05 de abril

tia de primeira viagem

por luíza diener

volta e meia recebo emails de leitoras do blog com perguntas diversas.
confesso que ainda fico meio perdida com isso, porque nem sempre sei o que responder.
mas tento emitir a minha opinião de acordo com o que eu acredito.
penso que existem várias maneiras de se fazer a mesma coisa ou de solucionar um problema. a minha é apenas mais uma dentre tantas.

achei legal o email abaixo porque veio de uma mulher que ainda não é mãe e tem encontrado um pouco de dificuldade de se relacionar com sua amiga, que tem um filho pequeno. por ser próxima da mãe do menino e ser muito afeiçoada a ele, ela considera-se uma tia de primeira viagem.

conversei com ela e perguntei se poderia compartilhar nossa conversa, pois vejo que esse é um problema muito mais recorrente do que imaginamos.
e o resultado deu nisso daí:

Ei Luíza!

Sou fã do Potencial Gestante, me identifico com você, morro de rir com as coisas que você conta do Benjamin e apesar de saber que não há nada que possa nos preparar para a maternidade, sinto que aprendo coisas valiosas que influenciam minha vida agora e que influenciarão muito quando eu for mamãe.

Não sei se é coisa de maluco escrever para um blog pedindo um conselho pessoal, mas imaginei que você seria a pessoa que ao menos compreenderia o que tem acontecido comigo.

Eu e minha melhor amiga nos conhecemos há 13 anos e há um ano ela teve um bebezinho lindo. Nem preciso dizer que ele é minha paixão e que considero meu sobrinho, já que sou filha única.
Minha amiga é uma pessoa metódica e sempre foi alvo de brincadeiras da turma por conta disso. E com o bebê não foi diferente, principalmente após minha amiga ter recebido de presente do pediatra o livro Nana Nenê.

Minha primeira reação ao saber disso, foi pesquisar na internet sobre o livro. Minha amiga, infelizmente não fez o mesmo e logo estava obcecada pela rígida rotina do livro. Tentei falar com toda sutileza do mundo que tinha visto algumas coisas estranhas sobre o livro na Internet, mas ela não me deu bola e eu, educadamente não insisti, pois não queria ser mais uma palpiteira de plantão.
Hoje o bebê já tem 1 aninho e minha amiga continua escrava da rotina e tenta forçar as pessoas à sua volta a fazerem o mesmo. Para você ter uma ideia, eu não telefono para ela após as 17h pois sei que interfere na rotina do bebê.
Ela não tem vida social (ok, isso acontece com várias mães), mas chega ao extremo de privar a criança do convívio da família por conta da tal rotina. Para manter a convivência com ela é necessário ir até ela e adaptar-se aos horários, algo que fiz no começo por entender a fase difícil. Hoje em dia tenho minhas dúvidas se continuar fazendo isso é bom para ela.
Ela já chegou ao ponto de prometer me buscar após uma cirurgia e na hora em que liguei para dizer que tinha acabado, ela disse para eu pegar um táxi pois o bebê já tinha dormido e não podia acordá-lo.
Outras pessoas já tentaram alertá-la, mas ela fica extremamente defensiva e até agressiva. Eu sei que ela tem se sentido sozinha, mas ela mesma criou a situação e ela criou uma redoma ao redor do bebê que faz com que eu sinta vontade de me afastar.
Infelizmente ela é o tipo de pessoa que acha que psicólogo é coisa para gente doida.

Eu, por não ser mãe, sinto como se não tivesse o direito de achar algo, ou de me manifestar com mais firmeza, pois sei que só quem passa por essa experiência sabe o que é. Sei lá, fico pensando em todo o cansaço, preocupações, perrengues e me sinto um pouco cruel, sabe?

Fico pensando: Até que ponto a opinião de quem não tem filhos conta? Até que ponto posso questionar alguma atitude dela quanto ao filho? Uma criança de um ano ainda traz tanta dificuldade para sair de casa? Até que ponto ter um filho altera a nossa percepçao das coisas?

Ai, me desculpe o longo e-mail.. ainda que você não tenha tempo de ler e responder, já foi bom poder  desabafar um pouco.

Um abraço, felicidades para você e sua família!

* * *

oi, querida! tudo bem?

obrigada pelo email! me sinto lisonjeada quando alguém me pede um conselho.
afinal, eu sou só mais uma pessoa normal como qualquer outra. eheheh!

bem, eu confesso que, como mãe, tenho um pouco de dificuldade, sim, de receber conselhos de quem não é.
por outro lado, passei mais de 25 anos sem ser mãe e sempre achei que, de alguma forma, podia ajudar as pessoas que já eram.

este é mesmo um assunto complicado, porque eu confesso que não sei direito o que dizer.
tento ver pelo seu lado, mas também entendo o lado dela.

ok, eu sou assumidamente contra o livro nana nenê.
acho injustiça com o bebê.
eu sou do tipo de mãe mais intuitiva, que tenta ouvir a criança, saber do que ela precisa e coisa e tal.
por conta disso, não sou muito rígida com horários, mas meu filho tem sim uma rotina. se alguém diz que vem me visitar às 19h, eu peço pra vir um pouco depois, porque é justamente esse o horário que meu filho começa a rotina do sono.
claro que não é inflexível. se a pessoa não tem outro horário pra vir, que venha mesmo às 19h, mas já aviso que nessa hora ele fica enjoado, irritadiço, não dá papo pra ninguém e que se isso acontecer eu vou colocá-lo para dormir sem fazer cerimônia, para o bem de todos, e depois volto pra minha visita.

