23 de março

uma criança pode ter dois pais?

por luíza diener

já tem um tempo que aconteceu, mas ano passado (joca ainda com 3 anos) estávamos nós quatro em um restaurante aqui em brasília. pra quem conhece a cidade, ficava em uma comercial na asa norte, onde os restaurantes ficam meio que na calçada e dá pra ver o pessoal passeando na rua.
por ser um lugar quase aberto, nossa atenção fica dispersa, especialmente pro benjoca que é bastante observador. aí, do nada, ele volta pro planeta terra com a pergunta:

– uma criança pode ter dois pais?
– o que, filho?
– uma criança, ela pode ter dois pais homens?
– pode.
– olha lá! uma criança com dois pais!

e apontou para dois homens que conversavam entre si enquanto cuidavam de uma criança pequena que estava brincando. na minha cabeça eu nunca pensaria “lá está um casal gay com seu filho”. mais provável que me viesse à mente algo como “dois amigos conversando olhando o filho – ou mesmo sobrinho – de um deles”.
como a pergunta foi única e simplesmente essa, ficamos nessa única resposta e ele voltou pro mundinho dele.

no dia seguinte, fomos a um aniversário com vários amigos e parentes e benjoca e sansa brincavam pra lá e pra cá, interagindo com todo mundo. daqui a pouco joca chega correndo, chorando, me abraça forte e continua a chorar:

– o que foi, filho?
– ele tá falando mentira!
– ele quem, do que você está falando?
joca apontou para um senhor mais velho da família, por quem temos muito carinho (especialmente benjoca).
– ele não iria mentir pra você, filho, ele gosta muito de você. o que aconteceu?
– eu falei que uma criança pode ter dois pais e ele disse que não, que homem não casa com outro homem e não pode ter filho.
levando em consideração a delicadeza da situação, as pessoas que estavam envolvidas e o contexto de celebração do aniversário, preferi não bater boca com ninguém. mas falei:
– filho, a mamãe já te falou que tem criança que tem dois pais, não falou?
– sim.
– mas ele não aceita isso. quando a gente estiver no carro eu te explico melhor.
– fala pra ele, mamãe, que você não tá mentindo!
eu só disse mais alto, para os dois ouvirem:
– tem homem que casa com outro homem e tem filho, sim.

e antes que a história ficasse mais complicada, alguma coisa que eu não lembro aconteceu e ele acabou se distraindo, brincando e voltando para perto do tal senhor. eu fiquei nas redondezas só pra evitar mais conflitos.
naquela época joca tinha entrado havia pouco tempo na escola e tava com essa história de ter uma “namoradinha” (assunto que eu acho muito mais polêmico do que dois homens – adultos – se casarem). aí ele falou todo faceiro pro tal senhor que ia se casar com a coleguinha dele (vou usar nomes fictícios pra história ficar menos confusa):

– é verdade! eu vou casar com a carlinha.
e o tal senhor, todo brincalhão, falando:
– ah, é mesmo?
e nessa hora eu que intervi:
– filho, criança não namora e não casa, né?
– ah, mãe, então eu vou casar com ela quando eu crescer!
– entendi. mas deixa pra pensar nisso mais pra frente, né? vai que até lá você decide casar com outra pessoa..
– tudo bem. se eu não casar com a carlinha, eu caso com o paulo, meu outro coleguinha.
– tá vendo, vocês ficam ensinando coisa errada pro menino e confundindo a cabeça dele – disse o senhor.
fiz cara de alface e puxei o filho pra brincar de qualquer outra coisa bem longe dele.

na volta do aniversário, no carro, o assunto surgiu outra vez:
– mãe, por que ele falou que dois homens não casam? por que ele mentiu?
– filho, eu já te falei que ele não mentiu. é que ele não aceita que isso aconteça. olha, a maior parte das famílias é um homem casado com uma mulher e eles têm filhos, não é?
– é.
– mas também tem família que é um homem casado com um homem e uma mulher casada com outra mulher, por exemplo. isso existe e isso acontece bastante, mas tem gente que não gosta.
– por quê?
– olha, filho, existem muitos motivos pra isso. mas a questão é que, se a gente não gosta de alguma coisa, a gente não precisa tratar a outra pessoa mal ou fingir que ela não existe. isso se chama preconceito. gostar ou não gostar do que uma pessoa faz nunca nos dá o direito de tratar ela mal ou fingir que ela não existe, não é mesmo?
– e verdade, mamãe.

e, depois disso, esse assunto nunca mais surgiu. fim.

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categorias: amor, benjamin, filosofia de boteco

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63 Comments »

  1. Adorei a história!

    Comentário by IVI Fertilidade — março 23, 2015 @ 10:43 am

  2. O que achei mais bonito neste texto foi o filho de vcs vir perguntar: "Por que ele mentiu?". Em nenhum momento ele pensou que quem mentia eram vocês, mesmo porque ele tinha observado e concluído que existiam crianças com dois pais, no shopping. Achei lindo o vínculo de absoluta confiança do seu filhote com vocês! Realmente inspirador ^^

    Comentário by Lorena — março 23, 2015 @ 10:46 am

  3. Muito bom, Lu.
    É muito difícil evitar que a sociedade (incluindo a família) atravesse a educação/orientação que estamos dando aos nossos filhos.
    Vivemos pisando em ovos, rs…
    Beijos

