23 de abril

loja de sapatos para bebês e crianças

por luíza diener

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pergunta rápida: você precisa comprar sapatos. aonde você vai? a uma loja grande, com toda a sorte de produtos como roupas, bolsas, maquiagens e, eventualmente, alguns sapatos (e corre o risco de não encontrar algo que te agrade, pois a variedade é menor) ou a uma loja própria de sapatos, que você sabe que pode encontrar vários modelos diferentes no tamanho do seu pé?
se você respondeu a segunda opção, então você é das minhas (e esse post é pra você).

o assunto da vez é simples e direto: dica de loja pra comprar sapatos para bebês e crianças. 
eu já recebi muito email e perguntas de amigas, leitoras e até pessoas desconhecidas querendo saber onde compro os sapatos dos meus pequenos, especialmente do benjamin, que já é um andarilho e corredor de alta categoria.
tenho minhas marcas preferidas de sapatos infantis, daquelas que resistem ao tempo e às crianças. alguns deles sobrevivem a gerações. então por que não comprar tudo no mesmo lugar, onde você encontra muitas opções por gênero e tamanho?

conheçam então a Laranjeiras Kids.
sou cliente, amiga e parceira desde que a loja começou (há quase três anos) e posso dizer que eles são impecáveis na escolha dos produtos, no atendimento, na entrega, na segurança do pagamento.
laranjeiras kids recentemente se especializou como uma loja virtual somente de sapatos infantis. por conta disso você encontra uma boa variedade de modelos para meninas e meninos, que vão desde o tamanho 16 até o 27.

alguns dos meus queridinhos:

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esses são gambo (os mocassins coloridos na primeira foto do post) e tip toey joey, todos à venda no site.
mas você também encontra outras marcas lá na Laranjeiras Kids.

clique para conferir:

www.laranjeiraskids.com.br

especialista em pé pãozinho <3

 

categorias: Tags:, , publicidade, quer uma dica?, tranqueiras de bebê

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abril

morar em casa

por luíza diener

casinha

“quero morar em uma casa com quintal e jardim.”
“ah, casa dá trabalho demais!”

essa é a resposta que costumo ouvir de 89,7%  das pessoas com quem compartilho esse sonho, segundo uma estatística que acabei de inventar.
sou brasiliense e, em brasília, morar em casa é um luxo para poucos. pelo menos aqui, no coração da cidade, onde tudo acontece. para que isso seja possível você precisa ter dinheiro, muito dinheiro. ou ser do tipo que dirige quilômetros e mais quilômetros diariamente (acompanhado de um trânsito nada legal) no percurso casa-trabalho, casa-supermercado, casa-escola, casa-civilização.

penso em morar em casa como um acréscimo à qualidade de vida mas, se for pra pagar o preço horas-dentro-dum-transporte, talvez o melhor seja mesmo morar em apartamento.
cresci com esse desejo intenso e constante de morar em uma casa.
pra não dizer que nunca fui tive tal privilégio, morei em uma casinha dos sonhos no alto dum morro em gramado/rio grande do sul quando tinha entre 2 e 4 anos. era dessas casas cercadas de mato (essa da foto acima), onde pra chegar no vizinho mais próximo você precisa andar um bocado. nosso vizinhos eram os pinheiros e as araucárias, que nos davam pinhões para assarmos na lareira, as lebres selvagens que moravam na “floresta”, sapos, lagartas, aranhas, vaga lumes, uma simpática vaquinha que nos visitava frequentemente e uma ou outra cobra ousada que já apareceu no nosso jardim.
de lá extraio excelentes memórias de infância e alimento essa vontade louca de largar todas as facilidades e comodidades de um apartamento seguro pra me aventurar em uma habitação cercada de natureza, nem que seja ela – a princípio – composta somente por grama esmeralda e plantas ornamentais.

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toda vez que vou com os pequenos a alguma casa e posso desfrutar de alguns momentos por lá, com eles correndo soltos, sinto um aperto no coração por criá-los em um lugar tão espremido.
na nossa mais recente viagem à bahia eu pude desfrutar de sete dias não apenas de praia (meu maior sonho de todos), mas de um quintal só pra gente, além de ser uma casa num condomínio seguro. aqueles dias trouxeram não apenas liberdade e diversão pros pequenos, mas paz pro meu espírito. eu vivo numa paranoia meio exagerada. de, quando estou na rua, achar que a qualquer momento pode vir alguém e roubar meus filhos, que eles podem ir pra rua e serem atropelados. meio que eu não confio em ninguém que eu não conheça, sabe? tento relaxar, tento ficar longe das notícias bizarras, mas é cada história absurda que a gente ouve que é difícil não se contaminar com isso tudo.
enquanto isso, no condomínio baiano, lá estava constança se arrastando pelo chão da casa enquanto benjamin recolhia as folhas secas do quintal, juntava todas na lixeira, regava as plantas, fazia a coleta seletiva (meu deus, ele ama essa brincadeira, vai entender!), ia pro portão pra ver o lixeiro passar. e mais: abria o portão e ia lá fora atrás do lixeiro, enquanto eu continuava no quintal com sansa. se eu fiquei com medo dele ir pra rua? não, ele não atravessa se não der a mão pra um adulto. se achei que alguém poderia roubar ele? de maneira alguma. meu espírito relaxou e esse foi meu maior presente de férias. sem contar com o lance do barulho. morar em apartamento tem dessas. qualquer passinho, qualquer grito, qualquer corridinha dentro do apartamento reflete em barulho pro vizinho. e olha, eu tenho desses filhos que acordam 6h da manhã já botando pra quebrar. às vezes bem mais cedo que isso.

por ter morado confinada em apê 93% da minha vida (e essa é uma estatística real), já me acostumei com algumas regras básicas de convivência, como não ouvir música alta, não usar liquidificador, aspirador de pó e outros aparelhos barulhentos muito cedo ou muito tarde, não andar de salto alto dentro do apartamento e por aí vai. isso já está internalizado e não faço o menor esforço pra viver assim. só que, ao experimentar a vivência dentro (e especialmente fora) de uma casa, eu percebo o tanto que vivo amarrada e travada. metade das minhas brigas com o benjamin são “fala baixo” “não pula” “não corre”, tudo em função do ambiente em que vivemos. isso quando eu não tento botar a constança pra dormir sem sucesso, porque qualquer espirro que o irmão dá, acorda a menina.
sair pra ir ali no parquinho é uma saga: tem que esperar os dois acordarem da soneca, eles têm que ter comido ou preciso levar uma comida, água, colocar uma roupa, calçar um sapato. colocar constança no carrinho ou sling, levar uma mantinha caso esfrie e mais uma série de coisas. sair de casa sempre me toma tempo e, adivinhe, estressa.

mas se eu tivesse um jardim… ah, se eu tivesse um quintal!
eu diria: “vai brincar lá fora enquanto eu faço o almoço” e ele cataria pedras para fazer uma muralha, colheria flores para enfeitar a casa, subiria na árvore, cataria paus e jogaria eles longe. é muita energia contida nesse menino e eu acho ele muito pequeno pra viver estressado por falta de atividade. por mais que ele vá à escola, por mais que eu tente descer com ele todos os dias (o que nem sempre tem sido possível), é diferente e nós sabemos disso.
em poucos meses constança aprenderá a andar e aí ela também poderia se beneficiar disso tudo. chega de banhos de sol dentro de um carrinho. chega de passear com ela só porque ela ficou entediada de olhar pra todos os lados e ver chão, paredes e teto. a bichinha começa a ficar nervosa, gritar, mas é só pisar fora daqui que um sorriso enorme se abre e ela fica boazinha, boazinha.

isso sem falar em outra grande e gigantesca realização da vida: ter pomar e horta. esse seria um sonho a longo prazo, eu sei. mas como eu queria ter ali no quintal um pé de laranja lima (sim), de limão, tangerina, amora, pitanga, goiaba, acerola, mamão, manga. de repente até macieira, pereira, bananeira e outras eiras que surgissem.
uma hortinha simples com tomate, alface, rúcula, temperinhos diversos como manjericão, hortelã, alecrim. eles serviriam para temperar a comida, para afastar os insetos, para perfumar a casa. e, por falar em perfume, dama da noite e jasmin bem perto do portão, aquele portão baixinho que dá pra ver a rua.

querem ouvir mais dos meus sonhos? o balancinho. tipo aquele da foto ali em cima, onde eu balanço minha irmã. meu pai fez com um pedaço de madeira e corda, amarrou na árvore e pronto. a gente brincava muito lá. hoje em dia não consigo olhar pra essa foto e não pensar em benjoca sentado e sansa balançando (ou vice versa).
casa na árvore? é dream extreme. não conheço nenhuma criança ou adulto que nunca tenha sonhado com isso.
secar a roupa no sol, ao ar livre. ó que coisa linda!
e a cachorrada, né? queria um canil grande pro tov e outros amiguinhos. com certeza queria ter mais cachorros, muito mais. mais um buldogue francês, mas também cachorro grande. queria um dogo argentino, queria um monte de vira latas. queria crianças e cachorros correndo pra cá e pra lá o dia inteiro. toda vez que vou a uma casa com quintal fico pensando “queria que o tov estivesse aqui” e morro de dó dele. aliás, é dele que eu sinto mais dó, porque ele é o maior prisioneiro da casa, tadinho.

