01 de outubro

para continuar amamentando

por luíza diener

sansa mamando 4 meses

que o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o bebê nos seus primeiros meses de vida não é novidade. acho que ninguém discorda disso.
mas muitas coisas acontecem no meio do caminho que podem conduzir a um desmame precoce nos bebês.
a organização mundial da saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno até 2 anos de idade ou mais, além da amamentação exclusiva e em livre demanda nos seis primeiros meses de vida do bebê.

peço a cada um que agora me lê que estude com carinho tudo que vou falar a seguir, que é baseado em evidências científicas, não no que eu acho ou na minha pouca experiência amamentando dois filhos, ou no que disse minha mãe, tia, irmã, avó.

primeiramente é importante conhecer (ainda que resumidamente) as vantagens da amamentação tanto para a saúde dos bebês quanto para das mães:
para bebês, a amamentação natural reduz os índices de mortalidade infantil; diminui a probabilidade de alergia e problemas digestivos nos primeiros meses de vida; auxilia no desenvolvimento cognitivo e psicomotor, entre outros benefícios.
para mães, fortalece o vínculo entre mãe e bebê; reduz a quantidade e o tempo de sangramento no pós parto, evitando hemorragias e anemias; promove contrações uterinas, ajudando a reduzir o tamanho do útero; acelera o metabolismo, auxiliando na perda de peso e na recuperação da forma física; diminui a incidência de diabetes, osteoporose, câncer de mama, de útero e de ovário, entre outros benefícios.

um estudo feito em são paulo com quase 600 mães apontou que 92% das mães que amamentavam sabia dos benefícios da amamentação, mas que ainda assim 86,6% dos bebês desmamou antes dos 6 meses de idade, sendo que a idade média do desmame foi de 3,3 meses. três vírgula três meses de idade, gente!
muitas vezes sabemos da importância e vantagens da amamentação mas, na prática, na correria, no trabalho que dá cuidar de um bebê, adotamos certas medidas que podem prejudicar a saúde de nossos filhos a longo prazo.

por isso gostaria de apresentar os fatores que levam ao desmame precoce com maior frequência:

  • “leite fraco” - muitas mães afirmam que o leite era fraco, que não sustentava, que o bebê chorava muito e que tudo melhorou quando ele tomou o complemento, um chazinho, um pouco de água. leite fraco é um mito! (para maiores esclarecimentos, recomendo a leitura deste texto. clique para ler)
  • problemas na amamentação – peito empedrado, posição incorreta durante a amamentação, fissuras no mamilo, infecções e outras intercorrências de saúde causam desconforto e muitas vezes a mulher evita amamentar por conta disso, o que diminui a produção de leite e em alguns casos pode até secar (clique aqui para mais instruções sobre uma pega correta durante a amamentação).
  • volta ao trabalho – às vezes, por falta de conhecimento ou de prática, muitas mães abandonam a amamentação ao voltarem ao trabalho.
  • introdução alimentar precoce – a OMS e o ministério da saúde são bem claros quanto à importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida. a introdução alimentar (chás, leites artificiais, frutas, verduras, carne, águas, sucos, etc) antes disso favorece o desmame gradual e muitas mães, sem saberem, acabam afirmando que o bebê “largou o peito sozinho”.
  • uso de bicos artificiais – chupetas, mamadeiras, chucas, tudo isso pode confundir a pega do bebê e também acarretar em sérios problemas na infância e até na vida adulta (para se informar mais, clique aqui).
  • falta de apoio e instrução dos profissionais de saúde – essa, na minha opinião, é a mais séria, pois a maioria dos problemas relacionados à amamentação seria evitada se houvesse uma instrução de qualidade – baseada em evidências – sobre a amamentação desde o período pré natal e também na maternidade – após o nascimento do bebê e antes que mãe e bebê tenham alta do hospital – mas, principalmente, dos pediatras. muito se fala em consultório sobre sono e rotina (como se o bebê tivesse hora certa para mamar) e pouco se fala sobre livre demanda (que é deixar o bebê mamar quando quiser e por quanto tempo quiser).

segundo outro artigo científico que li e diante de muitas conversas que já tive com mães no período de pós parto, percebi que os incômodos da amamentação nos primeiros dias levam muitas mães a recorrerem a leites artificiais ou a usarem bicos de silicone nos seios e outros fatores que – a longo prazo – podem influenciar no desmame.
dentre tais incômodos, é muito frequente ouvir mães que tiveram fissuras no mamilo, o famoso “bico rachado”. e vou te falar: dói que é uma desgraça. às vezes sangra e fica tão, mas tão sensível, que só de encostar uma blusa de nada a gente já vê estrelas. imagina amamentar! se o problema não for resolvido logo, a tendência é piorar ainda mais e evoluir para um quadro clínico grave.
o mais importante é tratar as fissuras e insistir na amamentação, sempre corrigindo a pega e procurando a posição mais confortável para a mãe e o bebê. uma forma de fazer isso é usando produtos naturais que aliviam esse tipo de problema, como a pomada Millar, que é à base de lanolina anidra pura e não prejudica o bebê em caso de ingestão, podendo ser usada também como prevenção às fissuras.
busque sempre informação de qualidade e, se estiver insegura, procure o banco de leite da sua cidade para te ajudar, bem como grupos de apoio à amamentação.
pode até ser bonitinho pra algumas pessoas ver a reação de bebês comendo e bebendo outras coisas, mas espere a idade certa para que eles comecem a se alimentar.
acredite no seu leite e acredite em você! procure um médico de confiança e que seja alinhado com seus princípios.

e lembre-se: tudo tem seu tempo! as coisas ruins passam, mas as boas memórias permanecem. não desista daquilo que é mais essencial para o seu bebê: o seu leite!

