31 de julho

evite rótulos

por hilan diener

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desde que meu primeiro filho nasceu, tento evitar os rótulos, mas confesso que a vontade de rotulá-lo já me ocorreu várias vezes quando algum comportamento não desejado aparece. mas por que não rotular? é simples! esse tipo de comportamento limita as narrativas das crianças e muitas vezes as fazem assumir pra si atitudes e comportamentos passageiros em algo perene. ou seja, acabam acreditando que são aquilo que as rotulamos.  

como tenho formação em publicidade quando a palavra rótulo aparece, na mesma hora eu associo com marcas famosas de produtos do nosso dia a dia. então tive a ideia de fazer uma releitura destes rótulos a fim de levar os pais, educadores e sociedade a repensar a nossa linguagem e narrativas errôneas que repetimos sem nos questionar.

maizenaburroteimosomimadomagricelachoraotontobirrentocapetinhasuamocaquatroolhos

 

categorias: erros comuns, erros comuns, para mães, para papais

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24 de julho

às mães que agora começam

por luíza diener

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você sonhou com esse bebê. planejou, aguardou e quase não se continha de ansiedade quando, ainda na barriga, ele te fazia pensar em seu rostinho, seu cheirinho, suas mãos e pés tão pequenos. você pensou no enxoval, no quarto e mínimos detalhes para a sua chegada.
talvez, porém, essa criança não tenha sido planejada, mas foi igualmente amada e querida por você.

algumas pessoas quiseram te ajudar, afinal, antes de termos nosso primeiro filho, esse mundo é totalmente desconhecido para nós e ajuda é sempre bem vinda, especialmente daqueles que nos amam. não faltam livros, pediatras e conselhos para te auxiliar especialmente nesse primeiro momento que, dizem, é tão difícil.
chega o grande dia: nasce o bebê! você se alegra, se emociona, tira foto e mostra para todo mundo. no hospital te ajudam a dar banho, trocar fralda. você está imersa em felicidade.
aí vocês vão para casa. tudo parece um sonho. aquele quartinho finalmente terá um neném para ocupá-lo e o berço – que talvez antes estivesse cheio de roupas, pacotes de fraldas e outras tralhas – agora está prontinho para receber seu pequeno rei ou rainha.
mas algumas coisas começam a acontecer diferente do esperado. aquela doce criatura que antes só dormia começou a acordar, a resmungar, a chorar. e como chora! você se questiona se está tudo bem com ele, tenta de diversas maneiras acalmá-lo. será fome, frio, calor, fralda suja? será que ele sente dor?
dá o peito“, diz uma mãe mais experiente.  “bota um agasalho“, fala sua avó
“dá chá” “dá água” “dá chupeta” “dá remédio”. nada adianta. “deixa chorar. isso daí é manha”, alguém conclui.

cada um diz uma coisa, mas ninguém está ali na hora do vamos ver para te ajudar.
então chega a noite e, quando você finalmente pensa que vai descansar, a bagaceira começa. 
acorda, troca a fralda, mama, faz cocô, quer mamar de novo, dorme, acorda novamente e o ciclo parece não ter fim.
um, dois, dez dias se passam e a privação de sono começa a te afetar. você bota pomada antiassaduras na escova de dentes achando que é creme dental, confunde desodorante com bom ar, corre pra acudir o bebê que está chorando e de repente se toca que era somente o cachorro do vizinho latindo.
sua relação com seu companheiro já não é mais a mesma desde a gravidez, mas agora parece estar ainda mais afetada: o sono, o resguardo, a irritação e no fundo no fundo parece até que ele está com ciúmes desse bebê.
um furacão passou e tirou tudo do lugar e agora sua vida está completamente revirada. nem você se reconhece mais. vontade de chorar, de dormir três dias seguidos, de sumir do mapa. sentimento de culpa te invade por estar se sentindo tão estranha na época que era pra ser a mais linda da sua vida.
é uma montanha russa de emoções porque, se por um lado você se sente a mulher mais feliz do mundo por ter seu bebezinho tão perfeito ali, por outro parece que você não consegue curtir nada direito.

será que um dia as coisas vão voltar ao normal?
será que um dia eu vou dormir outra vez?
e como vai ser quando eu voltar a trabalhar?

no meio de tudo seu peito racha, o leite parece não dar conta, o bebê não para de chorar, não cresce direito, não ganha peso. o pediatra aconselha entrar com o complemento, mas você não concorda. “é pelo bem dele”, o médico completa.
sua mãe te faz lembrar do maravilhoso jeito que ela criou você e seus irmãos e te enche de conselhos.
sua amiga, mais experiente, te recomenda um livro que promete fazer o bebê dormir a noite inteira e recuperar sua vida antiga.
você lê numa reportagem, num grupo de mães, num blog dicas incríveis que fazem seu bebê virar um anjinho em pouco tempo.
então tenta ouvir as “vozes da sabedoria” e colocar em prática alguns desses conselhos.
é duro, é cansativo, seu bebê parece estar extremamente desconfortável com aquilo tudo: “você tem que insistir! no começo é difícil, mas vai ser recompensador” - essas palavras ecoam na sua mente quase como um mantra enquanto você seu bebê chora sozinho no berço.