mas claro que nem tudo são sonhos. eu teria muito trabalho pra cuidar do jardim, pra manter a grama aparada e verde, pra cuidar da horta e do pomar, especialmente porque quero eles sem agrotóxicos. limpar casa dá mil vezes mais trabalho que apertamento, uma casa requer uma manutenção muito mais absurda e por aí vai. mas gente, tudo na vida dá trabalho. quer trabalho maior que ter filhos? é o trabalho mais difícil do mundo, mas é diferente quando a gente faz com prazer e alegria. é recompensador.
eu cheguei num momento meio claustrofóbico da minha vida. eu adoro a vida urbana, sonho em viver de forma cosmopolita também, mas essa minha fase tá clamando por um jardim, um quintal e muito mato.

não, eu não dependo de nada disso pra ser feliz. estou muito feliz assim, desse jeitinho. mas cara, sonhar faz um bem enorme pro coração. eu escrevo essas palavras com o coração a mil e às vezes os olhos enchem de lágrimas só de pensar na possibilidade de realizar esse sonho. sonho esse que eu torço sempre pra que um dia se torne realidade, assim como muitos outros que compartilhei aqui antes de ter filhos e quatro, cinco anos depois estou aqui, vivendo eles e muito grata por tudo.

e se você sonha comigo e quer pirar o cabeção também, visite esse blog que eu descobri recentemente. um dia vocês vão me ver em situação semelhante. anotem!
um dia, gente, um dia.

ps: se você mora numa cidadela simpática com um custo de vida baixo, onde há muitas casas com jardim (alguma disponível para forasteiros) ou conhece alguém em situação semelhante, me mande um email no potencialgestante@gmail.com. beijinho.

categorias: desperate housewife, mães extraterrestres

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16 de abril

o trabalho mais difícil do mundo

por luíza diener

foi realizada uma entrevista de emprego para um trabalho falso.
os anúncios para a vaga foram feitos online e nos jornais e os inscritos não sabiam que do que se tratava, apenas que era um cargo entitulado diretor de operações.

um trabalho extremamente exigente, sem férias, sem hora para descanso, 24 horas por dia, 7 dias da semana.
as exigências para o cargo variam desde que a pessoa tenha capacidade de trabalhar em pé a maior parte do tempo, alta habilidade de negociação até graduação em medicina, finanças e artes culinárias.

o trabalho mais importante do mundo é também o mais difícil.

assista e confira:

e quem se identifica joga as mãozinhas pra cima, bate na palma da mão, simbora!

categorias: Tags:, , , , , , , , , mães extraterrestres, para mães, vídeos

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15 de abril

entreter as crianças sem televisão

por luíza diener

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muita gente me pergunta o que eu faço para entreter meus filhos em casa sem o uso de televisão. pois bem, eu faço de tudo um pouco e de nada um monte.
com meus poucos anos de maternidade e uma certa quantidade de leituras diversas (somado ao temperamento e interesse de cada um), desenvolvi formas variadas de diverti-los e, de quebra, ensiná-los.

as duas atividades mais praticadas aqui em casa são:

- brincadeira free style (nível de atenção dos pais: pequeno): dentro de um ambiente seguro, deixo algumas coisas disponíveis para eles criarem seus próprios brinquedos/brincadeiras. o ideal é não colocar muita coisa de uma vez só. costumo deixar algumas coisas e ir trocando de vez em quando. por exemplo, nesse momento, enquanto escrevo este post, estou sentada no sofá com o notebook no colo e constança está no chão, perto de mim, brincando loucamente com um pote de plástico tampado: tenta ver se tem algo dentro, arrasta a vasilha para cá e para lá e ri. claro que não vai durar muito tempo. daqui a pouco ela vai pra estante catar algum livro e jogar no chão.
pro benjamin às vezes é mais fácil, às vezes mais complicado. um balde de blocos de montar pode entretê-lo por mais de uma hora em alguns dias. em outros, com uma caixa de papelão ele vira lixeiro e recicla o lixo seco (definitivamente sua brincadeira preferida dos últimos tempos), faz uma nave espacial, um fogão, uma casa.
mas algumas vezes ele precisa que a gente sente no chão com ele e faça alguma coisa. e quem não, né? nessas horas eu passo para a segunda atividade:

- brincadeira direcionada (nível de atenção dos pais: máximo): sabe aquela história de tempo de qualidade? então, ela pode se encaixar muito bem aqui. nessa hora mãe e pai colocam a mão na massa, deixam celulares, trabalhos e outras distrações de lado e se divertem junto aos filhos. a internet está cheia de ideias de coisas para fazer com os pequenos e quem no dia estiver se sentindo mais criativo ou bem disposto, vai encontrar um mundo de oportunidades para criar com eles. uma caixa plástica cheia de água, brinquedos de animais marinhos, um pouco de glitter e até espuma de sabão (por que não?) pode simular o fundo do mar. vocês podem aproveitar aquela caixa de papelão e juntos confeccionarem um brinquedo mais incrementado como a pick-up do dj quindim (quem lembra?). aqui em casa tudo vira brinquedo.

por outro lado (agora entra a culpa materna) tenho experimentado uma fase difícil onde nem sempre consigo arrumar tempo/disposição pra ser assim tão didática quanto eu era quando tinha somente o benjamin. na gravidez mesmo eu comecei a me sentir um pouco cansada. volta e meia ainda me arrisco a fazer umas coisas mirabolantes (como um caminhão de lixo gigantesco que fiz mês passado e ocupava uma boa parte da varanda), mas ultimamente isso tem sido exceção, não regra. ok, não é pra se sentir culpada, mas a verdade é que eu amo criar junto aos meus filhos, atualmente mais com o benjamin, porque ele demanda esse tipo de coisa e está numa fase de criatividade a pleno vapor.
pra completar (agora entra o momento desabafo), esse menino não tem só mãe, tem pai também. muitas vezes eu peço não apenas pro hilan cuidar do benjamin enquanto eu faço outra coisa, mas pra ele aproveitar aquele tempo pra curtir o filho, brincar com ele, ensinar o mundo sob a ótica do pai, que é diferente da mãe. benjoca precisa disso, hilan também. só que muitas vezes vejo ele (o pai) meio perdido, sem saber o que fazer de diferente e aí sobram duas coisas: assistir um vídeo no computador (um não, vários) ou descer pra brincar no jardim do bloco, geralmente de bola, bicicleta ou no parquinho.

semana passada foi um desses dias que os dois foram ter um tempo de pai e filho enquanto eu fiquei com sansa. tínhamos acabado de fechar uma parceria com a Arte Surpresa e recebemos uma caixa pro benjamin. ela ainda permanecia fechada esperando seu momento. então a oportunidade foi perfeita.

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a caixa surpresa que escolhi pra ele tem o tema “explorando a natureza” e traz duas atividades: uma com vasinhos, terra e sementes para plantar, regar e acompanhar seu crescimento e outra com caixa para montar e um guia para que recolham amostras da natureza, como folhas, galhos, pedras, flores, dentre outros.
a atividade me pareceu simples e eu fiquei com medo de não prender a atenção o benjamin por muito tempo. rá rá rá. confesso que fui meio orgulhosa de pensar “eu sei fazer isso, não preciso comprar uma caixa pronta com essas coisas”. me ferrei. benjamin ficou completamente concentrado, curioso, esperando as instruções do esquilo que dizia o que fazer, passo a passo. quando ele brinca comigo, demoro mais de uma hora para preparar a brincadeira e passamos 10, no máximo 15 minutos brincando e ele já perde o interesse.
sério, essas duas atividades foram a diversão da tarde inteira pra esses dois. sim, porque o hilan parecia se divertir tanto quanto benjamin. ele, que sempre me pede ajuda pra montar as coisas e seguir manuais, fez tudo sozinho com o filhote.

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a atividade teve dois momentos: dentro e fora de casa, então nem ficou muito entediante, nem muito cansativo.

quando terminaram, benjamin ficou empolgadíssimo, contando que ele obedeceu o esquilo (palavras dele), como quem diz que fez tudo que ele falava.
contextualizando, o esquilo é o mascote da Arte Surpresa e aparece nos livretinhos com as instruções. logo, na cabeça dele, é o esquilo que manda ele fazer as coisas e ele obedece.
e ainda ficou pedindo mais. o tal esquilo diz no final “até a próxima surpresa” e ele ficou achando que ia chegar outra caixa do correio, tipo naquela hora, igualzinha à outra.
a gente não contou pra ele, mas existem vários outros temas de caixas surpresa, para crianças entre 1 e 7 anos. achei que vários seriam a cara dele. optamos por esse da natureza porque ele andou numa fase jardineiro, mas os outros candidatos foram: piratas, fundo do mar, safari e dinossauros. além desses, a Arte Surpresa cria novas caixinhas temáticas todos os meses. ela inclui todo o material necessário e um livrinho de instruções para montar o brinquedo, bem como maneiras de explorá-lo e curiosidades relativas àquele contexto. isso desperta a curiosidade e imaginação dos pequenos, que ainda têm o prazer do eu que fiz, bem diferente de receber algo pronto.