    Comentário by Jeane Lucas Avellar Kratochwill — março 23, 2015 @ 2:06 pm

  4. incrível… um dia quero ser igual vcs, Luiza. rsrs Muito amor envolvido. <3

    Comentário by Bianca Lemos — março 23, 2015 @ 2:06 pm

  5. Quando ele tiver mais maduro você explica o resto… Isso se ele não descobrir sozinho… Eita assunto complexo!

    Comentário by TATIANA — março 23, 2015 @ 4:08 pm

  6. Benjoca ArraZaaaaaaa.!

    Comentário by fabrinadutra — março 23, 2015 @ 7:31 pm

  7. Polemizando para ganhar audiência e comentários? Nunca li tanta asneira num só post. Comparar namoricos de jardim da infância com casamento gay beira a loucura. Acho que 90% da população adulta saudável viveu uma amizade colorida inofensiva na infancia e chegou a maioridade sem se tornar um pervertido. Namoricos infantis são naturais. Já o mesmo não se pode afirmar sobre uma união do mesmo sexo, ou podemos? Nunca vi dois homens procriarem. Me provem o contrário e eu volto para as aulas de biologia do colégio.

    Comentário by Lucas Borges — março 23, 2015 @ 9:56 pm

  8. quanta baboseira!

    Comentário by rosa — março 23, 2015 @ 10:27 pm

  9. Apaga seu comentário preconceituoso, ainda dá tempo.

    Comentário by Fran — março 23, 2015 @ 11:03 pm

  10. A única pessoa disposta a polemizar aqui é vc…

    Comentário by Fabi — março 24, 2015 @ 6:47 am

  11. Menos intolerância e mais amor, por favor!
    Respeito ao próximo é um dos valores mais importantes que podem ser ensinados a um filho!
    Seu preconceito beira a loucura, sua intolerância beira a loucura… 🙁

    Comentário by Marceladalto — março 26, 2015 @ 12:48 pm

  12. Lucas Borges, meu querido. Duas pessoas do mesmo sexo querem um filho, mas não podem por que pessoas como vocês dizem que é errado. Dois sexos iguais não procriam, mas tiram das ruas, orfanatos e de pais que maltratam, inúmeras crianças que recebem amor desses casais homossexuais.
    E pra que procriar mais? Já não tá bom de gente no mundo não?

    Comentário by Amanda — abril 3, 2015 @ 2:19 pm

  13. Vc deve ser o Senhor preconceituoso da festinha… hauhauhauhaua…

    Comentário by Paty — abril 10, 2015 @ 1:39 pm

  14. Se o problema é a procriação, então o que dizer de casais heterossexuais que não podem ou não querem ter filhos?

    Luiza adoro o blog e tambem acho essa história de “namorico de criança” muito mais complicado

    Crianças não namoram e ponto

    Comentário by Raira — março 24, 2015 @ 5:20 am

  15. Não concordo, nem com namoricos infantis que incitam a sexualidade precoce nas crianças, nem com o casamento gay, mais essa é uma situação bem delicada, espero que se um dia minha filha me fizer a mesma pergunta, eu tenha sabedoria para explicar que essas coisas não são naturais mais que o respeito pela pessoa vem primeiro.
    Essa é MINHA opnião, baseada em minhas crenças e valores, cada um educa e cria seus filhos da sua maneira, o que não pode é um fulano como essa ai de cima achar que impor nossa opniões vai mudar alguém.
    Beijos Lu adoro o blog.

    Comentário by Ângela — março 24, 2015 @ 11:19 am

  16. Só não entendo porque fazemos tanto esforço para tornar o normal anormal e anormal normal. Se é que me entendem. Concordo com o Lucas borges, me provem que dois homens e 2 mulheres podem procriar naturalmente sem a necessidade de qualquer intervenção, pela simples atuação da natureza que reiteramos nosso comentário.

    Comentário by Santiago — março 24, 2015 @ 7:18 pm

  17. O mundo de hoje está considerando normal cada coisa… Na minha opinião, família é homem, mulher e filhos, mas tu sabes que é politicamente incorreto dizer que não concorda com essas novas "configurações" familiares.

    Comentário by TATIANA — março 25, 2015 @ 11:55 am

  18. Olha, Luiza, com as respostas que estão surgindo nesse post, acho fundamental que vcs continuem trazendo esse debate.

    E parabéns pela forma com a qual vc lidou com o questionamento do Benjoca: simples, clara e não preconceituosa.

    Bjs

    Comentário by Mariana — março 25, 2015 @ 1:46 pm

  19. Luiza, só pra variar você foi brilhante!
    Quando "crescer" quero criar meus filhos como você: com amor e ensinando que respeito é fundamental pra se viver nesse mundo. Parabéns e obrigado!

    Comentário by Amanda Barreto — março 25, 2015 @ 3:30 pm

  20. O discurso do post não se parece com pessoas que professam alguma fé. Seja em Jesus (cristãos), Deus (judeus), Maomé (Islã)…

    Explicar aos filhos que devemos respeitar o próximo nada tem com pactuar com suas atitudes e pior, achar normal.

    Não sei o que meus filhos serão, mas certamente eles ouvirão dos pais o que as cartas paulinas, o que Jesus e o que Deus nos orienta. Não importa se não é tão cool, não importa se os dias são outros e não importa se formos taxados de caretas. Porque eu simplesmente não sei ficar em cima do muro. E não. Não acho certo dois homens ou duas mulheres serem chamados de família.

    Comentário by Letícia Olimpio — março 25, 2015 @ 7:32 pm

  21. Cara Letícia,

    Que eu me lembre, o grande mestre Jesus orientou que amássemos ao próximo como a nós mesmos, pois somos todos filhos de deus, irmãos, pertencentes a uma única família.

