
hoje o benjamin completa 12 dias.
semana passada eu estava eufórica com o nascimento dele. com aquela sensação de que eu era indestrutível e que tinha nascido pra ser mãe. bem, não é que o sentimento tenha desaparecido, mas esta semana veio acompanhada de frustrações e lágrimas.
quando tentei fazer sozinha algumas coisas descobri que não sou tão capaz assim.
semana que vem meu marido volta das férias e acho que minha mãe também. por enquanto estou na casa do meu avô e como aqui tem empregada (lá em casa tem uma diarista de 1 vez por semana e olhe lá) e motorista, a coisa fica bem mais fácil: não preciso lavar, passar, cozinhar, sair pra comprar nada. eles fazem isso pra mim. um loosho.
aí ontem fiquei me imaginando como será voltar pra casa e passar o dia todo sem ninguém. por um lado acho ótimo (tenho uma mania terrível de gostar de ficar sozinha sempre). por outro, nem tanto. desde a gravidez tenho aprendido a depender um pouco mais das pessoas e entender que ninguém é uma ilha.
durante a noite não tenho acordado o marido pra aprender a me virar um pouco. durante o dia praticamente só dou de mamar.
mas algumas vezes tentei exercer umas tarefas mais complexas e me ferrei. ontem mesmo fui dar banho no benjamin sozinha de tudo (até então tinha sempre alguém por perto), enquanto o hilan descansava no sofá. decidi estrear a tal tummy tub.
parêntese: foi lindo ver minha sogra dando banho no benji na tummy tub. foi só ele entrar que já desmaiou lá dentro de tanto relaxamento. aí achei que fosse fácil facil.
eu peguei ele de um jeito todo descatembado e o bichinho engoliu tanta água (quer dizer, chá de picão) que abriu o maior berreiro.
nem com as agulhadas ele chorou tanto. daí pra frente foi um chororô sem fim. e eu ainda tinha que enxugar, passar pomada, colocar fralda, meia, body, calça, blablabla. tinha esquecido de deixar a toalha a postos e isso fez ele gritar de frio. mais frio ficou meu sangue e eu nem sei de onde tirei serenidade pra fazer tudo aquilo. chega saíram lágrimas dos olhos dele.
aí corri pra dar de mamar. ele parou o berreiro na hora, mas eu não. desabei. chorei, chorei, chorei, me sentindo a pior das pessoas. no meio da mamada o benjamin parava pra tossir, provavelmente o chá entalado. e eu me desentalava de tanto chorar.
sei que você pode estar aí pensando “normal. essas coisas acontecem. você não deve se culpar por isso”, mas acho que faz parte da escola da maternidade passar por certas frustrações. a gente não é perfeita e vai mesmo errar com nossos filhos. eu sei que poderia ser pior e tudo. mas isso é bom pra aprender que nossos filhos também virão a errar e não podemos cobrar tanto deles. afinal, ninguém é perfeito.
eu já me perdoei (acho) e sei que se não tivesse mantido a calma a coisa poderia ter sido pior.
mas ainda estou apreensiva de voltar à rotina da minha casa. continuo tentando me virar por aqui, sabendo que posso errar mais agora, pois terei a quem correr.
enquanto todo o drama do benjamin se resolveu com um colinho ou uma mamada, a leoa aqui comete um pequeno deslize suficiente pra ficar totalmente abalada.
eu, que me considerava alguém extremamente forte e isenta de medos, descubro que minha maior fragilidade se encontra neste pequeno ser.

mais fotos no nosso flickr. clica aí:
Eu filmei o parto da luíza. Me falaram: Como você conseguiu? Você é muito forte. Forte mesmo é a ela! Coragem ali não falta. Eu no lugar dela teria pedido para sair de casa dopado. “Pode fazer a ultra mega plus cesária, to dentro!” Sou homem demais para parto normal. Viva a cesárea!… not.
Nem sei de onde tirei força para agüentar ver a esposa gritando e ainda mais aquele tanto de sangue. Acho que a expectativa de ver o Benjamin era tão grande que não agüentei.
