29 de outubro

lady sansa

por luíza diener

ah, sansa e sua relação curiosa com a alimentação!
ela nunca foi muito de aceitar que déssemos comida pra ela: sempre preferiu comer por conta própria (vide sua complexa introdução alimentar).

nos últimos meses ela passou a comer pouquíssima comida salgada, o equivalente a 50 gramas por refeição e olhe lá. se colocávamos a comida pra ela se alimentar sozinha, escolhia só a carne e, com o resto da comida do prato, fazia um peteco, jogava o prato longe, espalhava comida pra todo lado.

há poucas semanas ela decidiu espetar os alimentos mais sólidos com o garfo e tentar pegar qualquer coisa com a colher. mas foi ontem à noite especificamente que ela catou a colher e – como se tivesse feito isso a vida inteira – comeu com finesse, elegância, sinceridade e habilidade.

não que por causa disso ela esteja batendo um pratão não. eu já aceitei o fato da constança comer pouquinho e ser bastante seletiva.
mas quem tem filho que não come qualquer coisa sabe que isso já é uma vitória e tanto, além do fato de que isso diminui um tanto nosso trabalho na hora de sentar todo mundo pra comer.

 

categorias: alimentação, constança, vídeos

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28 de outubro

fala pra ela que não pode, mãe

por luíza diener

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sansa tá numa fase de fofura extrema. dessas que a gente acaba parando tudo que está fazendo só pra observar o jeitinho dela.
prova disso foi que comecei a escrever este post e de repente me pego contemplando ela pegando um monte de roupa em cima do sofá, botando na cabeça, jogando no chão, pegando de novo, jogando de novo, em looping, enquanto fala algo numa língua própria.

durante a manhã – enquanto benjoca está na escola – ela reina absoluta como filha única. nessas horas eu ajo com ela da mesma forma que agia quando joca era pequenininho: deixo ela explorar a casa em segurança. como é muito curiosa e pra ela tudo é novidade, a consequência é estar sempre a mexer em algo.
um dia desses, na ausência do irmão, ela chegou toda faceira, com aquele andar despretensioso que é só dela, um pedaço de massinha na mão e sorrindo de boca fechada. fui ver, estava cheia daquela meleca na boca. tentei fazer cara de brava mas, quando ela riu pra mim com aqueles dentes cor-de-burro-quando-foge que só as massinhas misturadas têm, eu caí na gargalhada. e ela também, claro.

mas aí benjoca chega e eu preciso adotar uma postura mais “rígida” diante da irmã pra validar meus argumentos diante dele.
por exemplo, quando ele chega da escola a regra é tirar o tênis cheio de areia na área de serviço e pendurar a mochila no lugar certo. mas se ela chega junto com a gente de sapato eu nem tento tirar o dela. primeiro, porque o dela não tem areia e segundo, porque ela faz um escândalo mortal se tirarmos qualquer coisa dela. a consequência é que, mais cedo ou mais tarde, ela vai tirar o sapato e deixar espalhado.
benjoca quando percebe já manda: “mãe, a sansa não guardou o sapato no lugar. briga com ela!”.

outra coisa frequente é quando, durante o almoço, benjamin mete a mão no prato pra pegar a comida. eu peço: “filho, pega com a colher” ou “espeta com o garfo, por favor”. enquanto isso a irmã – que está aprendendo a comer de colher agora e não aceita de jeito nenhum se dermos na boca dela – dá umas colheradas, mete a mão no prato, esfrega comida no cabelo.
benjamin? já manda um “olha a sansa, mãe! fala pra ela que não pode fazer essa bagunça!” 