***

este post teve um oferecimento de Millar – lanolina anidra pura, do laboratório Aché.
um produto desenvolvido especialmente para o tratamento de fissuras no mamilo, que não prejudica a saúde do bebê e que ajuda mães a continuarem nutrindo seus filhos com amor e leitinho materno.


selo matrioska

categorias: Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , amamentação, erros comuns, para gestantes, para mães, preparativos, publicidade

assine nosso feed ou receba por email
30 de setembro

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

por luíza diener

1 – egito (3.051 AC)

espermicida feito de esterco de crocodilo com mel, para passar láaaaa dentro depois da relação sexual.

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

2 – europa (500 – 100 AC)

usava-se testículo de doninha durante o sexo (ainda tentando entender exatamente como ou por quê).

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

3 – frança (anos 1600 DC)

beber suco de cebola como contraceptivo, já pensaram?
se funciona na prática, tenho certeza que não, mas com certeza deve servir pra afastar um pretendente.

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

4 – grécia (800 a 600 DC)

água de ferreiro misturada com chumbo. esse mata a mulher antes mesmo dela pensar em virar mãe.

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

5 – canadá (1534 a 1760)

testículos de castor macerados, misturados com whisky branco.
delícia!

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

6 – europa (anos 1800)

acreditava-se que um dedal funcionava como uma espécie de diafragma.

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

7 – ao redor do mundo

intestino de porco foi usado como camisinha por séculos.

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

8 – américa (1960)

que pílula do dia seguinte o quê… nos anos sessenta, muitas mulheres achavam que jogar refrigerante dentro da vagina logo após o coito poderia prevenir uma gravidez indesejada.

8 coisas bizarras que já foram usadas como anticoncepcional

 

para quem quiser, tem também um vídeo com todas essas tosqueiras:

 

*atenção: este é um post de humor! não tentem fazer isso em casa! pode custar a sua saúde e até te render uma gravidez!*

por isso não custa ressaltar: façam planejamento familiar, usem métodos contraceptivos eficientes (camisinhas são gratuitas no posto de saúde!) e visite um médico com frequência

 (via buzzfeed)

categorias: Tags:, , erros comuns, para mães, para papais, sexualidade, um pouco de humor

assine nosso feed ou receba por email
29 de setembro

presente feito em casa

por luíza diener

IMG_2231

há pouco mais de um mês foi o aniversário do benjamin.
por mais que tenhamos feito uma festa minúscula, ele ganhou presentes dos parentes e foi aquela farra que só se repete de novo no natal: presentes embrulhados nos papéis das famosas lojas de brinquedo da cidade, uma novidade atrás da outra. com isso ele ficou com essa história de presente comprado em loja na cabeça (coisa incomum na nossa realidade).
poucas semanas depois, recebemos um convite para a festa de aniversário de uma coleguinha da escola. ele logo me avisou: “precisamos ir na loja de brinquedos comprar um presente para ela!”. eu nem dei muita trela e nem ignorei o assunto. disse que estava pensando em comprar uma coisa diferente, numa lojinha aqui perto de casa.

aí, na semana passada, poucos dias antes da festa, chegou aqui em casa uma caixinha de arte surpresa. ele ficou empolgadíssimo com o tema que escolhi – aventura na neve - que era de boneco de neve e pinguim. por algum motivo ele ama pinguins desde bebê e nos últimos tempos tem estado encantado com neve (especialmente depois de assistir um tal filme que vou deixar vocês adivinharem o nome), que é algo que ele nunca viu e que justamente por isso desperta uma curiosidade infinita nele.
abriu a caixa, ficou todo animado com as instruções do esquilo (como sempre) e queria fazer tudo ao mesmo tempo.
quando terminou de confeccionar um pinguim feito de garrafa recheada de arroz cru, bola de isopor, papelão e meia, contemplou a obra com o maior orgulho. deixou ele secando na janela e volta e meia dava uma espiada pra ver se ele estava pronto. enquanto isso foi hora de cochilar para não ir para a festa cansado.
passado o cochilo, ele acordou disposto a sair logo pro aniversário e, a essa altura do campeonato, parecia ter esquecido a tal da história de comprar o presente na mega loja de brinquedos… engano meu! ele se arrumou, se penteou, calçou os tênis, dirigiu-se à janela e afirmou categoricamente: “a gente não vai comprar presente! vou dar o meu pinguim de presente pra minha amiga! preciso de um embrulho bem bonito!”. não achando nenhum papel de presente, encontrou uma caixa de sapatos, colocou o pinguim lá dentro, buscou um giz de cera e me perguntou: “quais são as letras do nome dela, mamãe? me ajuda a escrever aqui?”.
terminou de escrever o nome de trás pra frente, decorou o resto da caixa e soltou um “estou pronto! vamos?”. claro que não saímos tão rápido assim, mas a determinação dele me impressionou. só não me impressionou mais do que a atitude desprendida dele de dar algo criado pelas próprias mãos e que, do tanto que ele gostou, decidiu dar de presente à sua amiga. talvez ela, no meio de tantos brinquedos comprados, não tenha dado tanta atenção ao pinguim coberto de meia e recheado de arroz (ou pode ser que eu me engane, vai saber), mas com certeza benjamin nos ensinou uma lição: pra presentear você não precisa gastar um dinheirão e comprar um presente ostentação. crianças se divertem com pouco e – vamos combinar – enjoam fácil da maioria dos brinquedos.

então por que não dar um presente que mexa com a imaginação da criança? prefiro mil vezes algo criativo a um brinquedo pronto, “morto”, imutável.
as próprias caixinhas da arte surpresa têm nos servido de exemplo pra isso: uma garrafa pode virar uma tempestade de neve, um pinguim, um vagalume, um chocalho. tinta, cola, papelão, então, nem se fala!

claro que cada criança é uma e eu não gosto de generalizar, mas tenha em mente que crianças são simples por natureza e às vezes sentem verdadeiro orgulho de algo que seja fruto de suas próprias mãos.