seu corpo diz uma coisa, seus amigos e parentes dizem outra, seu bebê clama por outra, completamente diferente.
seu coração também diz outra coisa.

para!
respira profundamente. respira de novo. e de novo. e de novo. respira quantas vezes você achar que precisa, mas respira.
traz à memória seus sonhos durante a gravidez, pensa naquela expectativa. agora lembra do dia que seu bebê nasceu e da emoção que foi vê-lo pela primeira vez. pensa nos momentos bons que vocês têm tido desde então: dos barulhinhos que ele faz enquanto dorme, das suas caretinhas engraçadas, da sua delicadeza, do calor que aquele corpinho emite, dele descansando profundamente nos seus braços.
e respira.
tira seu pensamento da noite passada, tente não imaginar como será a próxima noite, muito menos o amanhã e o depois.

viva o agora.

apaga da sua memória tudo o que você leu ou ouviu. escute apenas o choro do seu bebê, não como uma coisa irritante, mas como uma música doce e suave. escute o que aquele bebê quer te dizer. ouça também seu coração. eles estão em sintonia: você e o bebê são um só. deixe-se envolver, embalar, ninar. pegue-o no colo, cante para ele, converse com ele. não precisa sentir vergonha, não há nada de ridículo nisso. entregue seu corpo, sua razão, sua alma a esse momento. e viva, flua, ame. amor é entrega, é doação, é renúncia.
não se sinta incapaz. tudo que você precisa para cuidar desse bebê está em você: seu cheiro, seu calor, seu leite. é disso que ele precisa. é disso que você precisa.
não deixe sua mente te enganar com as obrigações do dia a dia, não se preocupe em acostumar seu bebê bem ou mal, deixe somente que ele se acostume a você. você foi o primeiro contato dele, em você ele foi gerado e ele anseia por você com todas as suas forças.
relaxe.

assim como a gravidez passou e levou consigo todos os incômodos, essa fase também vai passar. ela é apenas o começo de uma vida completamente nova e incrível. não tente compará-la a nada do que você já viveu, muito menos ao que outros viveram.
mantenha a humildade para escutar os outros, mas nunca – jamais – se esqueça de ouvir primeiramente o que você e seu bebê querem dizer.

e sejam felizes.

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22 de julho

o presente, a correnteza e meus 50 anos

por luíza diener

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domingo fiquei sozinha em casa enquanto hilan ia com os dois à igreja. o objetivo não foi eu ter um tempo para mim, mas arrumar o apartamento que, pra variar, estava um caos completo.
temos contado com uma faxineira uma vez por semana e vou te contar: ajuda, mas não é suficiente. se a gente não se organiza diariamente e guarda tudo – especialmente os brinquedos – a bagunça acaba ganhando vida própria e engolindo a gente (que é o que acontece por aqui praticamente sempre).

acordei cedo, tomei café junto com todo mundo, ajudei a arrumar os meninos para sair e, enquanto isso, repetia mentalmente que assim que eles partissem eu iria trabalhar na casa. mesmo assim, quando eles puseram o pezinho pra fora, senti forças estranhas me convidarem para tarefas contrárias: o facebook me chamava, o candy crush me chamava, minha cama me chamava mas consegui resistir à tentação e rumei determinada à área de serviço.

enquanto eu estendia roupa limpa no varal e enchia a máquina com mais roupa suja, experimentei tantas sensações diferentes que acabaram por me inspirar este post. as roupas sujas em questão eram do benjamin. eu encontrava uma blusa encardida de terra e suspirava. revirava os bolsos das calças e casacos à procura de papéis, moedas e outras porcarias e sorria. ao desdobrar a barra de uma calça e encontrar um punhado de areia ali, sentia meu coração encher de alegria: “eu tenho um menino! meu bebê cresceu!”
quando foi que o tempo passou tão rápido e onde foi que eu estacionei pra de repente acordar e me deparar com esse pequeno rapazinho?

também olhava para cima e via as roupas já limpas da constança, misturando blusas, vestidos, casacos e bodies das mais diferentes cores e estampas. na cesta com roupas limpas, as roupas e camisas do hilan, outra com as minhas coisas: “quanta gente nessa casa!”

terminei na lavanderia, peguei uma caixa de papelão e fui à caça aos brinquedos e pertences infantis. eles estavam espalhados por toda a casa. nenhum cômodo escapou. ia catando, cantando, organizando tudo de forma reflexiva. em todo canto, um pedaço deles. em tudo deles, um pedaço meu.
fazia um bom tempo que eu não conseguia executar qualquer serviço doméstico sem aquela correria, um monte de gritos, eu o tempo inteiro parando alguma coisa para acudir um menino que machucou, a menina com sono querendo mamar ou apenas procurando colo, pedindo ajuda constante ao marido, brigando com o marido pra que ele fizesse a coisa sem que eu solicitasse, largando tudo pelas metades e não conseguindo fazer absolutamente nada direito.
percebi que meu dia a dia parece aquelas provas malucas do passa ou repassa, misturado com olimpíadas do faustão: tudo cronometrado, tudo uma correria, sempre aquela tensão pra conseguir dar conta de todas as coisas em um curto espaço de tempo.

