01 de outubro

para continuar amamentando

por luíza diener

sansa mamando 4 meses

que o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o bebê nos seus primeiros meses de vida não é novidade. acho que ninguém discorda disso.
mas muitas coisas acontecem no meio do caminho que podem conduzir a um desmame precoce nos bebês.
a organização mundial da saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno até 2 anos de idade ou mais, além da amamentação exclusiva e em livre demanda nos seis primeiros meses de vida do bebê.

peço a cada um que agora me lê que estude com carinho tudo que vou falar a seguir, que é baseado em evidências científicas, não no que eu acho ou na minha pouca experiência amamentando dois filhos, ou no que disse minha mãe, tia, irmã, avó.

primeiramente é importante conhecer (ainda que resumidamente) as vantagens da amamentação tanto para a saúde dos bebês quanto para das mães:
para bebês, a amamentação natural reduz os índices de mortalidade infantil; diminui a probabilidade de alergia e problemas digestivos nos primeiros meses de vida; auxilia no desenvolvimento cognitivo e psicomotor, entre outros benefícios.
para mães, fortalece o vínculo entre mãe e bebê; reduz a quantidade e o tempo de sangramento no pós parto, evitando hemorragias e anemias; promove contrações uterinas, ajudando a reduzir o tamanho do útero; acelera o metabolismo, auxiliando na perda de peso e na recuperação da forma física; diminui a incidência de diabetes, osteoporose, câncer de mama, de útero e de ovário, entre outros benefícios.

um estudo feito em são paulo com quase 600 mães apontou que 92% das mães que amamentavam sabia dos benefícios da amamentação, mas que ainda assim 86,6% dos bebês desmamou antes dos 6 meses de idade, sendo que a idade média do desmame foi de 3,3 meses. três vírgula três meses de idade, gente!
muitas vezes sabemos da importância e vantagens da amamentação mas, na prática, na correria, no trabalho que dá cuidar de um bebê, adotamos certas medidas que podem prejudicar a saúde de nossos filhos a longo prazo.

por isso gostaria de apresentar os fatores que levam ao desmame precoce com maior frequência:

  • “leite fraco” - muitas mães afirmam que o leite era fraco, que não sustentava, que o bebê chorava muito e que tudo melhorou quando ele tomou o complemento, um chazinho, um pouco de água. leite fraco é um mito! (para maiores esclarecimentos, recomendo a leitura deste texto. clique para ler)
  • problemas na amamentação – peito empedrado, posição incorreta durante a amamentação, fissuras no mamilo, infecções e outras intercorrências de saúde causam desconforto e muitas vezes a mulher evita amamentar por conta disso, o que diminui a produção de leite e em alguns casos pode até secar (clique aqui para mais instruções sobre uma pega correta durante a amamentação).
  • volta ao trabalho – às vezes, por falta de conhecimento ou de prática, muitas mães abandonam a amamentação ao voltarem ao trabalho.
  • introdução alimentar precoce – a OMS e o ministério da saúde são bem claros quanto à importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida. a introdução alimentar (chás, leites artificiais, frutas, verduras, carne, águas, sucos, etc) antes disso favorece o desmame gradual e muitas mães, sem saberem, acabam afirmando que o bebê “largou o peito sozinho”.
  • uso de bicos artificiais – chupetas, mamadeiras, chucas, tudo isso pode confundir a pega do bebê e também acarretar em sérios problemas na infância e até na vida adulta (para se informar mais, clique aqui).
  • falta de apoio e instrução dos profissionais de saúde – essa, na minha opinião, é a mais séria, pois a maioria dos problemas relacionados à amamentação seria evitada se houvesse uma instrução de qualidade – baseada em evidências – sobre a amamentação desde o período pré natal e também na maternidade – após o nascimento do bebê e antes que mãe e bebê tenham alta do hospital – mas, principalmente, dos pediatras. muito se fala em consultório sobre sono e rotina (como se o bebê tivesse hora certa para mamar) e pouco se fala sobre livre demanda (que é deixar o bebê mamar quando quiser e por quanto tempo quiser).