    Comentário by Laura — março 25, 2015 @ 11:41 pm

  22. Cara Laura,
    Jesus Cristo nos chama a amar o pecador e não o pecado.
    Uma coisa é respeitar a opção (ideológica, espiritual, sexual) do outro, outra bem diferente é concordar com ela ou pregar que seja algo normal/natural.

    Comentário by Dhébora — março 27, 2015 @ 2:33 pm

  23. Amar uma pessoa do mesmo sexo é pequeno? Nossa, então incesto é pecado também, por que ló transou com as filhas e nem foi julgado. E nem vou falar que Só tinha Eva de mulher no "começo do mundo" e Abel e/ou Caim teriam que transar com ela para terem descendentes.

    Comentário by Amanda — abril 3, 2015 @ 2:24 pm

  24. E esqueci. Concordo total com o comentários do Lucas.

    Pra q exponenciar um chamego ingênuo de criança? Um sentimento tão puro, sem nem um pingo de sexualidade envolvida…

    Comentário by Letícia Olímpio — março 25, 2015 @ 7:35 pm

  25. Acho q esqueceram d aprovar meu comentário anterior.

    Comentário by Letícia Olimpio — março 25, 2015 @ 7:55 pm

  26. Se este é seu pensamento e sua postura, ok. O que não dá é se dizer cristã, ou seja, seguidora de Cristo e contradizer a sua Palavra. Posicione-se, pois pelo visto sua fé foi vendida, para ser politicamente correta, então seja o que você diz ser e não manche aqueles que o realmente são: seguidores de Cristo: que amam o pecador, mas odeiam o pecado. Deus criou macho e fêmea, e a Palavra dele diz isto, se você não crê, ok. Mas não fique em cima do muro, se vendendo apenas pra polemizar em um blog.

    Comentário by Fernanda — março 25, 2015 @ 9:43 pm

  27. O caminho do “politicamente correto” não é nada fácil. Visto a quantidade de pedrada que estamos levando por causa desse post. Pra mim é uma questão simples, mas muita gente não consegue entender. Por que eu, que sou hétero, homem e branco tenho todos os privilégios de me casar e ter uma família, eu tenho que ficar de boa, enquanto pessoas de orientação sexual diferente da minha não tem nem se quer o direto de demonstrar afeto por quem ama, muito menos de ter filhos ou se casar. É uma injustiça das grandes. Se é certo ou errado a minha religião não tem o direito de tirar isso deles. Aprendam a conviver com a diferenças e chega de discurso de ódio que em nada combina com o evangelho do Messias e seus ensinamentos.

    Comentário by hilan diener — março 25, 2015 @ 10:03 pm

  28. Hilan, Luiza e crias.

    Sigo a cada dia admirando mais e mais a evolução de vocês dois, como adultos responsáveis e amorosos. Afinal, que lição mais valiosa podemos ensinar aos nossos filhos senão o amor ao próximo. Ser ético, hoje, ganhou o apelido pejorativo de "politicamente correto".
    Não se preocupem, para cada comentarista preocupado em separar, excluir, julgar, apontar o dedo, se achar no direito de definir o que é certo, existem muitos outros anônimos e cansados de explicar que a vida sexual dos outros em nada interfere na nossa.

    Força, queridos…. parabéns pelos ensinamentos de amor aos pequenos!

    Comentário by Laura — março 25, 2015 @ 11:58 pm

  29. Até o papa se propôs a acolher os homossexuais. Vcs vão questionar a cristandade de Vossa Santidade?

    Que Deus é esse que semeia o ódio? Tô enojada com alguns comentários aqui.

    Hilan, não podia concordar mais com vc. Parabéns pela visão lúcida que vcs estão transmitindo aos pequenos.

    Comentário by Mariana — março 25, 2015 @ 10:40 pm

  30. Deus não semeia o odio, é o proprio ser humano que faz isso, Deus AMA o pecador mais ABOMINA o pecado, isso é biblico, mais pra variar os homossexuais querem sempre polemizar, tipo aquele Jean Wyllys que desrespeita os cristãos e quer nos forçar a aceitar o que não acreditamos, Absurdooo.
    Dois homens e duas mulheres não procriam, assim como crianças não podem namorar.
    Reforçando, AMAMOS o pecador mais não ACEITAMOS o pecado.

    Comentário by Ângela — março 26, 2015 @ 9:21 am

  31. Minha filha nunca teve duvida que dois homens podem casar e ter filhos, ja que eh a situacao de meu melhor amigo e com seis anos ela ja foi a dois casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Eh louco, mas para a realidade dela eu tento mais explicar que por varios motivos , como idade , religiao, background cultural , etc muitas pessoas nao aceitam e merecem respeito com as suas opinioes tb. E que ainda eh algo novo essa abertura e o mundo vai mudando aos poucos. Cheguei ate a mostrar onde o casamento gay tinha sido legalizado ou nao. Pq a verdade mesmo eh que onde moramos duas pessoas do mesmo sexo podem casar, mas nao faz tanto tempo assim e nao eh em todo lugar do mundo que se pode tb. Entao qdo ela ouve de amigos na escola que nao pode , a resposta eh simples : nesse pais, sim, eh permitido. E qto a com quem ela vai casar , eu digo sempre que ainda bem ela nao precisa pensar nisso por enquanto.

    Comentário by Lala — março 25, 2015 @ 11:04 pm

  32. Não percebi nenhum comentário carregado de ódio.

    Não há quem diga ok para a homossexualidade? Não há quem ensine aos filhos que a homossexualidade está dentro dos parâmetros sociais e que tudo bem admitirmos dois homens ou duas mulheres como educadores?

    Pois bem, há tbm aqueles conservadores, os de direita, os religiosos, tapados e como queiram taxar, que não querem esse tipo de discurso na escola, na igreja e no alcance dos seus filhos.

