24 de julho

às mães que agora começam

por luíza diener

pezinho-post

você sonhou com esse bebê. planejou, aguardou e quase não se continha de ansiedade quando, ainda na barriga, ele te fazia pensar em seu rostinho, seu cheirinho, suas mãos e pés tão pequenos. você pensou no enxoval, no quarto e mínimos detalhes para a sua chegada.
talvez, porém, essa criança não tenha sido planejada, mas foi igualmente amada e querida por você.

algumas pessoas quiseram te ajudar, afinal, antes de termos nosso primeiro filho, esse mundo é totalmente desconhecido para nós e ajuda é sempre bem vinda, especialmente daqueles que nos amam. não faltam livros, pediatras e conselhos para te auxiliar especialmente nesse primeiro momento que, dizem, é tão difícil.
chega o grande dia: nasce o bebê! você se alegra, se emociona, tira foto e mostra para todo mundo. no hospital te ajudam a dar banho, trocar fralda. você está imersa em felicidade.
aí vocês vão para casa. tudo parece um sonho. aquele quartinho finalmente terá um neném para ocupá-lo e o berço – que talvez antes estivesse cheio de roupas, pacotes de fraldas e outras tralhas – agora está prontinho para receber seu pequeno rei ou rainha.
mas algumas coisas começam a acontecer diferente do esperado. aquela doce criatura que antes só dormia começou a acordar, a resmungar, a chorar. e como chora! você se questiona se está tudo bem com ele, tenta de diversas maneiras acalmá-lo. será fome, frio, calor, fralda suja? será que ele sente dor?
dá o peito“, diz uma mãe mais experiente.  “bota um agasalho“, fala sua avó
“dá chá” “dá água” “dá chupeta” “dá remédio”. nada adianta. “deixa chorar. isso daí é manha”, alguém conclui.

cada um diz uma coisa, mas ninguém está ali na hora do vamos ver para te ajudar.
então chega a noite e, quando você finalmente pensa que vai descansar, a bagaceira começa. 
acorda, troca a fralda, mama, faz cocô, quer mamar de novo, dorme, acorda novamente e o ciclo parece não ter fim.
um, dois, dez dias se passam e a privação de sono começa a te afetar. você bota pomada antiassaduras na escova de dentes achando que é creme dental, confunde desodorante com bom ar, corre pra acudir o bebê que está chorando e de repente se toca que era somente o cachorro do vizinho latindo.
sua relação com seu companheiro já não é mais a mesma desde a gravidez, mas agora parece estar ainda mais afetada: o sono, o resguardo, a irritação e no fundo no fundo parece até que ele está com ciúmes desse bebê.
um furacão passou e tirou tudo do lugar e agora sua vida está completamente revirada. nem você se reconhece mais. vontade de chorar, de dormir três dias seguidos, de sumir do mapa. sentimento de culpa te invade por estar se sentindo tão estranha na época que era pra ser a mais linda da sua vida.
é uma montanha russa de emoções porque, se por um lado você se sente a mulher mais feliz do mundo por ter seu bebezinho tão perfeito ali, por outro parece que você não consegue curtir nada direito.

será que um dia as coisas vão voltar ao normal?
será que um dia eu vou dormir outra vez?
e como vai ser quando eu voltar a trabalhar?

no meio de tudo seu peito racha, o leite parece não dar conta, o bebê não para de chorar, não cresce direito, não ganha peso. o pediatra aconselha entrar com o complemento, mas você não concorda. “é pelo bem dele”, o médico completa.
sua mãe te faz lembrar do maravilhoso jeito que ela criou você e seus irmãos e te enche de conselhos.
sua amiga, mais experiente, te recomenda um livro que promete fazer o bebê dormir a noite inteira e recuperar sua vida antiga.
você lê numa reportagem, num grupo de mães, num blog dicas incríveis que fazem seu bebê virar um anjinho em pouco tempo.
então tenta ouvir as “vozes da sabedoria” e colocar em prática alguns desses conselhos.
é duro, é cansativo, seu bebê parece estar extremamente desconfortável com aquilo tudo: “você tem que insistir! no começo é difícil, mas vai ser recompensador” – essas palavras ecoam na sua mente quase como um mantra enquanto você seu bebê chora sozinho no berço.