confesso que meu impulso é só falar que ela faz isso porque é bebê, ele é criança e fim de papo. mas, como tudo nessa minha vida, eu tento colocar um diálogo, meter um jogo de cintura e fazer a coisa não ficar feia pra nenhum dos dois.
não quero que meu filho mais velho cresça pensando que tem que tolerar tudo da irmã simplesmente por ela ser mais nova e nem quero que ela pense que pode tudo por ser a caçula, como já cansei de ver por aí.
e mais, quando ele reclama dela, eu tento fazer um exercício de introspecção e descobrir por que é que as artes dela são tão engraçadas enquanto que as bagunças dele me tiram do sério. é super gostoso observar as descobertas de um bebê, mas benjamin tem apenas 4 anos e ele é igualmente deslumbrado pelo mundo. olhando sob a ótica dele, com certeza deve ser muito legal encher a pia de espuma e lavar todos os objetos que se encontram na bancada do banheiro, incluindo minha escova de dentes e meus pincéis de maquiagem. é muito legal misturar todas as cores de massinha pra ver o que vira, usar os livros pra montar uma casa ou uma pista de carros, trocar de roupa toda vez que ele quer virar um personagem diferente. mas quatro anos de relação já são suficientes pra gerar alguns desgastes, alguns “quantas vezes eu tenho que falar a mesma coisa?” “quando você vai aprender?”.
comparado com a irmã ele é um menino grande, crescido, tantas vezes forçado a amadurecer diante das nossas cobranças.
mas olhando para a sua individualidade, ele é totalmente novo nesse mundo, que está só começando pra ele. não dá pra exigir muito. ele não perdeu sua essência só porque ganhou uma irmã. e eu não posso mudar minha forma de enxergá-lo por causa disso, por mais que haja – sim – mudanças na forma como eu trato os dois quando estão juntos.
tento fazer com que nenhum dos dois se sinta preterido nem preferido. se sansa faz alguma coisa que é natural de sua idade mas benjamin está junto e está chateado porque acabou de tomar uma bronca por algo real, às vezes eu simulo uma bronquinha pra ela também. mas num geral, quando está tudo bem, aproveito pra explicar que ele também fazia aquilo, que com o tempo ele aprendeu a fazer diferente, que às vezes a gente tem que ter paciência com os bebês.
ele também tem aprendido a achar a irmã fofa em certas situações tensas, por mais que algumas vezes tente imitá-la também, o que pode implicar num mini caos.

sei que a forma como eu trato eles pode afetar na relação dos dois, por isso tenho sempre essa preocupação de amá-los igualmente e ser justa e igualitária na educação dos dois, por mais que isso seja um tanto quanto difícil e muitas vezes cansativo.
mas se tem uma coisa que eu aprendi nesses poucos anos de maternidade é que, por mais que façamos tudo certinho (o que é humanamente impossível), isso não significa que teremos filhos ótimos e maravilhosos, do jeitinho que sonhamos. primeiro porque cada um é cada um; segundo porque educação é apenas uma base, mas a vida toma rumos desconhecidos; e terceiro porque meu conceito de ótimo maravilhoso pode ser diferente do seu e também do conceito dos meus filhos.

o jeito é fazer a minha parte, sem nunca desistir, mas também sem aquela expectativa boba de que se alguma coisa dá certo o mérito é exclusivamente meu e se alguma coisa dá errado, a culpa é toda minha.

categorias: benjamin, constança, psicologia autodidata introspectiva

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23 de outubro

quanto cabe numa folha de papel?

por luíza diener

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benjoca tá numa fase super desenhista.
engraçado é que nem sempre ele foi de se expressar através do desenho: seu negócio sempre foi a música, a dança e muita conversa fiada pra inventar histórias e dar asas à imaginação.
mas de uns meses pra cá parece que ele descobriu toda a magia e encanto de botar no papel aquilo que sua caixola passa o dia inteiro mirabolando. tem sido um fase encantadora tanto pra ele quanto pra gente. descobrir que tudo que ele fantasia pode virar realidade através de um lápis ou giz virou sua atividade preferida. ele esquece da bola, do parquinho, da televisão e passa um bom tempo absorto somente naquilo.

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dois irmãos

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autorretrato

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um macaco gigante

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a mamãe <3

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hora do jantar - a mesa triangular, a cadeirinha da sansa, a minha e a dele, com ele sentado, comendo todo a comida do prato, que tem arroz, feijão, farofa, salada de alface, tomate e cenoura (com essa descrição toda mesmo). agora compare com a foto da mesa de jantar da vida real:

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faz todo o sentido pra mim. pra você não?