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 as caixas podem ser para você brincar com sua criança, mas também são um bom presente pra montar com o papai (como foi por aqui), o vô, a vó, a tia, a madrinha. pra ficar na casa deles num dia que ela for brincar por lá, sem precisar passar hooooras na frente de uma tela. e ela ainda vai voltar cheia de história pra contar.
você também pode presentear outras crianças que você conheça com a caixa. é sucesso na certa.

 a Arte Surpresa funciona assim:

1) você escolhe seu plano:
- pode ser um presente/amostra (que é igual às outras caixas, mas você paga para receber apenas uma vez),
- pode ser um plano mensal (receba mensalmente uma caixa inédita. pode ser cancelado a qualquer momento) ou
- o plano semestral (receba 6 caixas – uma por mês – ao longo de 6 meses).

2) você recebe a caixa
a caixa chega na sua residência ou na casa da criança que você escolheu presentear, de acordo com a periodicidade do plano.

3) mãos à obra e divirta-se!
chegou o momento mais esperado: botar a mão na massa. aproveite ; )

para conhecer mais e receber a caixa da Arte Surpresa, acesse o site:

www.artesurpresa.com.br

 

categorias: Tags: benjamin, criança, educando em casa, publicidade, quer uma dica?

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abril

ainda dá tempo

por hilan diener

Ainda dá Tempo (There is still time) from Ainda da tempo on Vimeo.

este é um projeto independente com o objetivo de abrir os olhos para o simples fato que para começar uma mudança, é preciso primeiro acreditar que ela é possível. o mundo é de todos nós e precisa do nosso otimismo para que o ímpeto de mudar se transforme em uma mudança real, e acreditamos que isso só é possível começando por uma transformação interna. mudando nosso jeito de pensar, mudamos nosso jeito de agir e agindo mudamos o mundo. ainda dá tempo.

categorias: vídeos

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14 de abril

10 meses de constança

por luíza diener

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eu fujo, fujo, mas a verdade é que eu adoro um clichê. agora que ela fez dez meses, tá perto, muito perto de 1 ano. dois meses passam num pulo!
não vou dizer que passou voando e que parece que foi ontem que ela nasceu porque não. parece que tem muuuito tempo que isso aconteceu especialmente porque tem 10 meses que eu não durmo a noite inteira, que passo muitas noites em claro e acordo com as galinhas. ou seja, os dias estão mais longos, o que faz parecer que tem uns doze anos que ela nasceu.

sansa tá linda, linda, linda, fofa, querida, sorridente, simpática, serena, voluntariosa, cheia de vontade e amor pra dar.
então puxa um banquinho, pega sua bombinha de leite materno e simbora mais eu:

  • joga a cabeça pra trás quando contrariada ou quando muito feliz.
  • gosta de deitar a cabeça na gente, no chão, nas pessoas, especialmente quando está se deslocando e cansa.
  • não sei se ela vai engatinhar não. ela se arrasta pra cá e pra lá, cada vez mais rápido.
  • e por falar em se arrastar, vai atrás do irmão prum lado e pro outro e muitas vezes chora quando ele sai de perto.
  • tem dormido melhor, o que não quer dizer que dorme a noite inteira. eu sinceramente não espero que isso aconteça tão cedo, então não me frustro. mas agora, se eu boto ela no colchão dela e ela acorda, geralmente ela dá uma resmungada e volta a dormir. tá aprendendo a se confortar sozinha e isso é muito legal (pra ela e pra gente).
  • tem comido bem melhor também. ainda no ritmo e quantidade dela, mas tá comendo de tudo, aceitando comida em pedaços (pra segurar) ou amassada (na colher) e isso é mais do que bom, é excelente.
  • passei a cozinhar a mesma coisa pra ela e pra gente. a comida da casa leva menos sal (já não leva muito desde a época do benjamin) e vai bem temperadinha, só com coisas naturais e saudáveis (nada de temperos prontos, linguiças, bacon, etc). assim todo mundo sai na vantagem.
  • tenta reproduzir alguma ação ou comportamento. exemplo: eu seguro um objeto com a boca enquanto pego ela no colo. se tiro da boca e dou pra ela, ela pega, examina, mas logo tenta botar na minha boca de novo. e fica nessa brincadeira de tirar, olhar, botar de novo
  • demonstra seu amor mordendo. vem como quem vai beijar, de boca aberta e tudo, e morde a gente. ontem eu estava sentada no sofá, com os pés no chão e veio a pequena se arrastando e NHAC! mordeu minha canela.
  • tá cabeludinha, de fazer mini cachos na parte de trás da cabeça.
  • de repente ficou a cara do pai. até uns 4 ou 5 meses era eu, esculpida em carrara. de mostrar foto minha na mesma idade e deixar qualquer um confuso. os meses que se seguiram foram de definição de uma carinha mais dela, para transicionar e puf! ficar a lata do pai. parece que selecionou o rosto dele, copiou, arrastou e colou na cara dela.
  • pela primeira vez viu o mar, entrou no mar, comeu areia da praia e pegou um bronze.
  • escangalhou todo o brinco: perdeu a tarraxa de um lado e arrancou a pérola do outro. do tipo moleca mesmo.
  • foi pra fralda XG. como assim, menina? pode não.
  • sentada, gira no mesmo eixo em 360º, pra analisar tudo ao seu redor.
  • já tenta subir apoiada nos móveis, mas nem sempre consegue. ou melhor, quase nunca consegue. mesmo assim tenta e adora ficar em pé segurando em alguma coisa.
  • dança quando gosta de alguma música.
  • este vídeo resume bem como ela se comporta quando fica muito tempo no nosso colo. é isso, com exceção de que ela não é tão peluda (mas igualmente gordinha e fofa).
  • pega o copo de transição sozinha – geralmente com uma mão só, pra fazer charme – e bebe muita, muita água. às vezes só por hobby, porque nem sempre ela engole e muitas vezes cospe, só pelo prazer de cuspir. quando cansa de brincar, joga no chão sem dó nem piedade.
  • como disse acima, aprendeu a cuspir. então, minha filha, tenta botar mais comida na boca dela quando ela está satisfeita pra ver a lambança…
  • e também como disse, fica jogando as coisas no chão pra gente pegar. eu não caio nessa não (falta de paciência, confesso), mas ela leva a galera ao delírio. já vi gente que se amarra em pegar, entregar pra ela, ver ela jogar no chão e pegar de novo. ué, tem cachorro que gosta de correr atrás da bolinha.. ahahahahah (sem ofensas! eu amo cachorro)!
  • não é de botar muito as coisas na boca, mas adora comer um papel.
  • aprendeu a descer do colchão em que dorme, no chão.
  • quando as coisas somem do seu campo visual ela procura em todo o canto. esconder alguma coisa atrás da gente ou embaixo da perna já não funciona mais. ela vai lá e tenta achar e resmunga se não conseguir pegar.
  • aliás, é uma doçura de menina, na mesma proporção que se irrita quando contrariada.
  • aprendeu o movimento de pinça e pega tudo que é pequeninho pra botar na boca.

e agora, com vocês, inauguramos o (tcham tcham tcham tchaaammm):

pequeno vocabulário sonserinês-português

não quer dizer que ela diga sempre, mas que já falou alguma vez (ela tem dessas. solta umas palavras, repete algumas vezes por um dia, ou por alguns dias seguidos e depois para completamente)

  • dó – benjamin (que deriva de benjoca, joca, doca, dó)
  • naná, mamá, mamã – mamãe (ou mamar. nunca soube ao certo)
  • dedai – papai (que deriva de jedi)
  • té – tov
  • tau – tchau, com direito a gesto
  • êda-ô (ou simplesmente ô) – “cadê? achou”, com direito a botar na cara (ou na cabeça) e abaixar.
  • titi – “toca aqui”, com direito a bater na nossa mão.

assim… ela esporadicamente faz isso. só quando dá na veneta. quando falou mamã, papá e vovó pela primeira vez (e também repetiu aiaiai), fez isso por um ou dois dias e não falou mais nenhuma palavra por praticamente um mês.

e assim caminha a humanidade.

categorias: constança, desenvolvimento do bb, mês 9-12

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11 de abril

álbum de figurinhas

por luíza diener

armadilha

minha infância é recheada de boas lembranças. não tenho sequer uma memória amarga daquele tempo que, de tão bom, me fez valorizar essa fase tão importante nas nossas vidas e prezar pra que meus filhos também desfrutem da infância deles da forma mais pura e plena possível.
e, dentre tantas boas memórias, umas das coisas que eu muito curtia era colecionar. o que quer que fosse. colecionar era meu hobby. colecionei latinhas de refrigerante, tampinhas de todo tipo, moedas, botões, papéis de carta, até insetos já colecionei. dentre outras coisas, lembro-me de como era gostoso colecionar álbum de figurinhas. não pela coleção em si – até porque nunca completei um álbum sequer – mas pelo prazer de abrir o pacotinho, sentir aquele cheiro, tirar a figurinha do adesivo, tentar grudá-la no álbum de forma mais reta e perfeita possível, dentro da linha. tudo isso era prazeroso para mim.