seu corpo diz uma coisa, seus amigos e parentes dizem outra, seu bebê clama por outra, completamente diferente.
seu coração também diz outra coisa.

para!
respira profundamente. respira de novo. e de novo. e de novo. respira quantas vezes você achar que precisa, mas respira.
traz à memória seus sonhos durante a gravidez, pensa naquela expectativa. agora lembra do dia que seu bebê nasceu e da emoção que foi vê-lo pela primeira vez. pensa nos momentos bons que vocês têm tido desde então: dos barulhinhos que ele faz enquanto dorme, das suas caretinhas engraçadas, da sua delicadeza, do calor que aquele corpinho emite, dele descansando profundamente nos seus braços.
e respira.
tira seu pensamento da noite passada, tente não imaginar como será a próxima noite, muito menos o amanhã e o depois.

viva o agora.

apaga da sua memória tudo o que você leu ou ouviu. escute apenas o choro do seu bebê, não como uma coisa irritante, mas como uma música doce e suave. escute o que aquele bebê quer te dizer. ouça também seu coração. eles estão em sintonia: você e o bebê são um só. deixe-se envolver, embalar, ninar. pegue-o no colo, cante para ele, converse com ele. não precisa sentir vergonha, não há nada de ridículo nisso. entregue seu corpo, sua razão, sua alma a esse momento. e viva, flua, ame. amor é entrega, é doação, é renúncia.
não se sinta incapaz. tudo que você precisa para cuidar desse bebê está em você: seu cheiro, seu calor, seu leite. é disso que ele precisa. é disso que você precisa.
não deixe sua mente te enganar com as obrigações do dia a dia, não se preocupe em acostumar seu bebê bem ou mal, deixe somente que ele se acostume a você. você foi o primeiro contato dele, em você ele foi gerado e ele anseia por você com todas as suas forças.
relaxe.

assim como a gravidez passou e levou consigo todos os incômodos, essa fase também vai passar. ela é apenas o começo de uma vida completamente nova e incrível. não tente compará-la a nada do que você já viveu, muito menos ao que outros viveram.
mantenha a humildade para escutar os outros, mas nunca – jamais – se esqueça de ouvir primeiramente o que você e seu bebê querem dizer.

e sejam felizes.

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categorias: Tags:, , , , amor, erros comuns, para gestantes, para mães

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41 Comments »

  1. Bom dia querida! estou sempre por aqui mas este é o primeiro comentário. Estou realmente muito decidida a ser uma boa mãe, com o que sei, com o que aprenderei e com os BONS E ÚTEIS conselhos, somente aqueles que realmente ajudam. Aos 31 anos, 5 anos de casada e muita vontade de ter este bebê, chego amanhã às 23 semanas, sem muitos sobressaltos, mas com muita alegria…a gestação supera todo aprendizado que possamos ter tido! tem quebrado minhas barreiras, eu que, apesar de ser uma pessoa tão amorosa, nunca fui muito dada a manifestações de carinho, mas sempre tão preocupada em ser eficiente e forte, me pego agora rendida diante deste pequeno tesouro que tem dominado meus dias, pensamentos e meu tempo. E sei que é só começo! lindo texto, amei! obrigada por compartilhar toda sua sabedoria!

    Comentário by Cris — julho 24, 2014 @ 10:55 am

  2. Cris, eu que agradeço o seu comentário!
    Desejo que essa outra metade da sua gestação corra com tranquilidade e saúde. Que você aproveite esse tempo com carinho, que continue a se preparar para ser a melhor mãe que você pode. Tenho certeza de que vai dar tudo certo. Esses hormônios deixam a gente mais forte e mais fraca, com o coração mais amolecido e sensível e isso é ótimo!
    Um beijo grande!