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uma floresta de quatro sóis que esconde os macacos marrons de cara azul.

acho fantástica a capacidade que o desenho tem de transformar os pensamentos e até os sonhos de uma criança em, de certa forma, realidade. é indescritível o prazer e a satisfação dele ao conseguir materializar aquilo que ele pensa e sente.
muitas vezes o papel serve como um plano de brincadeira: ele prevê a situação e depois vai viver aquilo ali “na prática”. aí depois ele pode virar o macacão, o batman que vai salvar a cidade, o menino comilão e obediente que vai devorar a janta (palavras dele, não minhas), o resgatador dos macacos da cara azul que estavam perdidos na floresta.

observar meus filhos crescendo é algo delicioso. me faz reviver um pouco a minha infância e sempre me traz uma imensa admiração de quão simples e puro é o mundo das crianças.
muitas vezes também me pego cheia de ideias que nunca vão pra frente porque eu não deixo minha criatividade fluir como deveria. aí quando vejo o benjamin assim, tão desenvolto e livre de amarras, percebo que, pra trazer pra realidade, devemos começar concretizando nossa imaginação.
pra fazer acontecer, é melhor pôr no chamex.

selo matrioska

categorias: 4 anos, benjamin, criança, desenhista, publicidade

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22 de outubro

tagarelices e fofuras – parte 6

por hilan diener

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luíza brigando com o benjoca:
- quando eu te peço alguma coisa que hora é pra você fazer isso?
- 9 horas!
- NA MESMA HORA!!

ps: eu no canto, escondido de cabeça baixa, chorando de rir.

***

dia da faxineira
ficamos um tempo fora enquanto ela arrumava a bagunça da casa.
joca, chegando do passeio, dispara:
- nossa! parece que mudamos de casa!

***

benjoca brincando de lego. o primeiro, diz ele, é o coringa. os outros vocês podem adivinhar. valendo:

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***

benjoca e a política:
- não vou votar no aécio!
- por que, filho?
- porque ele vai roubar meu dinheiro.
- vai votar na dilma?
– não! porque ela mente.
– então eu vou votar em benjamin pra presidente!
– é pai… já pensou um presidente que não mente, não rouba e é obediente?
– já pensei, filho… ô.
– sou eu! pode votar em mim. vou cuidar bem de brasília.
– me convenceu. vou votar em você!

***

ele me contou um segredo:

- pai, você vai ser avô dos meus filhos.
O.O

***

colocando o benjoca pra dormir ele pede água. levo a água e ele toma. eu pergunto:
– quer mais?
- não papai, está suficiente.

***

jogando bola com o benjamin. ele era o goleiro.
- pai, eu não sou goleiro frango!
- é o que?
- carne! goleiro carne
‪#‎chupajuliocesar‬

***

num passado não muito distante..
– pai, sabia que este mês do ano é abril? estamos em abril! muito engraçado, ABRIL!

- nossa! você sabe todos os meses do ano?
- sim!
- que mês acontece o carnaval?
– hummm
– é fe… é fe…
– fechô. mês fechô, papai.

***

luíza:
achei por acaso um requeijão de soja vegano no mercado.
obviamente comprei pra experimentar. benjamin ficou super empolgado por poder comer requeijão. a reação dele?
“eca! tem gosto de cocô! tem cheiro de chulé”

***

chama michelângelo de mickeylanja.

***

- mamãe, hoje a dora me deixou muito cansado.
- por que, benjoca?
- porque ela ficou pedindo pra eu pular e fazer um monte de coisas. aí eu cansei, né?

categorias: benjamin, tagarelices

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20 de outubro

tá calor, tá calor!

por luíza diener

que quentura dos infernos tem estado essa brasília de meu deus!
chega uma hora que bate um desespero sinistro, a gente começa a delirar, clamando por misericórdia. com criança é ainda pior, porque eles ficam irritados, começam a se estapear, babar e rolar no chão.

nessas horas o jeito é apelar pra nossa super piscininha que compramos no mercado e ser feliz. quer dizer, eles ficam lá se esbaldando e eu.. bem, eu pego a câmera e filmo, né?

categorias: brasília, constança, vídeos

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15 de outubro

16 meses de constança

por luíza diener

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1 ano e 4 meses! é fofura atrás de fofura!
então vamos nessa registrar o que se passou no último mês:

  • está com quatro dentes a caminho (os caninos) e pela primeira vez eu começo a acreditar de verdade no colar de âmbar. são 4 gengivas inchadas, prontas pra romper a qualquer momento e ela tá de boa na lagoa, suave na nave, como se aquilo não fosse com ela. quando nasceram os primeiros molares também foram quatro de uma vez, mas ela estava sem o colar e eu lembro bem do sofrimento que foi: reclamações, inapetência, febre, mastigava tudo que via pela frente e várias noites sem dormir. vamos esperar os próximos molares usando o colar pra eu contar pra vocês se o negócio funfa mesmo.
  • não é mais novidade pra ninguém, mas eu queria deixar bem registrado aqui que ela já anda de verdade. aproveitando pra contar como as coisas ficaram desde seus primeiros passos, agora ela resolveu tentar correr, mas ainda não consegue. acelera o passo pra acompanhar o irmão ou chegar logo num lugar que ela queira, mas não dá conta e cai com as mãos no chão. levanta, vai com tudo e cai de novo. aí a música tema dela virou “cai, levanta, vai de novo até conseguiiiir“. se cai e reclama a gente já canta pra ela e ela distrai. benjamin especialmente gosta de cantar e é bonitinho ver como ele admira a superação dela. serve, inclusive, de encorajamento pra ele.
    e desde que pegou confiança na caminhada, cada vez mais quer descer pro chão pra explorar. tem ficado mais ousada e mais futriqueira também. se antes mexia só nas coisas daqui de casa, agora também se arrisca em ambientes novos. nada que me deixe de cabelos em pé, mas agora a atenção é redobrada. eu agradeço de coração que ela tenha demorado um pouquinho mais pra andar, porque nisso eu ganhei uns meses de sossego. mesmo assim ela continua sendo bastante coleira, no sentido de gostar de ficar no colo. eheheheh!
  • não gosta muito de comida salgada, mas gosta da nossa comida salgada. então, se quero fazer com que ela coma alguma coisa, roubo do prato do irmão ou peço pra ele mesmo entregar pra ela. sucesso garantido, pelo menos nas três primeiras vezes.
  • apesar de usar uma palavra para sinalizar várias coisas diferentes (e a gente ter que se virar tentando adivinhar o que ela quer dizer), ela tem gesticulado e indicado bem o que quer. mostra, aponta, faz gestos: aponta pra boca aberta quando quer comer, esfrega uma mão na outra quando quer lavar as mãos e, um dia desses, foi pedir um brinco da minha mãe pra usar como anel e apontou primeiro pra orelha e depois pro dedinho.
    mas o gesto mais fofinho é quando ela quer colo: bate palminha e junta as duas mãos com as palmas viradas pra gente, como quem pede uma coisa pequena, mas na verdade quer o colo.
  • pra dormir ela canta “naaaanaaaa, naaaanaaaaa” e isso tem sido o melhor dos indicadores de sono.

 

suas tagarelices infinitas cada vez mais ganham consistência e parecem fazer mais sentido, bem como suas músicas. com isso eu não poderia deixar de contar sobre seu vocabulário:

  • má – tudo que ela quer pedir relacionado a comida. pode ser para pedir mais ou para pedir algo que ela ainda não comeu. serve também pra pedir pra mamar.
  • ábu – água. sai muitas vezes com o b quase mudo: áb. também pode ser pra pedir suco ou qualquer coisa que estejamos bebendo (ai de mim se for café. ela faz um escândalo sem nem saber o que eu tô bebendo, pelo simples prazer de pedir algo que é nosso).
  • orrrr – porco ou qualquer outro bicho. na verdade se assemelha ao som que o porco faz, mas com o “o” quase inexistente e o rrrr bem arranhado com a garganta.
  • papá – papai ou chapéu ou sapato.
  • papai/papaiê – papai.
  • mamain/mamainhê – mamãe.
  • maumm – pão. ou mão.
  • versão corpo humano:
    • naná – nariz
    • ôl – olho (fala um ô seguido de um l mudo, com a língua enrolada em direção à garganta).
    • ú – umbigo (também enrola um pouco a língua pra falar, mas não tanto).
    • du-dú – o bumbum. mas pode ser bochecha também (depende de pra onde ela aponta).
    • maumm – mão. ou pão.