senti um certo prazer naquele silêncio. um certo prazer, não. um enorme prazer.
eu amo meus filhos, meu marido, meu cachorro. mas também amo ficar sozinha. era daquelas que, ainda adolescente, se sentia feliz em ir ao cinema sem companhia, curtia almoçar na faculdade sem aquele monte de colega barulhento conversando sobre professor, trabalho, prova, fugia no horário de lanche do trabalho pra comer um sanduíche embaixo da árvore, acompanhada apenas do som dos passarinhos.
de repente, escutar somente o barulho da máquina de lavar – no lugar de choro e gritaria – e o cheiro do desinfetante – no lugar de cocô na fralda e no penico – fizeram as vezes desses meus momentos de solidão prazerosa.

confesso que nos últimos meses tenho me questionado onde estarei em 10 anos. continuarei eu a ser dona de casa e blogueira ou estarei dentro de um escritório, trabalhando e delegando os cuidados domésticos a outra pessoa enquanto meus filhos revezam entre escola e atividades extra-curriculares? sinceramente, essa última opção estava me atraindo cada vez mais. pensei em voltar para a faculdade, pensei em fazer um curso à distância, pensei nas inúmeras possibilidades de carreira e no tanto que já estou velha pra começar de novo. pensei, pensei, pensei e não consegui pensar em mais nada.
experimentar esse momento de sossego durante a manhã, essa paz e plenitude, essa solitude, me transpuseram pra daqui a 10 anos: eles indo pra escola pela manhã, eu tomando café tranquilamente, lendo um capítulo de um livro e iniciando minhas tarefas domésticas. o almoço pronto, a volta da escola, eles independentes o suficiente para tomarem banho sozinhos, escovarem os dentes e a caçula (ou um caçula terceirinho) ir para a soneca enquanto os mais velhos fazem a tarefa. depois eles podem ir para a natação, aula de música ou – quem sabe – brincar no quintal da nossa casa enquanto eu, que já terminei de arrumar a cozinha, guardo as roupas limpas e vou trabalhar no meu home office. no fim da tarde um lanche, uma sopa ou algo rápido. marido me ajuda a encerrar o dia, certificar-se que eles arrumaram as mochilas para amanhã, tocar a boiada pro banho e depois aproveitaremos nosso tempo a sós.

pensando assim, já avancei mais 10 anos (20 a partir de hoje): meninos na faculdade, marido e eu viajando. quando não, eu posso cuidar da horta e do pomar, fazer meu crochê enquanto hilan pinta quadros ou mesmo dorme três longas horas após o almoço. aposentadoria planejada antes dos 50, por que não?

acho que já decidi mesmo o rumo que quero tomar e é muito engraçado eu amar esses planos porque tenho um pezinho no feminismo e na fogueira dos sutiãs, mas não aquela coisa desenfreada de querer ser igual ao homem, mas de aproveitar a minha liberdade como mulher para fazer minhas escolhas sem me pautar no que a sociedade impõe pra mim. tenho certeza de que seria feliz também se seguisse a minha carreira e admiro demais quem faz essa escolha mas, se antes via meu cargo de dona de casa com algo temporário, cada dia que passa eu me delicio mais fazendo isso.

essas projeções do futuro não são apenas sonhos que me isolam do presente, mas me servem como motivação de saber que esse comecinho de vida de mãe é muito, muito intenso e desafiador, mas com o tempo a gente pega o jeito, se acostuma e deixa aquilo nos envolver. a gente para de nadar contra a correnteza e aprende a usá-la ao nosso favor.

falta bem menos de 1 ano para completar 30 e confesso que estou contando os dias pra entrar nessa idade com completude. quero crescer, amadurecer, envelhecer com dignidade ao lado do meu marido, consciente de que fiz as escolhas corretas para nós e feliz com isso.
seja o que deus quiser.

 

categorias: desperate housewife, psicologia autodidata introspectiva

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18 de julho

amor de irmão (sem edição)

por hilan diener

não sei explicar esse sentimento que dá na gente quando os irmãos ficam assim se amando, carinhando, chamegando… calma, pera, devagar… não! assim machuca!

categorias: benjamin, constança, vídeos

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15 de julho

orgulho materno

por luíza diener

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há quase 4 anos eu escrevi um post chamado competição veladaonde eu falava de certas disputas bestas que rolam no mundo materno e que foram meio chocantes para mim assim que eu tive filho.
na época eu estava sendo perseguida por uma louca que quase todo dia me alugava pra fazer comparações e dar palpites sobre a criação do benjamin. somou-se aquilo a todos os pitacos e conversas que eu ouvia por aí, o copo foi enchendo, enchendo e.. transbordou em forma de post-desabafo.

hoje em dia eu entendo o que me motivou a escrever aquele texto mas, quase quatro anos depois, adquiri uma paciência e experiência que só o tempo poderia me proporcionar.
por algum motivo eu achava que precisava provar que era uma boa mãe. talvez uma das razões seja a minha carinha de criança. hoje em dia eu me gabo de estar beirando os 30 e ter gente achando que tenho 18, mas nem sempre foi assim.
eu cresci meio complexada por ser pequenina e magrela, por ter cara de novinha, por ouvir uns e outros falarem comigo no diminutivo como se eu fosse uma retardada, por ouvir “parece que você vai quebrar” ou “tadinha”. tadinha por quê? passei muito tempo tendo raiva dessa palavra “tadinha”.