    Comentário by luíza diener — julho 24, 2014 @ 2:48 pm

  3. Inacreditável! Tudo o que eu passei tu escreveu ali. Todas as noites deixando a Lara chorar no berço "porque ela tinha que aprender a dormir sozinha, pq ela era manhosa, pq ela não estava com fome, não podia ser!" Guria, como eu me arrependo. Amargamente. Hoje meu pensamento é outro, se tiver outro filho vou agir bem diferente. Parabéns pelo blog impecável (leio desde a gestação, a Lara hoje tem 1 ano e 4 meses) e obrigada por dividir conosco tua sabedoria!

    Comentário by Jennifer — julho 24, 2014 @ 11:20 am

  4. Mas é com os erros que a gente aprende. Exceto pelo leite secar, eu também passei por absolutamente tudo isso daí. O primogênito foi cobaia das minhas experiências de adestramento, que graças a Deus não duraram muito tempo.
    A Lara ainda tem 1 ano e 4 meses. Você tem uma vida inteira pra acertar!!!

    Beijos

    Comentário by luíza diener — julho 24, 2014 @ 2:49 pm

  5. Parabéns Luiza! Conseguiste expressar meus pensamentos e a maior lição que aprendi com a maternidade: ouvir o meu coração! Inconscientemente já fazia isso desde o inicio, mas, a partir do dia que tomei consciência dessa importância, me senti muito mais leve, em paz e passei a aproveitar melhor essa fase trabalhosa, porém linda demais. Lindo texto, vou encaminhar para minhas amigas gestantes!

    Comentário by Daniela — julho 24, 2014 @ 11:26 am

  6. Daniela, muito obrigada pelo comentário. Agradecerei imensamente se você compartilhar com suas amigas gestantes, porque foi pensando especialmente nelas que eu escrevi esse texto.
    Desejo o melhor a você e sua família.
    Beijo grande!

    Comentário by luíza diener — julho 24, 2014 @ 2:52 pm

  7. Luíza eu já tenho um filhote de 4 anos e sou uma potencial gestante simplesmente amo seus textos são incríveis..Você realmente tem talento pra isso! Ser mãe e blogueira.

    Quero ver mais bebês por aí!!

    Bjos

    Comentário by Denise Moabe — julho 24, 2014 @ 11:47 am

  8. Oi, Denise! Potenciais gestantes somos todas nós, né? Ehehehhehe!
    Eu também quero ver mais bebês por aqui, mas acho que ainda tô naquela fase de curtir a bebê em questão. Ehehehhehe

    Beijão

    Comentário by luíza diener — julho 24, 2014 @ 2:53 pm

  9. Que texto delicioso – como sempre, né? Ainda sou uma potencial, mas mergulho nos seus textos que sempre me levam a ficar aqui, com cara de bocó, sonhando em viver as experiências que vc descreve.

    Comentário by Natália Públio — julho 24, 2014 @ 12:24 pm

  10. Luíza vc arrasa mulher!!!Amo seus posts,é bem isso mesmo,tenho uma princesa de 2 meses,no comecinho dava vontade de chorar,medo,angustia,amor tudo misturado,mas deixar o amor fluir é a melhor maneira de viver esse momento,vc me faz sentir humana rs.bjosss

    Comentário by Paula — julho 24, 2014 @ 12:37 pm

  11. Obrigada, Luíza 🙂

    Comentário by amainha — julho 24, 2014 @ 2:20 pm

  12. Lindo texto e tão verdadeiro… Eu caí em muitas armadilhas, mas felizmente algumas barreiras consegui ultrapassar. Mas sempre fica a sensação da luta solitária, as caras de dúvida e desconfiança quando você diz que não vai deixar chorar e que seu leite é suficiente, por exemplo. Não era para ser uma batalha, mas parece ser.
    Minha filha tem 2 anos e ainda hoje eu me pego ouvindo coisas e me preocupando: desfralde, peso, crescimento…
    A dica é não dizer nada para ninguém. Ouvir, fingir que ouve, na verdade. Escutar somente de forma muito filtrada. E seguir algo que nasce junto com o nosso filho: o instinto. A gente SABE o que nosso filho precisa, simples assim.