é porque a ideia não me ocorreu antes, mas nos próximos aniversários quero proporcionar aos amiguinhos do benjoca essa experiência de poder criar sua própria diversão. é um jeito muito mais bacana de valorizar o que se ganha e, ainda por cima, estimular a criatividade dos pequenos.

700_pixelIMG_2201IMG_2203IMG_2206 IMG_2245

pra quem se interessou pela Arte Surpresa, existem vários tipos de caixinha com temas diferentes (já experimentamos aqui esse da neve, da natureza e da copa, mas tem safari, dinossauro, instrumentos musicais, circo, pirata…). é feita para crianças de 1 a 7 anos e vem com todo o material necessário para a brincadeira e um livro de instruções. você pode comprar uma caixinha avulsa, fazer uma assinatura mensal ou semestral, para receber em casa todos os meses.
para conhecer mais a respeito, confira mais em

www.artesurpresa.com.br

outras caixas de arte surpresa que já apareceram por aqui:

explorando a natureza

especial da copa
selo matrioska

 

categorias: 4 anos, benjamin, publicidade, quer uma dica?

assine nosso feed ou receba por email
setembro

benjoca imaginativo

por luíza diener

Pinocchio_1940

o nível imaginativo da criança anda tão avançado que tem sido difícil pra gente distinguir, no diálogo do benjamin, o que aconteceu de verdade e o que é imaginação.
a conversa que rolou agora há pouco foi a seguinte:

– hoje a professora pegou uma seringona enorme, encheu de tinta verde e jogou em todo mundo.
– ah é, filho? – perguntando, incrédula – e como é que você não está com o rosto sujo de tinta?
– é que depois a gente lavou o rosto.
– e por que seu cabelo não tá sujo de tinta verde?
– é que todo mundo tomou banho e lavou tudo! mas olha aqui! tem uma tinta verde no meu dedo!

a essa altura pensei poderia fazer algum sentido o que ele estava falando, mas prossegui:
– e por que seu uniforme não está sujo de tinta?

ele para, olha pro uniforme, pensa um pouco e responde:
– é porque tem uma máquina de lavar roupa lá na escola, só que ela fica escondida num lugar secreto e a gente lavou nosso uniforme lá.
– filho, você não tá falando a verdade. essa máquina não existe.
– é que a máquina de lavar é beeeeem pequenininha – fazendo assim com os dois dedos bem grudados um no outro – e aí não dá pra ver ela.
– ah, é? se a máquina é tão pequena assim, então não cabe o seu uniforme.
– é que veio um mago e encolheu a roupa e colocou lá dentro.
– um mago? ahahhaha! e de onde veio esse mago?
– tá ali!
– ali onde?
– ali, escondido atrás daquelas árvores – apontando pra algum lugar fora do apartamento.

me dei por vencida e só me restou cair na gargalhada.

* * *

fase bônus:

– papai, tô com sede!
– toma! bebe essa água aqui.

bebendo.. gut gut gut…
– ahhh! OBRIGADO, PAPAI – disse, quase gritando.
– de nada, filho, mas fala baixo que sua irmã tá dormindo.
– é quando eu bebo água minha voz fica mais alta!

temos o comediante oficial da casa!

categorias: 4 anos, benjamin, tagarelices, um pouco de humor

assine nosso feed ou receba por email
27 de setembro

as coisas ridículas que fazemos por amor

por luíza diener

amor

sempre que abro meu facebook, mais cedo ou mais tarde me deparo com fotos de bebês. geralmente são as mães (algumas vezes os pais) narrando coisas aparentemente cotidianas de seus filhos: comendo, sentado, rolando, engatinhando ou dando seus primeiros passos.
antigamente achava fofo, mas um pouco exagerado isso de ficar floodando a timeline dos outros com bebês fazendo suas bebezices. porque, né?, é fofo mas nada demais.

até me tornar mãe. aí de repente eu – por mais que me policiasse ao máximo – me tornei uma dessas. talvez não tanto no facebook, mas muito aqui no blog. começou com o tal do desenvolvimento mensal e nunca mais parou. toda vez que meu bebê começava com algo novo eu queria registrar (para não esquecer) e contar aos outros (para compartilhar minha alegria) e finalmente entendi: não importa o quão banal isso seja para um adulto ou criança maior, não importa se todos os bebês daquela idade já fazem aquilo. quando chega a vez dos nossos, o coração enche de orgulho e parece que vai transbordar, explodir e chegar até as estrelas!

foi assim quando benjamin deu sua primeira gargalhada ou quando sentou pela primeira vez. foi assim quando sansa começou a comer sem fechar a boca ou quando aprendeu a se arrastar.
foi recentemente quando benjamin foi à escola pela primeira vez e agora que sansa começou a dar seus primeiros passinhos (yay!). eu rio, me emociono, quero contar pra todo mundo e já não ligo se eu parecer ridícula, porque o amor é assim mesmo, meio cafona, mas lindo de morrer.