Anteontem fomos vacinar o baby, que dó! Isso eu não consigo ver. A vontade que dá é de bater na médica que ta aplicando a vacina, sobe até um calor! Sou só eu? Descobri que sou um fracote. Se tem uma coisa que me da calafrio e suores é ver o Benji levando agulhada. Teste do pezinho, vacina BCG, hepatite, o escambau, geralmente o bixinho ta dormindo gostoso (coisa que ele mais faz) vem uma mulher de branco e tasca uma agulhada sem dó! Buaaaaaaaa! é um berro violento e cheio de careta! Mas nada é pior que coleta de sangue. Nem quis entrar na sala. A Luíza ficou segurando o bracinho.
Eis que adentro ao mundo tenebroso da pediatria:
Foi assim: Fomos na pediatra, que eu não gostei, a mulher só falava com a Luíza:
- Mãezinha quando for dar de mamar faz isso… Mãezinha cuidado com isso, não esqueça disso! Mãezinha. Mãezinha para cá e pra lá. Pô meu! vamos incluir o paizão aqui!? Afinal este garoto não foi feito invitro não, foi fifiti fifiti. Até a vovó reparou que eu estava sobrando naquela sala.
Engraçado que na hora de pagar eles lembram do paizinho. A boa noticia é que o Ben está bem (hehehe) e que esta judiação é pro bem dele, se não fosse nem começava. (quantos bens eu usei nesta frase!)
Conclusões:
Vou mudar de pediatra.
Vou ter que me acostumar com a tortura, afinal durante um ano ele vai levar umas 15 agulhadas.
Ele não vai lembrar de nada depois de velho, não ficarão traumas, até onde sabemos.
Contra icterícia chá de picão (que coisa degradante para masculinidade do bixinho) e banho de sol.
Para descontração geral dos papais, por favor, assistam veja o video abaixo:
bjs to indo dormir
Hilan
ontem à noite meu mini-príncipe completou uma semana de vida.
é tão pouco tempo e parece uma vida inteira! como foi que consegui viver sem ele até agora, meu deus?
em um dia estava naquela ansiedade louca pra ver logo a carinha dele e agora eu tenho esse privilégio 24h do meu dia! é uma alegria que não tem mais fim!
volta e meia me pego olhando o rostinho dele e chorando desembestadamente. é um sentimento que nem sei explicar.
acho que ao invés de depressão pós-parto eu tive euforia pós parto e acabei tendo que me dar repouso nos últimos dias porque não parava um segundo sequer, querendo resolver todas as coisas do mundo!
e pra ver como tempo é relativo, em uma semana muitas coisas mudaram:
e tem muito mais fotos no nosso flickr. clica aí:

pediram relato do parto. bem, o resumo já foi dado. esse daqui é pra quem gosta de ler mesmo. e de ler os detalhes sórdidos e escatológicos.
minha intuição sempre foi de que o benjamin nasceria em agosto, não em setembro, conforme previsto.
as ecografias sempre acusavam uma semana a mais e minha médica, sempre que me examinava, dizia que o bebê nasceria antes da data prevista, que era 10 ou 11 de setembro.
aconteceu que quando estava quase completando 36 semanas a médica me examinou e disse que minha barriga estava bastante alta ainda e que deveria nascer lá pra 7 de setembro. ok.
quarta, 18 de agosto: é aniversário da minha irmã.
até então eu tinha bastante contrações (desde o 6º mês), mas sempre sem dor.
durante a comemoração do aniversário sinto algo bem parecido com uma versão light de cólica menstrual (porque as minhas sempre foram punks): um incômodo na lombar e uma dor no baixo ventre.
até comentei com o marido: acho que agora o benjamin tá descendo.
passa a dor, passa o dia e na noite de quinta, 19, sinto a mesma dor outra vez.
sexta, dia 20 à noite, a dor volta. passa. volta. sempre acompanhada de um endurecimento da barriga.