casei-me aos 21 anos porque quis, mas tinha que explicar que não, eu não estava grávida e pretendia esperar ainda uns 4 anos para pensar em filhos. na lua de mel eu sentia que tinha que dar explicações para todo mundo que aquele era meu marido, que eu não tinha fugido de casa pra brincar de casamento e depois voltar correndo pra morar com a mamãe. sentia que eu precisava provar que meu casamento era um dos bons e que, contrariando as estatísticas (e alguns comentários que eu cheguei a escutar com meus próprios ouvidos), meu casamento iria – sim – durar bem mais que um ano.

aí veio o primeiro filho. assim que tornei pública a notícia da gravidez, começaram as dicas: “tá tomando ácido fólico?” “olha, não pode carregar peso, cuidado!” “vai continuar fazendo natação? pode ser perigoso para o bebê”. uma conhecida chegou a me telefonar, pedir pra eu pegar papel e caneta e começou com uma lista interminável de dicas sobre gravidez, parto e filhos. deu dica de preparação do seio, creme antiestrias, enxoval do bebê e até congelamento de células tronco do cordão umbilical. e eu mal conhecia ela.

quando benjamin nasceu, veio uma enxurrada de podes-não-podes, tem-ques, comparações mil e coisa e tal que meu orgulho materno se aflorou de um jeito que eu virei um poço de patadas. nossa, nessa época eu fui grossa com muita gente, passando pelos parentes até chegar em completos desconhecidos na rua.
ouvir me chamarem de “mãezinha” ou falarem coisas como “foi mãe tão novinha!” “é seu irmão?” ou “um bebê carregando outro bebê” me deixavam tão irritada que eu vivia com os nervos à flor da pele.

eu sentia que precisava provar pra todo mundo que cara e idade não fazem uma mãe, e sim a informação que ela possui.
hoje em dia paro pra me analisar e chego à conclusão que a maior louca da história era eu mesma.
o orgulho me cegou, me fez me afastar das pessoas. eu queria viver entocada dentro de casa, apenas maternando e lambendo a cria. procurava outras loucas como eu para desabafar e falar mal de quem não me deixava ser mãe em paz, mas não queria crescer ao conversar com quem era diferente de mim, pra não correr o risco de ouvir opiniões diferentes, que eu apenas enxergava como pitacos.
por fim, por mais que estivesse sempre rodeada de gente, passei a me sentir muito solitária, porque poucos eram aqueles que pensavam como eu. e até as semelhantes eram diferentes de mim, veja bem.

é claro que tem gente com intenção maldosa. é claro que tem uns palpites muito absurdos e me aperta o coração saber que pode ter mãe que segue esse tipo de conselho. mas pra mim fica mais claro que a maioria das pessoas tem a melhor das intenções quando vem conversar com você a respeito de bebês e gravidez.

há uma certa magia em tudo que está relacionado a bebês. eles são como um ímã e atraem as atenções, os olhares, os sorrisos. bebês têm o poder de trazer alegria. quer fazer o teste? quantas vezes você não estava de boa na lagoa, distraída na rua, quando se deparou com um bebê num carrinho, uma criancinha correndo ou uma grávida exuberante e sorriu, gratuitamente? eu fiz e faço até hoje. sempre. é irresistível.
daí que muita gente se sente tão atraída que resolve puxar conversa. e isso é lindo! vivemos num mundo cada vez mais egoísta, introspectivo, hedonista. os bebês chegam para quebrar essa letargia. eles enchem o coração de compaixão, te movem a querer fazer o bem. não que todo mundo sinta-se assim em relação aos bebês, mas muitas vezes quem vem com essas conversas malucas só quer trocar uma ideia com você. ela está feliz pelo seu bebê e quer te ajudar de alguma maneira, muito provavelmente porque alguém já fez o mesmo por ela um dia (ou dois, ou mil).
aí eu me toquei: “gente! eu já fiz isso tu-di-nho!” sempre pergunto pra uma grávida com quantos meses/semanas ela está, pergunto quantos meses o bebê tem, o nome, elogio ele por ser fofo, sorridente, grandão ou mesmo miudinho. faço de coração, como um elogio sincero. mas se a ela estiver numa fase como a que eu passei, pode ser que se irrite comigo, talvez porque eu a encontrei uma única vez, mas ela pode já deve ter ouvido essa ladainha de mais outras trocentas pessoas.

graças a deus minha segunda viagem como mãe tem sido bem mais tranquila. claro que eu passei quase que a gravidez inteira me irritando com essa pergunta de “é menino ou menina?” e, depois que ela nasceu, ouvir por nove dias consecutivos: “já escolheu o nome dela?”. me irritei com a cobrança. me irritei quando um ou outro zé mané reclamou do nome dela. mas me irritei porque aquilo era novo e eu não estava preparada para lidar com a situação.
e aí nasceu a lição: eu não preciso provar nada para ninguém.
não por orgulho besta (apesar de reconhecer que eu sou muito mais orgulhosa do que gostaria), mas porque eu não ganho nada sendo assim. pelo contrário, me faz mal, me amargura e me tira a oportunidade de me relacionar de uma forma tranquila com os outros.