por outro lado, ontem fomos a um casamento e ele foi dormir quase às 2h da manhã.
ficou tão agitado durante a festa que não quis dormir de jeito nenhum. dançou e curtiu muito.

falo isso porque acho que os bebês, assim como nós, precisam de uma certa segurança, mas também são seres humanos que mudam de acordo com as situações.

como disse, eu escuto muito o meu filho. se do nada ele começa a ficar extremamente irritado, tento entender o que pode estar causando isso: fome? sono? cansaço? será que está nascendo algum dente? ele pode estar doente?
na maioria dos casos existe realmente alguma coisa por trás disso.
mas algumas pessoas mais intolerantes (boa parte delas, inclusive, é pai ou mãe), chamam isso de birra. falam que a criança está testando os limites e coisa e tal.
eu não consigo enxergar dessa forma.
meu filho faz birra? claro que faz!
mas na maioria dos casos não é birra. sempre tem algum motivo para aquele comportamento que pode ser detectado e solucionado na mesma hora.
o problema é que nós queremos que nossos filhos se comportem como adultos e esquecemos que levamos anos e mais anos para desenvolver a noção de tempo que temos hoje, para sermos pacientes e compreensivos (muitos até hoje não são).
um dia desses mesmo tive que ouvir que meu filho era muito atacado e desobediente.
veja bem, o horário dele de dormir já tinha passado há muito tempo, ele estava na rua, com fome, sem tomar banho. como agir diferente? às vezes eu, adulta, gostaria de surtar como ele surta (mas faço isso só internamente).

enfim, estou contando tudo isso pra te situar como é que as coisas são complicadas.
é complicado pra sua amiga perceber que ela pode, sim, estar criando condições meio extremas para criar o filho dela, o que faz com que ela se afaste dos outros.
por outro lado, você também pode tentar enxergar isso como uma fase que vai passar.
bebês de 1 ano ainda são bebês e ainda dão bastante trabalho. um pouco diferente dos recém nascidos, mas são muito trabalhosos.
mas logo ele vai crescer mais, quem sabe comece a dormir um pouco mais tarde e as coisas fiquem mais fáceis.
daqui a um tempo ele não vai mais mamar, por exemplo, e poderá dormir na casa de uma avó enquanto sua amiga sai com você.

mas enquanto isso, que tal você se oferecer para ficar um pouco mais perto?

eu, como mãe, fui excluída por um bom tempo dos programas dos meus amigos de não-pais justamente por conta de horários.
precisei fazer essa escolha, pelo bem do meu filho.
mas depois combinei que sexta feira é dia de jogo aqui em casa.
assim, eles trazem os jogos pra cá, a gente pede uma comida e, enquanto meu filho dorme tranquilo, eu me divirto como uma pessoa normal.

de repente é o caso de você ir pra casa da sua amiga de vez em quando mesmo, levar um filme, uma pipoquinha, e vocês assistem num volume baixo e se divertem enquanto o filhinho dela descansa (e a sua amiga também).

acho que todo mundo tem suas diferenças e, mesmo que a gente não concorde, mesmo que a gente saiba que aquela pessoa está errada, às vezes precisamos ignorar certos defeitos, para garantir que as boas amizades vão adiante.
afinal, tenho certeza de que uma amizade de 13 anos já passou por muitos altos e baixos e esse é só mais um que vai passar, né?

espero que tenha ajudado de alguma forma.

beijos e boa semana!

luíza

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41 Comments »

  1. Vamos lá, eu sou mais uma leitora que adora o blog, mas fica sempre na moita.
    Desta vez, saí da moita para te parabenizar pelo comentário ponderado. Eu não conseguiria ser tão calma assim, aliás, já ouvi tanto pitaco que já ando dando voadora no peito mesmo. Pra mim, falta de respeito com a rotina da minha bebê é falta de respeito comigo. Eu também sou radicalmente contra a rotina do Nana Neném, mas sou radicalmente a favor de algum tipo de rotina, sim. É notório como os bebês se sentem mais seguros quando podem prever ou sabem o que vai acontecer em suas vidinhas. Eu por aqui nem chamo de rotina, chamo de "roteiro", porque assim como você, sou flexível com os horários, mas não com as atividades que devem acontecer durante o dia. Aqui, é acordar, comer, brincar, tirar soneca, almoçar, tomar banho, brincar, lanchar, soneca, jantar, dormir. E dormir é entre 19h e 20h30, hora que dá sono na minha filha. Quer me visitar às 19h30? Desculpa, não dá. E acabou.
    Normalmente quem reclama do fato de um bebê ter rotina é mesmo quem não é pai nem mãe, mas tem intimidade com a gente para 1) meter o bedelho, e pior 2) se achar uma mãe melhor que a gente, como essa menina que te mandou o email. Agora pergunta pra ela se é ela quem vai ficar noite adentro acalmando um bebê nervoso que não consegue dormir porque passou do horário? Claro que não, ela quer mais é fazer a visita dela às 19h, comer um lanchinho na casa da amiga, deixar a louça suja pra amiga lavar, e vazar! Sem contar que, pelo menos inconscientemente, deve estar com ciúme da amiga por não ser mais prioridade na vida dela. Não entendeu ainda que nossos filhos são prioridade, e acabou.
    Meu conselho pra essa moça é: quer fazer diferente? Tenha seus próprios filhos.

    Comentário by Mariane — abril 5, 2012 @ 10:00 am

  2. Péssimo comentário! Radical, grosseiro e ofensivo. Não entendeu que a "tia de primeira viagem" quer tanto o bem da amiga e do novo bebê que está procurando formas de ajudar. A conversa com a Luiza é uma delas… Bonita iniciativa da amiga e boa resposta da Luiza. BOM SENSO!

