11 de setembro

um tempo tão nosso

por luíza diener

post_tempo (1)

ser mãe é uma tarefa sempre desafiadora.

quando um segundo (terceiro, quarto) filho entra na jogada, fica ainda mais complicado.

quando benjamin nasceu, meu tempo era todo dele. o resto (casa, comida, etc) era somente resto.

criamos, brincamos, inventamos e nos reinventamos.

constança nasceu há apenas três meses e não é sempre que pode desfrutar desse privilégio. os tempos agora se dividem. curiosamente, um momento muito nosso é justamente o de trocar fraldas, porque nessa hora eu tenho que olhar para ela, conversar e tocá-la, para que ela não fique nervosa (ficar suja a deixa irritada). e ela troca de fraldas inúmeras vezes por dia, então isso acaba acontecendo com uma boa frequência, o que ajuda a fortalecer o vínculo entre eu e ela.

outro momento é o do banho, mas é sempre corrido.

aliás, tudo ficou meio corrido. meu tempo com o benjamin, meu tempo com ela, meu tempo para mim e para o meu marido.

não que eu esteja reclamando – longe de mim fazer isso – mas é que esse comecinho é sempre complicado e com outro filho na jogada é necessário um grande jogo de cintura.

se por um lado eu tenho que caçar uma horinha a sós com ela, por outro eu não posso esquecer do benjoca, que tem ficado mais com o pai que tudo.

mês passado viajei com a constança e foi muito bom poder passar mais de 30 horas só nós duas, sem papai ou irmão para dividir a atenção dela.

foi cansativo, mas foi muito gostoso, porque consegui sentir uma conexão muito bacana com ela, que até ficou mais sorridente e calma, mesmo a viagem tendo sido bem agitada.

com isso eu aprendi que por mais que o ideal fosse repetir com ela o que acontecia com o irmão mais velho, isso nunca vai fazer parte da nossa realidade. por isso, o melhor a fazer é entender e aceitar que toda hora é hora de estarmos juntas. além do mais, ela vai contar com algo que o benjamin não teve no começo: a presença de um irmão mais velho, um amigo, um cúmplice, que vai ensiná-la muitas coisas (bagunças) que eu, como mãe, não teria essa capacidade.

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11 Comments »

  1. Luiza, fico pensando também que além dos fatores mudarem, as coisas, o tempo, nós também mudamos de um filho pro outro né? Amadurecemos, ainda bem. Meu filho mais velho tem 14 anos e tive o segundo quando ele já tinha 12 (!). Tive esse sentimento que voce está, ao contrário. Eu ficava pensando que hoje a qualidade do tempo que tenho com Mateus é infinitamente melhor do que eu tinha há 14 anos com Jorge Lucas. Até cheguei a sentir uma culpazinha por isso, mas tratei logo de expurgar. Aceitei que meu momento era outro,eu era outra pessoa. Sempre trabalhei fora, o que me dá menos tempo com eles, mas hoje com Mateus já aprendi a priorizar outras coisas, sobrar mais tempo pra eles. No final, com amor e dedicação, tudo dá certo. Beijos !

    Comentário by Luciene Asta — setembro 11, 2013 @ 9:18 am

  2. Ironicamente o 'Poderá também gostar de' me levou para o post 'libertação na lavanderia. ou não.' Li e tive que rir. Voce toda metódica, com esquema todo certinho pra pendurar as roupas no varal, cheia de estratégias. Agora a pergunta que não quer calar: como é agora? as roupas todas misturadas né?! hahahahahaha. Taí uma boa sugestão pra um post hein. Beijos !

    Comentário by Luciene Asta — setembro 11, 2013 @ 9:27 am

  3. A realidade e o dilema de mães de segunda, terceira, quarta…. viagens! Minha Helena está com 1 ano e 2 meses e é exatamente assim que me sinto também. E olha que a Mariana já está com 7anos!

    Comentário by Kyu Matos — setembro 11, 2013 @ 10:44 am

  4. Não se culpe!! Todas nós nos cansamos muito no inicio. Os primeiros meses são enlouquecedores… E ainda vc q já tem um pequeno! Quando estou cansada, eu digo mesmo: ESTOU CANSADAAAAAA!! Pq não sou de ferro. Amo meu filho, mas é muito cansativo ser mãe. É maravilhoso, mas muito cansativo.

    Comentário by Polly Costa — setembro 11, 2013 @ 11:13 am

  5. Que bolinha mais fofa está a Constança! 🙂

    Comentário by Monica — setembro 11, 2013 @ 11:34 am

  6. Também tenho passado por situação semelhante, meu bebe nasceu penas dez dias e a e vejo correndo com o tempo para poder manter uma conecçao que teve com a mais velha … Busco nos pequenos momentos que estou com ele também, porque a disputa da rotina esta grande!! É isso aí, vamos no recriado, reorganizando, remoldando sempre. Valeu por compartilhar!

    Comentário by Andrea Pimenta Guarani Kaiowa — setembro 11, 2013 @ 11:37 am

  7. Que lindo post Luíza… As mudanças e adaptações são muitas e inevitáveis. Realmente não dá para dar ao segundo (terceiro, quarto…) a mesma atenção integral e plena que o primeiro teve. E sempre penso nisso quando considero ter um segundo filho. Mas os bônus são muitos! Além de ter um irmão e aprender, desde bebê, a dividir, o segundo (terceiro, quarto…) já nasce tendo uma mãe mais tranquila, mais amadurecida.
    E pensei agora em outra coisa… e quanto ao Benjamin, vc tem conseguido dedicar algum tempinho exclusivamente a ele?
    beijos

    Comentário by Sarah — setembro 11, 2013 @ 11:40 am

  8. sinto a mesma coisa com o fato dos gemeos..
    tempo pra cada, pra mim e pro me marido, ate pro meu cachorrinho rsss

    é isso mesmo tudo q vc falou.
    e nao eh q estejamos reclamando
    eh apenas uma observação huhu

    beijooss

    Comentário by Juh Guimarães — setembro 11, 2013 @ 12:48 pm

  9. Muito obrigada por esse post! Aliás, por todos! São exatamente essas dúvidas e anseios que tenho e acredito que conseguimos dar conta, sem todas essas cobranças e aproveitando os momentos juntos. Tenho uma menina de 2 e 6 meses e estou grávida de sete meses e, com o cansaço, já estou sentindo essas mudanças. Acompanhando sempre! Bjs

    Comentário by Diva de Morais — setembro 11, 2013 @ 1:38 pm

  10. admiro a maturidade emocional que vc tem!

    Comentário by caroline — setembro 11, 2013 @ 10:02 pm

  11. O meu maior medo é de não ser suficiente nem pra uma,e nem pra outra,quando minha 2ª pequena nascer..rss

    Comentário by Marília Azuir Ferreira — setembro 12, 2013 @ 1:42 pm

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