por puro desencargo de consciência resolvo verificar se as contrações são regulares. mais ou menos: às vezes demoram 15 minutos para voltar, outras 10 e de repente somem as dores e fica só aquela barriga dura.
separo umas roupinhas que havia comprado/ganhado naquela semana pra lavar no dia seguinte.
sábado, 21. acordo, lavo a primeira maquinada, estendo. passo o sábado passando roupinhas e separando por tamanho. lavo a segunda maquinada e já é fim do dia quando estendo. a típica dor na costela + dor na lombar. amanhã eu passo o resto.
domingo, 22 de agosto. cólica vai, cólica vem, barriga que endurece.
durmo até tarde e, depois que acordamos até comento com o marido: já pensou que esse pode ser nosso último fim de semana assim? isso porque eu estou apenas com 37 semanas.
13h: vamos almoçar na casa do meu avô.
comento que estou sentindo essa cólica chata e decido deixar de ser besta e metida a resistente e ligar pra minha médica pra saber se posso tomar algum remédio. ela está de plantão em um hospital e me chama para dar um pulo lá pra me examinar: “2 a 3 cm de dilatação. seu bebê pode nascer em até 72 horas. quem sabe mais”.
16h: saio do hospital com a sensação boa de que logo terei meu bebê nos braços.
passo na casa da minha mãe, pego uma mala maior, volto pra casa e começo a resolver um milhão de coisas: roupas na gaveta, as que faltavam passar, separar por tamanho, fechar a mala do benjamin e a minha.
mas as contrações vão ficando cada vez mais frequentes e compassadas.
18h40: decido marcar o intervalo entre as contrações: 2 a 3 minutos entre cada uma, com uma duração de 25 a 30 segundos. tomo banho e durante o banho percebo que não consigo fazer nada na hora das contrações: toda vez que elas vêm eu tenho que parar o que estou fazendo. a melhor posição é agachada (de cócoras).
tento ligar pra uma doula (que ainda estava pendente) pra ver se ela pode me acompanhar. não quero ir ao hospital à toa. ela está em um curso e disse pra eu ligar por volta das 20h.
20h: doula ainda no curso. só sairá umas 21h. a essa altura do campeonato as contrações já incomodam bem mais. ligo então pra médica e informo: contrações de 2 em 2 minutos com duração de 30 a 60 segundos cada.
ela pergunta: “dói muito?” e eu “não. dá pra aguentar”. ela diz que eu posso esperar um pouco mais então (nas consultas eu deixei bem claro que não queria ir pro hospital pra ficar de molho por horas e ela acabar induzindo meu parto. por isso ela me fez esperar mesmo e eu achei foi bom).
21h: “alô, doutora? acho que tá doendo muito” “tá bem, luíza. vai pro hospital e pede pro plantonista te atender. avise a ele que eu irei em seguida”.
mala pronta, aproveitamos pra pegar o bebê conforto e outras coisas. vai tudo pro carro.
21h40: o médico de plantão me atende: 8 a 9 centímetros de dilatação: “sua médica já está vindo? liga pra ela vir que eu já vou te encaminhar pro centro obstétrico”.
“é agora”, pensei.
subo na cadeira de rodas e me sinto chique. nunca me internei, muito menos fui carregada pra cima e pra baixo em uma cadeira de rodas.
daqui pra frente a noção de tempo fica distorcida.
vou pro centro obstétrico, pra sala de pré parto. parece que ninguém entende por que estou lá, visto que, quando as contrações não vêm, fica tudo bem. quando vêm, eu apenas respiro bem fundo e expiro como quem quer mandar a dor embora (nisso as aulas de ioga – apesar dos gases – me serviram bem). não consigo pensar na dor que sinto ou na pior que ainda virá. só penso: “o benjamin tá chegando! logo vou estar com ele!” e choro de alegria.
na sala tem bola, banquinho e sei lá o que mais, mas eu quero mesmo é ficar deitadinha.
chega o marido, fica bem quietinho do meu lado de mãos dadas: “ele tá vindo!”, digo.
vontade constante de fazer xixi. pra piorar, cocô também.
vou ao banheiro, volto.
a médica chega, faz o toque: dilatação completa, colo apagado. mas eu não to achando que vai sair agora. espera mais um pouco. posso ir ao banheiro? quero fazer cocô!