    Comentário by Bruna — abril 5, 2012 @ 11:04 am

  3. Assim como a Mariane, sou uma daquelas que adora o blog mas não se mete nas discussões. Mas depois de ler esse comentário, senti vontade de "defender" o lado da amiga que mandou o email.
    Acho que muito errado fazer esse tipo de julgamento tão duro assim dessa forma. É muito fácil lermos algo e simplesmente apontar o dedo dizendo isso ou aquilo. Não achei em momento algum que ela está querendo ser uma mãe melhor que a amiga; pelo contrário, ela está tentando ao máximo se adaptar a essa nova situação.
    A resposta da Luíza foi super sensata, e serviu para mim mesma. Mostra o lado da mãe e o lado da amiga claramente.

    Comentário by Camila — abril 5, 2012 @ 1:18 pm

  4. Xuxa detected.

    me responde uma coisa: como você como mãe pretende lidar , por exemplo, quando seu filho for pra escola e a professora detectar que ele está com alguns problemas, seja de relacionamento, seja de aprendizado e quiser conversar com você, você vai dizer também que a culpa é do professor e ele e a escola é que tem se adaptar a vc e ao seu anjo?

    Sim, os filhos são a prioridade, no entanto vivemos em sociedade e não em uma redoma 😉

    Comentário by eve — abril 5, 2012 @ 2:24 pm

  5. Sinceramente, não acho que evitar programas na rua ou visitas em casa na hora de dormir da minha filha seja colocá-la em uma redoma…

    Comentário by Mariane — abril 5, 2012 @ 2:45 pm

  6. E tratar a todos que tentam se aproximar com cinco pedras na mão é o que?

    Ainda se cria a falsa impressão por parte das mães de que o filhinho nunca vai crescer. Isso é natural. É instintivo, no entanto, é ideal de que desde de cedo, se apresente a "cria" ao convício do "bando".
    Bebês (assim como todo ser humano) precisam se sentir seguros. Rotina dá sim uma sensação de segurança para o bebê, mas mais do que isso, ajuda a própria mãe a se sentir segura.
    Você já deve ter reparado que quanto mais insegura ou tensa você está, mais o bebê sente, esperneia e não dorme. Eles DEPENDEM do vínculo materno para poderem se ajustar ao mundo.
    O grande problema é que tem muita mãe que usa a rotina como bengala e quando algo simplesmente sai da rotina (festas, imprevistos em geral) elas "caem' deixando a si e a criança extremamente conturbadas, e ainda jogam a culpa na "rotina".

    Comentário by eve — abril 5, 2012 @ 9:29 pm

  7. Onde que "a menina que mandou o email" se acha uma mãe melhor que vocês??
    E pra que tanta agressividade, ainda por cima gratuita? Ela própria frisou que não é mãe e que tem consciência de todo o cansaço, preocupações e perrengues que as mães passam.
    Temo por seus filhos. Provavelmente serão grosseiros, arrogantes e neuróticos. Como você.

    Comentário by Adriana — abril 5, 2012 @ 4:23 pm

  8. Nossa Mariane, acho que vc deveria ter continuado na moita!!! Comentário grosseiro. Acho que você precisa aprender a interpretar textos.

    Comentário by Fernanda — abril 5, 2012 @ 5:57 pm

  9. Querida, você já teve alguma amiga de verdade?! ou a maternidade te fez ter um coração de pedra?!

    Comentário by Louise — abril 5, 2012 @ 11:39 pm

  10. Mariane, apesar de teremte crucificado eu vou botar minha cara a tapa aqui e vou concordar com vc! E facil dizer que uma mae que quer manter a rotina e xiita, mas as 3h da manha qdo o bebe acordar nervoso quem vai ter que aturar sou eu! Entao cada um no seu quadrado! O problema do povo brasileiro é que todo mundo se acha no direito de falar o que quer, mas ninguém quer ouvir oq nao quer!

    Comentário by Carol — abril 11, 2012 @ 12:40 am

  11. Entendo seu ponto de vista e até mesmo a sua opinião, mas acho que você foi muito agressiva e sem necessidade, Mariane…
    Em nenhum momento a amiga que enviou o e-mail mostrou-se na intenção de ser uma mãe melhor que a amiga, ou demonstrou ciúmes, ela apenas pediu uma orientação para poder se manter perto da amiga e saber como agir…
    Espero que você consiga reler o texto e interprete dá maneira correta.
    Beijos

    Comentário by Isabel — dezembro 16, 2016 @ 5:32 am

  12. Poxa, ela ganha UM livro e vira a bíblia dela?

    Nem para pesquisar que tipo de repercussão esse livro teve, ou a opinião de pediatras e psicólogos do desenvolvimento sobre o livro? Que tristeza!

    Eu, para lutar contra isso, daria livros para ela, pois parece ser a única linguagem que ela escuta. Eu encheria ela de livros que explicam coisas condizentes com o que acredito, e deixaria ela decidir pelo que acha melhor, de uma maneira plenamente informada, dessa vez.