sou muito feliz por ser como sou. já tenho auto confiança suficiente para saber que dou o meu melhor como mãe, que dou conta de muita coisa, mas que posso – e devo – pedir ajudas e conselhos aos outros porque isso me enriquece, me torna humilde e ajuda meus filhos a se desenvolverem de forma saudável.
os filhos crescem, mas aqueles que amamos e que amam nossos filhos permanecem. qual tipo de relacionamento eu quero construir com eles? de constante briga e negação ou de amabilidade?

hoje tento apenas enxergar pelos olhos da bondade. respondo cada pergunta como se fosse a primeira vez que a escuto.
quando vem uma senhorinha dizendo que é bom cobrir a orelhinha do bebê, eu vou lá e cubro. se falam que um sapatinho caiu (e eu já vi há muito tempo que isso aconteceu), eu agradeço, tiro o outro e guardo junto com o primeiro. se dizem que tem que dar água, chazinho, chupeta, mamadeira, eu não compro a discussão. apenas entendo como uma preocupação ou mesmo um jeito de puxar assunto e fico repetindo o mantra na minha cabeça “apenas sorria e acene. sorria e acene”.

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categorias: erros comuns, erros comuns, para mães

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14 de julho

13 meses de constança

por luíza diener

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1 ano e 1 mês! eu tinha planos de diminuir a frequência dos posts sobre o desenvolvimento da constança depois que ela completasse 1 ano, mas esse último mês foi tão incrível e tão intenso que não poderia passar batido. parece que a personalidade dela aflorou e agora mostra traços que muito provavelmente se manterão durante sua infância (quem sabe até quando for adulta). está muito interativa e antenada com o mundo. parece que finalmente ela está tomando consciência – dentro do seu nível de compreensão – de que é um indivíduo único. ela deu um salto de desenvolvimento enorme depois de completar 1 ano. essas são algumas das coisas:

  • tem 12 dentes. nasceram 4 molares praticamente de uma só vez: os dois de baixo ficaram inchados por pelo menos duas semanas, até que romperam quase simultaneamente. uma ou duas semanas depois, os dois de cima apareceram também. durante quase um mês foi um perrengue atrás do outro, porque ela perdeu o sono, ficou nervosa, não queria comer nada. meu consolo é que agora só faltam 4 dentes. ufa!
  • adora cachorro, imita cachorro, chama o cachorro, com o olhar persegue o cachorro, mas tem medo de cachorro. até do tov.
  • faz “não” com a cabeça quando não quer alguma coisa.
  • aponta até conseguir alguma coisa. se a gente pega a coisa errada, ela rejeita com a mão, faz não com a cabeça e continua apontando até que acertemos o que ela quer. parece imagem e ação baby da vida real.
  • começou a se irritar e frustrar em diversas situações (tá aí o vídeo do dia de fúria, que não me deixa mentir). se na minha primeira viagem de mãe eu ficava nervosa quando benjamin fazia isso, hoje me dá até uma pontinha de orgulho porque pra mim marca esse momento do desenvolvimento da sua individualidade, onde ela identifica o que não gosta e reage a isso.
  • um dia, em algum momento, hilan fez cara brava pra sansa e ela imitou. pronto. virou a coisa mais engraçada do mundo. ela de repente olha pra gente, fica brava e todo mundo cai na gargalhada. é o famoso evil look.
  • aprendeu a dar beijo, também com o papai. atacou de dar beijos nele e morrer de rir. aliás, tudo dela envolve muito carinho e sorriso.
  • ainda não fica em pé sem apoio mas, quando tem algo pra se segurar, faz isso com mais confiança, segurando com uma mão só. também treina agachamento e levantamento, que eu chamo carinhosamente de morto vivo.
  • também já anda apoiada nos móveis. cada dia experimenta uma distância maior
  • sobe apoiada na parede, mas ainda não sobe no teto.
  • aprendeu a subir e descer de superfícies baixas, como mesa de centro. do sofá ela também já sabe descer.
  • reconhece dente, nariz, olho, boca, língua. às vezes acerta o que é cílio e orelha.
  • prefere beber água no copo normal. ela quase não usa copo de transição (mais pra sair). mas quando rola aqui em casa de darmos água no copo de transição, ela rejeita e aponta pro nosso copo para, enfim, matar sua sede.
  • quando me quer e eu não estou em casa, aponta pro meu quarto, mais especificamente pra minha cama, que é onde ela mama.
  • aprendeu a cuspir. se você estiver andando pela minha casa e encontrar um mini pocinha no chão, não se preocupe. é só baba da sansa.
  • inventou uma musiquinha própria e volta e meia cantarola ela sozinha. faz tipo um “ã! ãamm.. ã! ãmmm…”, numa entonação meio uh-oh. parece um teletubbie. muito mesmo.
  • quando mama em lugares não convencionais (a minha cama), vai mudando de posição durante a mamada, indo prum lado, pro outro, escorregando pelas beiradas. também resolveu querer conversar muito durante o mamá. de uns dias pra cá fica cantando a tal musiquinha própria, olhando pra mim e rindo.
  • quando está no quarto e acorda, desce do colchão, engatinha até a porta e tenta abrir. caso esteja somente encostada, ela sai do quarto sem a menor cerimônia e procura pela gente (joca em primeiro lugar).
  • certo dia eu estava dormindo no meu quarto e ela acordada na sala, com o pai. aí ela foi pro meu quarto, ficou batendo na porta (que estava fechada) e me chamando “mamãe, mamãe!”. pelo menos é o que hilan conta, porque eu estava no milésimo sono e não escutei nada.
  • só quer comer sozinha, o que pode ser bom, mas às vezes é ruim porque ou ela come com as próprias mãos ou come com as próprias mãos. até tenta usar  a colher pra pegar a comida. muitas vezes acerta, se for algo mais pastoso, mas em algum momento vai colocar a mão na vasilha e fazer uma lambança. então melhor é dar umas comidas mais pedaçudas, que ela costuma comer bem. senão, é torcer ou pra que ela esteja num bom dia e aceite a comida na colher, ou pra que eu esteja num bom dia e aceite a sujeirada.
  • parece que fala de verdade. enrola a língua, faz umas entonações e expressões faciais variadas e às vezes ainda gesticula com a mão. na verdade ela com certeza fala palavras carregadas de conhecimento, sabedoria e até os segredos da origem do universo. a gente é que não entende nada.
  • adora botar e tirar coisas de dentro de outra, como tirar um objeto de uma caixa e botar de volta, tirar algo de uma bolsa e devolver.
  • também adora fio dental: abre a caixinha, puxa um tantão, coloca na boca, se embola toda. mas nada supera sua paixão por escovas de dentes.
  • aliás, de monstrinha da escovação, passou a deixar a gente escovar os dentes dela, bonitinho. até a língua ela dá pra gente escovar. mas tem que ser tudo muito rápido, senão ela perde a paciência. e a escova é dela no final.
  • percebo o quanto era mais fácil controlar a alimentação do benjamin quando ele era filho único. hoje em dia, sendo ele o irmão mais velho, sansa quer comer o que ele come. algumas coisas eu digo não e ponto final, mas outras ela começou a comer bem antes por causa dele, tipo pão e macarrão.
  • um dia, quando eu estava lanchando com os pequenos, sansa ficou apontando pro pão e pedindo com barulhos indistintos. eu falei pão algumas vezes para ensiná-la e daqui a pouco ela pediu, com todas as letras: “pão”. benjamin ficou extremamente impressionado, porque eu sempre brinco de fazer a voz da sansa e ele responde como se os dois mantivessem um diálogo de fato. ouvir da boca da própria irmã uma palavra tão nítida quanto aquela causou nele uma reação de espanto quase como se tivesse sido o tov quem tivesse falado alguma coisa.
  • acho que eu nunca vou me cansar de falar do tanto que eu amo a paixonite dela pelo irmão. ataca o benjamin com abraços e beijos, no maior amor do mundo. claro que em algum momento isso pode dar em choro, mas não necessariamente acaba assim. tá aí uma foto de um momento como esse <3