benjamin completará 4 anos em poucos meses. ele nasceu no ano da copa de 2010 e eu optei por ter um álbum para guardar para ele. tentei comprar algumas figurinhas, mas sempre que eu ia à banca, tinha acabado. então ele está lá, guardado para um futuro não tão distante, na nossa cápsula do tempo.

ontem benjamin voltou da escola com um álbum de figurinhas da copa de 2014 na mão. a princípio eu achei legal, lembrei da minha infância, pensei na gente colecionando as figurinhas e coisa e tal. até ver o recadinho da escola:

“sr. pai, mãe ou responsável,
os alunos ganharam da editora panini um álbum da copa do mundo 2014.
atenciosamente, equipe do jardim.”

de repente uma luzinha acendeu. alguma coisa estava me incomodando, mas eu não sabia ao certo nomear o que era.
saímos da escola e ele carregava aquilo nas mãos, todo contente.

enquanto voltava para casa, fiquei matutando a ideia, até que encontrei com o marido e conversei com ele sobre o tal “presente” que ele havia ganhado não da escola, mas da editora que comercializa o álbum e os cromos.
enquanto eu havia demorado minutos e mais minutos para processar a ideia, a reação dele foi instantânea: “que absurdo!” e de repente eu consegui dar nome aos bois e a todas as ideias que eu vinha ruminando.

antes que eu apresente nossos argumentos aqui, gostaria de compartilhar uma notícia que li há pouco:

Com 1 mil reais em figurinhas, jovem completa álbum da Copa em 8 horas” (clique para ler).
trata-se de um rapaz que comprou mil pacotinhos de figurinhas, trocou umas repetidas, vendeu o restante, completou o álbum e ainda ficou com uma grana pra fazer o que quisesse e bem entendesse.
nesse caso, vemos um jovem esperto e oportunista que viu a chance de fazer dinheiro. mas, pensando bem, veja o tanto de dinheiro que ele precisou investir para completá-lo tão rápido!

quem já colecionou figurinhas na vida sabe que é quase impossível ter um álbum completo, a não ser que você seja muito sagaz e esteja disposto a investir um certo dinheiro. geralmente é um amigo ou conhecido que completa, nunca a gente (a não ser que você seja esperto como esse garoto. esse não era meu caso ; ).
numa proporção menor do exemplo dado acima, li outras reportagens sobre jovens (geralmente são adolescentes e adultos, raramente crianças) que completaram seus álbuns. vi desde gente que gastou R$ 150,00 até esse exemplo extremado, onde gastou-se mil reais. mas o que fica pra mim é: se você pretende levar a sério essa história de completar um álbum de figurinhas, prepare-se para gastar alguns bons dinheiros.

e, ainda nas notícias frescas que andaram pipocando por aí, recentemente o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA - proibiu a publicidade infantil. essa notícia chegou para mim esta semana e eu soltei fogos porque quem acompanha mais de perto esse lance do consumismo voltado para crianças, sabe que as empresas e publicitários pegam pesado, muito pesado.

quem quiser pode ler o texto completo – publicado dia 4 de abril no diário oficial da união – clicando aqui. eu selecionei apenas dois trechos para fundamentar meus argumentos a seguir:

“a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” é abusiva e, portanto, ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor.

“considera-se abusiva a publicidade e comunicação mercadológica no interior de creches e instituições escolares de educação infantil e fundamental, inclusive em seus uniformes e materiais didáticos”.

(me inspirei no site do instituto lana, aqui).

tendo todos esses pensamentos em ordem, peço que viajem comigo para que cheguem onde cheguei:

a princípio a minha reação foi “oba! que legal! um álbum de figurinhas para toda a família colecionar e se divertir!”. de fato, colecionar proporciona diversão na certa. a surpresa, a troca entre outras pessoas, aprender a dar valor a certas coisas… muitas lições podem ser tiradas a partir de um ato simples como esse.
mas o álbum não foi presente da escola, foi um presente da editora que distribui o álbum. isso pra mim faz toda a diferença.
se fosse uma ideia da diretora ou professores do corpo docente eu pensaria: “nossa, como eles são bacanas! foram atrás de presentear todos os alunos nessa época da copa!”. mas não, né?

dizem que cavalo dado não se olha os dentes. pois em casos como esse eu olho os dentes, a cela, as ferraduras, as motivações e intenções de quem deu o cavalo. a editora “presenteou” por volta de 120 crianças apenas nesse pequeno jardim de infância. quantas outras escolas eles abordaram? quantas crianças foram impactadas?

dei uma folheada no álbum e contei 8 anunciantes (dentre eles, a própria panini e a fifa).

para completar o álbum você precisa de 649 figurinhas diferentes, sendo que 9 delas – vejam só que esperteza – são patrocinadas.
vamos agora fazer os cálculos: cada pacotinho vem com 5 figurinhas diferentes e custa R$ 1,00. se você for uma pessoa sortuda, muito sortuda mesmo, daquelas que nasceu com o bumbum virado pra lua, é sempre sorteado em rifa de escola, bingo beneficente da igreja e acerta na mega sena toda vez que joga, pode ser que não tire nenhuma figurinha repetida e consiga completar o álbum gastando apenas R$ 129,80. sim, esse é o valo mínimo que se “investe” nesses pacotinhos de cromos autocolantes.
mas se, como eu, você nunca ganha nada, nem troco a mais porque o vendedor não tinha moedas, nem raspadinha, nem palito de picolé premiado, mermão, você ainda pode completar seu álbum solicitando os cromos faltantes pela internet. cada figurinha custa R$ 0,20 e há a restrição de 40 por pedido. ah, esqueci de dizer que você tem que pagar R$ 6,50 de taxa de entrega por pedido.
vinte centavos vezes quarenta mais seis e cinquenta. seiscentos e quarenta e nove dividido por quarenta. resta nove, vezes vinte centavos mais seis e cinquenta. pronto! você pode montar seu álbum sem sair de casa gastando R$ 240,30.
mas ah! você acaba de perder todo o encanto e magia de abrir os pacotinhos, sentir o cheiro, trocar com os amigos, torcer pra tirar aquela figurinha linda, glamurosa e brilhantosa que você sempre sonhou! sem falar no momento mágico que você terá com seus filhos! se você faz questão disso tudo, prepare-se para gastar uma pequena fortuna (e não diga que não avisei!).

veja bem, vamos voltar ao começo do texto: eu não sou contra álbum de figurinhas! estou me manifestando a respeito de como ele atingiu meu filho e outras 119 crianças hoje de maneira invasiva e contra a consulta de qualquer pai ou responsável por aqueles pequenos que, num belo dia ensolarado de uma quinta feira qualquer, levaram seus pequenos à aula.
eu fiquei observando na saída as caras felizes de todos eles com o treco na mão (que benjoca inocentemente chama de revista e sem fazer ideia da existência das figurinhas, por enquanto) e confesso: me alegrei com eles, porque me lembrei da alegria da minha infância. mas depois me enraiveci não com a escola, não com a copa e não com o produto em si. me chateei com tudo que acontece quando o assunto é ganhar as crianças para, assim, ganhar rios de dinheiro. isso é covardia! não é à toa que a conanda considerou que toda publicidade direcionada às crianças é abusiva, inclusive dentro de escolas.

e aí, vem a espertinha da panini e distribui esse tanto de álbum pra criançada. vamos lá, será que a intenção deles era simplesmente alegrar a garotada? santa inocência, batman! se assim fosse, eles também dariam de presente as seiscentas e tantas figurinhas necessárias para completá-lo. mas não, deram apenas quatro, para dar a eles o gostinho de quero mais, depois de colarem e verem que ainda faltam outras tantas.
é como melar apenas os lábios de uma criancinha com chocolate e depois achar ruim se elas pedirem por mais.
entende que o buraco é mais embaixo?
isso foi imposto aos nossos filhos contra a nossa vontade! a escola, ao invés de ter mandado um bilhetinho como o mostrado acima, pregado ao álbum, poderia ter mandado apenas uma nota:

“sr. pai, mãe ou responsável,
os alunos ganharam da editora panini um álbum da copa do mundo 2014.
quem quiser, pode retirá-lo na secretaria da escola.
atenciosamente, equipe do jardim”.

pronto! foi-me dada a opção de escolher se meu filho vai ou não ganhar o “presente”.

é como o ensino religioso nas escolas. muito se fala, muito se discute. uns são a favor, outros são contra, mas a minha opinião é que isso deve ser decidido pelos pais. religião não se impõe. um pai que é cristão, por exemplo, e na escola fala-se sobre jesus, pode ser que goste, mas outro pai que é budista, agnóstico, ateu, pode não receber a notícia com tanto entusiasmo.
afinal, isso não trata-se de certo ou errado, trata-se de opção e isso deve ser respeitado, quer concordemos ou não.
por isso, na dúvida, não ofereça. deixe que cada um decida de acordo com o que achar melhor.