aí lembro de quando eu era pré adolescente e me sentia a menina mais feia do mundo (eu era esquisitinha, gente, de verdade mesmo), mas minha mãe me achava linda, dizia que eu ia crescer e virar uma mulher muito bonita. eu custei muitos anos a acreditar, até encontrar um certo rapaz que me convenceu completamente disso (e eu acabei casando com ele. ehehehhe).
ou quando eu passei no vestibular e ela fazia questão de contar pra absolutamente todas as pessoas que encontrava na frente – inclusive, e especialmente, as desconhecidas – e ressaltar o quanto eu era inteligente e dedicada. adolescente de 17 anos, pensem: “aiii mããããe, que micoooo!!!” com vontade de enfiar minha cara num buraco debaixo da terra e nunca mais sair de lá.

piorou quando eu tive filhos e ela passou a se gabar da filha and dos netos: “ela parece ser novinha mas é uma mãezona. ela cuida, se dedica e educa muito bem os filhos”. só que daí eu me toquei de uma coisa. quando ela começou a falar de mim and dos netos, o botão mudou e eu comecei a endossar o discurso dela, falando inclusive aos desconhecidos: “é que eu tive a quem puxar. minha mãe criou eu e minhas irmãs praticamente sozinha. ela é super criativa, sempre nos ajudou nas tarefas de casa e estudava pras provas com a gente, ela é meu grande exemplo e blá blá blá blá…”.
talvez a pessoa que nos escutava pensou “eu, ein, duas loucas! vou sair de fininho e elas nem vão perceber”. mas a verdade é que eu não estou mais nem aí pro que os outros pensam, a não ser que esses outros sejam as pessoas que eu amo – nesse caso específico, meus filhos e minha mãe. por eles eu não sinto constrangimento algum; pelo contrário, faço questão de falar pra quem quiser ouvir. logo eles também sentirão vontade de enterrar suas respectivas cabeças e eu vou achar ainda mais fofo: “olha, que bonitinho! tá com vergonha da mamãe!” porque sei que no momento certo eles entenderão, de fato, as coisas ridículas que fazemos por amor – e que tudo o que fazemos é por amor: não existe certo ou errado.

* * *

esse post faz parte da ação #AmoComoVocêAma, um movimento de Comfort para mostrar que não importa as falhas e defeitos de nossas mães; a gente ama o jeito que elas nos amam.
também apoiam essa causa as mães Shirley (www.macetesdemae.com), Camila, Mariana e Patrícia (www.mundoovo.com.br).

faça parte do nosso movimento e mostre que você também se orgulha das pequenas coisas que sua mãe fazia ou ainda faz pelos filhos. conte uma história marcante usando #AmoComoVocêAma nas redes sociais, compartilhe esse texto ou homenageie sua mãe clicando aqui: www.amocomovoceama.com.br

categorias: amor, publicidade

assine nosso feed ou receba por email
26 de setembro

fui ali cuidar de mim

por luíza diener

chuveiro

desde que me tornei mãe, a última das coisas com que me preocupo é comigo mesma. se eu pudesse listar minhas prioridades neste último ano, elas se resumiriam a:

  1.  cuidado - zelar pela educação e saúde dos meus filhos.
  2. provisão – cuidar para que não falte comida a eles, bem como roupas para vestir e amor no coração.
  3. trabalho – ou seja, o blog.

eu ter deixado de trabalhar de forma convencional não significa que eu tenha parado de trabalhar, pelo contrário.
porque tem aquele trabalho não remunerado, que é ser mãe, e tem o trabalho que traz comida pra casa, que é o blog. “só” esses trabalhos já têm sido suficientes pra me consumir dia e noite (literalmente) e eles englobam os três pontos das prioridades mencionadas acima.
do momento que eu acordo até a hora que meus filhos dormem, meu mundo gira, direta ou indiretamente, em torno deles. pensa que quando dormem isso acaba? aí chega a hora de cuidar do meu relacionamento com o marido: jantamos juntos, conversamos, assistimos alguma série.
mas ultimamente o trabalho tem sido tanto que nessa hora lá vou eu escrever coisa, responder coisa, resolver coisa. algumas vezes eu resolvo um ou outro afazer da casa também, porque senão acumula demais.
mas oba! final de semana tá chegando! muitas vezes conseguimos, sim, descansar no sábado, mas é raridade. geralmente é festinha de aniversário, evento ou atividades em família. uma vez por mês eu saco minha máquina de cortar cabelo e raspo aqui a lateral da cabeça. às vezes aproveito e corto o cabelo do benjoca e voilá! o ápice do cuidado com minha aparência!

toda vez que me sobra um tempo livre eu já penso no que posso fazer com ele (ao invés de aproveitá-lo). é sempre uma coisa pra resolver: da casa, da família, dos filhos, do blog.
durmo quase duas da manhã todos os dias porque fico tão eufórica que gasto meu tempo fazendo nada (olhando facebook, olhando coisas no aliexpress, jogando candy crush), só pra achar que tenho um tempinho pra mim. seis e meia da manhã já estou de pé.
e pra ser bastante sincera, isso tá acabando comigo.

essa semana me olhei no espelho assim que acordei (hábito que perdi há um bom tempo) e me deparei com uma caveira: as olheiras fundas, o rosto pálido e magro de quem não chegou a dormir quatro horas durante a noite (e ainda acordou pra amamentar). foi bem estranho.
mais tarde passei um corretivo e um blush, só pra me sentir melhor comigo mesma.