    Comentário by Tatiana — julho 24, 2014 @ 2:32 pm

  13. Olá Luiza…seu texto esta um espetáculo, ainda não sou mãe , mas no meu subconsciente me preparo para isso lendo seus textos…obrigada por compartilhar seus medos, anseios e realizações!! bjos

    Comentário by karina — julho 24, 2014 @ 2:50 pm

  14. Sempre mandando bem esta minha filhota querida.
    obrigada por compartilhar.
    Beijinhos

    Comentário by Daisy — julho 24, 2014 @ 3:38 pm

  15. Lu,

    queria ter lido este texto a duas semanas atras. Apesar de saber a dura realidade das primeira semanas do pos parto eu não estava esperando ter comlicacoes pos parto que fizeram a tudo ficar mais complicado.

    Nao ter forcas para levantar e carregar o seu bebe foi um dos momentos mais difíceis que tive. Me culpei de ter tido 27 horas de trabalho de parto e meu utero não ter fechado por estar cansado. Mas quando voltei ao hospital por mais complicações e enfrentar a realidade de que poderia morrer e deixar meu marido e filha, isso mexeu comigo. Tive de enfrentar meus medos e anseios e toda a dificuldade que tive.

    O que me ajudou a passar por essa fase tanto do complicações como de ter um recém nascido foi exatamente o que vc disse, focar nos momentos bons, no agora e saber que isso vai passar (aprendemos isso nas aulas de mindful birth and parenting). hoje estando mais forte fisicamente tento focar que o minha Ada ‘e um recém nascido que ainda esta aprendendo a viver ( tento me por no lugar dela), quando ela chora eu tento ter paciência, e quando acordo no meio da noite para amamenta-la o quanto surtida eu sou de estar aqui para curtir cada momento.

    Por que covenhamos nao tem coisa mais preciosa que vc ver o seu bebe sorrindo ou fazendo caretas quando vc acorda cansada e tonta. aquele momento vale mais que o seu cansaço físico, medos e anseios : )

    Por favor continue o Blog pois o compartilhamento da sua experiencias, inclusive medos, anseios e humanidade, mostra para outras ames e pessoas que somos todos normais e isso ‘e fantástico. Beijos!

    Comentário by Sally — julho 24, 2014 @ 8:33 pm

  16. Puxa vida, aqui em Curitiba tá circulando essa notícia, que nos deixa com o coração na mão. https://www.facebook.com/photo.php?fbid=102036936

    Seria tão bom dizer tudo isso para essa mãe =(

    Comentário by damamae — julho 24, 2014 @ 9:57 pm

  17. Seu texto é simplismente maravilhoso. Estou muito emocionada ao ler. Vira e mexe me pego desse jeito mas olho para o meu bb, abraço ele sinto seu cheirinho e tento me acalmar…viver um pouco de cada vez. Mesmo assim é dificíl, ainda mais quando o pai não atende as suas expectativas. Ja senti tudo isso, vontade de sumir e tal e confesso, as vezes ainda sinto. Amo meu filho. Ele é tudo o que eu mais queria em minha vida e olha que ja havia perdido as esperanças, pois disseram que eu não podia engravidar. Eis que com 33 anos meu pequeno rei Ryan nasceu e meu mundo se transformou. Então, me culpo por me sentir assim de x em quando, mas foi bom ouvir suas palavras…estou me sentindo abraçada e não mal. Amo vc filho. Perdão por as x cair no choro ou querer sumir….são apenas momentos e eles passam viu bb. Ele fara 1 aninho agora 29.7.14. Meu amor.Meu tudo

    Comentário by Raquel — julho 25, 2014 @ 1:08 am

  18. […] emprestar aqui um trecho das belas palavras da Luiza Diener (texto completo aqui) e depois deixo para vocês uma das músicas que compõe a trilha sonora da minha vida […]