“luíza, então você é contra toda e qualquer publicidade ou ação voltada diretamente para o público infantil?”
sim!
“ah, mas se você não quer que seu filho seja bombardeado pela publicidade, então desliga a televisão que tá tudo certo!”
santa inocência, batman, parte II! se fosse fácil assim… mas isso não é questão de escolha. ela está em todos os lugares. infiltrada nas escolas, escancarada na televisão, nos outdoors, no cinema. e o consumismo faz parte do nosso dia-a-dia, como comer, escovar os dentes, conversar com os amigos. você vê nos produtos licenciados no mercado, na papelaria, nas bancas de jornal, na camiseta do amigo, no brinquedo do vizinho ou, pra ser mais precisa, nos brinquedos que seu filho tem.
eu nunca comprei, mas benjamin tem tanto produto licenciado.. e não é que eu queira me livrar de todos eles (até porque eles se multiplicam contra a minha vontade), mas eu sinceramente gostaria que essas coisas não fossem tão intensas e gritantes.

o episódio da panini foi apenas mais um dentre tantas coisas que nos atingem constantemente, mas me indignou porque neste caso específico a editora agiu de má fé, propositadamente. numa escola pública onde nem todos os pais têm dinheiro para comprar coisas básicas para seus filhos ou mesmo pagar uma escola, muito menos para gastar mais de cem reais em figurinhas autocolantes. tava a velha a fiar em seu lugar e BAM! veio uma necessidade desnecessária ser imposta sobre ela.

se fosse tão fácil se proteger desse consumismo maluco, eu ficaria feliz.
não é como ver uma tempestade se aproximando lá fora, fechar as portas e janelas e aguardar, com segurança, ela passar.
ela entra mesmo assim, de maneira sutil, por uma fresta na janela, uma goteira, uma infiltração na parede. às vezes vem de forma mais explícita, como quando um vento se encarrega de levar as telhas e um aguaceiro toma conta da casa sem dó nem piedade.

tão inocente quanto achar que as culpadas de abuso sexual são as mulheres que usam roupas curtas ou andam sozinhas na rua. a culpa é de quem abusa, sempre!
os culpados são as grandes empresas e os estrategistas de marketing e publicidade. nós é que somos as vítimas. pior que isso, nossos filhos!
eles que crescem nesse mundo achando que precisam de certas coisas para serem felizes, para serem aceitos e inclusos socialmente. que acham que tudo se compra, que precisam de televisão, videogame e outras parafernálias tecnológicas para se divertirem e esquecem da simplicidade que é brincar ao ar livre, transformar uma caixa de papelão numa nave espacial, uma casinha, um esconderijo.
que, quando crescem, associam suas mais tenras e inocentes memórias de infância a brinquedos que ganharam, a idas ao shopping, a lanchonetes, comidas entupidas de açúcar e, quando procuram consolo para si e para seus filhos, repetem esses comportamento para confortá-los.

não, não dá pra achar que a solução é largar tudo e ir morar no meio do mato, sem tv, internet nem grandes centros de consumo, vivendo à base de agricultura orgânica de subsistência e permuta com os vizinhos (apesar de eu achar isso tudo louvável e morrer de vontade de fazer isso).
ela está diante dos nossos olhos e cabe a nós, mães e pais, diariamente ensinar nossos filhos como se portar diante de tudo isso.

eu amo a escola do benjamin. tenho um carinho enorme por todos que trabalham e estudam lá.
mas sei que, ao conviver rotineiramente com pessoas diferentes de nós, ele trará sempre novidades para casa. a maior parte delas, claro, é boa.
mas volta e meia preciso mostrar algumas coisas sob a ótica do que cremos e defendemos.
quanto mais ele mergulha nesse mundo, mais eu preciso ensiná-lo a nadar nele. e aí é que começa a verdadeira educação.

diante de situações como essa, me sinto impotente. às vezes dá vontade de só me jogar e deixar a correnteza nos levar.
mas é isso que nossa cultura nos ensina: a se acomodar. a romantizar essas situações, que já estão tão impregnadas em nós que não damos conta de ver o tamanho do dano que nos causaram e continuarão a causar em nossos filhos, agora de maneira ainda mais incisiva e brutal que na nossa época.
mas lembro que o único jeito de vencer certas situações é botando a boca no mundo e aqui estou eu.

esse é só o começo, eu sei. estou só aquecendo ; )

e você? já passou por situação semelhante?
quer botar a boca no trombone?
aproveite pra botar a boca no mundo também. não vamos nos calar e nos conformar enquanto sambam e sapateiam na cabeça dos nossos pequenos!
leia, compartilhe, escreva seu próprio texto. converse na escola de seus filhos, converse na sua casa, converse seus pequenos, mas não se cale!

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08 de abril

1 mãe, 2 filhos, 2 viagens e muitas aventuras

por luíza diener

2014-03-28 09.29.36

finalmente estou aqui pra contar como é viajar sozinha com os filhotes. estava devendo esse post há meses e agora tenho não apenas uma, mas duas experiências diferentes para contar.

primeira viagem: interior de são paulo

foi há quase quatro meses e fomos passar um final de semana com meu pai, minha madrasta, minhas irmãs pequenas e a avó das meninas (mãe de minha madrasta).

idades: benjamin com 3 anos e 3 meses e constança com 5 meses.

no avião: como não há voo direto, fizemos escala em são paulo, enrolamos um tempinho por lá e pegamos a conexão para o outro voo. os dois voos devem ter somado por volta de duas horas e meia. o cansativo nisso tudo é ter que entrar e sair de dois aviões duas vezes, lidar com a pressão da decolagem e aterrissagem duas vezes, distraí-los duas vezes e por aí vai. a vantagem é porque, como há a mudança de ambiente, fica como um intervalo e eles ficam menos entediados.

a viagem: não viajamos especificamente para um lugar baby/child friendly. fomos para uma cidade como tantas outras do brasil e não fizemos nenhum passeio turístico ou com programação especial voltada para crianças. a grande atração lá era a nossa família: o vovô, a vovó, as tias. a convivência, o estreitamento de laços e toda  essa coisa gostosa. lá contei com muita ajuda e benjoca brincou muito com as tias, especialmente a caçula, que é da mesma idade dele. sansa foi muito paparicada e não faltou colo pra essa pequena. eu fiquei muito feliz por encontrar todos, obviamente. toda vez que nos encontramos eu lamento por morarmos tão longe e sempre tento aproveitar esses momentos ao máximo, pra guardar na memória (e no coração) tudo que posso.

as comidas: pra mim, lidar com as comidas que eles comem é um ponto que pega, por causa da alergia. tanto benjamin quanto constança têm aplv (alergia à proteína do leite da vaca). comer fora em qualquer lugar é complicado, mas quando você está na sua cidade, já tem uns restaurantes habituais e pega o jeito do que pedir ou não para eles (e pra mim, que não como nada com leite por causa da amamentação), mas quando se viaja é necessário perguntar tudo de novo, mil vezes e confiar na informação que te é passada. isso e comer na casa dos outros. pra mim é extremamente deselegante e constrangedor ir comer na casa de alguém e ficar perguntando: “mas isso não tem leite? nem queijo, manteiga, margarina, creme de leite, leite condensado, queijo ralado, bla bla bla bla?”. é muito, muito chato. talvez seja mais chato pra mim, que pergunto que pra quem recebe a pergunta. mas fico constrangida toda santa vez e sempre peço desculpas pelo interrogatório, que é necessário, infelizmente. pelo menos constança ainda não comia, mas eu tive que fazer a pergunta por mim e pelo benjoca do mesmo jeito.