    Na minha opinião, é o máximo que podemos fazer: oferecer informação sem julgamento, sem manipulação, e deixar a pessoa pensar e decidir por si mesma. E aceitar caso ela opte por algo que vai contra os nossos valores, afinal, viver em sociedade também é isso…

    Comentário by Adèle — abril 5, 2012 @ 10:22 am

  13. Eu parto do seguinte princípio: é amigo? então vai entender, uma hora vai entender… Bebês tem rotina sim, e a gente fica naquela angústia de que qualquer coisa pode estragar o sono dele, e por tabela o nosso. Então às vezes a gente exagera para quem está de fora. Eu tenho duas grandes amigas que chegam a visitar-nos duas vezes por semana após o trabalho. Nunca atrapalharam a rotina dele porque sabem que na hora de dormir tem todo aquele ritual e, logo depois que coloco ele no berço, o volume da tv, do som e das vozes tem que abaixar. A gente se junta na varanda, onde podemos falar um pouco mais alto sem atrapalhá-lo, e assim levamos a nossa festinha até depois da meia noite. Agora, cada criança tem sua rotina, que muda, como nós, dependendo do dia. E cada mãe sabe o filho que tem, então ela sabe o que é melhor. Não sou a favor do nana nenê, também acho um absurdo! Mas acho que cada um faz a sua escolha e pronto! Se vc também acha um absurdo, compra o livro da Laura Gutman – maternidade, encontro com a própria sombra e dá para a sua amiga!!!! Se ela ainda achar que o nana nenê é a melhor forma, então paciência…

    Comentário by tatiximenes — abril 5, 2012 @ 10:36 am

  14. Achei super incrivel a atitude da amiga de tentar ficar mais por dentro desse nosso universo tão complexo e principalmente por tentar achar soluçoes eu tenho uma tia do meu marido que ganhou bebe quase na mesma epoca que eu,e ela age dessa forma paranoica de horarios e regras,o que acabou afastando muita gente dela por isso,eu sou sim a favor de horarios,porem creio que tudo pode ser fleixibilizado e ajustado conforme a necessidade e o local,nunca dispensei visita alguma por conta do meu filho,afinal ele esta no mundão de meu Deus e nao me terá pra sempre pra espantar que quer que seja pra não atrapalhar seu sono!
    Queria ter uma amiga dessa sim,e nem me importaria se ela deixasse a louça suja do lanche pra eu lavar,pq independente do ciumes ou qualquer que seja o motivo ela teve a atitude de tentar me entender,sem me julgar!!!
    Porque seria muito mais facil essa amiga simplesmente deletar a mamãe e seu bebe,pois assim ela nao teria pq ficar encanada quanto a ligar e fazer visitas!

    Comentário by Bianca — abril 5, 2012 @ 11:42 am

  15. Também sou contra o nana nenem, mas sou muito a favor da rotina, principalmente pra eu não surtar!
    E por não levar minha bb para encontros com amigos em casas, restaurantes, a noite, fui excluída por muitos "amigos". Mas percebo que foi minha memlhor escolha. Hj ela tem 1 ano e 10 meses e continuo com a rotina, só que um pouquinho mais flexivel…. Claro que em eventos especiais, como casamentos e aniversários abro uma exceção. Mas realmente sinto que as pessoas se incomodam ao ouvir, "Não posso, pq a Laura dorme a essa hora.", ou agora ela precisa almoçar, tenho que ir…
    Sinceramente, a rotima é ótima pra ela e muito melhor pra minha saúde mental!
    Mas com isso me afastei muito da minha vida social… é o preço!

    Comentário by Renata Maia — abril 5, 2012 @ 12:24 pm

  16. Exatamente isso!!! Eu posso falar de surto de carteirinha, pois tive depressão pós-parto e faço tratamento psiquiátrico há um ano por conta disso. E tenho certeza de uma coisa, se não tivesse estabelecido uma rotina para o meu filho, não teria surtado, teria enlouquecido de verdade!!! E sim, abro mão da minha vida social por conta dessa rotina. Mas esse negócio de redoma, já é outra história. Nada tem haver com rotina…

    Comentário by Carol — abril 5, 2012 @ 10:10 pm

  17. Acho que as pessoas criticam o nana nene pq ouviram falar que é assim ou assado, mas na verdade nu
    Nunca leram o livro. O nana nene defende a tese da rotina, da programacao, roteiro na cida dos bebes, nao é mesmo a tecnica do deixa chorar! Vamos ler o livro antes de meterr o malho, gente? Agora tenho que concordar com vc renata, a rotina é importante pro bb e para nos maes tb, e vale a pena toda exclusao por ela! Os amigos sem filhos so vao entender qdo eles tiverem seus proprios filhos, nesse dia eles poderao falar o que quiser. Ate la nao aceito mesmo que pessoas sem filhos me critiquem! Nao estao na minha pele para saber o que eu sinto!

    Comentário by Carol — abril 11, 2012 @ 12:46 am

  18. Nada como pessoas de bom senso neste mundo. : )

    Comentário by patipapp — abril 5, 2012 @ 1:57 pm

  19. Que difícil. Entendo a necessidade da mãe de encontrar o seu próprio caminho e querer descartar os tão odiados pitacos (eu nem odeio tanto, mas já vi pela blogosfera afora que eles não são lá mto benvindos…), e entendo a aflição da amiga que, por estar bastante informada – e saber o tanto que a informação faz diferença – tenta ajudar essa mãe.
    Não estou nem falando desse caso específico, mas de quando a gente percebe que poderia ajudar mas não sabe bem como. exemplo: tenho visto amigas grávidas que querer ter parto normal sendo conduzidas claramente para cesáreas desnecessárias, e que por falta de informação não questionam seus GOs. Fico agoniada, tento conversar, mas percebo nelas a mesma atitude defensiva que essa amiga aí do email descreve. Tenho medo que, daqui a uns anos, elas sofram com isso, como vejo tantas mães blogueiras sofrendo e dizendo: "se eu sobesse na época o que sei agora, tudo teria sido diferente…"
    Meu conselho para as amigas ajudadeiras seria: mandem um email para a amiga-mãe com uns 4 ou 5 links de textos que elas julgarem úteis, e deixem ela aproveitar aquilo se e como quiser. Não é invasivo e pode fazer uma baita diferença…