é normal mesmo. sinal de que o bebê tá quase saindo.
mas eu quero ir ao banheiro! tá, cuidado pra o bebê não sair na privada. tudo bem, melhor ainda! vou levar o marido pra aparar, tá?
volto pra sala de pré parto e a médica já mandou preparar a sala de parto.
aí me dá a louca (acho que vontade de que a coisa aconteça de fato) e pergunto se já posso ir. ok. lá vamos nós.
a sala de parto tem cara de tudo, menos de sala de parto. uma maca no meio dela, uma mesinha no canto, uma bola verde e uma daquelas luzes móveis de hospital que ficou apagada o tempo todo.
a maca inclina e tem uma barra na frente que dá pra segurar. legal!
e agora? o que eu faço? quando vier uma contração você faz força como quem vai fazer cocô.
li um livro dizendo que a gente não pode envergar as costas pra trás, senão atrapalha a passagem do bebê. tem que manter ela reta, como se tivesse uma linha puxando o umbigo pro teto. na verdade era essa força que eu tinha que fazer, mas fiz a do cocô mesmo. só lembrei de deixar a coluna reta e de respirar bem. nada de cachorrinho.
não lembro de mais ninguém na sala. não tem marido, não tem enfermeira. só a médica e eu. quer dizer, eu só lembro da médica porque ela faz questão de ser lembrada.
quando vinha a contração, ela enfiava o dedo na minha vagina e abria: “to vendo ele vindo! faz força!” e até agora a bolsa não rompeu.
eu queria que ela rompesse na hora dele sair, pra ajudar na passagem. e também ouvi dizer que têm mulheres que expulsam o bebê com bolsa e tudo, igual cachorrinho. mas claro que isso é uma péssima ideia pros médicos.
ela menciona alguma coisa sobre anestesia. pergunto se a dor das contrações pode ficar pior que isso e ela diz que não. então não quero. quero sentir o que está acontecendo. quero saber a hora certa de expulsar. me deixa!
se até a hora da expulsão eu era uma ovelha mansa, a rei leoa agora incorporou com força. quero ganhar sozinha. não quero a ajuda de ninguém. me deixa que eu vou saber o que tem que fazer.
mas a médica quer intervir. na hora da contração ela mete a mãozona lá dentro e aí dói pra cacete. “vai! força força!” e eu: “me larga! sai!” e começo a chutar ela. “não me encosta! isso dói!”.
briga vai, briga vem, ela pede pra estourar a bolsa. ai tá bom. vai logo. vamos acabar com isso.
parêntese: gente, se estourar a bolsa é válido ou não, eu não sei, mas achei demais! foi igual estourar um balão d’água gigante. claro que de onde eu estava não dava pra ver nada, mas eu só ouvi o tchááá do líquido no chão. foi uma diversão no meio daquilo tudo.
de volta à realidade, aí as contrações começaram a doer. e aí eu faço força pra valer.
é um berreiro só. quando ela me encosta o berro sai com vontade. gritei como nunca antes na minha vida e, apesar de me sentir um pouco acanhada, descubro que é a melhor coisa do mundo. não só o bebê estava desentalando vagina abaixo, como a dor foi desentalando goela acima. não só isso, parece que eu estou desentalando uma vida inteira. todo grito contido foi saindo corpo afora. e sai cocô, sai xixi e aquela cabeça começa a aparecer: “to vendo o cabelo dele! vai!”
mas logo em seguida: “ó, não vai passar sem corte. se não cortar, vai rasgar e vai rasgar de qualquer jeito. posso cortar?”
que jeito, né? eu não queria, mas vamos logo com isso.
e ela taca uma injeção local de xilocaína que não pega. cacete de agulha! aí ela fura de novo. juro. as agulhadas são piores que tudo. parece que não pegou direito, porque eu sinto ela me cortando. a vontade que dá é de dar um bicudo na cara dela e xingar de tudo que é nome. mas eu só grito e continuo fazendo força.
parece uma eternidade, mas acho que não fiquei nem dez minutos na sala de parto.