    Pingback by Trilha Sonora | Uma Caipira na Suécia — julho 25, 2014 @ 6:13 am

  19. Se não fosse mãe leria seu texto apenas com atenção, mas como hoje – graças a Deus- sou mãe de um bebe de 11 meses, o lí emocionada cada linha, parabéns….
    Alessandra

    Comentário by Alessandra — julho 25, 2014 @ 2:06 pm

  20. Parabéns pelo texto Luiza…Sou mamãe de primeira viagem e,estou grávida de gêmeas…Fecho amanhã 32 semanas de gestação…É muito importante a gente ler depoimentos como esse, saber que realmente são coisas que podem acontecer com a gente também…mas você lendo algo como isso que você postou, você se sente mais segura,preparada para enfrentar isso caso aconteça. Com certeza, seu texto me ajudou muito e, continuará ajudando muitas gestantes de primeira viagem. Parabéns pela iniciativa.

    Comentário by PRICA — julho 25, 2014 @ 2:14 pm

  21. vc conseguiu em um texto descrever td minha rotina, expectativas e o q passa na minha cabeca, texto maravilhoso e emociinante!!!

    Comentário by janaina — julho 25, 2014 @ 2:16 pm

  22. Gostei muito, muito mesmo ! Estou com 32 semanas de muita ansiedade, curiosidade e medo, porém, ciente do que irei viver a partir do momento que minha princesa vier ao mundo. E essas palavras ajudaram muito. Obrigada !

    Comentário by Kianny Adriana — julho 25, 2014 @ 2:28 pm

  23. Ameiii esse texto! Passei por tudo isso com meu primeiro filho, que hoje está com 6 anos. Tentei por várias vezes adestrar o sono dele, em vão, diga-se de passagem, e sofri muito até o dia em que resolvi deixar as coisas acontecerem por si só. Ele só passou a dormir bem à noite por volta de 1 ano e meio.

    Agora, com meu segundo filho, prestes a completar 3 meses, estou me permitindo ser mais leve: se ele chora, pego no colo, se precisar dou o peito de hora em hora; não me importo se passar a noite toda com ele nos braços, amamentando… sei que essa fase logo vai passar e, em breve ele nem vai mais querer meu colo… então eu quero mais é curtir agora o meu bebê, que não vai ser um bebê pra sempre.

    Parabéns pelo blog!

    Comentário by Ana Paula — julho 25, 2014 @ 3:05 pm

  24. Lindo texto. Passei por td isso quando meu filho nasceu, é uma fase muito dificil. Mas hj ele ja esta com quase 5 anos. Estou pra ter meu segundo bebê, a data provavel do parto é hj, muita ansiedade e medo de passar por td isso novamente. Mas me conforta em saber que não sou a única a me sentir assim. Boa sorte a todas nós.

    Comentário by Patricia — julho 25, 2014 @ 3:47 pm

  25. Exatamente isso. Seus textos são demais e sempre no momento certo.

    Obrigada.

    Comentário by Dinahir — julho 25, 2014 @ 10:15 pm

  26. Lindo texto! Queria ter sido mais assim com o meu primeiro.

    Hoje tenho mais consciência disso tudo e tento me conectar cada vez mais com a minha segundinha de 3 meses.

    Beijos para a família.

    Comentário by Renata — julho 26, 2014 @ 3:00 am

  27. Lindo! Excelente! Perfeito! Eu me senti assim com a primeira filha há dois exatos anos. Agora com o segundo, um menino, de 50 dias eu também me sinto assim. É impressionante como a gente fica exaurida mas damos conta. Desta vez revi os meus erros e me supero a cada dia. Como vc disse a noite começa a bagaceira e a pequena acorda lotada de energia. O meu segundo parto foi transformador, natural de tudo. Ao encarar a dor de frente busquei forças para esses primeiros meses, porque tudo passa e somos tomadas por uma vontade insana de ter um terceirinho. Não é? Amo seus textos, sua transtransparência e o jeito engraçado de não florear a maternidade. Abraços

    Comentário by leticia — julho 26, 2014 @ 1:21 pm

  28. Ai q saudade q eu tava de ler um texto maravilhoso desses! Não me deixem com abstinência desses textos ótimos familia diener! Bjo

    Comentário by marjane — julho 26, 2014 @ 8:21 pm

  29. Lindo, Luiza. Muito lindo. Salvando para reler em algum ponto do meu puerpério, que estará começando em pouco mais de um mês. E se eu não lembrar de ler, que me lembre da essência desse texto. Obrigada!

