semana depois do parto. roubei um pacote do hospital  (ah, vai! tava incluso na conta) e continuei usando um outro que eu comprei. aí fui pro noturno. mas agora tá só aquela coisa que parece resto de menstruação e eu to querendo voltar logo pro absorvente de pano.

das coisas pro baby

sling: não sei se isso é pra mãe ou pro bebê, mas o fato é que aos poucos tenho tentado usar o sling que ganhei da karla (primeiro presente do benji).
ainda não peguei a prática e o benjamin fica todo descatembado lá dentro, mas ontem foi a minha salvação, visto que o bichinho tava com bastante cólica e só colinho e mamá resolviam.  até comer slingando eu fiz e depois que eu tirei a cria de lá, ele estava cheio de farelo de pão.

chupeta: não uso e sou meio chata com isso. mas tenho percebido que na hora que o bicho pega, pode ser uma boa solução. então não condeno.
pra não dizer que ele nunca vai usar, ganhou da tia avó uma chupeta porta-remédio que é a minha salvação em momentos caóticos. na hora do remédio o benjamin cospe tudo se eu pingar direto na boca. aí esse treco quebra um galhão e ainda acalma o guri por alguns segundos (até ele descobrir que foi enganado). mas dizem que com o tempo eles ficam vacinados e não querem mais saber da coisa. mas ainda quero testar a chupeta termômetro.

mamadeira: apesar da amamentação livre demanda free style way of life tomar um tempão da gente, eu não tenho coragem de cortar o barato da criança por enquanto e nem de dar mamadeira. isso porque eu não vou voltar a trabalhar nem nada, então não vejo necessidade.
em caso de urgência ele vai pra colherzinha ou pro copo e daí pula direto pro copinho de treinamento, na idade apropriada.

aspirador nasal: esse foi um dos itens da lista de enxoval que eu me questionei “pra que, meu deus?” e que descobri a resposta com menos de três dias de benjamin. um dia o bichinho começou a babar e expelir pelo nariz um catarro grosso e ele foi ficando roxo roxo. era resto de parto. no fim ficou bem, mas foi o aspirador nasal que me ajudou a tirar o resto dessa tranqueira. e com o tempo seco de brasília, o combo sorine + aspirador nasal é tiro e queda.

fita crepe: outro praquemeudeus que me surpreendeu. claro que não comprei a tal, mas ela brotou misteriosamente na casa do meu avô e eu descobri que ela é quem nem bombril: tem mil e uma utilidades: serviu pra imobilizar o bracinho do benji (por cima da roupa, ok?), serviu pra etiquetar vários pacotes, segurou a fralda quando aquela colinha se acabou, segurou as meinhas frouxas, fechou o pacote aberto de fraldas e mais uma pá de coisas. aí acabou a mamata e eu quero comprar mais.

tesourinha versus cortador de unha: ganhei os dois e só uso o primeiro. o cortador é meio agressivo enquanto que a tesourinha própria pra bebês te impede de tirar uns bifinhos da unha dos pequenos. mas é claro que mesmo assim eu consegui aparar um pedaço do pequeno polegar.

fraldas de pano: é um sonho. mas até hoje não encomendei. estou esperando minha vida se adaptar mais. quero comprar daquelas que crescem com o bebê pra ele usar a partir dos 3 meses. mas como isso demanda dinheiro, estou pensando nas fraldas de pano old school mesmo. veremos.

não prometo que depois volto com mais coisas, até porque este post demorou mais de quatro horas pra ser escrito entre mamadas, trocas de fraldas, palas no computador e dispersões gastronômicas da minha parte.

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