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vocabulário sonserinês-português

  • arrrr – água. ela olha pra água e começa a fazer algo meio ahhhhh! meio arrrr! (como quem fala arranhando a garganta)
  • pá, báo, pão – pão
  • humm humm! - cachorro
  • humm humm! – qualquer bicho, incluindo cachorro
  • hummmmm! – vaca
  • oxe! - queria eu que fosse a abreviação de oxente, pra confirmar o sangue baiano de nossos ancestrais, mas na verdade é algo engraçado que ela fala aleatoriamente
  • oi - interjeição usada para chamar atenção usada em média trezentas e doze vezes por dia
  • bôu – eu não sei o que é. mas ela fala muito. diz o benjamin que é gol, mas acho que existe uma razão específica pra ela falar bôu  que eu ainda não prestei atenção qual era. quando descobrir conto a vocês.

sansacional

observação importante: todos os créditos da primeira fotografia (menina em verde amarelo) ao fotógrafo benjamin diener.

categorias: constança, desenvolvimento do bb, mês 12-18

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10 de julho

um dia de fúria

por luíza diener

constança, com 12 meses, e seus acessos de fúria aparentemente inexplicáveis, mas que pra ela devem fazer muito sentido.

categorias: constança, um pouco de humor, vídeos

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08 de julho

torta de maçã

por luíza diener

apple pie

o jogo já ia começar. como ninguém tinha lanchado, acabou o milho pra fazer a religiosa pipoquinha – que me acompanha em todas as copas desde que me entendo por gente – e a fome estava grande, decidi fazer uma torta de maçã.

enquanto cantavam o hino da alemanha, eu media a quantidade de farinha. parei pra cantar o hino brasileiro e voltei. misturei farinha, aveia e gol da alemanha. açúcar, canela e duas pitadas de gol. enquanto eu fatiava a maçã, benjamin entrou pra me ajudar a mexer a massa, acrescentar a essência de amêndoas e três gols. expliquei para ele o que estava acontecendo. falei que o brasil estava perdendo a copa e que era muito difícil mudar aquilo.
ele pediu para orar e começou: “papai do céu, faz com que o brasil faça um monte de gols e a alemanha perca”. aproveitei a oportunidade para explicar que não é assim que as coisas funcionam. que enquanto um brasileiro pedia pro brasil ganhar, poderia ter um alemão na mesma hora pedindo pra alemanha ganhar também. expliquei que nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente quer e que tanto futebol quanto qualquer esporte é isso, que um só ganha porque outro perde e, no meio dessa conversa, outro gol.