    E Hilan, não deturpe os ensinamentos de Jesus. Ele foi sim o maior exemplo de amor e misericórdia. Mas não pique o restante da bíblia.

    Ngm aqui pretende sair apedrejando os que optam por isso. Acho absurdo qlqr tipo de agressão. Seja física ou moral. E que nenhuma mensagem de intolerância seja disseminada.

    Tb tenho amigas e amigos gays. São seres do mais alto nível intelectual, todos de muito bom gosto, engraçados, amáveis e todos sempre souberam do meu posicionamento.

    E nunca falarei aos meus filhos que td bem ser assim. Não tem como ser flexível com o pecado, de acordo com a minha crença cristã.

    E Marina. Pergunte ao Papa se algum gay poderá ser acolhido dentro de algum ministério na igreja. Sentar no banco qlqr um senta.

    Sejamos francos…

    Comentário by Leticia — março 25, 2015 @ 11:31 pm

  33. Poderia levantar milhares de questões a respeito de todo esse assunto, mas de nada adiantaria. Eu sei que a família de vocês é religiosa e vou ter bom senso de não levantar mais conflitos. Bom…Não sei onde existe algo errado. Não vi a Luiza incentivando o Benjamin a ser homossexual, simplesmente disse o que acontece. Existem pais gays que tem filhos. Só faltou explicar que não é da mesma forma que ele viu Constança chegar.
    Devemos respeitar os homossexuais, julguem as pessoas baseado no caráter delas. Meu filho vai ser ensinado a respeitar as diferenças. Se é pecado, por que nascem predispostos a isso? Gay não escolhe! Vocês querem força-los a sofrer a vida toda, se sentindo aberrações, com tendência a suicídio. Se é pecado matar, por que alguns nascem predispostos a psicopatia? Outros desenvolvem distúrbios como cleptomania. Ou não acreditam em doenças também?
    Essas coisas vão contra os mandamentos, mas existem mesmo assim em pessoas que não escolheram. Elas vão queimar por algo que não podem mudar?Abram os olhos.

    Comentário by Paula — março 25, 2015 @ 11:39 pm

  34. Lucas Borges, sua definição de natural tá distorcida. Seria natural se desenvolvesse sozinha, espontaneamente. Mas o que acontece é que os adultos incitam isso. “olha lá a namoradinha”

    Criança não tem que pensar nisso. Vou repreender qualquer um que disser isso ao meu filho. Até onde eu sei criança também não procria.

    Comentário by Paula — março 25, 2015 @ 11:47 pm

  35. concordo Paula, criança não procria, não incentivarei isso pra minha filha e repreenderei qualquer um que disser que fulaninho é seu namoradinho…

    Comentário by Ângela — março 26, 2015 @ 9:11 am

  36. Laura,

    Eu disse q não devemos amar o próximo?
    Deus ama o pecador (assassino, mentiroso, adúltero e etc), mas abomina o pecado.
    Eu amo meus amigos gays e discordo totalmente da vida que levam. Isso não nos distância.
    Amar nem sempre implica em acalentar práticas errôneas.
    Do mesmo modo que se alguma amiga casada trair seu esposo. Do mesmo modo que um dos meus filhos roubar um doce na padaria.

    E chega de polemizar mais. Já jogaram muito assunto no ventilador.

    Comentário by Letícia — março 26, 2015 @ 12:08 am

  37. Letícia, com todo o respeito e afastando qualquer polêmica, deixo aqui apenas um questionamento:
    como é amar o próximo e negar-lhe direitos? como é amar o próximo e negar-lhe o direito de ter uma família?

    Comentário by Laura — março 26, 2015 @ 10:59 am

  38. Eu não sou preconceituoso eu tenho até amigos héteros e cristãos.

    Comentário by HilanDiener — março 26, 2015 @ 11:25 am

  39. Eu tbm, acredita? Amo até meus amigos católicos e evangélicos! 🙂

    Comentário by Marceladalto — março 26, 2015 @ 12:53 pm

  40. Nunca tinha comentado aqui e resolvi comentar pq fico chocada com tanta preconceito…
    Toda criança adotada por um casal homossexual foi abandonada por um casal hetero.
    Então é melhor a criança morar na rua, ficar trocando de orfanato, ser abandonada por mais N adotantes por motivos pífios do que ter um lar e amor?
    Legal é ver um jovem se matar pq o pai não aceita sua orientação sexual? De tanto preconceito e discriminação? O Odio não precisa estar nas palavras escritas no comentário, está no sentimento.
    O amor é maior, assim como a família. Pai/mãe é quem cria, dá amor, educação, cuida e protege. Se quem vai isso é um casal hetero, dois homens, duas mulheres, pouco importa.
    Um casal gay só tem um filho quando realmente quer, diferente de heteres que estão sujeitos a "acidentes" e criam crianças indesejadas em ambientes sem qualquer estrutura.
    Isso não tem nada a ver com ser ou não politicamente correto. É um direito do cidadão. Nosso estado é laico (ou deveria ser)

    Comentário by Luiza — março 26, 2015 @ 9:59 am

  41. Deus não semeia o ódio, de fato, mas as palavras que recebi de outras pessoas ditas cristãs não somente aqui no blog, mas também no facebook era, sim, carregadas de ÓDIO, PRECONCEITO, NOJO, REPUGNÂNCIA. Deus AMA o pecador, abomina o pecado e, novamente, AMA o pecador.
    Deus não sente nojo de homossexuais, não sente ódio dele, repugnância e não é preconceituoso com ninguém. Jesus andava com “abominações” e era constantemente repreendido e recriminado por fariseus. Ele nunca excluiu nenhum deles. Aqueles que se arrependiam, o seguiam. Fim.

