16 de setembro

tudo a seu tempo

por luíza diener

já pararam pra pensar que tudo tem seu tempo, hora e local apropriados, mas nem sempre sabemos esperar por isso?

por exemplo, quando se está solteira as pessoas perguntam “e o namorado, cadê?”. quando o namoro já está firme, perguntam pra quando é o casamento. depois que se casa, cobram pra quando é o primeiro filho. quando nasce o primeiro, já querem notícias do segundo (mas sempre pedem pra parar antes do terceiro. ok).

depois que o benjamin nasceu, com pouquíssimos meses de vida já perguntavam se ele estava só no peito e eu respondia que sim, até completar seis meses. “mas nem uma aguinha?”.
as papinhas começaram e chegou a vez dos sucos, águas e chás.
“mas você não bota sal na papinha? ele vai achar sem gosto”. sem gosto por que, se ele nunca provou sal? deixa ele provar o gosto natural dos alimentos. na hora certa a comida será salgada.
chegou o momento de comer a comida da casa e gradativamente eu acrescentei um pouco de sal.
“posso dar um biscoitinho pra ele?”. não, ele ainda não come nem ovo nem açúcar. “mas nem açúcar no suco?”. por enquanto não.
o suco continuou sem doce, mas ele já comeu bolinho. tá bom, né?

e por aí vai.

mas o fato é que eu não sei por que cargas dágua parece que nada do que a gente faz é certo. sempre tem aquela cobrança de que a gente tem que fazer tudo ao mesmo tempo pra ontem.

por outro lado, penso que tais perguntas surgem porque nem todo mundo sabe ou lembra com que idade os bebês fazem as coisas. não é todo mundo que sabe que bebês só mamam até os 6 meses. nem todo mundo se informou a respeito de com qual idade eles começam a comer açúcar ou chocolate.
mas é claro que tem aqueles que são sem noção mesmo.

só que eu resolvi desencanar, não levar os comentários pro lado pessoal e começar a ver que os outros não têm obrigação nenhuma de saber as fases em que bebês começam ou não a fazer as coisas.
se perguntam “ele já anda?” nem sempre sempre significa que estão cobrando. pelo contrário, pode ser um jeito de puxar assunto.

é que a gente que é mãe fica estressada à toa, especialmente porque pode ser a primeira vez que aquela pessoa faz a tal pergunta. mas é a milésima vez seguida que escutamos a mesma coisa.

mas se porventura as perguntas forem maldosas, paciência.
é respirar fundo e saber que no momento certo.

para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:
tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,
tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir,
tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar,
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter,
tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora,
tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar,
tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. (eclesiastes 3:1-8)

 

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categorias: filosofia de boteco

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29 Comments »

  1. Luiza, engraçado você falar sobre isso!!! Eu passei por uma experiência péssima em uma viagem que fiz para o Rio – casa da Sogra – quanto meu filho estava com 5 meses. E esta semana ela veio me visitar e voltou toda a sensação que senti quando estava lá. Ela me questionava O TEMPO INTEIRO. Tive que dizer que o filho era meu e que querendo ou não quem ia criá-lo era eu, então que ela confiasse mais em mim. Ela chegou ao ponto de dizer que eu não gostava de dar de mamar para meu filho (eu que amamentei exclusivo 6 meses e amamento até hoje em livre demanda!)… Bom, cheguei a mesma conclusão que a sua: não posso levar para o lado pessoal. Mas ainda não consegui ligar o botãozinho do "f…-se" o tempo inteiro, mas aprendi a respirar fundo antes de me irritar ao ponto de acabar com o dia (ou com a visita). Ótimo texto! Como sempre, muito bom você compartilhar essas experiências, assim me sinto mais normal, rsrsrs… Abraços!

    Comentário by Tati Ximenes — 16 de setembro de 2011 @ 10:11 am

  2. Certíssima, também já parei de achar que qualquer pergunta desse tem pitada de maldade. Pode ter, como não ter.

    Comentário by @LayanaCunha — 16 de setembro de 2011 @ 10:35 am

  3. Eu acho que é isso mesmo, Luíza! A gente fica louca com esses comentários, mas muitas vezes as pessoas nem sabem o que estão falando. Depois que eu fiquei grávida, e com dois na barriga os palpites parecem acontecer em dose dupla, eu percebi que também posso ter feito um comentário desse com alguma amiga por não saber mais, por na época não saber nada sobre bebês. E tem gente que fala sem perceber, nem sempre por mal. Mas também acho que a gente tem todo direito de ficar chateada, sem esquecer da paciência, como você mesmo disse.