inconformado, ele foi pra sala, confirmar com o pai essa história do brasil estar perdendo. aí o menino desabou a chorar: “o brasil não pode perder! ele vai ganhar! o brasil vai fazer um monte de gols!”
eu, que já estava desacreditada, tive meu coração partido em mil pedaços naquele instante.
mas a velocidade com que a alemanha fez essa enxurrada de gols foi diretamente proporcional à rapidez com que ele se recompôs.
foi só o tempo de eu sair da cozinha, abrir a câmera do meu celular (pois é, eu ainda tive o espírito troll materno de querer filmar isso) e ele voltou ao normal.
a situação que se desenrolou nos minutos seguintes foi: benjamin jogando bola na sala, sansa totalmente absorta na sua dimensão paralela do planeta bebê e hilan e eu pasmos e sem reação. hilan até tentou dar uma injeção de ânimo, mesmo que a essa altura do campeonato a alemanha já tivesse marcado seu quinto gol. tentou animar o benjamin ou consolar a si mesmo ao dizer que, se eles conseguiram fazer 4 gols em 6 minutos, a gente também era capaz.
aham.

a essa altura, já conformada, a minha única preocupação foi de colocar no forno aquela porcaria daquela massa de torta que demorou 45 minutos + acréscimos para ficar pronta. uma torta sabor desgosto.
pro segundo tempo eu não dei a menor bola.
depois do sexto gol hilan queria parar de ver o jogo e voltar para casa sob um pretexto qualquer, enquanto benjamin também foi para sua dimensão paralela. ele entrou no planeta mindoca, onde era um super artilheiro. passou bem uns 45 minutos jogando bola sem parar, feliz da vida, dizendo que era o vencedor.

o tal do “gol de honra” me fez acreditar que o time adversário tinha marcado seu oitavo. tanto que nem conseguimos comemorar. até o brasil conseguiu fazer gol, mas nada da torta de maçã ficar pronta.
quando terminou, contei pro joca, falei que a gente poderia tentar o terceiro lugar. ele não entendeu direito qual a diferença entre ficar em primeiro, segundo ou terceiro. parecia que, pra ele, ficar em terceiro poderia ser muito bom também.

no fim, quando mostrei com os dedos o placar: 7 dedos de gols pra alemanha e apenas 1 dedo levantado pro gol do brasil, ele me disse: “tudo bem, mamãe, sabe quantos gols eu fiz? nove! e abriu as duas mãos revelando, na verdade, o número 10″.

dez gols pro meu benjoca, um menino lindo, de coração tão puro e inocente que, na mesma velocidade que emburra, se chateia e chora, também se anima, corre e faz não nove, mas dez gols.

que se dane a copa. eu tenho um campeão muito mais valioso aqui em casa.

categorias: amor, benjamin

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03 de julho

fotos de crianças brincando pelo mundo

por hilan diener

indonésia

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gana

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vietnã

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índia

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tailândia

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EUA

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indonésia # 2

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burkina faso

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rússia

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tadjiquistão

Tajik children playing in drum of water outside mosque

uganda

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romênia

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rússia

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etiópia

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peru

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estônia

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áfrica do sul

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itália

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israel

 

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mianmar

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brasil

brasil

via: boredpanda

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02 de julho

fraldas de pano – perguntas frequentes

por luíza diener

 

IMG_0812

desde que comecei a usar fraldas de pano no benjamin, recebo muitas perguntas e dúvidas sobre o assunto. pra começo de história, as fraldas de pano atuais são bem diferentes daquelas dos tempos da vovó. os absorventes modernos seguram mais xixi por muito mais tempo e também encontramos capas de fraldas resistentes e que impedem os vazamentos tanto dos líquidos quanto dos sólidos. pra sanar algumas dessas dúvidas, fiz uma coletânea das perguntas mais frequentes e resumi as respostas neste post. vale também ver o vídeo no final, que dá pra ter uma ideia de como elas são.

com que frequência devo trocar as fraldas?

estabeleça a frequência de trocas conhecendo o ritmo do seu bebê. as fraldas de pano permitem à mamãe e aos cuidadores perceber quando o bebê está molhado, sendo mais fácil mantê-lo limpo e seco. eu gosto de trocar cada vez que o absorvente está molhado, mas boa parte dos absorventes segura de 2 a 4 horas. para sonecas diurnas ou à noite, existem no mercado absorventes maiores e mais “potentes”, que duram muito mais tempo.  

ela segura direitinho ou vaza?

se você fizer todos os ajustes certinhos e trocar frequentemente, a chance de vazar é mínima.  costumo dizer que vaza o mesmo tanto ou até menos que as descartáveis, ou seja, vai depender se a fralda está bem ajustada, se a consistência e pressão das fezes estão dentro do normal e outros fatores do gênero. se tudo isso estiver ok, a fralda segura super bem. tive raríssimos vazamentos com as fraldas de pano. menos, inclusive, que com as descartáveis.

a pomada para assadura continua sendo usada normalmente? não fica complicado depois para tirar do paninho?