    Estão fazendo um grande escarcéu com esse post onde eu falo com meu filho que ele precisa aprender a ser TOLERANTE com os outros, independente do que eles acreditam, fazem, praticam.
    O post não foi sobre “olha, filho, aqueles homens transam. E como será que eles fazem isso?” ou “olha, filho, que lindo, dois homens se beijando! Olha lá!” e muito menos “Filhão, vamos conversar, quando você crescer pode namorar quem você quiser: homem ou mulher”.
    Não é um texto sobre homoafetividade, sobre legalização ou não de casamento homossexual, sobre conivência com as escolhas dos outros. É, mais uma vez, sobre TOLERÂNCIA e sobre abolir qualquer tipo de PRECONCEITO. Ignorar a existência dos fatos não muda o fato deles existirem. Existem, SIM, casais homossexuais com filhos. Ele me perguntou sobre isso e eu respondi. Simples assim.

    Agora, quero ver os tais cristãos que sentem NOJO, REPUGNÂNCIA e ABOMINAM o homossexualismo sentirem também NOJO de mentir para o chefe pra sair mais cedo do trabalho ou mesmo faltar (ainda que seja pra ficar com o filho. é mentira e é pecado), REPUGNÂNCIA de fofoca, quando vier alguém com aquela notícia quentinha sobre fulaninha e ABOMINAR a cobiça quando ver que alguém tem uma vida mais bem sucedida que a sua ou conquistou coisas que vc provavelmente nunca vai ter.

    Por que tanta preocupação com os homossexuais? O “pecado” deles incomoda? Que tal para de olhar pro CISCO no olho do irmão e tirar a TRAVA que está nos próprios olhos?
    E se a preocupação é realmente com a salvação daquela pessoa, por que não se aproximar dela, amá-la como Cristo amou a igreja, conhecê-la e se importar de verdade com ela?
    Ou será que a preocupação maior é que nossos filhos cresçam achando isso normal e, no futuro, possam vir a querer experimentar qualquer tipo de relação com alguém do mesmo sexo?
    Afinal, a preocupação com a orientação sexual dos outros é algo altruísta ou um desejo egoísta de que isso afete a sua vida ou das pessoas próximas de você?
    Ok, talvez eu devesse ter aproveitado a oportunidade para falar um pouco mais sobre a luz da Bíblia sobre o assunto, confesso, mas de maneira nenhuma eu acho que essa conversa foi um “estímulo ao pecado”, até porque, como já disse, criança não namora (nem procria) e ponto final.

    Mais do que isso, a minha grande preocupação é que a fé do meu filho atrapalhe os outros de a conhecer Jesus:
    “Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:34-35)
    Como acolher as pessoas se elas só veem preconceito em nós, Cristãos, que deveríamos amar e acolher a todos, ao invés de ver o amor de Cristo?

    Aos que, de fato, estão realmente preocupados com seguir a Palavra de Deus, recomendo a leitura de Mateus 7.

    Um abraço a todas e todos :*

    Comentário by luíza diener — março 26, 2015 @ 10:06 am

  42. Luiza,

    Jesus realmente andou com a escória da sociedade: cobrador de impostos, prostitutas e etc, só preciso te lembrar que TODOS foram transformados e nenhum seguiu com as suas antigas práticas.

    E era imediato. Conheciam Jesus e tinham suas vidas transformadas.

    E como eu disse, o pecado é o mesmo. Roubar um doce na padaria, cortar fila, mentir e etc.

    Mas o q está em pauta agora?

    Eu não comentei com ódio. Só preciso dizer q como cristã fiquei abismada por vc não ter corrijido o Benjamin por ele ter dito q casaria com o Paulo.

    Vc não acha que caberia – como cristã – “filho, homens as vezes se casam, mas não devem. Papai do céu se entristece e o certo é como o papai e a mamãe são.” Precisa mais do q isso?

    Agora não da pra fazer cara de alface e ignorar isso. Digo, na minha casa.

    E tb não farei cara de alface se ele roubar, mentir, agredir alguém…

    Comentário by Letícia — março 26, 2015 @ 10:50 am

  43. Luiza, seu comentário está maravilhoso, irretocável. Não precisava dizer mais nada depois dele.

    Mas como a Letícia se dirigiu a mim, me sinto na obrigação de responder, ou estaria sendo mal educada.

    Letícia, talvez, por concordar, seja difícil pra vc assumir que se trata de um discurso de ódio. Mas onde há intolerância há ódio. Logo, discursos intolerantes são discursos de ódio, sim.

    Você tem todo direito de dizer aos seus filhos que, de acordo com a sua religião, a homossexualidade é pecado. Mas querer impedir que a homossexualidade seja discutida na escola, na tevê, nos espaços públicos, no blog da Luiza e do Hilan… não, isso não é um direito seu. Como foi dito antes, o Estado é laico e a liberdade de expressão tá aí pra permitir que a gente possa discutir qualquer assunto, desde que mantendo o respeito.

    E te digo mais, evitar que seus filhos participem de discussões sobre homossexualidade não vai impedir que eles sejam gays. Sabe por quê? Porque ao contrário do que vc pensa, orientação sexual não é uma opção, uma doutrina, um comportamento que se assume. É uma característica com a qual se nasce. Existem homossexuais nascidos em famílias católicas, evangélicas, umbandistas, kardecistas…ou vc acha que não?