    Comentário by Mari BZ — abril 5, 2012 @ 2:28 pm

  20. pois é, mari.
    algumas amigas já fizeram isso comigo e eu tb já fiz isso com algumas amigas (de trocar emais e tal).
    elas me ajudaram a ser uma mãe melhor, com certeza, e sou muito grata a elas por isso.
    acho que tudo é uma questão de tato e sensibilidade.

    bj

    Comentário by luíza diener — abril 5, 2012 @ 4:01 pm

  21. Pois é azamiga tipo eu né,que sempre venho que nem desesperada ooooooooo LUUUUUUUUUUUUUUUUU hehehe

    Comentário by Bianca — abril 5, 2012 @ 4:34 pm

  22. eu penso que sempre existem dois lados na mesma moeda.
    quem aqui, antes de ser mãe, não importunou o filho de alguém sem nem saber?
    justamente por não sabermos, talvez nunca nos lembraremos!

    acho muito fácil a gente sair dando pedrada pra todo lado e querer mudar o mundo só porque temos filhos pequenos e sensíveis.
    eu acredito, sim, que existem pessoas que ainda não são pai ou mãe e que não têm um pingo de simancol, mas também vejo muitos pais e mães intolerantes, impacientes com todos ao redor.
    eu mesmo já fiz isso inúmeras vezes!
    com o tempo a gente aprende a relaxar (ou não, mas deveria).

    achei ótima a atitude da amiga que veio me mandar o email.
    mostra que ela se importa com a amiga e com o filho dela, que quer o bem deles e não quer perder essa amizade.
    porque se ela não fizesse questão, somente se afastaria e ponto final. morreu o assunto. morreu a amizade.

    como disse, sou assumidamente contra o nana nenê.
    mas também sou assumidamente contra tentar intervir na criação dos filhos alheios.
    o negócio é ter sensibilidade e tentar aos poucos conversar com a pessoa.

    mas eu, como mãe, não sei aceitar muitos conselhos.
    geralmente só de pessoas que pensam parecido comigo e que já tem filhos.
    eu sei, é muito orgulhoso da minha parte e sei que preciso melhorar nisso. mas ainda tenho muita resistência em escutar quem não é mãe ou pai.
    mas mesmo assim escuto.
    e me lembro que um dia eu já fiz igual. ou muito pior.

    louvável a atitude dessa amiga!
    muitas pessoas – inclusive com filhos – não fariam o que ela fez!

    Comentário by luíza diener — abril 5, 2012 @ 2:30 pm

  23. E são poucas as amigas que fazem isso viu Luiza!!! Eu mesma tenho algumas que simplesmente se afastaram de mim, e é o que vc falou, tem os dois lados da moeda, tento pensar no lado delas tbm. Que eu ter tido um bebê pode ter feito elas pensarem que agora estou cheia de muito trabalho, que nao tenho mais tempo pra sair come elas, e que a presença delas pode me atrapalhar. Mas o que faltou foi isso que essa moça do email fez, tentar entende meu lado agora como amiga mãe, e vir conversar comigo sobre o assunto…. Mas já aprendi a lidar com esse sentimento de perder amigas não mães, por ter me tornado mãe…foi difícil mas aprendi!

    Comentário by Giovanna Sousa Silva — maio 23, 2012 @ 12:00 pm

  24. bom eu tbm não sou mãe ainda (mas pretendo muito ser um dia hahaha), tenho só dois afilhados, ainda pequeninhos e sei como é importante ter uma rotina.. quando pego eles pra ficar comigo durante a tarde ou algo assim, gosto de fazer as coisas nas horas certas, eles ficam mais calmos e alegres (até mesmo quando junta muita gente eles já se ecomodam), é o que eu percebo (MAS JAMAIS DIGO O QUE SE DEVE FAZER PRAS MÃES DELES, POIS ELAS SÃO AS MÃES E ELAS É QUE SENTEM! até pq acho q qndo for mãe não vou querer que me digam o que fazer e sim trocar ideias pra construir as minhas). faço psicologia e por algumas coisas que já estudei (artigos, teorias) concordo com o fato de que qlqr bb precisa de rotina.. e de amor e de carinho e de olhar sincero (que entenda eles, ou melhor, que dê tempo pra eles se expressarem. pois eles dizem sim o que querem), mas tbm sei que teorias são teorias e que a pratica é outra coisa, mais intensa, mas "carne viva", etc.. e é por isto que gosto de estar sempre lendo e me informando, pra que qndo eu tiver meus cabeludinhos eu tente unir a teoria na pratica! e tbm por isso, queria parabenizar a luiza pela iniciativa de escrever num blog e nos passar um pouquinho do gosto de ser mãe. não só ela como varios outros blogs que leio e que dou risadas por traz do pc (a maioria das historias são mto boas). e quero tbm deixar claro que nao to dando opinião na criação dos outros hahaha prefiro acompanhar as historias das mamães de hj pra um dia construir a minha própria historia, do meu jeito! como todas fazem, pois não existem regras, todos somos diferentes e temos um jeito particular de funcionar.. assim como todos os bbs (o que é bom pra um talvez não é pro outro, só a intuição de mãe é quem sabe o que fazer)! pelo menos tento acreditar nisso.. e por fim (falei demais já) quero dizer que achei legal a atitude da "amiga da mãe" pois entendi que ela quer o bem, e da melhor forma. talvez seja uma fase mesmo que logo vai passar devido a sintonia das amigas e ao que já construiram juntas. e acho natural tanto os sentimentos da amiga quanto os sentimentos da mãe, pois tudo tem os dois lados (mas q o lado bom sempre prevaleça) 🙂