“ó, vou colocar este pano na sua barriga pra apoiar o neném.”
aí de repente força força força aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!! é a cabeça saindo. o tal do círculo de fogo é um absurdo. uma dor enorme que dura pouquíssimos segundos “sai! sai! sai, menino!” e pluft! o bebê escorrega.
22h42, a doutora canta.
na mesma hora colocam ele em cima de mim, que fica só miando num choro baixinho.
meu deus! esse é meu filho! jurava que ia chorar, mas fiquei meio inerte, apenas admirando a coisa mais perfeita do universo que não é somente meu filho, mas esse milagre da vida.
cortaram o cordão e agora beijinho beijinho tchau tchau. lá vai ele pra pediatria.
ué, mas eu não ia dar de mamar? no curso do hospital disseram que ele ia direto ao peito. não, não dá.
enquanto isso ela me diz que a placenta está saindo. mas já? não era pra demorar uns 40 minutos? não a minha. a enfermeira começa a apertar minha barriga e eu não deixo. deixa que eu faço força e ela sai. saiu. deixa eu ver? ai que legal é uma placenta! um pedaço gigante de carne vermelha com um fio grosso e roxo pendurado.
tá ardendo lá embaixo.
hora de dar os pontos. lembrando que eu não tomei anestesia e aquela xilocaína não serviu de nada, eu consigo sentir cada agulhada. ai! para! tá doendo pra cacete!
tá bom, acabou! vai pra recuperação.
22h50: me deitam ali num lugarzinho próprio e cadê meu filho? tá na pediatria. fiquei anestesiada de tudo. o tempo parece se arrastar sem fim.
toda hora que olho no relógio parece que ele quebrou. o tempo pirraça.
na mesma hora que cheguei pro parto, outra mulher chegou pra cesárea. eu fui parir antes, mas ali, na recuperação, ela chegou um pouco depois.
os minutos se arrastam e eu to que ouço um bebê chorar.
daqui a pouco chegam com a filha dessa mulher e o pai está lá também. a filha dela mama e eu deliro entre o cansaço e a lucidez com a hora em que vou dar de mamar pro meu filho também.
o bebê continua chorando. não é o dela, é o meu.
23h e tanto: vejo o hilan chegando com o benjamin no colo e a câmera a tiracolo. me dá, quero tirar uma foto sua segurando ele. na foto ele sai com cara de bravo e diz: ele tá com fome.
ali deitada mesmo colocam meu filho no meu peito e ele começa a mamar.
senti como se eu tivesse feito aquilo a vida inteira. o momento que eu mais esperava chegou! meu filho tá mamando, sem problemas!
fico um tempo lá. já deu meia noite. agora eu posso ir pro quarto.
a motorista da maca é bem destrambelhada e me bate em cada porta que passa. mais um solavanco pra entrar no elevador e eu sei que estou chegando.
na ala da maternidade vejo um monte de enfeite de porta: beatriz, joão, sei lá quem. eita é mesmo! tinha isso!
me contaram que o benjamin nasceu roxinho, quase sem ar. também fraturou a clavícula direita. isso é comum no parto normal. tá bem. é só tomar cuidado que ele logo se recupera.
no quarto minha mãe me espera. depois chega a irmã. festa em família e parece que nada aconteceu. o maior bate papo e a gente tira fotos.
no dia seguinte me liberam pra levantar e eu posso tomar banho sozinha, cuidar dos pontos, me maquiar (sim, eu não abri mão da maquiagem).
logo logo to levantando e agachando. saio na terça de manhã.
como valeu a pena esse parto! é como quase nada tivesse acontecido. todos os incômodos da gravidez foram embora e estou novinha em folha!
não chegou a ser um parto natural, mas foi o meu parto. se não fosse minha médica, acho que teria sofrido mais ainda.
terça feira, 24: tivemos alta. uma nova vida se inicia.