    Assim, eu acho perigoso educar um filho com o pensamento de que gays são aberrações, pervertidos, párias. Porque se seu filho ou sua filha for gay, isso vai criar uma angústia imensa, um sentimento de inadequação e sofrimento enormes. E acho que isso é ponto pacífico entre mães e pais: não queremos que nossos filhos sofram.

    E se vc é contra agressões físicas ou verbais, deve ficar estarrecida com a quantidade de crimes bárbaros que são cometidos contra homossexuais diariamente. Alguns contra adolescentes de 13, 14 anos. Ou isso não a assusta? Em nome de que esses crimes são cometidos? Já parou pra pensar?

    Quanto a “picar o restante da Bíblia”, bom…vc tem certeza de que tudo que está escrito na Bíblia deve ser levado ao pé da letra? Vc é a favor da submissão absoluta de mulheres aos seus maridos? Do assassinato de pessoas que tenham crenças diferentes das suas? Do apedrejamento de crianças que se comportaram de maneira inadequada? Tudo isso está na Bíblia. Se vivermos sob esses preceitos, estaremos bem mais próximos de Herodes do que de Jesus Cristo…

    Com relação aos seus amigos, é uma escolha deles compartilhar a vida com alguém que considera seu comportamento um motivo de vergonha. Talvez vc não converse com eles nos termos que usa aqui nessa discussão. Ou talvez eles não tenham um nível intelectual tão alto assim, o que os impede de interpretar sua intolerância da maneira adequada.

    Mas posso te dar um toque? Essa coisa de “imagina, tenho até amigos que são!” é o refúgio de todo preconceituoso enrustido. Pega meio mal.

    Quanto ao Papa…bem, ele não precisa se preocupar em acolher homossexuais em ministérios da Igreja. Sabe por quê? Porque eles sempre estiveram lá. Desde sempre.

    E discordo de você que o banco é livre para qualquer um sentar. Se liberdade houvesse, não estaríamos tendo essa discussão.

    Estou sendo bastante franca.

    Comentário by Mariana — março 26, 2015 @ 10:54 am

  44. Mariana, você LACROU com sua resposta! não tenho mais nada a acrescentar!
    Parabéns e obrigada por contribuir de forma construtiva por aqui ;)*

    Comentário by luíza diener — março 26, 2015 @ 11:10 am

  45. Esse assunto é muito caro pra mim, sabe Luiza?
    Me incomoda enquanto ser humano, enquanto católica, enquanto profissional (sou pediatra, especialista em saúde do adolescente e vejo como eles sofrem com o preconceito, como é angustiante) e enquanto mãe.
    Tenho dois filhos homens. E tenho calafrios toda vez que vejo uma notícia de agressão a um homossexual. Fico imaginando a dor da mãe, que poderia ser com um dos meus filhos etc. E me apavora me perceber sentindo medo de que meus filhos possam ser gays e, por isso, alvo de gente maluca que MATA por não conseguir lidar com as diferenças.
    Não quero sentir esse medo. Quero que meus pequenos sejam livres, que vivam numa sociedade em que as pessoas se respeitem. Que a crença de ninguém seja justificativa pra intimidar, agredir ou assassinar alguém.
    Enfim, tb me incomodou as acusações que fizeram a vcs, de autopromoção, de falha de caráter. Acompanho o potencial gestante faz tempo, embora só tenha começado a comentar agora. E essa coisa de blog é muito doida, a gente se sente íntimo, se sente meio amigo. Então foi como se tivessem acusando injustamente amigos meus.
    E, poxa, o espaço de vcs é tão bacana, tem uma vibe tão boa! Achei uma sacanagem esse bando de gente entrando na casa de vcs pra apontar dedos e agredir.
    Enfim, se vcs morassem no Rio eu ia convidar pra lanchar lá em vasa e dar um abraço. Como moramos longe, o abraço vai por aqui.
    Estamos juntos nessa briga. E tem muita gente boa caminhando ao nosso lado. \o/
    Mari

    Comentário by Mariana — março 26, 2015 @ 12:21 pm

  46. Mariana,

    Vc sabe o significado de tolerar? Pq sim, eu tolero. Nunca sai pregando aos quatro cantos sobre o assunto, não invado a vida dos meus amigos, nunca agredi ngm de nenhuma forma. Estou num blog que levantou o assunto e achei oportuno externar minha opinião. E se esse é seu conceito de discurso de ódio, então o seu se encaixa perfeitamente. Pq vc sugere q meus amigos não são tão doutos por serem meus amigos, sugere que eu uso termos baixos e a realidade aqui é mto diferente.
    Mas acho impressionante que em qlqr debate sobre homossexualidade, qdo alguém se opõem, vem o tal “discurso do ódio”.

    As palavras que você usou não são termos que eu usaria. “Aberrações, pervertidos, paria…”, isso sim é um discurso carregado de ódio. Qdo falei que amo meus amigos, não foi pra abrandar meu posicionamento.

    E só pra constar, eu sou cristã e não judia. Como carne de porco, não sou dizimista e nem sabatista.

    Eu conheço a Biblia e a sodomia é citada do início ao fim do livro. Ela está na lei e está na graça, diferente das leis mosaicas que vc citou.

    E vou escrever de novo pra q vc entenda: sou terminantemente contra qlqr espécime de violência e intolerância.
    O que sugeri desde o início foi a instrução aos filhos e aí a coisa começa a desbarrancar com seu comentário exagerado, que quer maquiar minhas intenções, levando pra um lado que eu jamais e sequer pensei.
    Eu sei conviver com as diferenças mto bem. Mas o q cabe a mim é instruir os meus filhos como qlqr religioso faria. E essa instrução está dentro das estacas do meu lar. O que está fora dele não é passível de mudança e conselhos meus.