    Comentário by thais — abril 5, 2012 @ 2:58 pm

  25. eu sou péssima com comentários alheios, geralmente dizendo o porque do meu filho estar chorando no metro! como se eu não conhecesse ele! Ah, é frio, é pressao no ouvido… minha gente, não é, eu sei que não é! ah deus, só faço a cara de alface e vamo que vamo.

    mas ouvir opinião de quem caiu do nada ali tb é bem diferente de ouvir opinião de amiga, se for de gente proxima eu escuto de boa, mesmo q nao concorde, mas nao me irrita sabe?

    Comentário by carolina — abril 5, 2012 @ 2:59 pm

  26. Tem mãe que não é leoa, é cavalo! Que absurdo esse primeiro comentário!

    Mandou bem Luíza!
    Serviu pra mim também!

    Comentário by Jane — abril 5, 2012 @ 3:00 pm

  27. Peloamordedeus! Que comentário grosseior (o primeiro). Eu concordo com o meio termo. Respeito os horários de minha filha, ela tem a rotininha dela, mas não é por isso que vou ser grosseira com meus Amigos. mts deles não tem filhos, e se fazem algo em desacordo com certeza é sem querer. Com delicadeza a gente consegue dar conta do recado. Eu não deixo de receber meus amigos em casa. Ajusto os horários, combino pra mais tarde (dá tempo de dar toda atenção do mundo e colocar minha filha na cama).
    Qd saio com ela, não fico tentando habituar os outros a nossa rotina, tento habituar-nos a rotina dos outros. Tudo a gente dá um jeito respeitando À TODOS.
    Sou Mãe, amo minha filha, respeito a vidinha e os horários dela, mas não sou grosseira com ninguém!
    E quanto aos pitacos..sim me irritam, mas tenho jogo de cintura para "driblá-los".

    Comentário by Mãe da Lu — abril 5, 2012 @ 3:46 pm

  28. Sou mãe de primeira viagem e todas as "tias" (biológicas ou não), avôs e avós também são. Meu filho está com 7 meses e consegui manter uma boa vida social, lógico que com suas limitações. Nos primeiros 2 meses eu entrei numa neura de horários e rotina rígida e aos poucos percebi que isso não estava me fazendo bem. Só que foi algo que consegui perceber sozinha. Tenho certeza de que, por mais bem intencionada que uma amiga estivesse, não conseguiria ouví-la, justamente por não ter nenhuma amiga próxima que já seja mãe. Acho que essa necessidade de se unir a outras mães é mais do que evidente pelo número de comunidades e fóruns que existem pela internet a fora.Lendo esses comentários eu pude confirmar o que eu já tinha certeza: Mãe só ouve mãe. E pelo menos pra mim, mães de outra geração não contam. Mal dei ouvidos à minha mãe e minha sogra. E olha que devo ter recebido mais conselhos nesses 7 meses do que em toda a minha vida. Haja saco!
    Achei lindo o email e a preocupação dessa amiga, mas tenho a sensação de que não há muito o que se fazer, pois fez tudo o que poderia. A maternidade cega mesmo, se a gente não abre o olho e começa a se enxergar além do filho, podemos entrar em sérios problemas quando eles crescem ou até mesmo antes. Mas é uma questão de autodisciplina, porque se deixar a gente se isola nesse mundinho e só tem espaço pro bebê.

    Muito bom o post, Luíza.

    Beijo grande e feliz páscoa a todas.
    http://www.AGORASOUMAE.com.br

    Comentário by Bia Mendes — abril 5, 2012 @ 3:58 pm

  29. Oi! Bom eu sou adepta ao Nana Nenê, mas não faço disso a verdade absoluta da minha vida, apenas uma diretriz! Me ajudou muito com meu primeiro filho e me ajuda muito com a segunda.
    Concordo com a Lu que temos que ter uma rotina, mas nem por isso devemos ser escravos dela.
    Ok, ok somos mães (e pais), mas nem por isso deixamos de ser filhas, amigas, primas, vizinhas, mulheres, esposas, etc.
    Se somos muito espartanas, acabamos por nos afastar dos outros.
    É isso!
    Feliz Páscoa!
    Lícia

    Comentário by Licia — abril 5, 2012 @ 4:31 pm

  30. Me sinto um pouco como a amiga-mãe, apesar de odiar nana nenê. Não faço programas à noite, só se for algo muuuuito especial, tipo casamento da melhor amiga. Quando minha vida poderia voltar ao normal, engravidei de novo. Não consigo deixar minhas filhas com alguém (e muitas vezes nem tenho alguém com quem deixar) pra ter uma vida social "normal". E tem mais uma coisa: se eu durmo tarde, fico quebradaça, porque no outro dia às 6h o galo canta, as meninas acordam e a vida recomeça. Isso quando não tem um dente nascendo que me faz acordar a madrugada inteira.
    Daí você vai pro boteco, só bebe água com gás, volta pra casa, dorme 4h picadas… olha, é muita animação pros meus trinta anos darem conta.
    A vida muda. É outra fase. Algumas amizades se vão, novas amizades são tecidas (e como eu fiz novas amizades depois que virei mãe!). Mas os amigos mesmo, de sangue, como parecem essas duas, ficam. Amizade verdadeira não precisa de tanta manutenção.
    Beijos e parabéns pelo post.