categorias: constança, desenvolvimento do bb, marcos importantes, mês 12-18, para bebês

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13 de outubro

carta aos meus filhos

por luíza diener

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para benjoca e sansa, meus grandes amores:

filhos, hoje escrevo essa carta a vocês primeiro para agradecer por simplesmente existirem na minha vida. a chegada de vocês mudou completamente quem eu sou, me trouxe mais amor, mais compaixão e uma vontade imensa de lutar por um mundo melhor.posso dizer que a maternidade define muito do que sou hoje e isso nunca vai mudar, mas queria contar a vocês um pouco mais sobre quem é a luíza, além da mamãe que vocês conhecem.

desde criança eu sabia o que queria ser quando crescesse: veterinária. eu gostava muito de bichos. muito mesmo! já levei vários bichos da rua pra casa e nunca entendia por que minha mãe não deixava eu ficar com nenhum deles.
cresci, virei adolescente e comecei a estudar para entrar na faculdade de veterinária. não consegui. tentei de novo, não consegui de novo. aí resolvi estudar árvores e entrei pro curso de engenharia florestal. era muito legal, mas não dei conta de terminar o curso, provavelmente porque não me imaginava fazendo aquilo. aí decidi que queria adestrar cachorros e ter um canil na minha casa. também não deu muito certo. tudo o que eu mais queria era ter muitos bichinhos perto de mim, mas acabou que os únicos bichinhos que eu tive assim, de montão, foram os de pelúcia.

hoje vocês olham pra mim e me veem com esse cabelão meio loiro, meio castanho, mas sabia que eu nem sempre fui assim? já tive cabelo vermelho e castanho escuro também. ah, e já tive cabelo bem curtinho, menor que o de vocês e até menor que o do papai.

antes de ter vocês, eu dizia que se eu tivesse um filho menino o nome dele seria vicente ou tomás e se tivesse uma menina, com toda certeza se chamaria catarina. mas quando vocês nasceram, achei que o nome não combinava com vocês e papai e eu acabamos mudando de opinião.

também desde muito pequena eu tinha um sonho de aprender francês. na verdade eu ainda tenho, mas não sei muita coisa além de bonjour, bon nuit e je t’aime. também comecei a estudar hebraico junto com o pai de vocês e, no primeiro apartamento que moramos, eu escrevi – com uma caneta de tinta especial – em todos os azulejos das paredes da cozinha palavras em hebraico com o significado escrito em português, pra eu não esquecer as coisas que aprendi.
tudo porque eu queria muito conhecer a frança e também israel. quem sabe um dia nós possamos ir todos juntos para lá!
já fui apaixonada por tartarugas e animais marinhos e até fiz curso de mergulho e fui beeeem fundo lá no mar, pra ver uma embarcação afundada, que acabou virando a casa de muitos peixes e outros bichos.
estudei música por muitos anos. vocês sabiam que eu aprendi a ler uma partitura antes mesmo de aprender a ler de verdade? e que aprendi a tocar flauta e piano, instrumento que até hoje tenho vontade de voltar a estudar?
também tinha um sonho de ser bailarina. a música e a dança são duas coisas que mexem muito comigo, me dão uma vontade de sair voando e me fazem acreditar que a vida é mais divertida e colorida com elas.

na minha cabeça eu tenho muitas vontades, muitos sonhos, muitas coisas que acho tão legais e gostaria de realizar todas elas, mas aprendi que nem sempre dá pra fazer tudo ao mesmo tempo e que a vida é muito comprida e, se tem algumas coisas que eu não posso viver agora, tudo bem. posso esperar para depois.

tudo isso é muito lindo e me traz muita, muita alegria, mas eu ainda não contei qual foi o maior de todos os meus sonhos: ter vocês. sempre, desde muito nova, quis ser mãe. só de lembrar de vocês meu coração sorri e eu até tenho vontade de chorar por causa do tamanho da gratidão que eu tenho a deus por ter vocês dois. vocês três, com o papai. vocês quatro, com o tov. vocês cinco ou seis, se o papai do céu quiser que eu tenha mais filhos.
vocês são o maior presente que eu poderia ter e eu não trocaria a nossa família por nada nesse mundo.