    Beijos
    http://manualdafamiliamoderna.blogspot.com/

    Comentário by Tati Sabadini — 16 de setembro de 2011 @ 10:40 am

  4. Luiza, lindo post e muito verdadeiro. Você sabe que pode parecer piegas e eu posso parecer "a mãe experiente", mas daqui a pouco, bem pouco tempo, vc vai perceber o quanto de tempo perdeu pensando nos questionamentos das pessoas, no quanto vc mesmo sem querer comparou o seu bebê… eu olho para trás e me vejo uma bobinha quando tive o meu, e essa fase que vc está é fogo mesmo.. eu vou fazer um post sobre isso, tenho pensado muito nisso ultimamente.
    beijos e bom finde

    Comentário by Bianca — 16 de setembro de 2011 @ 10:42 am

  5. Oi Luiza, Tudo bem??
    Eu estou grávida de 11 semanas, e eu morro de ódio quando as pessoas perguntam " e o bebê como que tá?"
    Como será que o bebê vai estár? kkkkk
    Morro de vontade de falar, ahh saiu pra passear com o pai dele, tá lá na barriga do pai dele… É obvio que ele está dentro da minha barriga neh… Mas por uma questão de educação eu falo colocando a mão na minha barriga: Tá aqui, crescendo!
    Que resposta será que as pessoas esperam ouvir com essa pergunta heim??? Só sei que todas as pessoas que se aproximam de mim, fazem a mesma pergunta…. o que vc tinha vontade de responder quando te perguntavam isso???
    BeijOs

    Comentário by Ana Luiza — 16 de setembro de 2011 @ 10:44 am

  6. Me preparando… Pra quando eu engravidar e, para dar bolas foras! haha… Porque as vezes a pergunta sai mesmo sem querer, no impulso de puxar conversa, como disse.

    Bjoo.

    Comentário by Jane — 16 de setembro de 2011 @ 10:46 am

  7. Oi Luiza, gostei do assunto…hoje mesmo escrevi um post sobre minhas culpas como mãe e a cobranças das pessoas com relação ao desenvolvimento da Sofia…vou tentar fazer como você, desencanar…

    bjos

    Comentário by Ana Claudia Campos — 16 de setembro de 2011 @ 11:17 am

  8. Ótimo post!
    Também concordo que nem todas as perguntas tem maldade, e como vc mesmo falou as vezes só estão querendo puxar assunto. Eu mesma sempre adorei criança e antes de ser mãe quando via uma mãe com um bebe tentava puxar assunto, e acabava perguntado alguma coisa. As vezes o modo como perguntamos acaba causando esse incomodo.
    beijos

    Comentário by Renata — 16 de setembro de 2011 @ 11:32 am

  9. Eu estou na fase do namoro longo (10 anos) e todos falam: E o casamento qdo sai!? tah enrolando o noivo hein!?
    As pessoas gostam de se meter na vida do outro, por isso enchem o saco, independente da situação da pessoa (solteira, casada, grávida, etc, etc.). Como estou numa fase "tolerância zero" já respondo: não é da sua conta / ou: qdo acontecer eu te aviso. Pior são aquelas q ficam falando: qdo vc casar me convida pro seu casamento! afffff…..haja paciência hein Lu! Beijos!! Prô Erika

    Comentário by Prô Erika — 16 de setembro de 2011 @ 11:33 am

  10. Olha Luiza, é um exercício da paciência. O que mais me incomoda não é o perguntar (ah, se todos perguntassem) o problema é que as pessoas vão logo dando na mão da criança, sem nem saber se os pais estão de acordo. E se a criança for alérgica meu Deus? Eu confesso que engulo alguns sapos gigantes com isso, mas enfim, não dá para bater de frente com todo mundo. Mas é muito complicado.