    Comentário by lia — abril 5, 2012 @ 9:41 pm

  31. Desculpe mas discordo. Amizade verdadeira precisa SIM de manutenção constante. Se sua amiga não sabe mais nada de sua vida (e nem consegue se interessar por isso) é pq a amizade morreu. Claro que não vamos exigir que uma mãe de bebê caia na balada, mas, se essa mesma mãe não encontra tempo para convidar as amigas para um lanche/almoço e nem mesmo telefona para saber das novidades….lamento, é sinal de que ela não quer mais sua amizade.

    Comentário by Patricia — abril 10, 2012 @ 12:36 pm

  32. Bem, o que eu posso dizer pra a amiga é , um dia quando você tiver filhos você vai entender.
    Eu não vou entrar na discussão a favor-contra o livro mas vou contar da minha própria experiência:
    Meu filho tem 12 meses e sair pra gente aqui em casa é de tarde.
    Não é nem por conta de sair da rotina, mas sair de casa quando é hora de dormir (que não passa das 8h) é um saco, pra mim, pro bebê e pro pai, ninguém curte. Bebê cansado é extremamente agitado, o Luca não para de correr de um lado pro outro e quando a gente pega abre o berreiro (e olha que meu filho é muito bonzinho, nunca chora, mas quando fica cansado vira o bixo). E na boa, eu não acordo meu filho do sono não, toda mãe concorda comigo que hora de soneca é hora sagrada. Mas eu nunca faria isso de falar pra alguémque ia buscar e depois mandar pegar um taxi.
    E como a Lia disse,depois que a gente vira mãe a gente muda, é outra fase. Eu não gosto mais de dormir tarde, e antes eu adorava.
    Eu gostei da sugestão da Luiza, vai visitar depois que neném está dormindo, tenho certeza que ela vai adorar. E também como a Luiza falou,pensa que isso é só uma fase, quanto mais o tempo passa mais fácil vai ficando e a vida volta ao normal.
    Boa sorte!!

    Comentário by Tassia — abril 5, 2012 @ 11:52 pm

  33. Primeiro parabéns Luiza pela resposta, pois normalmente o ser humano tem a tendência de criticar a tia ou a mãe. Voce não, entendeu os dois lados.

    Eu me vi nos dois papeis porque antes de ser mãe eu era uma inverterada critica as atitudes de mães, por exemplo: deixar dormir na cama do casal, deixar ver tv, alimentação e assim por diante.

    Só entendi as atitudes depois que tive o meu filho, que tem 5 meses hoje. Cada mãe toma sua atitude conforme o seu filho e aquilo que te faz mais confortável e segura.

    Então sugiro a tia passar um dia com a amiga e seu bebe e só depois condenar a rotina ou dar algum conselho, porque o que voce falara será com conhecimento de causa.

    Comentário by Carol — abril 6, 2012 @ 12:01 pm

  34. Oi, gente, vim aqui para pedir ajuda também! 😛
    Sou totalmente contra Nana, Nenê, Encantadora de Bebês (ô raiva, porque me falaram tão bem desse que comprei os dois volumes sem pensar!) e livros que dizem que nossos filhos devem seguir um rígido cronograma.
    Sou totalmente a favor da rotina, mas com a flexibilidade que ela necessita, justamente porque sei que cada dia tem suas particularidades e nós nunca estamos totalmente iguais 100% do tempo. Enfim.
    Mesmo com essa consciência, e mesmo não realizando tarefas em horários pré-estabelecidos, eu sou super franguinha em relação à vida social desde que minha filha nasceu. Porque eu sei que no intervalo entre tal e tal hora ela precisa tomar banho, eu não saio. Por antecipar que daqui a tanto tempo ela estará caindo de sono, eu não saio. E assim vai. Eu fico sempre pensando que daqui a pouco isso ou aquilo vai acontecer, e só espero. Dentro de casa. Não aguento mais! Ela tem 1 ano e 5 meses…HELP! o/

    Comentário by Helen — abril 6, 2012 @ 4:39 pm

  35. Helen, eu já passei por isso também, mas já faz um tempinho.
    O que você pode fazer pra começar hoje em dia é sair normalmente. Quando você perceber que ela está cansada e com sono, pode tentar fazê-la dormir por lá mesmo. Mas se você perceber que não vai dar, o jeito é voltar para casa.
    Pelo menos vocês sairam um pouquinho.

    Quanto ao banho, o único horário que o Benjamin tem pra tomar banho é o que antecede o sono da noite.

    entendo que às vezes a gente deixa de fazer algumas coisas até por preguiça de ter que lidar com a situação (eu sou a rainha da preguiça).

    De fato, a única coisa (além da preguiça) que me faz desistir de algum programa (ou abandoná-lo) é o sono/cansaço (dele e meu).

    Mas com essa idade já dá pra ser bem mais flexível. Perto de um ano e meio eles passam a tirar só uma sonequinha por dia. dá pra você prever que horas ela vai dormir e se programar dentro disso.
    Por exemplo: se ela dorme na parte da manhã, você pode planejar-se pra sair à tarde.
    se ela dorme no meio da tarde, vc fica fora até chegar perto da hora de dormir.

    Comer eles comem em qualquer lugar. É só não esquecer de levar alguma coisa a tiracolo, senão eles acabam comendo muita porcaria na rua.
    E até mesmo a soneca dá pra ser burlada uma vez na vida outra na morte: dá pra tentar fazer dormir no carrinho (nem todos aceitam) ou no carro, a caminho de casa ou algum outro lugar (boa parte aceita).