“A licença paternidade pode ficar três vezes maior. A proposta que está no Congresso amplia de cinco para 15 dias o período de folga dos pais.
Há quarto dias, desde que Benjamin nasceu, o publicitário Hilan Diener participa de tudo na vida do filho. “Se eu tivesse peito até dava também”, diz.
Mas como vai ficar a vida quando ele voltar ao trabalho? “Vai ser dose sair de perto dele. Vou estar no trabalho perdendo os momentos mais importantes”, fala.
A pediatra Gloria Maria Andrade fala que quanto maior a licença melhor para o bebê. E lembra que para o homem não é um período de férias. “Ele tem que assumir seu papel de pai não só junto ao bebê recém-nascido como se ele tiver outros filhos, ele deve assumir inteiramente as atividades exercidas só pela mãe”, orienta.
No Congresso, um projeto aumenta a licença-paternidade de cinco para quinze dias corridos.
Se o bebê nascer durante as férias do pai, não tem problema: o retorno ao trabalho fica adiado por quinze dias. Quando a licença acaba, o pai tem estabilidade de 30 dias no emprego.
As regras também valem para quem adotar filhos. Veja, em vídeo, a entrevista sobre o assunto com o diretor da Sociedade Brasileira de Pediatria do Distrito Federal, Dr. Deoclécio Campos Júnior e com o vice-presidente do Sindivarejista do Distrito Federal, Edson de Castro.”
E você? O que acha deste projeto de lei?
Dê sua opinião.
nasceu no próprio domingo, dia 22 de agosto às 22h42, com 3,215 kg, 47 cm e de 37 semanas e 2 dias.
parto normal, sem anestesia, mas não deu pra fugir da episiotomia.
de tão claros, praticamente não aparecem os cílios nem a sobrancelha (a la mona lisa).
nariz do pai, boca da mãe e muito amor dos dois.
saí do hospital há pouco e agradeço todos os comentários, preces, carinhos.
depois arrumo tempo pra responder a cada um e relatar melhor os fatos.
obrigada, papai do céu, por esse presente tão melhor do mundo!
oi (ai) gente!
a novidade é que desde sexta à noite as tais “contrações de treinamento” deram pra doer, como uma cólica menstrual.
quando hoje a dor começou a incomodar, liguei pra minha obstetra perguntando se eu poderia tomar um buscopan ou se deveria deixar como estava. mas ela respondeu: “hoje estou de plantão no hospital. tem como dar uma passada aqui?”. e lá fui eu.
qual a minha surpresa, ela fez o tal toque e lá estava: 2 a 3 cm de dilatação! colo fino e o dedo dela saiu com sangue. provavelmente do tal tampão.
“volte pra casa que esse menino deve nascer em, no máximo, 72h”.
oi?
e agora cá estou eu, com contrações de 2 em 2 minutos, cada uma durando de 25 a 30 segundos.
nos intervalos eu escrevo este post, termino de passar algumas roupas, fecho a malinha.
eu, que não tinha arrumado uma doula até agora, estou esperando a minha eleita sair de um curso pra ligar pra ela.
será que o benjamin vem amanhã?

ai meu santo cristo redentor!
acho que começou um pouco do pavor do “a qualquer hora vai chegar”.
dizem que há três momentos na gravidez, um para cada trimestre:
no primeiro trimestre a grávida oscila de humor, fica cansada, reclusa, meio que num momento de identificação do que está acontecendo com ela;
no segundo trimestre é a chamada lua de mel, onde a barriga já desponta mas não incomoda, os enjoos e oscilações já passaram e ela tá toda expansiva, extrovertida e cheia de energia;
no terceiro trimestre ela volta a se recolher, como que se preparando pra o grande momento do parto e concentrando as energias que sobram pra terminar de formar o bebê.
ow, yeah, crazy people! eu estou totalmente reclusa. queria entrar em um casulo e só sair de lá quando o benjamin nascesse.