aí hoje de manhã sobrou um espacinho de tempo e hilan conseguiu ficar em casa. pensei em escrever um post (lá vai a workablogger de novo) mas não me ocorreu nada. então decidi tomar banho e lavar o cabelo.
to com tempo livre, né? então vou usar um shampoo anti resíduo, porque ele tá muito pesado. duas vezes, pra garantir. agora um condicionador bem hidratante e deixa agir, pra deixar a peruca macia. aí vi a gilette do marido novinha, acompanhada de um creme de barbear sensacional e cheiroso. olhei pra eles, olhei pra minha perna cabeludona e não tive dúvidas: espuma, lâmina, espuma, lâmina, espuma, lâmina… as duas pernas lisinhas!
enxaguei o cabelo, as pernas e a alma. saí do chuveiro refrescada e dois quilos mais leve. catei a maquininha de depilar pra arrematar a obra e aproveitei pra tirar a mata do sovaco e aparar a cabeleira lá embaixo.
a essa altura eu já estava me sentindo culpada e egoísta por ter deixado hilan com a sansa pra cuidar um pouco de mim. abro a porta do banheiro e me deparo com ele dormindo no sofá da sala, ela dormindo no quarto e tov dormindo na varanda.
então decido cortar as unhas. eu, que sempre o faço sentada no chão enquanto os meninos brincam e se digladiam, tive a dignidade de cortar as unhas no sofá e ainda lixá-las e usar um palito para limpar os cantinhos e empurrar as cutículas.
pra arrematar, limpei os ouvidos com cotonete. se eu te contar o que saiu de lá, você morre de nojo, então vou deixar sua imaginação trabalhar sozinha.

fiquei tão empolgada e inspirada por ter feito tudo isso por mim sendo que são coisas mais que triviais que faço pelos meus filhos diariamente (guardadas as devidas proporções e necessidades, porque eu não depilo criancinhas não, tá, gente?! ahahah) e eram cuidados tão banais pra mim antes de ser mãe.

é curioso isso de vida de mãe. eu não diria que é uma vida de privações, mas de constantes doações. quanto mais eu me vejo imersa nesse mundo, mais tenho certeza de que não vou – e nem quero – sair dele. quanto mais converso com pessoas que são solteiras ou não têm filhos, menos eu sinto que tenho algo do que me envergonhar (porque sim, eu já me peguei meio que com vergonha de contar minhas histórias de mãe aos amigos sem filhos e eles acharem minha vida monótona).
se antes eu achava lindo uma mulher toda bonita, produzida e bem sucedida, hoje acho lindo de encher os olhos uma mãe com olheiras, andando na rua segurando um filho no braço, outro no colo, cheia de bolsa, mochila ou seja lá o que for pendurado.
olho pra minha sala sempre cheia de livros infantis e brinquedos e penso “aqui tem vida!”. olhar pro banco de trás do carro e ver duas cadeirinhas, então, é algo que até hoje me emociona de verdade!

não que seja sempre fácil, não que eu sempre sorria quando escorrego num livro, piso numa peça de lego ou preciso interromper meu almoço inúmeras vezes até, por fim, engolir correndo qualquer coisa já gelada no prato porque tenho que trocar a fralda de uma ou limpar o bumbum de outro.
mas há, sim, muita beleza e poesia nessa vida maluca de ser mãe.

e há ainda mais prazer quando, no meio de tantas doações, eu consigo valorizar esses pequenos momentos em que paro e cuido um pouquinho de mim mesma, ainda que depois eu corra pra contar tudo pra vocês aqui no blog ; )

 

categorias: desperate housewife, mães extraterrestres, para mães, psicologia autodidata introspectiva

assine nosso feed ou receba por email
23 de setembro

andança de constança

por luíza diener

com 15 meses de idade eu já percebi uma característica bem peculiar da constança: essa menina sabe bem o que quer e o que não quer.

ela sentou na média ou relativamente cedo, com cinco meses, teve seus primeiros dentinhos aos seis meses, se arrastou com 7 meses mas só começou a engatinhar de verdade com um ano, idade em que muitos bebês começam a andar (e alguns poucos já correm).

eu nunca me preocupei com isso. sentia que ela estava muito bem resolvida no seu modo de se locomover. além do mais, sempre foi mais um bebê de colo que de chão. teve quem a chamasse de preguiçosa e sinceramente esse não é o caso dela, pelo contrário.
sansa só faz as coisas quando se sente segura para tal e não há quem a force do contrário.
no mês passado ela chegou a dar três passinhos em direção ao papai. quando percebeu isso, sentou no chão e chorou. daí em diante ela nem tentou mais. ficou quase um mês só se deslocando ora engatinhando, ora segurando nos móveis.
depois de umas semanas, ganhou mais confiança e começou a ficar em pé sozinha. primeiro só admirando a vista, depois brincando de jogar objetos do “alto” e, já mais segura, agachando para pegá-los.

de uma semana pra cá – sem ninguém colocá-la em pé, sem ninguém ficar chamando, sem ninguém segurar suas mãos e de repente soltar – ela pôs-se de pé e andou um, dois, três, quatro passinhos! terminou, sentou e assim ficou.
num outro dia, a mesma coisa. e no outro. sexta feira passada desci pra debaixo do bloco com ela descalça, para encontrar com minha prima que estava de passagem. ela resmungou, pediu pra descer e eu a botei no chão. visto que estávamos numa calçada áspera, ela não tentou engatinhar. e saiu andando em direção à minha prima. depois saiu dela e deu mais uns passos em direção a um carro e lá se segurou. naquela hora eu percebi que ela estava pronta. sexta, sábado, domingo, sempre uns passinhos esporádicos.