    A igreja não admite homossexualismo nos seus bastidores, Mariana. E ponto. Se está lá é contra gosto do Papa, bispos, anciãos, pastores…

    E por favor, não deturpe meus comentários.

    Comentário by Letícia — março 26, 2015 @ 12:38 pm

  47. Letícia,
    Onde o fato de vc ser ou não judia vai interferir nessa discussão foi uma coisa que eu não entendi.
    Mais uma vez, é difícil mesmo enxergar os próprios preconceitos. Só te propus um exercício. E vc não usou as palavras aberração e pária, mas endossou comentários que o fizeram. O que dá no mesmo, né?
    Me dirigi a vc pq vc se dirigiu a mim. Mas daria a qualquer um dos outros a mesma resposta. Nada pessoal. Mesmo.
    Se o papa está satisfeito ou não com homossexuais na igreja, não tenho como responder. Não convivo com ele pessoalmente pra saber o que ele pensa de verdade. Mas fato: existem homossexuais nas igrejas – em todas elas – desde sempre. É hipocrisia ou ingenuidade achar que não. E outro fato: papa Francisco está aberto a discutir a questão da homossexualidade.
    Aliás, o termo correto é homossexualidade e não homossexualismo. O sufixo ismo está relacionado a enfermidades. Como orientação sexual não se trata de doença, a palavra foi corrigida faz tempo.
    Crie seus filhos e interaja com seus amigos da maneira que achar melhor. E aceite que as outras pessoas assim também o façam.
    Sejamos todos felizes. É só o que desejo.

    Comentário by Mariana — março 26, 2015 @ 1:15 pm

  48. Luiza,
    Como a Mariana, sempre li teu espaço e gosto mto do pg.

    Vou parar meus comentários e deixar d colocar minhas opiniões, pq como a Mariana colocou, “acho sacanagem esse bando de gente entrando na sua casa.” Isso sim é intolerância. Onde suas opiniões estão no topo, são verdades absolutas e não admiti-se o outro lado da moeda.

    Sorte e benção pra vcs.

    Abraços

    Comentário by Letícia — março 26, 2015 @ 1:16 pm

  49. É, o problema é dizer que essa casa é da Luiza e do Hilan (não é não?) E que as pessoas podiam ter discutido sem ter apontado dedos e os acusado de gente de pouca fé (ou todos discordaram de forma cordial e eu pirei?).

    Sou mesmo uma intolerante. Minha culpa, minha máxima culpa.

    Comentário by Mariana — março 26, 2015 @ 1:28 pm

  50. Aliás, as 14h começa a Ellen q amo de paixão. Com licença q vou assistir…rs

    Comentário by Letícia — março 26, 2015 @ 2:03 pm

  51. Post otimo, apenas discordo do namorinho na infancia. Este namorico é na inocencia, os primeiros passos da criança na sexualidade… tranquilo, normal e sem traumas. Não é o namoro baseado no conceito dos adultos… baseado no sexo, conquistas e malicias. Bjão

    Comentário by THAIS — março 26, 2015 @ 4:12 pm

  52. Tem muita gente que se incomoda com aquilo que nao entende, nao aceita e ou nao quer ver. Sou casada e mae de um menino, moro em Londres e sou hetero. Acho valida a discussao que homosexualidade existe sim e tem parceiros do mesmo sexo que tem filhos. Existem coisas que me doem em incomoda muito, violencia a crianca, agressao abandono, orfanatos. Agora o que rola entre 2 adultos participantes e conscientes entre 4 paredes isso eh problema deles. Li aqui tambem alguns comentarios discriminatorios velados, tipo tenho amigos gays mas eh errado, Deus nao aceita e Jesus fica triste mas adoro Ellen, Angelina Jolie (bisexual assumida), etc. Bom que eu saiba ninguem conversou com Deus pessoalmente para saber o que ele acha… mas ate onde eu sei ele eh um Deus de amor. Agora quem se incomoda demais com isso tem que olhar bem para dentro de si e se perguntar de onde vem esse medo.

    Comentário by Erica — março 28, 2015 @ 8:55 am

  53. Depois que fui mae, o que mais me preocupa hj Eh como educar a minha filha.

    O mundo mudou mto, peço a Deus todos os dias para que a minha filha saiba lidar com os outros, com muito respeito ao próximo e serenidade.

    Que ela acima de tudo seja educada, que não ofenda ninguém, tratar todos e tudo sem indiferença. Que ela cresça ajudando ao próximo.

    Confesso que tenho muito medo, com tanta informação e a internet Eh um lugar que as pessoas não usam filtro, deveria se portar da mesma maneira que portam em lugar público.

    Enfim.. Sobre casamento gay, eu respeito… E aos poucos o Benja vai descobrindo… Mas ele foi educado pra sempre perguntar pros pais, tudo ele pergunta. E educação tem que existir diálogo com os pais… Afeto, compreensão.. Pra poder colher bons frutos no futuro!

    Ai falei demais

    Bjo nessa família que eu adoro

    Comentário by Grazi Fontanella — março 28, 2015 @ 9:45 am

  54. Erica,

    O Estado é laico. As pessoas são livres. Seu direitos precisam ser assegurados. Ngm aqui disse contrário.

    Na há preconceito, há conceito formado baseado em crenças, q precisam tb ser respeitadas. Meu lar não é laico e passamos aos nossos filhos aquilo que queremos e cremos.

    Eu tenho sim flexibilidade e posso ter amigos, pessoas q admiro, q são assumidamente o q querem ser.