a volta: eu sempre acho que mais complicada que a ida é sempre a volta. porque na ida tá todo mundo empolgado, no gás, com tudo esquematizado pra viajar. na ida tinha-se a rotina anterior ao seu favor. na volta é bagunção, os horários estão misturados, as crianças (e a mãe) estão cansadas e tudo que se quer é chegar em casa. e foi assim nessa volta. aconteceu de tudo. o voo atrasou, o portão de embarque na conexão mudou e tivemos que atravessar o aeroporto inteiro a pé, sem carrinho, bebê com sono e filho mais velho querendo colo, agitado, correndo pra lá e pra cá no aeroporto cheio enquanto tudo que eu precisava era ficar naquela fila. no voo são paulo – brasília a miúda fez um cocô que vazou nos lados e nas costas, até o cabelo, enquanto que o rapazinho decidiu que queria fazer xixi. tudo que horas? quando o avião estava em procedimento de aterrissagem. ou seja, nada de levantar. aí pousou e decidi que esperaria as pessoas saírem para tentarmos ir ao banheiro. esperei um pouco, mais um pouco, ele começou a reclamar que estava quase fazendo xixi na calça e ela, a chorar porque estava suja. descobri que havia tido um problema com a escada pra descer do avião ou com o ônibus que transportaria a gente da nave até o saguão do aeroporto. ou os dois, vai saber. então fomos ao banheiro assim mesmo. com uma mochila gigante nas costas e os dois. nem todo mundo queria dar passagem. pense em todos nós naquele corredor estreito, algumas pessoas de má vontade e, pra completar, eu também fiquei apertada pra caramba. ufa. finalmente chegamos. banheiro ocupado. por uma menina que estava passando mal e vomitando. me deu calor, me deu tontura e esperamos mais um tanto. passei a ignorar o chororô dos dois e finalmente ela saiu. o banheiro cheirava a vômito e logo mais a cocô de neném. agora pense você e mais três num espaço minúsculo e fedorento, cada um com uma dificuldade urino-evacuante diferente. benjamin foi primeiro. depois pedi pra ele ficar encostado na porta enquanto eu limpava ela em cima de um trocador ridículo de pequeno. ela gritava pra tirar a roupa, gritava pra ser limpa, gritava pra trocar a fralda, gritava pra colocar uma roupa limpa. e dá-lhe lencinho, paciência e um grande exercício de abstração. isso sem falar no que os passageiros que esperavam lá fora poderiam pensar. gastei um bom tempo lá dentro e, quando saímos, qual a minha surpresa o avião estava va-zi-o. cadê gente bondosa? cadê gente mal educada? cadê menina vomitadora? todos haviam ido embora. aí me apareceu uma comissária de bordo dizendo que iria providenciar um transporte para nós. benjamin aproveitou para conhecer a cabine do piloto e o comandante da nave. fez amizade com as comissárias e sansa ficou rindo para elas como se fossem melhores amigas desde sempre. chegou uma van e fomos embora juntamente com a tripulação.
na hora de pegar a bagagem (que, graças a deus, era apenas uma mala enorme e o carrinho de bebê), peguei a mala rapidinho (sempre tem uma pessoa cortês pra ajudar), mas o carrinho não chegava. rodou esteira, rodou, chegou coisa, saiu coisa e nada de carrinho.
resolvi perguntar a um funcionário da empresa aérea como eu fazia pra resolver isso e ele me deu uma resposta vaga que não adiantou muita coisa. depois de uns segundos pensando ele disse “ah, acho que vi um carrinho caindo da esteira” e apontou com o dedo.
é assim, gente, as malas vão na esteira em forma de U, certo? a parte de fora é onde a gente fica e o carrinho caiu dentro, bem na barriguinha do U. de longe não dava pra ver, mas quando me aproximei, lá estava. perguntei ao funcionário se tinha como ele pegar pra mim ou pedir pra desligarem a esteira e ele disse que não dava, que ele não tinha autorização pra fazer aquilo. entendi o lado dele, mas fiquei p da vida assim mesmo. pedi pro benjamin ficar sentadinho em cima da mala, segurei a constança dentro do sling e passei por cima de esteira em movimento, pulei pra dentro, peguei o carrinho e saí da esteira com bebê e carrinho. benjamin achou a maior graça daquilo tudo. eu não sabia se me sentia orgulhosa por ter resolvido a situação ou indignada pelo fato das coisas serem assim, como são. sempre.
marido nos recepcionou com um buquê de flores (era nosso sétimo aniversário de casamento) e aquela viagem de poucas horas pareceu durar dias, tamanho meu cansaço. cheguei em casa capotada e demorei um ou dois dias para me recuperar. ou seja, nada de grandes comemorações aniversarísticas. mesmo assim valeu muito a pena.

segunda viagem: praia de guarajuba – camaçari/bahia

2014-03-26 10.07.12

passamos uma semana na praia, na maior boa vida. dessa vez a viagem foi muito mais tranquila que a anterior:

idades: benjamin com 3 anos e 7 meses e constança com 9 meses.

no avião: a viagem dessa vez foi diferente. uma hora e meia de brasília a salvador. assim como para são paulo, fomos pela gol. os assentos eu já tinha deixado marcados desde quando comprei as passagens, mas contei com a boa vontade da atendente, que nos colocou na primeira fileira. e primeira fileira desses aviões convencionais são quase uma classe executiva, se comparadas às outras poltronas apertadinhas. tivemos um espaço maior ali na frente e, foi só o avião decolar e o aviso de atar os cintos apagar que foi todo mundo pro chão chão chão. os dois futricando nas revistas e cartões de bordo e benjamin não deu a menor bola pra nada do que eu levei de livros e coisas extras. ele queria olhar pela janelinha, apertar os botões e fazer um trilhão de perguntas como se aquela fosse a primeira vez que ele viajava. sansa também ficou curiosíssima e coisas como a fivela do cinto e o botão de reclinar a poltrona entreteram ela por muito tempo tanto da decolagem quanto na aterrissagem.

a viagem: a ideia original era visitarmos um casal de amigos nossos em salvador. acontece que o pai desse meu amigo tinha uma casa de praia em guarajuba e disponibilizou para a gente. eu, que não fazia ideia de onde, como ou o que era guarajuba, aceitei assim mesmo, mas não sabia o que me aguardava.
chegamos a salvador, benjamin fez mais um trilhão de perguntas sobre a polícia local, a baiana fantasiada e todas as pessoas comuns que por ali estavam, quase como se tivéssemos acabado de pousar em outro planeta. não sei como funciona na cabeça dele, mas parecia que havíamos entrado em outra dimensão, um universo paralelo onde as coisas funcionam diferente. por conta disso ele passou mais da metade da viagem fazendo perguntas atrás de perguntas. foi fofo (mas foi beeeem cansativo. ahahahahah!).
enfim nosso amigo chegou e nos buscou. amigo com alma de irmão, daqueles queridos que você conhece há mais de década, mas parece que nasceu ao lado dele. nos acolheu bem, nos levou ao nosso destino. a viagem durou por volta de meia hora. chegamos e já conseguia não apenas sentir o cheiro, mas ouvir o barulho do mar. eles dormiram muito mal aquela noite, estranhando o lugar. constança acordou antes das 5h da manhã e benjamin, às 6h. por conta disso, dei uma fruta a eles e decidi que descobriríamos onde era a praia. o condomínio não tinha um morador sequer circulando na área, somente funcionários das casas. perguntei a um rapaz que passava de bicicleta como eu fazia para chegar à praia. ele me levou até o portão do condomínio e era incrivelmente perto. olhei pro mar, embasbacada. o mar e eu temos um treco, um caso de amor mal resolvido. daqueles que só de olhar pra ele dá um frio na barriga que percorre toda a espinha. nos metemos na areia com carrinho e tudo. constança tava cansada, enjoada. benjamin, desconfiado. e eu, eufórica. queria entrar no mar, queria rolar na areia, bater a cabeça no coqueiro, me meter numa toca de siri e tomar caixote na onda do mar. benjamin logo se familiarizou e não sabia o que fazer com tanta areia. o mesmo pra sansa. eles mexiam, remexiam, pegavam, apertavam. ele comeu areia, ela nem tanto. e, depois de todo mundo ficar muito bem empanado, decidi voltar para casa. fomos ao mercado, compramos o que seria necessário para passar aqueles dias, voltamos, fiz almoço e fiquei em pânico, porque não queria passar aqueles dias todos cozinhando. então congelei pra pequena várias porções de comidas em potinhos que eu já tinha trazido de brasília e decidi não me preocupar mais com aquilo. eles dormiram e eu aproveitei pra fazer algo que há muito eu não fazia: dormir também. à tarde fomos à praia, pra eu conseguir dar um mergulho, dessa vez com ajuda.
os dias que se seguiram foram mais tranquilos, sempre nesse esquema: praia de manhã sozinha com as crianças (brasiliense, gente, tem que ir à praia religiosamente quando se tem oportunidade). depois almoço, soneca e tarde de preguiça. esses foram nosso dias.
passei meu aniversário lá no esquema metade-do-dia-na-praia, com direito a comer em barraca de praia e depois uns amigos dos meus amigos foram para lá também. saímos à noite e nessa hora bateu uma saudade gigante do marido. daquelas de parecer que ia abrir um buraco no peito.
ok. eu senti falta do hilan todos os dias. porque eu tava curtindo aquilo absurdamente, mas queria muito que ele estivesse com a gente também. no dia do aniversário é que pesou mais porque, por mais que eu estivesse rodeada por pessoas bacanas, faltou ali a metade da minha laranja, a tampa da minha panela, minha alma gêmea, o pai dos meus filhos. estar lá sem ele foi como estar lá pela metade. mas isso é história pra outro momento.
apenas na metade da viagem pra frente foi que eu descobri que mais pra esquerda do trecho de praia onde costumávamos ficar, formava-se uns piscinões bem de manhãzinha, na maré baixa. por conta de uns recifes que tem por lá, a água ficava morninha, parada, transparente e com vários peixinhos. um verdadeiro paraíso.
basicamente, nosso esquema de praia mãe-sozinha-com-dois-pequenos era o seguinte: acordar 5h da manhã (sansa chegou a acordar 4h44), enrolar na cama até umas 5h40. descer pra tomar um café reforçado, passar filtro solar e arrumar as coisas pra ir pra praia. tudo sem pressa, porque eu to cansada de fazer tudo sempre com hora marcada. então chegávamos na praia lá pras 8h ou 8h30.
a caminhada da casa até o local das piscininhas naturais durava entre 5 e 10 minutos, a depender do passo do benjoca. no caminho sansa dormia profundamente e continuava assim quando chegávamos lá. aí eu deixava ela protegida do sol e caía no mar com joca. curtimos muito, ele perdeu o medo de entrar no mar, catamos conchinhas (que ele e eu esquecemos de trazer), fizemos castelos, desenhamos. sujou? limpa no mar. volta pra areia, volta pro mar. aproveitávamos pelo menos uma hora só assim. quando sansa acordava, era hora de entrar com ela.
como foi a reação dela com o mar? normal, como se sempre tivesse feito aquilo. apenas na primeira vez foi estranho, porque entrei com ela naquele fim de tarde, a maré cheia, ela cansada e só gritava sem parar. mas ali, nas piscininhas morninhas, ela estapeava a água, lambia a própria mão, estranhava quando a mini ondinha chegava mas logo se entregava. algumas vezes ela mamou na praia, estranhou o peito salgado, largou, pegou de novo, estranhou, largou, eu limpei o peito com o próprio leite e ela mamou que foi uma beleza, até dormir de novo.
à tarde ficávamos mais em casa e isso também era ótimo. eles dormiam muuuito e eu ficava de preguiça na rede, ora conversando, ora olhando pro teto. eles acordavam e brincavam no quintal. sansa ficou muito no chão, aprendeu a se arrastar rapidinho, a perseguir o irmão, que por sua vez esqueceu-se por alguns dias de que era lixeiro e passou a ser jardineiro. que falta absurda que faz um quintal!
fomos duas vezes à praia do forte: uma de dia, para irmos ao projeto tamar (que eu amo, benjamin já foi quando menor e constança conheceu, apesar de nem ter saído do carrinho) e outra à noite, no dia do meu aniversário. de resto, ficar por lá já foi o suficiente.
me sentia tão em sintonia com aquilo tudo… um dia à tarde, enquanto todos dormiam na casa, saí com sansa para um passeio e, claro, fomos pra orla. peguei ela no colo, enterrei meu pé na areia e fiquei ali, sentindo a onda ir e vir e me molhar. cheguei a chorar, contemplando aquilo tudo. aquela necessidade absurda de fazer aquilo sempre. o conflito de emoções de estar metade ali, metade em brasília, a vontade de largar tudo e ir morar na praia pra sempre e sermos nós cinco (com o tov incluso, claro) uma família simples e feliz. sou dessas, que viaja e mergulha de cabeça no lugar, sai olhando tudo que é placa de “aluga-se” e “vende-se”, faz mil planos mas, quando volta pra casa, suspira aliviada, curte cada centímetro quadrado do lençol e do travesseiro, cheira a casa como se aquele cheiro fosse novidade, dorme feliz da vida, mas demora a desfazer as malas, como se fosse se desfazer da viagem que acabou de acontecer.
tirei poucas fotos porque minha bateria sempre tava acabando. mas as poucas que tirei foram suficientes para eternizar essa viagem que, com certeza, quero voltar a fazer, desta vez com todo mundo.
falando assim, parece que eu fui sozinha pra lá. não fui. contei muito com a ajuda do iulo, que além de meu quase irmão, foi um verdadeiro tio pros meninos, que o adoram. foi ele que me salvou quando sansa estava morrendo de cansaço e benjoca a toda pilha pipocando no quintal de casa e vice versa quando era a vez de cuidar do joca e ter um tempinho só com ele.