    Mas olhando pelo lado da falta de informação de quem não tem a vivência, me lembro o quão sem noção eu era. Então, bora fazer campanhas educativas, rs

    bjs,

    Comentário by Dê Freitas — 16 de setembro de 2011 @ 12:06 pm

  11. Porque as pessoas nãos e limitam a ser agradaveis e respeitar o que a MÃE decide né … eu ainda nao tive meu bebê e me irrito fico pensando no depois aiaiiameu Deus que medo

    beijos

    Comentário by Maya — 16 de setembro de 2011 @ 12:31 pm

  12. concordo, e vou te dizer esse lance da comida eh oq mais me incomoda, parece q somos monstros pq nao damos esses veneninhos a eles…

    Comentário by tchella — 16 de setembro de 2011 @ 1:12 pm

  13. Lu pode chamar assim?
    vc me fez pensar de uma maneira q eu nunca havia pensado sobre essas coisas, e acho q me fez mudar até de opnião,

    bjocas em vcs, e obrigada pelo post iluminado de hj

    Comentário by larissa xavier — 16 de setembro de 2011 @ 1:20 pm

  14. Olha, eu pergunto de TUDO pras mães de bebês que eu conheço, mas é por pura curiosidade mesmo, quero ter um "acervo" pra quando eu for mãe. Acho que algumas delas pensam que é pitaco ou que eu estou criticando a maneira como cuidam dos seus filhos, mas NÃO É. É pura curiosidade mesmo! Mas claro, tudo depende da maneira como você fala e do seu tom de voz, e não do que você fala.
    Beijos

    Comentário by ana carolina — 16 de setembro de 2011 @ 1:36 pm

  15. Ai, eu não gosto é das comparações… O Gui andou rápido, mas demorou + de 2 anos pra falar… a Ciça pelo jeito vai demorar a andar… e daí… hahahahahahaa, são lindos do mesmo jeito!!!

    Comentário by Avassaladora — 16 de setembro de 2011 @ 2:07 pm

  16. Oi Luiza, quando li seu post na mesma hora me identifiquei, pois tbem amamentei exclusivamente minha bebe no peito até os seis meses e sempre ouvia a clássica pergunta “é só peito”?, já que minha filha se desenvolveu muito bem com meu leite. Hoje ela tem 7 meses, come papinha, mas mantenho o aleitamento, mas vira e mexe algumas mães olham com cara de espanto pro fato de eu ainda amamentá-la. Que pena, o que eu sinto é que cada vez mais as mulheres estão amamentando, mas infelizmente poucas ultrapassam o limite de 6 meses. Beijos e parabéns pelo blog e pelo filhote, que é lindo demais.

    Comentário by Andréia — 16 de setembro de 2011 @ 3:11 pm

  17. Luiza, tá aí uma coisa que nunca me incomodou, pitacos. Eu ficava cansada, mas nunca achava q era maldade. No final das contas, a gente mesmo da pitaco em tantas coisas sem maldade. Vc tem razão em nçao ligar pra eles.
    bjs

    Comentário by Marina — 16 de setembro de 2011 @ 6:34 pm

  18. "mas o fato é que eu não sei por que cargas dágua parece que nada do que a gente faz é certo" Falou e disse!
    Escuto isso milhares e milhares e milhares de vezes e eu, bem, não sou a mais paciente do mundo e ainda não consigo deixar passar batido. Já solto logo "a filha é minha e eu sei o que to fazendo"!!!!
    É muito difícil lidar com as vós e tias. Semana passada fiz uma festinha aqui e vi várias pessoas, tentando dar refrigerante pra minha filha de 1 ano 2 e meses. Quando eu repreendia, me olhavam com uma cara de "nossa como vc é malvada!" e minha resposta era: ela tem só um ano, refrigerante não presta pra ninguém! Pior era ouvir alguém falando…mas olha ela tá olhando ela quer, dá só um golinho. Ahhhh que terror! Mas é a vida, vamos lidando com essas coisas que sempre estarão rodeando, não tem jeito!

    Amei o blog, beijos!

    Comentário by Mara — 16 de setembro de 2011 @ 10:51 pm

  19. Isso me lembra meu post de gravidinha: http://ninandoeamando.blogspot.com/2011/05/ai-min
    Bjos Luiza

    Comentário by Aline — 17 de setembro de 2011 @ 9:31 am

  20. Eu vivo tentando me educar sobre isso, sou muito ansiosa, e as perguntas das pessoas, por mais inocentes que sejam, me deixam ainda mais ansiosa. TUDO TEM SEU TEMPO deveria ser meu mantra, mas não é nem um pouco fácil. obrigada por me fazer pensar um pouco nisso hoje.