    As pessoas teturpam tanto e manipulam tanto o q as outras dizem, ou não sabem interpretar texto, não é possível.

    Eu JAMAIS disse q os gays devem ser rechaçados, discriminados ou algo assim. A discussão aqui gira em torno do que elucidamos aos nossos filhos. E qual é o problema eu ensina-los que em nossa religião é costumeiro a prática heterossexual?

    Eu tenho q achar lindo? Tenho q pactuar? Não posso somente tolerar e respeitar?

    Eu acho ridículo o carnaval. Por acaso saio feito louca querendo mudar isso?

    Comentário by Letícia — março 28, 2015 @ 12:23 pm

  55. Deturpar*

    Comentário by Letícia — março 29, 2015 @ 10:11 am

  56. Concordo em números e graus com tudo q foi falado pela Letícia. Esta coberta de razão… Parabéns!

    Comentário by Mara — março 29, 2015 @ 3:09 pm

  57. Nossa como essa postagem rendeu, hein?
    Sigo o blog desde que me apaixonei pelo video do nascimento da Sansa (eu a intima da familia) e admiro o modo como vcs levam a vida e educo seus filhos!!
    Acredito que quem nao gosta do que vcs fazem/falam p seus filhos nao deve apedrejar, basta nao vir mais aqui… simples, facil e sem dor de cabeça!!

    Lendo tudo isso, tirando minhas conclusoes e tudo mais, me surgiu uma duvida, nada tao polemico quanto o tema abordado no post… como vcs lidam com o coelhinho da pascoa e o papai noel? Quando o Benjamin nao ia p escola, acredito eu que era tudo mais facil, tirar o foco do coelho e do bom velhinho era mais simples… e agora que ele vai p escola como ficam as coisas?? Nao sei se vcs ja comentaram aqui mas eu nao lembro!!
    Obrigada

    Comentário by Monica — março 30, 2015 @ 12:55 am

  58. Obrigada, Mara! =)

    Comentário by Letícia — março 30, 2015 @ 1:35 am

  59. Parabéns por ensinar o amor ao próximo e a tolerância aos seus filhos. Agora eu não sei como a Luiza teve sangue de barata… fiquei lendo e me imaginando batendo boca com o senhor na festa de aniversário. Nessas horas meu sangue ferve!

    Comentário by claranasc03 — março 30, 2015 @ 3:13 pm

  60. Acredito que chegamos no ponto de trocar a tolerância pela aceitação. Tolerar é mt raso. Aceitar que há as diferenças entre as pessoas não significa incentivar. Cada um educa seus filhos da maneira e sob a religião que lhe convém, porém, acho que a igreja, seja ela qual for tem que estar aberta ao diálogo. Não é necessário ensinar que se sentir atraído por alguém do mesmo sexo é errado, se for natural, biológico, pq haverá de ser errado o amor?

    Sodomia, o pecado, vai além disso, é a entrega aos prazeres carnais sem discernimento. Bom é a minha opinião. Não sou especialista em religião.

    Ademais, parabéns mais uma vez ao casal Diener pela clareza e objetividade em explicar ao filho algo que mais cedo ou mais tarde todos nós, jovens pais, vamos encarar.

    Entendo a postura da Letícia, porém ensinar ao filho que é pecado e q o Papai do céu não gosta não o impedirá de ser gay, caso ele seja predisposto a isso. Só reforça nele o conceito de exclusão daqueles que são. Mesmo pq como já foi dito, ser ou não ser homossexual não é escolha social.

    Comentário by Ana — março 31, 2015 @ 7:01 pm

  61. bem dito. Parabens pela clareza e objetividade

    Comentário by erica — abril 1, 2015 @ 12:56 pm

  62. Depois do comentário da Luiza não tem mais nada o que dizer.

    Realmente não entendo quem gosta tanto de fiscalizar a vida alheia, a sexualidade alheia. Como vc sabe que é pecado? Sou católica mas sempre tive bem claro que o amor e o respeito ao próximo estão acima da religião. Acredito que a religião é um caminho (para mim importante) para chegar a Deus, para me tornar uma pessoa melhor. Mas não é o único. Acho lamentável que as pessoas se achem melhores que outras por profetizarem tal fe e que digam que tal coisa é certa ou errada porque está na Bíblia (é um livro sagrado, respeito muito, mas foi escrito por homens). Acho uma pena que a religião afaste as pessoas umas das outras, e que julguem o irmão por acreditar que aquilo é pecado. Se você acha que é errado, que não pratique. Mas não julgue. pra quem diz que o casamento é para procriação o que me diz de casais onde um dos dois é estéril? Eles não podem se casar já que não podem procriar? E casais na terceira idade? Não deveriam existir também ne? O amor entre duas pessoas do mesmo sexo é tão natural quanto qualquer outra forma de amor. Deve ser vivido e respeitado. A pratica sexual dos outros não interfere em nada na sua vida. Se interfere tem algo errado com vc.

    Comentário by Marianna — abril 6, 2015 @ 11:45 pm

  63. Não Benjoca, dois homens nem duas mulheres podem procriar.

    Apenas podem escolher adotar.

    Casar e fazerem o q bem entenderem da vidas deles pq Deus é tão bom q nos deu o livre arbítrio, mesmo nos instruíndo com o mais perfeito e agradável manual da humanidade.

    Sua mami quando a Sansa nasceu NAO perguntou:

    Menino?

    Menina?

    Ou coluna do meio???

    E todas as nossas escolhas acompanham consequências.

    O velhinho tá certo, sua mami errou em te explicar dessa forma!

    Comentário by Marie — abril 7, 2015 @ 8:38 pm

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