seja a fralda descartável ou de pano, o ideal é usar a pomada apenas quando o bebê já estiver ameaçando assar. quando usada em toda troca, a pele do bebê fica “viciada” e mais propensa a assaduras caso a pomada seja suspensa. mantenha seu bebê sempre limpo e sequinho e troque a fralda de xixi com frequência e a de cocô assim que o bebê evacuar. se ameaçar assar, você pode tentar: maizena (descartada a hipótese de fungo), talco líquido, pasta d’água ou a pomada de calêndula da weleda, que não deixa resíduos na fralda e é mais fácil de transportar que os outros métodos alternativos citados. outras pomadas convencionais não são recomendadas, pois não saem completamente da fralda e deixam-na impermeável, ou seja, ela acaba perdendo a “potência” de absorção.

quantas fraldas você recomenda que o bebê tenha?

depende de com que frequência seu bebê faz xixi e cocô e quantas vezes na semana você pretende lavar as fraldas. para começar a testar, recomendo umas 4 fraldas e 10 absorventes para passar o dia (caso more em uma cidade quente e seca o suficiente pra secar as roupas numa noite ou se você tiver secadora de roupas). nisso eu incluiria mais 1 fralda noturna e mais 2 absorventes noturnos, caso deseje que seu bebê use as fraldas de pano à noite também. conforme a necessidade, você pode comprar mais algumas e ver o que te atende melhor. mas se quiser uma folga maior e preferir lavar as fraldas de 2 a 3 vezes por semana, entre 15 a 20 fraldas diurnas, com 25 a 35 absorventes diurnos e + 3 noturnas com 4 a 5 absorventes noturnos, caso vá usá-las à noite também.

como lavar as fraldas?

  1. chacoalhe as fezes sólidas no vaso sanitário. uma ducha sanitária (aquele “chuveirinho” que fica ao lado da privada) ajuda a eliminar as fezes;
  2. enxague os absorventes e as capas (apenas as sujas de fezes), retire o excesso de água e coloque em um balde grande, reservado para este fim;
  3. ao fim do dia, ou quando já tiver acumulado fraldas suficientes, coloque-as na máquina de lavar;
  4. para lavar na máquina, retire o absorvente de dentro das fraldas de bolso;
  5. no caso de fraldas com velcro, feche sempre o velcro para não grudar em outras roupas;
  6. coloque todos os absorventes e capas das fraldas na máquina e faça uma pré-lavagem ou lavagem em ciclo curto para eliminar o excesso de xixi;
  7. depois, lave em ciclo completo com enxágue extra (o ideal é enxaguar de 2 a 3 vezes);
  8. use apenas ¼ do sabão recomendado pelo fabricante. sabão em excesso pode atrapalhar a absorção da fralda e causar alergias e assaduras no bebê.
  9. estenda no varal para secar. se possível, ao ar livre. melhor ainda se os absorventes forem secos ao sol.

a maioria das fraldas de pano modernas podem – e devem – ser lavadas à máquina, para limpeza mais eficiente e maior durabilidade das peças. observe a etiqueta e instruções de lavagem de cada marca. abaixo seguem algumas dicas de lavagem de fraldas de pano:

  • o ideal é enxaguar as fraldas logo depois de trocar seu bebê, especialmente aquelas com cocô. se isso não for possível, acumule-as em um balde para fazer a limpeza no final do dia.
  • utilize sabão de coco em pó, sabão líquido para roupas delicadas ou sabão específico para lavagem de fraldas de pano (eu só conheço de marcas importadas).
  • se quiser secar na secadora, a temperatura deve ser amena.
  • não passe ferro para não prejudicar a absorção dos absorventes.
  • não ferva as capas das fraldas nem utilize água muito quente na lavagem das mesmas, pois o plástico interno/camada impermeável pode ser danificado.
  • de vez em quando você pode lavar apenas os absorventes - já limpos em água quente – em ciclo completo, sem sabão, para eliminar os eventuais resíduos que ficam na fralda. eu faço isso de 2 a 4 vezes por mês.
  • na falta de máquina com água quente, é possível ferver os absorventes também.
  • para fraldas muito manchadas, deixe de molho com água morna/quente e pouquíssimo sabão e, após o molho, lave normalmente. se a mancha persistir, exponha a fralda já limpa e ainda úmida para secar ao sol. o sol faz milagres nessas manchas!
  • lembrando que as capas não podem ficar de molho por muito tempo, muito menos em água que contenha vinagre, água sanitária, bicarbonato de sódio, pois isso prejudica a vida útil da capa.
  • não esfregue sabão diretamente nos absorventes. se precisar, passe pouco sabão primeiramente na sua mão e então esfregue sobre as manchas.

e não deixe de assistir o vídeo abaixo apresentando duas fraldas da sansa, da marca Nós e o Davi. são fraldas nacionais, feitas por uma mamãe empreendedora super cuidadosa. elas são confeccionadas em lindas estampas e tipos diferentes de tecidos, uma para cada ocasião: {este vídeo é o primeiro de uma série que pretendo produzir dentro do nosso canal do youtube. inscreva-se e fique por dentro das novidades.}

conheça mais as fraldas na loja virtual www.lojanoseodavi.com.br

selo

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