2014-03-28 08.42.33

as comidas: confesso que eu queria ter comido muito mais comidas típicas, mas benjamin não tem estado muito aberto a novidades, então volta e meia eu tinha que pedir o que agradasse a ele também, porque sempre dividimos o prato. mas claro que rolou cocada, camarão alho e óleo, água de coco, acarajé. dessa vez eu abri mão da fritura e deixei ele comer esse último item. na verdade foi insistência minha porque acho um absurdo ir à bahia e não comer acarajé. enfim, ele só quis o “bolinho”. não quis vatapá, caruru, camarão nem pensar. nem vinagrete – que ele adora – topou. ficou só no bolinho e ainda pediu mais. e eu aqui, arrependida porque só comi um. arrependida porque só comi uma cocada de coco queimado que eu tanto amo e depois, misteriosamente, não encontrei mais nenhuma baianinha vendendo (coisa que acontecia de 5 em 5 minutos quando eu estava na praia). arrependida porque estava com preguiça de comer caranguejo na hora que tive oportunidade.
mas enfim, achei relativamente fácil encontrar comidas sem leite para nós.
constança ainda não come comida da rua, então eu levava de casa (a casa que estávamos na praia) e foi nessa viagem que ela aprendeu a comer de verdade, mesmo que a comida tenha sido super repetitiva. talvez ela goste de sabores mais constantes mesmo, diferente do irmão e da mãe.
eu só me arrisquei a comer fora com uma certa frequência porque a alergia do benjamin, apesar de ainda continuar, está bem mais tranquila. ele não come nada com leite, mas já comeu acidentalmente uma ou outra coisa com traços de leite sem grandes prejuízos. constança, por sua vez, tem aplv bem mais leve que a que benjamin tinha na mesma idade. então, se eu comi alguma coisa com leite acidentalmente, ela não deu nenhuma reação muito alarmante.
porém, se você tem bebês/crianças severamente alérgicos, precisa ter atenção dobrada!
aí a solução é fazer as comidas em casa, congelar, levar produtos que você tem certeza que não têm nada de leite.
inclusive eu levei um pacote de biscoito salgado e dois de biscoito doce + barrinhas, tudo sem leite, no caso de não encontrar nada para ele (e para mim).

2014-03-28 08.41.04

a volta: essa volta da bahia foi minha redenção da volta de são paulo. estávamos tranquilos, relaxados, calmos. correu tudo bem na viagem, ninguém se cagou nem deu chilique. nenhuma mala se perdeu nem precisei passear em cima de uma esteira de malas. nessa hora os biscoitinhos que levei entraram em ação e mantiveram benjamin quieto por um instante. constança é uma lady e ficou super tranquila sem dar grandes alterações. cheguei morrendo de saudade do marido. constança estava sonolenta no sling, viu o papai, deu um sorriso e capotou. benjamin ficou todo dengoso e falando fininho.
depois ainda fomos comer uma torta sem leite numa confeitaria que eu adoro, em comemoração atrasada ao meu niver, acompanhados da minha mãe e padrasto.
finalmente cheguei à casa e ela estava impecável. viva faxineira, viva marido e viva eu, que pedi isso quase como se fosse um presente de aniversário (uma dica às mulheres: se vocês querem uma coisa, falem. ainda não inventaram tradutor de indiretas, muito menos leitor de mente ; )
à noite todos dormiram na maior tranquilidade e eu fiquei levinha, levinha, sonhando com nossa próxima ida à praia.

pra quem espera um post com dicas, especialmente sobre como viajar de avião, aguardem que ele virá.
por enquanto fiquei com esses posts, da primeira viagem do benjamin (quando ele tinha idade parecida com a da sansa) e dicas em geral:

a viagem com o bebê

dicas pra viajar com crianças

pra quem vai a salvador, algumas dicas da nossa última viagem até lá:

salvador com criança

e confira outros posts nossos sobre viagens:

clique aqui e acesse

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07 de abril

cantando o índio naçonal

por hilan diener

benjamin, com 3 anos e meio cantando o hino nacional (índio naçonal) do melhor jeito que consegue.
imagina na copa?

 

 

categorias: um pouco de humor, vídeos

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04 de abril

uma troca de fralda, vários estilos

por luíza diener

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o bebê está com a fralda pesada e não é só de xixi.
e agora? como trocá-la?
seguem abaixo dicas de acordo com o seu estilo de vida e crença:

mãe/pai de primeira viagem

procura o fraldário mais próximo. chegando lá, fecha todas as portas e janelas para que o bebê não sinta frio. limpa suas mãos com álcool em gel e, em seguida, lava com água e sabão. enxuga com papel descartável vigorosamente. usa o álcool em gel para desinfectar o trocador, depois o cobre com uma mantinha limpa. pega em sua bolsa imensa a garrafa térmica portátil contendo água mineral morna, previamente fervida. limpa suas mãos com álcool em gel e, em seguida, lava com água e sabão. enxuga com papel descartável vigorosamente. coloca sobre o trocador: algodão, a garrafa térmica, duas fraldas descartáveis limpas, uma muda de roupa, fralda de boca e um cueiro. depois de tudo pronto, coloca o bebê sobre o trocador conversando calmamente com ele e entregando em suas mãos um brinquedo limpo e bastante interessante. faz a troca da fralda e depois troca sua roupinha. descarta os itens necessários e o resto, coloca em uma sacolinha especial para, quando chegar em casa, lavar e esterilizar. limpa suas mãos com álcool em gel e, em seguida, lava com água e sabão. enxuga com papel descartável vigorosamente.
caso não encontre um fraldário próximo, ela vai direto pra casa e aproveita para dar um banho no bebê.