segundo outro artigo científico que li e diante de muitas conversas que já tive com mães no período de pós parto, percebi que os incômodos da amamentação nos primeiros dias levam muitas mães a recorrerem a leites artificiais ou a usarem bicos de silicone nos seios e outros fatores que – a longo prazo – podem influenciar no desmame.
dentre tais incômodos, é muito frequente ouvir mães que tiveram fissuras no mamilo, o famoso “bico rachado”. e vou te falar: dói que é uma desgraça. às vezes sangra e fica tão, mas tão sensível, que só de encostar uma blusa de nada a gente já vê estrelas. imagina amamentar! se o problema não for resolvido logo, a tendência é piorar ainda mais e evoluir para um quadro clínico grave.
o mais importante é tratar as fissuras e insistir na amamentação, sempre corrigindo a pega e procurando a posição mais confortável para a mãe e o bebê. uma forma de fazer isso é usando produtos naturais que aliviam esse tipo de problema, como a pomada Millar, que é à base de lanolina anidra pura e não prejudica o bebê em caso de ingestão, podendo ser usada também como prevenção às fissuras.
busque sempre informação de qualidade e, se estiver insegura, procure o banco de leite da sua cidade para te ajudar, bem como grupos de apoio à amamentação.
pode até ser bonitinho pra algumas pessoas ver a reação de bebês comendo e bebendo outras coisas, mas espere a idade certa para que eles comecem a se alimentar.
acredite no seu leite e acredite em você! procure um médico de confiança e que seja alinhado com seus princípios.

e lembre-se: tudo tem seu tempo! as coisas ruins passam, mas as boas memórias permanecem. não desista daquilo que é mais essencial para o seu bebê: o seu leite!

***

este post teve um oferecimento de Millar – lanolina anidra pura, do laboratório Aché.
um produto desenvolvido especialmente para o tratamento de fissuras no mamilo, que não prejudica a saúde do bebê e que ajuda mães a continuarem nutrindo seus filhos com amor e leitinho materno.


selo matrioska

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10 de setembro

testado, aprovado ou não

por luíza diener

inspirada em um post da lia (que eu li em janeiro e to me coçando pra não reler pra não influenciar o meu post) decidi compartilhar as coisas de mãe/baby que me foram recomendadas ou não e minha experiência (ou não) com cada uma delas.

das coisas pra mãe

1. amamentação

cadeira específica: não comprei porque achei desnecessário e porque não cabe aqui em casa. mas testei várias cadeiras com braço e sofás diferentes na casa do meu avô até chegar na poltrona elétrica. é uma nave e é maravilhosa! mas um trambolho daqueles deve ser o olho da cara e deve ocupar metade do espaço da minha casa.
resumindo: me virei muito bem na minha cama, obrigada!

almofada: não sei se o problema está em mim e eu não sei usá-la, mas estou penando com esta coisa. ganhei uma dessas feita de nasa (oi?) mas no fim das contas eu me viro bem melhor com um milhão de travesseiros.

concha antiempedramento: adoro, apesar de deixar o peito com um formato super esquisito e eu não me arriscar a usar na rua (por enquanto).  mas foi a melhor solução pros meus seios de pedra. ordenha não funcionava, botar o menino pra mamar até sair leite pelo nariz não funcionava, até que uma amiga me indicou e eu não vivo mais sem.
comprei uma da nuk, apesar de ter ouvido muito falar da promillus. comprei a da nuk porque vinha com dois tipos de concha: com furinhos pra tratar dos seios rachados e sem furinhos para coletar o leite derramado. no fim eu alterno as duas, sei lá por quê.
não vou dizer que solucionou o problema da blusa molhada de leite porque a concha enche muuuuito rápido (eu sou uma vaca, gente!) e às vezes vaza.
também não dá pra deitar com ela porque é meleca na certa.
mas aí à noite eu coloco um absorvente pra seios e uso a concha (no seio não utilizado, obviamente) só na hora de dar de mamar . resultado: depois que acaba a mamada de um seio, a concha do outro está quase sempre cheia.

pomada de lanolina: além da famosa, importada e cara lansinoh existem também as genéricas no mercado nacional como a lanidrat, a millar e sei lá se têm mais delas. se funciona ou não eu não sei, porque graças a deus não tive problemas de mamilos rachados nem nada. mas ganhei uma lansinoh  da paloma e outra da thaís e uso desde gestante. também esfolei meus peitos com bucha vegetal durante a gestação, então não sei se tostines vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais.