    Beijos meus e do Fred!

    Comentário by Fátima — 17 de setembro de 2011 @ 1:13 pm

  21. Which was sort of inspiring! Completely unanticipated. Now I am aware what I am heading to do tomorrow 🙂

    Comentário by Hermine Swank — 17 de setembro de 2011 @ 7:24 pm

  22. E isso parece acontecer com todas nós…inacreditavél né?! Eu ainda estou na fase de levar para o lado pessoal, quero matar minha sogra (que na minha cabeça nunca foi mãe hahha), quero matar todo mundo estrangulado com seus palpites sem noção, ainda que no fundo, no fundo, tenho em mim a Augusta sensata e paciente, aquela…ou talvez isso só va aflorar quando for mãe véia de guerra, ainda tá muito recente né…posso surtar ainda!!! hahaha
    bjus

    Comentário by Augusta — 18 de setembro de 2011 @ 10:46 am

  23. O post termina com um trecho biblíco que é um dos meus favoritos, atribuído a Salomão, e tem a ver com paciência, com confiança na vida e no tempo. Estou no aprendizado.. muitas vezes a ansiedade me atrapalha ainda! E quanto a bebês, hehe, eu sou uma dessas "sem-noção". Exemplo: Visitei uma amiga que tinha ganhado seu segundo neném. Ela bem descontraída, me contou várias coisas cotidianas e uma delas é que ela estava sempre cheirando a gofo. Aliás, ela, o pai, a neném. Quando fui visitar uma outra amiga, o neném já tava com dois meses (ah sim, eu não sei nada sobre idade de mamar, desmamar, andar; a única coisa que sei é que não pode dar mel de abelha antes de 6 meses para o bebê) e eu cheirei aquele fofinho e ele tava tão cheirosinho, que comentei: "nossa, que delícia, ele além de fofo, ele tá muito cheiroso! Olha, nem cheira a gofo!!". Os pais se entreolharam de um jeito que meu coração quase parou. Percebi que tinha ofendido e tratei logo me desculpar. Que pena, eu sou a rainha das gafes com comentários inexperiente… fazer o quê…

    Comentário by @aquicristina — 18 de setembro de 2011 @ 1:55 pm

  24. Engraçado,

    Se o bebê chora de mais é pq não sabemos cuidar de nossos filhos! Já veio vizinho perguntar se tava tudo bem…(Fiquei com tanta raiva e ainda me sentindo incapaz…) Será que pensam que não consigo cuidar do meu filho? Pareço alguma mãe desnaturada? Ele só está na fase dos dentinhos…

    Quando dizia que Luca só mamava, queriam me crucificar.

    Quando dizia não para alguem que queria dar pirulito ou pipoca , ou seja, açucar e sal (luca só estava com 5 meses) achavam que eu era uma mãe muito má…

    Sempre tem alguem me perguntando se estou me cuidado… para evitar outro nenem

    Quando eu deixo luca chorar um pouquinho já me tratam como perversa…

    quando luca caiu, me trataram como descuidada…

    Quando somos mãe de primeira parece que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer é imperfeito ou errado. Mas, como você disse, muita gente não se informa ou é pq é desmiolado mesmo ou só acha nossas atitudes radicais (devem pensar que essa juventude de hj em dia não sabe de nada)

    Só sei que ser mãe e´viver suas contradições e dos outros tb. Pq a gente ja esteve do outro lado um dia e eramos aquelas a julgar as tantas mães ao nosso redor.

    Comentário by Mãe Noturna — 19 de setembro de 2011 @ 12:57 am

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    Comentário by Jan Morgenroth — 28 de outubro de 2011 @ 3:12 am

  29. Como nos identificamos com esses palpites!!! Nossa fala sério tem horas que torra tb neh…. Acho sinceramente que falta um pouco de senso tb por parte das pessoas…. ser mãe eh uma experiencia unica, mas parece que não querem nos deixar, sei lá que talvez não temos condiçoes de cuidar do nosso filho… ou qualquer coisa….nós mãe ja temos um estresse e qualquer comentario piora isso. As pessoas tem que ter noçaõa tb que ser mãe tb eh ser humano, que erramos como qualquer pessoa e que isso faz parte da vida errar eh ser mãe!

    Comentário by Natalie Lopes — 31 de dezembro de 2011 @ 12:45 am

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