mas ontem ela se sentiu super segura mesmo. primeiro, no quarto dela, atravessou ele inteiro andando. foi aí que eu consegui filmar.
até então não conseguia nem tirar foto dela em pé. ela via a câmera e sentava. via a gente filmando e das duas uma: ou tentava agarrar a câmera, ou fugia. hilan diz que ela é aquele sapo cantor do looney tunes, que pra gente faz mil peripécias, mas diante dos outros (ou das câmeras), aparenta ser um simples e pacato bebê.
tanto que ontem à tarde fui visitar uma amiga – que estava na expectativa de ver sansa andar – e já disse para ela não nutrir muitas esperanças. qual foi a minha surpresa, a bichinha se soltou, fez gracinhas e saiu andando pela sala, para lá e para cá. e, de quebra, fez uma coisa inédita: mexeu na decoração da casa!

veja bem, eu tive um rapazinho que futucava em tudo, não me dava sossego um segundo. esse rapazinho andou com 1 ano e 1 dia.
a mocinha sempre foi uma lady e ficava sempre no nosso colo, por mais que já soubesse engatinhar com maestria. mas acho ela que ganhou confiança suficiente inclusive para explorar o mundo e lá estava ela mexendo nos controles remotos, nos porta copos, no telefone, nos enfeites. ao final do dia a sola do pé já estava cinza, enquanto a cor do joelho permaneceu praticamente inalterada (e agora começa a fase mais gostosa e um tanto trabalhosa).

é mais uma etapa conquistada, mais um momento de vitória na vida da nossa pequena e de muito orgulho nos nossos corações <3

categorias: constança, desenvolvimento do bb, marcos importantes, mês 12-18, vídeos

assine nosso feed ou receba por email
19 de setembro

dicas para lidar com ataques de raiva, birras e choramingos

por luíza diener

calvin-hobbes-32-uppwyd2ye8-1024x768

quando benjamin – ainda na idade da sansa – começou com pequenos ataques de birra, pensei que seria uma fase que logo passaria. chegaram os dois anos (conhecidos por terrible two, apesar de eu não gostar desse “título”) e pensei que logo passaria.
o tempo passou, mas seu comportamento não mudava. pelo contrário, ele começou a tomar ainda mais consciência do mundo que o cerca e de suas próprias vontades, o que muitas vezes resultou em explosões de raiva e chiliques.
não é fácil e ninguém disse seria. mas com o tempo aprendi que não é algo pessoal: que diz muito mais respeito à visão dele de mundo que à necessidade de afrontar minha autoridade e botar nossa paciência à prova.
o trecho abaixo foi retirado do livro soluções para disciplina sem choro – maneiras gentis para incentivar o bom comportamento sem queixas, birra e lágrimas, da autora elizabeth pantley (autora do best-seller soluções para noites sem choro). o livro tem me ajudado muito não unicamente por seus, mas por ajudar os pais a terem uma visão diferente dos filhos.

*atenção!* sugiro que procurem o livro e leiam por completo, porque o livro ajuda a entender uma visão muito mais complexa sobre os pequenos. abaixo são apenas algumas dicas. se você gostou, vale a pena investir em uma literatura de qualidade que refletirá não apenas na forma de educar seu filho, mas de mudar a forma como vocês enxergam o mundo e lidam com ele:

dicas para lidar com ataques de raiva, birras e choramingos

independente do cuidado com que você lê e reconhece as necessidades e emoções do seu filho, ele ainda terá momentos ruins – ou mesmo dias inteiros de mau comportamento.
as dicas a seguir podem ajudá-lo a lidar com esses percalços inevitáveis. leia e estude essas dicas antes de cada episódio. talvez você até possa mantê-las à mão para que possa considerar algumas opções em um momento de necessidade.
lembre-se de que todas as crianças são diferentes, todos os pais são diferentes e nenhuma situação é igual à outra. portanto, as ideias a serem usadas podem mudar de uma para outra situação, de uma para outra criança e de um dia para o outro. seja flexível e pratique as soluções que lhe parecerem trazer os melhores resultados:

  • ofereça opções: talvez você possa evitar problemas dando a seu filho mais liberdade para decidir sobre seu dia. você pode fazer isso e ainda manter o controle, oferecendo opções. crianças ocupadas com decisões sobre o que fazer a seguir com frequência não têm tempo de demonstrar ataques de mau comportamento.
  • tenha uma conversa de olhos nos olhos: fazer um pedido de uma altura de um metro e sessenta e a dez metros de distância provavelmente não surte efeito. esta falta de obediência cria estresse, o que com frequência leva a choramingos e ataques de raiva – para vocês dois. em vez disso, abaixe-se no nível do seu filho e o olhe diretamente, fazendo solicitações claras e breves. este estilo de comunicação conquistará a máxima atenção dele.
  • valide os sentimentos do seu pequeno: quando seu filho demonstrar uma emoção forte, ajude-o a identificar e entender os sentimentos. dê palavras às emoções: “você parece bem triste. você quer ficar aqui e brincar. eu sei com é isso”. é claro que isso não significa que você deve ceder aos pedidos dele, mas às vezes uma demonstração de que é entendido é o suficiente para acalmá-lo.
  • deixe que aconteça naturalmente: se seu filho não se acalma com esforços gentis, às vezes é melhor deixar que o ataque de raiva siga seu curso. as crianças têm emoções fortes e às vezes precisam liberá-las à sua própria maneira. se seu filho não responde às suas tentativas de ajuda, e desde que os choramingos e ataques de raiva não sejam perigosos para ele ou não causem destruição de propriedade, sinta-se livre para dizer: “estou saindo daqui. venha ao meu encontro quando acabar com isso”. e faça exatamente isso. ocupe-se om outra coisa (mantendo um olho nele, é claro), e espere pacientemente que ele se acalme.
  • expresse-se: o comportamento infantil às vezes deteriora-se porque as crianças não conseguem descrever exatamente como se sentem ou o que lhes acontece. além disso, elas não entendem como seus comportamentos afetam outros. uma vez que o seu filho não pode fazer isso por ele mesmo, você pode ajudá-lo a se expressar. tente adivinhar o que ele está sentindo e coloque tais emoções em palavra para ele. verbalize como você se sente sobre o que está acontecendo. tenha calma e seja claro. use sentenças curtas e simples. não há problema em dizer que você está ficando chateado – assim, você poderá demonstrar a ele o que fazer com emoções intensas, modelando como você lida com as suas.
  • distraia e envolva: as crianças se distraem facilmente quando sugerimos uma atividade nova ou mais interessante. se o seu filho está choramingando ou demonstrando birra, tente ver isso como uma “atividade” na qual seu filho está envolvido. uma vez que crianças não são capazes de fazer muitas coisas ao mesmo tempo (elas tendem a se concentrar em uma coisa de cada vez), talvez você possa terminar uma atividade desagradável com a recomendação de algo diferente para fazer. ignore o choramingo por um momento e ofereça outra atividade. por exemplo, se ele começar a bater e fazer birra no supermercado, faça-o prestar atenção em você e pergunte: “será que você pode escolher três belas maçãs para mim?”. se a sua oferta parecer mais divertida do que a manha ou birra, seu filho poderá acolher o pedido.
  • invoque a imaginação infantil: se seu filho está chateado porque algo não deu certo, ajude-o a verbalizar sua fantasia sobre o que deveria ter acontecido: “aposto que você gostaria de comprar todos os brinquedos da loja.” “não seria legal se vegetais tivessem gosto de biscoito? eu diria: ‘coma seu brócolis com gotas de chocolate!’.”“eu adoraria se pudéssemos ficar em casa o dia inteiro e construir o maior castelo de blocos de montar do mundo inteiro!” crianças com imaginação ativa podem captar a mensagem e expandi-la – ampliando sua história e criando o melhor resultado imaginário. isso pode, com frequência, mudar todo o rumo do surto emocional do seu filho.
  • use o enfoque preventivo: reveja com seu filho o comportamento desejado antes de sair de casa, ao entrar em um prédio público ou antes de levá-lo à casa de um amiguinho. isso geralmente corta pela raiz os ataques de raiva e birras. coloque seus comentários em tom positivo (diga o que deseja, não oque não deseja) e seja específico. antes de entrar em uma loja, você pode dizer: “eric, agora vamos entrar na loja. vamos comprar um presente de aniversário para seu amiguinho. não vamos comprar nada para nós hoje. se você encontrar algo que goste, me diga e eu anotarei numa lista de desejos. eu quero que você se lembre de caminhar ao meu lado, usar um tom de voz baixo e não mexer em nada.”
  • faça um anúncio: quando seu filho começar a falar com você em voz lamuriosa e aguda, diga-lhe “quando você usar sua voz normal, eu o escutarei”. depois, dê as costas ao seu pequeno birrento e deixe claro que você o ignora, fazendo um serviço doméstico ou lendo um livro que esconda seu rosto. se a criança continuar com o comportamento, repita a mesma sequência, sem se envolver com a criança para outras coisas (insistir que ela pare ou discutir apenas aumentará o comportamento).
  • seja engraçado: crianças pequenas podem ter grandes problemas de comportamento pelos problemas mais triviais, como uma torrada cortada no formato errado ou um lápis de cera quebrado. contudo, não há razão para você levar tudo tão a sério. obviamente, você precisa entender que naquele momento seu filho realmente sente que a questão é a coisa mais importante do mundo. contudo, aqui está a boa noticia – esta é a coisa mais importante apenas até chegar a outra coisa mais importante do mundo. um pai ou mãe engraçado é a próxima coisa mais importante. assim, anime-se e tente distrair seu filho com uma careta engraçada, uma canção tola ou uma palhaçada. em vez de entrar em uma espiral que só aumenta o comportamento desagradável, vocês dois colocarão alegria e bom humor no lugar de birra ou lágrimas.
  • permita as birras! existem momentos em que as crianças demonstram o mau comportamento porque estão infelizes com algo que as mandamos fazer ou não fazer. se este for o caso, deixe que seu filho sinta tristeza. afinal, você não pode esperar realisticamente que ele se sinta feliz porque você não o deixou tomar sorvete, subir na mesa ou passar mais uma hora no parque! se seu filho continuar demonstrando o mau comportamento muito tempo depois de resolvido o problema, diga-lhe que você ajustará o cronômetro para três minutos. ele poderá choramingar ou bater os pés por três minutos e então deverá parar. algumas crianças podem queixar-se: “mas isso é muito pouco tempo!”. se isso ocorrer,pergunte: “e quanto tempo é bastante, quatro ou cinco minutos?”. normalmente, é claro, a escolha típica são cinco minutos. ajuste o cronômetro ostensivamente para cinco minutos e anuncie que ele deverá parar quando o alarme soar. a maioria das crianças para antes disso. se ela não parar após cinco minutos, você poderá recorrer a uma das outras ideias.
  • ensine: com frequência, as crianças não têm real consciência de que estão choramingando, ou não sabem exatamente o que quer dizer “birra”. converse com seu filho e demonstre a aparência desses comportamentos (encene com vontade!). além disso, demonstre como é quando você usa sua voz normal. diga-lhe que você quer ajudá-lo a lembrar de não choramingar nem fazer birra ou manha, de modo que sempre que ele fizer isso, você lhe enviará um sinal. ao vê-lo, ele deverá respirar fundo e falar com sua voz normal. com um sinal dado em tom leve, você poderá evitar o aumento do comportamento indesejado. você pode tapar seus ouvidos com as mãos, fechar os dois olhos, fazer uma careta engraçada ou inspirar profundamente, de um modo exagerado, para indicar o que seu pequeno deve fazer.
  • não dê mau exemplo: certifique-se de que seu filho não está aprendendo a choramingar com você mesma. pais ocupados frequentemente se lamuriam por causa de quartos bagunçados, provocações entre irmãos, demora dos filhos para fazerem algo e, sobretudo, sobre os choramingos. confira o tom e volume da sua própria voz e elimine sua própria “manha”. as crianças aprendem sobre o comportamento apropriado com seus próprios pais, e nós às vezes lhes enviamos mensagens erradas. ter consciência sobre suas própria ações pode ajudar para que você modele o comportamento que espera dos seus pequenos.
  • não guarde rancor – quando terminar, esqueça: após um episódio de mau comportamento, esqueça e vá em frfente. não se sinta como se precisasse ensinar uma lição, negando aprovação, amor ou comapnhia. as crianças geralmente se recuperam com rapidez e você também pode fazer isso.
  • EVITE DEIXAR QUE SEU FILHO FIQUE CANSADO, FAMINTO, ENTEDIADO OU FRUSTRADO: é possível evitar que uma criança perca o controle de suas emoções se modificarmos as situações que levam a isso.
    aqui estão alguns pontos para manter em mente:

    • mantenha os mesmos horários de cochilo e de dormir à noite. horários consistentes de dormir são críticos para que seu filho mantenha um humor tranquilo durante o dia.
    • alimente-o com frequência. crianças tê estômagos pequenos e precisam ser alimentadas regularmente para manterem os níveis de açúcar estáveis. cinco refeições pequenas, ou três refeições mais dois lanches saudáveis, mantêm o humor infantil consistente, muito mais do que três refeições grandes com longos períodos entre elas.
    • dê-lhe brinquedos e jogos apropriados para sua idade e nível de habilidades.
    • alerte seu filho antes de mudar de atividades para que ele tenha um tempo para adaptar-se (“só mais uma ida ao escorregador e depois vamos embora”).
    • tenha bom senso ao planejar horários. pedir que uma criança de dois anos seja agradável enquanto você passa o dia inteiro correndo para fazer coisas é um pouco demais. programe uma pausa, como uma rápida parada no parque, quando possível.
    • seja realista em suas expectativas. não espere mais do que seu filho é capaz de dar.
    • não subestime as capacidades do seu filho. permita que ele tenha as oportunidades e privilégios apropriados para a sua idade.
    • tanto quanto possível, mantenha horários regulares e previsíveis para o dia do seu filho.
    • quando ele se tornar muito emocional, mantenha-se tão calmo quanto possível.
    • usar um tom de voz calmo e um toque gentil podem ajudá-lo a se acalmar. ele não consegue fazer isso sozinho e precisa da sua ajuda.

 

outros textos que também podem ajudar:

 

categorias: Tags:, , , , , , , , , , 3 anos, 4 anos, criança, educação, erros comuns, psicologia autodidata introspectiva

assine nosso feed ou receba por email
18 de setembro

parto ou chute no saco? qual dói mais?

por hilan diener

na batalha dos sexos , quem sofre mais dor ? neste vídeo a ciência quebra os tabus e finaliza a 
questão de uma vez por todas

categorias: um pouco de humor, vídeos

assine nosso feed ou receba por email
17 de setembro

fotos de crianças vendo pela primeira vez seus irmãos recém-nascidos

por luíza diener

01

um aviso importante: a última é a nossa foto favorita. <3

 

06 edit-wide-11632-1410482944-6 edit-wide-17403-1410461271-6 edit-wide-18372-1410481303-10 enhanced-buzz-wide-638-1410463079-14 enhanced-buzz-wide-3964-1410479527-38 enhanced-buzz-wide-8947-1410481160-8 enhanced-buzz-wide-9957-1410466790-7 enhanced-buzz-wide-10164-1410496405-7 enhanced-buzz-wide-12984-1410758451-24 enhanced-buzz-wide-13206-1410472504-11 enhanced-buzz-wide-13635-1410758497-16 enhanced-buzz-wide-16397-1410567513-9 (1) enhanced-buzz-wide-16927-1410758396-23 enhanced-buzz-wide-16953-1410544921-13 enhanced-buzz-wide-17190-1410541017-10 enhanced-buzz-wide-17561-1410463835-8 enhanced-buzz-wide-17561-1410465440-19 enhanced-buzz-wide-19414-1410470501-12 enhanced-buzz-wide-19526-1410472349-16 enhanced-buzz-wide-20104-1410543769-10 enhanced-buzz-wide-21178-1410542187-10 enhanced-buzz-wide-21955-1410758581-7 enhanced-buzz-wide-22055-1410758541-16 enhanced-buzz-wide-22235-1410459837-32 enhanced-buzz-wide-22292-1410475465-14 enhanced-buzz-wide-24818-1410756284-9 enhanced-buzz-wide-26385-1410474972-11 enhanced-buzz-wide-27169-1410481098-7 enhanced-buzz-wide-28527-1410461416-7 enhanced-buzz-wide-30491-1410463376-7 longform-original-30773-1410474325-3Parto-353-1-700x467

Related Posts with Thumbnails

categorias: por definir

assine nosso feed ou receba por email