segunda viagem

tenta descobrir se existe um fraldário por perto. se tiver que andar mais de 10 metros, decide improvisar um trocador por ali mesmo. pode ser no carrinho de bebê, usando duas cadeiras como apoio, ou mesmo no chão, caso não haja insetos venenosos circulando pela área. limpa a mão na roupa e pede pro filho mais velho alcançar uma fralda nova e o lencinho. faz a troca como der e joga a fralda no primeiro lixo que aparecer.

terceira viagem

manda o filho(a) mais velho trocar a fralda do bebê. do contrário, ficará sem sobremesa e sem mesada por um mês.

instagramer

organiza todos os itens necessários ao lado do trocador, num espaço 1:1. troca a fralda do bebê, coloca uma roupa super descolada, com uma marca bem evidente estampada. se for menina, aproveita pra por nela um laço do mesmo tamanho da cabeça, ou maior. tira dezenas de fotos quase iguais, escolhe uma, faz montagem, escolhe filtro, escolhe filtro de novo, escolhe frase fofa. #instakids #instababy #baby #igbaby #cute #mamaeblogueira #instagood #meubebelindo #bbperfeito #nemococôfede #fofura #amor #love #mamãedoano #bbehtudodebom #fralda #quartinho #coco

laura gutman

primeiramente, a mãe deve verificar se as necessidades básicas da criança estão sendo atendidas (em relação ao contato corporal adequado com a mãe ou figura materna, à fusão emocional, à alimentação adequada, ao olhar voltado à sua especificidade de ser humano pequeno, ao nível de felicidade ao seu entorno, etc). em seguida, ela deve observar a frequência com que o bebê tem evacuado. é comum que um bebê evacue de uma a duas vezes por dia, mas há bebês que o fazem seis, sete, oito vezes. a mãe deve analisar por que o bebê faz aquilo. talvez passe muito tempo distante da mãe e tenha encontrado na evacuação frequente uma forma de buscar o vínculo com ela. há também bebês e crianças que sofrem de constipação intestinal e são capazes de reter as fezes por dias. tudo isso é a busca da sombra da mãe, ou seja, aquilo que não está ao alcance da vista. o bebê fusionado tenta comunicar à mãe que algo não vai bem.
o dar e o receber fazem seu jogo na produção de matéria fecal, na mucosidade, na alimentação, e têm a ver, fundamentalmente, com a comunicação.
talvez ele esteja retendo um problema da própria mãe, que pode ter algum conflito não resolvido no presente ou no passado, até mesmo um reflexo de sua própria infância. ela deve conversar em primeira pessoa com o bebê, explicar seus sentimentos e liberar o bebê desse problema que afeta a díade mãe-bebê.
feito tudo isso, troque a fralda como de costume.

candy crush

“peraí! deixa eu acabar essa partida!”

free range parenting

deixa que o bebê vá sozinho até o trocador, pegue o que for necessário e depois faça a limpeza por si só. caso falte algum item para a troca da fralda, ele poderá ir livremente até a farmácia ou mercado mais próximo.

 renato kaufmann

deixa a criança no trocador supervisionada pelos gatos. procura o lencinho e não acha. limpa o bumbum do bebê com a blusa do corpo e depois joga fora no lixo. a blusa, não o bebê.

vegetariana

dá graças a deus porque seu filho não come animais mortos e, por causa disso, suas fezes cheiram a flores e perfumam o ambiente.

menas main

cheira a fralda por fora mesmo e apalpa. se estiver fedida, ou melhor, muito fedida, ela troca.  se não, dá pra esperar mais um pouco.
ao abrir a fralda de cocô, se der, ela joga só as fezes fora e reutiliza a mesma fralda. dá até pra limpar o excesso da fralda com um lencinho. na falta de lencinho pro bumbum, vai papel higiênico ou aquele guardanapo do mctranqueira que ela guardou na bolsa pra alguma emergência. e ela não é menas main por isso.

natureba com apego

com o bebê mamando em seu peito, retire a fralda de pano (caso ele seja daqueles que usa fralda) e remova o excesso das fezes do bumbum com um pedaço de tecido de algodão cru (ou outra fibra natural como bambu, hemp, lã merino) de preferência sem nenhum tipo de alvejamento ou tingimento artificial.
vá com o bebê para o chuveiro e dê banho nele com água morna, na temperatura do seu corpo. não utilize nenhum tipo de sabão ou produtos com aditivos químicos e testados em animais. aproveite esse momento para estabelecer um vínculo com seu bebê. olhe nos olhos, reproduza para ele os sons da natureza como da cachoeira, do mar, da mata atlântica preservada, os periquitos selvagens, entoe um canto guarani-kaiowá. para trazer ainda mais plenitude ao momento, não se esqueça dos óleos essenciais como lavanda, flor de laranjeira, melaleuca e outros que possuam funções relaxantes, antibacterianas e antifúngicas.
coloque um balde para captar a água não utilizada do chuveiro e use-a para lavar a fralda e o paninho.
enxugue seu bebê gentilmente com uma toalha fralda também orgânica, ainda mamando e em contato com o calor do seu corpo. deite-o na cama e faça uma shantala com óleo vegetal de semente de uva, óleo de coco, de amêndoas doces, de calêndula, de rícino.
apenas quando seu pequeno já estiver totalmente relaxado, coloque uma nova fralda de pano.
ofereça o outro peito para que ele se sinta nutrido de amor.
enterre as fezes e plante uma árvore em cima.
gratidão.

nana nenê

quando perceber que o bebê está chorando porque a fralda está suja, deixe que ele se acalme por conta própria. saia do ambiente por um minuto e, caso ele continue a chorar, volte, converse serenamente com ele por 30 segundos, de forma a acalmá-lo e sem contato físico: “mamãe está aqui! não precisa chorar! já já eu troco sua fralda” e saia. é importante que durante esse diálogo não haja contato físico. aguarde por três minutos até que ele se acalme. se isso não acontecer, volte, explique que é normal fazer cocô, que ele não precisa preocupar-se, que você está ali para cuidar dele e, após 30 segundos, saia novamente. resista à tentação de pegá-lo no colo e trocar sua fralda, caso contrário ele ficará mal acostumado e passará a pensar que toda vez que chora vai conseguir o que quer. aumente o tempo para 5 minutos, 10 minutos, 15 ou até que o bebê pare de chorar.
só então volte para trocar sua fralda. e não esqueça de caprichar na pomada antiassaduras. ele vai precisar.

carlos gonzález

se o bebê chora porque está sujo ou mesmo durante a troca de fralda, não se deixe levar pela crença de que está fazendo manha ou algo do tipo. o choro do bebê é legítimo e um recurso de sobrevivência desde os primórdios até hoje em dia. um bebê, na selva, que não chorava, poderia ser devorado por animais selvagens. mas, ao chorar, chama a atenção da mãe e consegue aquilo que é necessário. não é manha, é instinto.
um bebê ainda pequeno não tem controle sobre o esfíncter. logo, não há como adestrá-lo para que faça suas fezes no horário que é conveniente aos pais. imagine você, adulto, sendo obrigado a ficar sentado sobre suas próprias fezes. como se sentiria? claro que incomodado. assim também é o bebê. imagine também que te obrigam a fazer cocô em um momento que você não tem vontade. isso não faz sentido!
não se preocupe em acostumar seu bebê mal. pelo contrário, atenda prontamente suas necessidades primárias. ninguém foi preso porque não sabia fazer cocô na hora certa ou porque chorou querendo que a mãe ou pai o limpasse.
ninguém em plena saúde continua a usar fraldas até os quinze anos de idade. mais uma vez, não se preocupe!
por isso, troque-o gentilmente. aproveite esse momento para conversar com o bebê e suprir também suas necessidades afetivas, que são tão importantes quanto as fisiológicas.

montessori

ao trocar a fralda, tente criar um ambiente lúdico e acessível à criança, onde ela possa locomover-se e  circular com liberdade. caso o bebê tenha feito fezes sólidas e consistentes, retire-as da fralda e coloque em um recipiente, como uma caixa plástica, para criar uma caixa sensorial com o tema cocô. você pode acrescentar outros elementos que lembrem a evacuação, como: pedacinhos de alface e sementes de tomate, melancia ou o famoso milho. também pode acrescentar água tingida com anilina comestível na cor amarela, para que se lembre que é normal fazer xixi depois disso tudo. outros elementos são interessantes para lembrar o momento da troca, como bolas de algodão coloridas, alfinetes de segurança e penicos em miniatura.
ela pode provar, ela pode amassar e esfregar, mas lembre-a que o único ambiente para brincar é dentro da própria caixa. caso ela deixe algum resíduo cair, dê a ela um papel higiênico para limpar.

blogueira

enquanto troca a fralda imagina um post sobre o assunto, recheado com dicas de produtos que facilitam a troca, as melhores marcas de fralda e lencinhos, experiências pessoais e até torce internamente para que o bebê faça algo fora do comum, só para compartilhar com as amigas da blogosfera.

 

 *atenção! este é um post de humor. por favor, não tentem isso em casa.

{post escrito a quatro mãos}

 

 

 

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categorias: erros comuns, faça você mesmo, fraldas e trocas, para mães, para papais, um pouco de humor

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