    Até porque com essa idade eles já estão deixando, gradualmente, de serem bebês para tornarem-se crianças. Cabe a nós, pais e mães, perceber essa mudança e ajudá-los a passar por ela, né?

    Qualquer coisa, estou por aqui.

    Beijos!

    Comentário by luíza diener — abril 6, 2012 @ 6:57 pm

  36. Sei que jamais Luíza imaginaria que as mães iriam ficar ofendidas e atacar a menina do email, mas é uma pena mesmo assim que essa menina tenha sido exposta (com consentimento) para esse ataque maluco. Onde é normal combinar de pegar uma pessoa que saiu de uma cirurgia e deixá-la na mão!? Espero que ela tenha lido a sua resposta e nada mais, porque foi muita ofensa gratuita.

    Comentário by Fernanda — abril 6, 2012 @ 8:29 pm

  37. Engraçado como esse tipo de situação Engraçado como esse tipo de situação é mesmo recorrente!
    Principalmente quando somos jovens e o círculo de amizade mal sabe o que é a responsabilidade de um trabalho, quem dirá de um filho.
    Mas meus amigos estão acostumados que nem sempre podemos sair, e quando podemos, é de última hora (Lara dormiu cedo, a vovó está em casa e não vai sair, oba! Bora arrumar alguma coisa).

    Mas foi interessante ler sobre o outro lado, afinal, nós realmente não costumamos ouvir muito a opinião daqueles que não tem filhos! Depois de ler, pensando no meu caso, eu até escuto, e pondero, mas quase nunca serve para o meu caso. Mas, de maneira alguma, fico agressiva ou desdenhando (a não ser quando falam coisas sem noção, porque ai eles pedem né).

    Espero que essas duas se acertem (e que a amiga dela leia esse post eventualmente! Quem sabe!)é mesmo recorrente!

    Comentário by Maria Thereza — abril 7, 2012 @ 9:15 am

  38. com certeza é melhor esperar que passe e ir acompanhando, cada um tem um tempo! Aqui em casa o Linus precisava seguir a rotina, por conta dele mesmo, nunca nem li esse livro, mas percebi que mexer no horário da noite era pedir pra se matar… Ele ficava mal, chorava mais que o normal, não dormia… E naquela época, se o sono dele quando era bom era acordando de 2 h em 2h… Imagina quando dormia mal! Não dava mesmo…. A gente não aguentava, era estragar a família toda por uma semana pelo menos. Muita gente deve ter pensado am esma coisa da gente, mas só quem passa por essa fase sabe que é melhor respeitar mesmo. Hoje ele tem 3 anos e tudo é mais flexível, ele conversa, a gente entende melhor as necessidades dele e ele inclusive interage com as visitas! É muito mais legal. Então é isso, espera que passa…. Pode demorar, mas passa

    Comentário by Carolina — março 25, 2014 @ 1:34 pm

  39. Até pouquíssimo tempo eu era uma pessoa sem filhos e que via amigas aplicarem seu métodos de educação e rotina com seus filhos. Com ajuda de livros e sem a ajuda de livros. Sempre achei engraçado como todo mundo diz que em briga de marido e mulher não se mete a colher, mas acha que deve se meter na educação dos filhos dos outros. Pra mim sempre foi muito simples: não faça com os outros o que não quer que façam com você. Por isso nunca me meti nem dei minha opinião sobre a forma de cada amiga educa seu filho. Simplesmente pq não quero ninguém se metendo na minha forma de educar minha filha. Isso vai funcionar sempre? Claro que não. Afinal, o que assumo como filosofia de vida pra mim não é necessariamente o que os outros seguem.

    Dito isso, acho que a amiga não está preocupada com o término da amizade. Muito menos se esta certo ou não a rotina aplicada pela sua amiga. Acho que em algum momento ela viu o esgotamento emocional da amiga e até uma certa melancolia de quem, presa a uma vida metódica, começa a dar sinais de que gostaria de sair dessa rotina de vez em quando. Ela só quer saber qual seria a melhor maneira de dizer : Tá tudo bem se vc não seguir a risca o que deseja. Também está tudo bem se quiser continuar. Só não espere que vou entender sempre as suas escolhas. E por favor entenda que, sendo uma pessoa sem filhos, não é simples para mim não ser mais a pessoa que estará sempre disponível pra qq hora já que sei que você tenha coisas mais importantes a fazer do que bater papo sem hora pra acabar, por exemplo.

    Não tem problema nenhum a mãe usar o nana neném como Bíblia. Do mesmo jeito que não tem problema a amiga achar um absurdo. As pessoas têm todo o direito de dizer é pensar o que quiserem. Afinal a vida é delas é não vale a nenhum de nós julgar. A única missão que temos é tentar sermos os mais compreensivas possível pra poder continuar vivendo em comunidade e cultivar o convívio de pessoas que achamos que nos fazem bem.

    Comentário by Clarissa — março 25, 2014 @ 11:37 pm

  40. Adorei esse seu post.

    Comentário by ketina — setembro 22, 2014 @ 1:02 pm

  41. Cara, eu achei a leitora que escreveu uma excelente amiga. Primeiro pq ela ama o bebê da amiga como se fosse seu sobrinho, segundo pq foi pesquisar sobre o livro pq certamente quer o melhor pra sua amiga e o bebê. Terceiro pq ela eata vendo que a amiga está se afastando de todos e esse é um caminho perigoso. É assim que eu vejo, apenas amor e cuidado.

    Comentário by Evelin — dezembro 15, 2016 @ 11:10 pm

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