    Comentário by Nana(ALouca doBebe) — julho 26, 2014 @ 11:01 pm

  30. Muito bom o texto! Era exatamente o que eu precisava ler hoje! Me ajudou muito! Obrigada! 🙂

    Comentário by Bruna — julho 27, 2014 @ 3:17 am

  31. Muito obrigada por esse texto, Luíza!
    Estou vivendo tudo isso e ler essas palavras fez diferença no meu dia!

    Comentário by Bárbara — julho 28, 2014 @ 9:31 am

  32. Lindo demais o seu texto. Maternidade real e clara. AMEI !

    Comentário by Cris — julho 30, 2014 @ 6:45 pm

  33. Que texto legal. Gostei muito.

    Comentário by ketina — setembro 15, 2014 @ 1:02 pm

  34. Que texto magnífico. Muito bom.

    Comentário by ketina — setembro 26, 2014 @ 12:55 pm

  35. O texto mais real e mais lindo que li até agora… o furacão me espera! 🙂

    Comentário by Lu Périco — setembro 30, 2014 @ 1:09 pm

  36. Lindo!!! Retrata exatamente o que estou passando. Depois de mto ler blogs e livros, ouvir conselhos, pesquisar na internet, já estava ficando estressada e tudo o que eu fazia era reclamar. Foi qdo percebi que tinha algo de errado acontecendo. Não conseguia sentir o prazer de estar ao lado meu filho (que por sinal aguardei por quase 5 longos anos – cheios de expectativas e frustrações a cada beta negativo). Hoje, estou muito mais contente com o momento em que vivo. Aceitei o fato dele não dormir a noite inteira, dele mtas vezes adormecer no colo mamando, dele sentir cólica de madrugada. Não me tornei conformista, apenas decidi mudar a minha visão sobre os fatos.

    Comentário by Maria — outubro 24, 2014 @ 12:54 pm

  37. Oi luiza leio sempre os seus textos e amo mas nunca tinha feito comentarios mas vc acaba de descrever minha vida nos ultimos 27 dias .me vejo as vezes a beira do desespero com esse serzinho tao lindo e tao complicado sou contra o adestramento de crianças e me corta o coração imaginar o bebe que eu tanto quis chorando sozinho no berco .me trouxe um pouco de alento suas palvras sinceras de que filho alem de nao vir com manual nao tem formula magica para cria los .alias sua familia eh liinda eu chorei com o relato do parto da sansa

    Comentário by sheila casanova — outubro 24, 2014 @ 4:14 pm

  38. emocionante teu texto. emocionante mesmo.

    Comentário by juliana — dezembro 29, 2014 @ 8:15 pm

  39. Ah Como queria ter lido isso no meu resguardo! Como sofri! Alem disso tudo, sentia dores memoráveis dos pontos. Mas eu seguia meu coração, ouvia os conselhos, mas ele que deva a última palavra. Hoje meu bb e lindo, suadavel, e esta no aleitamento exclusivo ha quase 5 meses .

    Ainda n durmo, mas todo dia eu penso: vai passar! Não nego colo e MT menos deixo chorar! Obrigada pelas palavras lindas!

    Comentário by kaissa — janeiro 3, 2015 @ 8:49 pm

  40. […] 6. às mães que agora começam […]

    Pingback by potencial gestante – 15 posts mais acessados em 2014 — fevereiro 24, 2015 @ 4:02 pm

  41. Uma lágrima embaçou os olhos aqui… Que vontade de abraçar aquela mãe iniciante, assustada e cansada que eu fui… Difícil mesmo se entregar… Difícil e necessário… Bjs, Luiza!

    Comentário by Andreza — julho 28, 2015 @ 8:45 pm

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