* * *

fazer essa carta aos meus filhos foi um exercício interessante e ao mesmo tempo desafiador, pois ser mãe atualmente é o que mais me define como pessoa acima de qualquer outra coisa, mas não anula a luíza que eu sou.
enquanto escrevia essa carta, não pude deixar de pensar na minha mãe e nas escolhas que ela fez pelo nosso bem. pra mim ela sempre foi apenas mãe e eu não a enxergava de outra forma. mas quando passei a olhar bem, pude ver como ela é uma mulher incrível em tantas outras áreas: uma profissional competente, uma ótima filha, uma mulher extremamente inteligente e criativa, mas que em muitos momentos abriu mão de tantas coisas por priorizar as necessidades de suas filhas. aí minha gratidão também se volta a ela, que me ensinou e continua ensinando a ser uma pessoa muito, muito melhor.

que tal tentar pensar também na sua mãe como alguém além desse papel materno?aproveite esse momento para compreender algumas de suas posturas e atitudes e reconhecer que muitas vezes as mães abrem mão de qualquer coisa por seus filhos, por mais que demoremos a perceber isso.
escreva nas redes sociais usando #AmoComoVocêAma, compartilhe esse texto ou homenageie sua mãe clicando aqui: www.amocomovoceama.com.br

{esse post faz parte da ação #AmoComoVocêAma, um movimento de Comfort para mostrar que não importa as falhas e defeitos de nossas mães; a gente ama o jeito que elas nos amam. também apoiam essa causa as mães Shirley (www.macetesdemae.com), Camila, Mariana e Patrícia (www.mundoovo.com.br)}

selo matrioska

categorias: amor, publicidade

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10 de outubro

o que as crianças pelo mundo comem no café da manhã

por hilan diener

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Koki Hayashi, de 4 anos, Tóquio

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Viv Bourdrez, de 5 anos, Amsterdam

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Tiago Bueno Young, 3 anos, São Paulo, Brasil

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Doga Gunce Gursoy, 8 anos de idade, em Istambul

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Birta Gudrun Brynjarsdóttir, 3 ½ anos, Reykjavik, Islândia

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Aricia Domingas Ferreira, 4 anos de idade, e Hakim Jorge Ferreira Gomes, 2 anos de idade, São Paulo, Brasil

 

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Saki Suzuki, 2 ¾ anos, Tóquio

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Oyku Ozarslan, 9 anos, Istambul

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Emily Kathumba, 7 anos, Chitedze, Malawi

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Nathanaël Witschi Picard, de 6 anos, Paris

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Phillip Kamtengo, 4 anos de idade, e Shelleen Kamtengo, 4 anos de idade, Chitedze, Malawi

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via: NYT

 

categorias: alimentação, criança, fotos

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09 de outubro

primeiro sapato para os primeiros passos

por luíza diener

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mês passado sansa começou a dar seus primeiros passos e desde então não parou mais. foi lindo e emocionante. até hoje me pego surpresa ao ver esse toquinho de gente zanzando para cá e para lá.

só que, até que ela iniciasse suas andanças, a bichinha só vivia descalça pra cima e para baixo, inclusive pra sair. não que isso ainda não aconteça, mas agora que descobriu o mundo ela quer ficar muito mais no chão e muito menos no nosso colo não apenas em casa, mas em diversos lugares na rua. se o ambiente for limpo e seguro, o chão não estiver muito quente nem muito frio, deixo ela descalça sem problemas. mas tem horas que não dá e não adianta conversar com ela e explicar “é pro seu bem que você vai ficar no colo, filha!”.
por isso, diante dessa conquista, nos vimos também diante de uma nova necessidade: proteger os pés da pequena.

coincidência ou não, na semana seguinte aos seus primeiros passinhos, ela ganhou não apenas um, mas três pares de sapatos novos. sem querer desdenhar, mas achei dois deles muito duros, anti anatômicos e me questionei seriamente se eles eram indicados para a idade e momento de vida da nossa pequena.
em contrapartida, outro deles era lindo, clássico, elegante e aparentemente muito confortável e macio.
dei uma pesquisada básica e resolvi trazer aqui algumas características importantes para o primeiro sapato para os primeiros passos do bebê:

  • a primeira coisa que deve levar-se em consideração é que quanto mais tempo descalço, melhor. andar descalço ajuda o bebê a encontrar seu próprio equilíbrio, a desenvolver corretamente a curvatura, coordenação e musculatura dos dedos, pés e pernas.
  • dê preferência a materiais naturais e respiráveis. de acordo com o clima, você pode optar por sapatos de lã, couro, algodão. eles não agridem os pés do bebê e ajudam os pequenos pezinhos a transpirar melhor. evite o máximo que puder sapatos de plástico e outros materiais sintéticos, pelo menos nesse começo.
  • não coloque sapatos nem muito frouxos, nem muito apertados no pé do bebê. um sapato grande demais pode atrapalhar o equilíbrio dos pequenos, causando tropeços e quedas e um sapato de tamanho muito exato pode gerar desconforto e até machucar o bebê. o ideal é medir o pezinho e dar uma folga de 1 cm a 1,5 cm da ponta do dedos do pé até a ponta do calçado.
  • uma meia pode ajudar. dependendo do material interno do calçado, pode ser necessário usar uma meia de algodão, inclusive no verão. a meia ajuda a absorver o suor e diminui o atrito do pé com o sapato. eu, particularmente, não gosto muito de meia (ui! infratora das regras!), por isso prefiro sempre um sapato que seja feito de couro macio por dentro e por fora. esse sapatinho dela absorve tudo, especialmente na palmilha. fica lindo com meia, mas é um charme à parte sem ela.
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  • observe o tipo de ajuste. um tênis com cadarços, por exemplo, não é recomendado para a idade, pois pode desamarrar e o bebê tropeçar. sapatos com fecho de velcro são práticos e dão autonomia à criança, pois é fácil de abrir e fechar na hora de calçar, mas é bom ficar de olho pra ver se o velcro não se desgasta. os de elástico são bons, especialmente aqueles que têm elástico no calcanhar. facilita muito na hora de calçar e proporciona conforto.
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  • de olho na sola! digo que a escolha de um sapatinho para bebês andantes começa pela sola. pode ser lindo e atender a todos os requisitos mencionados acima, mas se a sola for rígida, bye bye! como o bebê está aprendendo a andar agora, ele precisa de um sapato que acompanhe suas passadas, que seja maleável e se adapte bem tanto ao pé quanto ao lugar onde se pisa. por isso o ideal é que a sola seja flexível, mas que apresente alguma resistência à derrapagem. ela também não deve ser muito grossa. assim o bebê tem o apoio que merece sem abrir mão do conforto e, principalmente, de sua saúde.
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ainda bem que sapatinhos como esses têm sido cada vez mais fáceis de se encontrar.
confesso que sapatos verdadeiramente bons costumam ter um preço salgado além da média. porém, se for colocar na balança, o valor acaba compensando, visto que é pelo bem dos nossos filhotes. uma postura errada agora pode desencadear em problemas que os acompanharão por toda infância, adolescência e até vida adulta!
prefiro, então, não arriscar e ter apenas dois sapatos bons a encher a sapateira (e os olhos) com o barato que sai caro.
e, vamos combinar, esse sapato é lindo e existem inúmeros modelos e marcas super encantadores.

esse da sansa veio da laranjeiras kids. sou cliente de lá (e amiga da dona) desde que benjamin era bebê (desde seu primeiro tênis).
lá você encontra sapatos lindos e confortáveis que vão começam no tamanho 15 e vão até o 27.

em nome dessa parceria, a laranjeiras kids oferece um desconto de 5% para as leitoras e leitores do blog, além de frete grátis acima de 199,00. o site também tem a política de troca e devolução e apresenta diversas formas de pagamento, todas elas feitas em segurança.

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06 de outubro

1000 posts!

por luíza diener

sabe esse post que você lê agora? é nosso milésimo post.
mil posts para abrir o coração, contar nossa vida, falar bobagem.
agradecemos a todos vocês, leitoras e leitores, que também fazem parte dessa história.

obrigada pela tualização!

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