2. pós-parto

cinta: uso mais pra elevar minha autoestima que pra fins medicinais (ahn?). como não aguento usar o dia inteiro, uso geralmente da metade do dia pra frente, quando vou sair ou recebo visitas. sinto-me linda e ainda ouço comentários do tipo “nossa! onde foi parar sua barriga?” e eu só aponto pro benjamin, mas depois acabo entregando o jogo. o problema é que é caro pra cacete eu só comprei uma. aí a minha vive suja de leite. fazer o quê?

calcinha: olhei váaaarias calcinhas pra pós paridas em uma loja especializada e constatei que nenhuma delas vai acima do umbigo. a não ser que você curta uma pancinha dupla, acho que ela não serve pra conter a molengueza presenteada por esses nove meses de gestação . mesmo assim comprei duas. são ótemas pra segurar o absorvente tamanho monstro.

absorventes: usei o absorvente cirúrgico por mais ou menos uma semana depois do parto. roubei um pacote do hospital  (ah, vai! tava incluso na conta) e continuei usando um outro que eu comprei. aí fui pro noturno. mas agora tá só aquela coisa que parece resto de menstruação e eu to querendo voltar logo pro absorvente de pano.

das coisas pro baby

sling: não sei se isso é pra mãe ou pro bebê, mas o fato é que aos poucos tenho tentado usar o sling que ganhei da karla (primeiro presente do benji).
ainda não peguei a prática e o benjamin fica todo descatembado lá dentro, mas ontem foi a minha salvação, visto que o bichinho tava com bastante cólica e só colinho e mamá resolviam.  até comer slingando eu fiz e depois que eu tirei a cria de lá, ele estava cheio de farelo de pão.

chupeta: não uso e sou meio chata com isso. mas tenho percebido que na hora que o bicho pega, pode ser uma boa solução. então não condeno.
pra não dizer que ele nunca vai usar, ganhou da tia avó uma chupeta porta-remédio que é a minha salvação em momentos caóticos. na hora do remédio o benjamin cospe tudo se eu pingar direto na boca. aí esse treco quebra um galhão e ainda acalma o guri por alguns segundos (até ele descobrir que foi enganado). mas dizem que com o tempo eles ficam vacinados e não querem mais saber da coisa. mas ainda quero testar a chupeta termômetro.

mamadeira: apesar da amamentação livre demanda free style way of life tomar um tempão da gente, eu não tenho coragem de cortar o barato da criança por enquanto e nem de dar mamadeira. isso porque eu não vou voltar a trabalhar nem nada, então não vejo necessidade.
em caso de urgência ele vai pra colherzinha ou pro copo e daí pula direto pro copinho de treinamento, na idade apropriada.

aspirador nasal: esse foi um dos itens da lista de enxoval que eu me questionei “pra que, meu deus?” e que descobri a resposta com menos de três dias de benjamin. um dia o bichinho começou a babar e expelir pelo nariz um catarro grosso e ele foi ficando roxo roxo. era resto de parto. no fim ficou bem, mas foi o aspirador nasal que me ajudou a tirar o resto dessa tranqueira. e com o tempo seco de brasília, o combo sorine + aspirador nasal é tiro e queda.

fita crepe: outro praquemeudeus que me surpreendeu. claro que não comprei a tal, mas ela brotou misteriosamente na casa do meu avô e eu descobri que ela é quem nem bombril: tem mil e uma utilidades: serviu pra imobilizar o bracinho do benji (por cima da roupa, ok?), serviu pra etiquetar vários pacotes, segurou a fralda quando aquela colinha se acabou, segurou as meinhas frouxas, fechou o pacote aberto de fraldas e mais uma pá de coisas. aí acabou a mamata e eu quero comprar mais.

tesourinha versus cortador de unha: ganhei os dois e só uso o primeiro. o cortador é meio agressivo enquanto que a tesourinha própria pra bebês te impede de tirar uns bifinhos da unha dos pequenos. mas é claro que mesmo assim eu consegui aparar um pedaço do pequeno polegar.

fraldas de pano: é um sonho. mas até hoje não encomendei. estou esperando minha vida se adaptar mais. quero comprar daquelas que crescem com o bebê pra ele usar a partir dos 3 meses. mas como isso demanda dinheiro, estou pensando nas fraldas de pano old school mesmo. veremos.

não prometo que depois volto com mais coisas, até porque este post demorou mais de quatro horas pra ser escrito entre mamadas, trocas de fraldas, palas no computador e dispersões gastronômicas da minha parte.

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