na minha mente eu estou a todo o vapor, mas a vontade física que dá é de nunca mais sair de casa. cada vez mais virando bicho.
só quem teve uma gravidez normal (entenda por normal uma gravidez cheia desses pequenos incômodos) sabe que gravidez não é doença, mas às vezes cansa.
assim… eu me sinto a mais especial das pessoas por carregar e formar um bebê dentro de mim, me acho linda, absoluta e quase não tenho do que reclamar. mas, se reclamo é pra valer.
não vou reclamar de coisa boba. se eu to dizendo que tá doendo é porque tá mesmo doendo, porra poxa vida!
ai! confesso que me dá uma raiva quando vêm umas mulheres dizendo: “ah nas minhas quatro gravidezes eu estive ótima! não senti nada disso! tinha super energia e nenhuma dor! trabalhei até o dia de parir e só fui pro hospital porque minha chefe me levou!”. bom pra você. aliás, ótimo! mas como eu ia dizendo, o normal é não ser assim.
é normal ter dor, enjoar, inchar, passar mal, ter falta de ar. não necessariamente você vai ter todos os sintomas de uma vez só. mas isso é normal. não é doença.
e o pior de tudo é quando eu vou conversar com alguém querendo dar uma explicação e ela acha que é exagero, desculpa esfarrapada: “olha, eu não vou sair porque não aguento ficar muito tempo sentada” e tenho que ouvir um “ah, tudo bem! pode ficar em pé num cantinho” ou “a gente arruma uma rede pra você deitar”.
eu não quero, não vou e ponto. tá doendo e eu não gosto de ficar tomando remédio e fazendo mil manobras pra contornar isso tudo.
claro que mesmo assim eu continuo indo. eu me esforço. eu gosto das pessoas. mas se eu falei que não dá é porque eu me conheço: NÃO DÁ!!!
cada vez mais tô virando leoa. fazendo jus ao vídeo do chilique que o hilan gravou.
e pra completar, ontem tomei uma rasteira do meu cachorro mini monstro, o que me fez bater o joelho em uma quina e agora to manca no estilo dr. house.
ou seja, sentada eu não fico, muito menos em pé. o programa de sexta à noite vai ser ver filminho deitada na cama acompanhada de um milhão de almofadas.
[hoje a grávida acordou da pá virada]
mas pra não dizer que sou de todo ruim, aí vai um vídeo lindo. uma animação 3D explicando a gravidez da 28ª à 37ª semana:










ow, yeah!
na última sexta-feira foi o chá do benjamin e tava tudo tão lindo e fofo graças à ninas – que organizou o chá, fez os convites e a parte visual -, à illa – que além de toda a organização tem me dado mil dicas não apenas para o chá – e à lu. as três são irmãs e fazem parte da família mais fofa de todas. também contei com o apoio da tia yara – mãe das três. ela não só me ajudou no dia do chá como tem me ensinado a costurar e está me ajudando na confecção costurídica do enxoval do benji.
não apenas elas mas, como sempre, contei com o apoio de todo o pessoal da minha igreja.
o chá foi lá e foi um momento lindo, maravilhoso, gracioso, mágico!
as flores, por exemplo (bem como esse bebê comédia), ficaram por conta da ritinha, que também fez a decoração do meu casamento.
claro que ganhei várias coisinhas – principalmente fraldas – mas eu curti a coisa toda.
e pra combinar com o lindo chá, lá estava o marido lindo (como sempre).
e pra quem gostou, pode ver aqui mais do trabalho da nina, que já está craque no assunto e entrar em contato pelo email marinaguimaraes@gmail.com.
as lembrancinhas ficaram por conta do maridíssimo.

por favor, não liguem para a cara de retardada. eu estava feliz!
![chadebebe11]](../wp-content/uploads/2010/08/chadebebe11.jpg)
Vendo este video descobri algo: É verdade! A TV engorda. Quer ver o resto da reportagem? clica aqui