31 de julho

colostro que te quero bem

por luíza diener

fofinha

ele começa a ser produzido ainda na gravidez, bem antes do bebê nascer.
registrei alguns eventos da minha gestação em um caderninho pessoal e esse foi um deles, com 26 semanas de gestação:

o mais comum é que o colostro comece a ser produzido  no terceiro trimestre, mas já soube de casos de descida do colostro bem antes disso e também há mulheres que não secretam colostro nenhum durante a gravidez, o que é perfeitamente normal,  varia muito de gestante para gestante

o colostro é uma espécie de pré-leite. um líquido que antecede o leite materno e é riquíssimo e essencial para a saúde do recém nascido. se comparado ao leite materno, as vitaminas e minerais presentes no colostro são os mesmos, mas ele é rico em proteínas e pobre em gorduras e carboidratos. a aparência também é diferente: enquanto o leite materno parece mais grosso e encorpado, o colostro tem aparência aguada. sua coloração pode ser desde esbranquiçada – semelhante a uma água de coco – até amarelada. o colostro da constança, por exemplo, era alaranjado, quase cor de abóbora. ele também é produzido em menor quantidade que o leite materno.

por sua aparência aguada e produção menor, muita gente acredita que esse leite seja fraco, o que é mentira. o colostro é riquíssimo e deve ser oferecido ao bebê sempre que solicitado, não importa quantas vezes ou por quanto tempo o bebê queira mamar. só para se ter uma ideia, além de todos os nutrientes que carrega, o colostro é cheio de imunoglobinas, que são anticorpos produzidos baseados em todos os microorganismos com os quais a mãe já teve contato, especialmente durante a gestação. também contém leucócitos e vitamina A. tudo isso ajuda a proteger o bebê contra infecções, alergias e outras doenças. não é à toa que dizem que o colostro é a primeira vacina do bebê.

o colostro também é responsável pela eliminação dos resíduos de mecônio no intestino do bebê, favorece o amadurecimento e funcionamento intestinal através do controle e equilíbrio das bactérias do bem que lá se desenvolvem.

nas horas logo após o parto, o colostro é ainda mais rico, daí a importância de amamentar assim que o bebê nasce. outro motivo muito importante para amamentar logo nas primeiras horas de vida do bebê é devido à liberação da ocitocina, conhecida como hormônio do amor. ela ajuda a fortalecer o vínculo entre mamãe e bebê, o que é de fundamental importância para ambos e, evolutivamente falando, é essencial para a sobrevivência dos bebês.

em outras palavras, amamentar nas primeiras horas de vida, além de garantir a saúde do pequeno, te faz amá-lo ainda mais. a produção e a composição do colostro variam conforme a criança. isso mesmo. se eu fosse, por exemplo, submeter o colostro produzido quando o benjamin era recém-nascido e o colostro de quando a constança nasceu, eles seriam diferentes, porque eles têm necessidades diferentes.

e assim também acontece com a produção. tem bebê que mama com maior frequência, enquanto que há outros que mamam bem menos. uns ficam pendurados por hoooras e outros ficam alguns poucos minutos. lembro que nos primeiros dias a constança mamava pouquíssimo, pouco mesmo. ela sugava por menos de um minuto, largava o peito e daí só voltava a pedir depois de mais de 4 horas. por conta disso eu às vezes acordava ela para mamar. mas isso também não é um fator de grande preocupação, visto que um bebê que entrou em trabalho de parto tem uma reserva de energia muito grande, que pode durar alguns dias.

 mas também é perfeitamente normal se seu bebê quiser mamar de hora em hora e ficar mamando por 40 minutos, 1 hora ou mais. isso é importante para estimular a produção adequada a ele e ajudar na descida do leite materno.

aliás, quando o leite materno vai descer? não há um dia específico para que isso aconteça. o normal é que ocorra na primeira semana após o parto. quando a mulher entrou em trabalho de parto, isso favorece a descida do leite, visto que o trabalho de parto e o parto em si desencadeiam a produção de prolactina e ocitocina, hormônios também responsáveis pela produção do leite.

o leite da constança desceu no segundo dia de vida dela e, pra mim, foi motivo de grande alegria, visto que amamentar é uma das minhas coisas prediletas nesse começo de maternidade.

amamentar nem sempre é fácil, eu sei, especialmente no início, mas é preciso persistir, se informar e não desistir, porque vale muito a pena.

por todas essas razões, é muito importante deixar o bebê mamar sempre que solicitar, especialmente no primeiro mês de vida. isso se chama amamentar em livre demanda. além de ser o único e melhor alimento que seu bebê precisa nos primeiros seis meses, é um momento delicioso só seu e dele, que ajuda a construir a relação de vocês dia após dia, mamada após mamada.

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foto: luciana alvarez fotografia

 

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