03 de março

vlog do mindoca #1

por hilan diener

 

categorias: benjamin, um pouco de humor, vídeos

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02 de março

será que estou fazendo o certo?

por luíza diener

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relendo alguns posts antigos do blog me deparei com este daqui onde, antes mesmo de engravidar do benjamin, tive um súbito medo de não conseguir ser mãe, de assumir essa grande responsabilidade, de ter que virar minha vida toda de pernas pro ar. quando esse medo sumiu, criei coragem e engravidei, mas voltei a me sentir insegura durante a gravidez.
quando eu vi que dava conta, peguei gosto pela coisa e.. pimba! engravidei novamente, dessa vez com dona sansa dentro da pança.
pensei: “ah, esse é um medo comum que só acomete mães de primeira viagem! agora eu sou experiente.” mas, conforme a barriga crescia e a data provável de parto se aproximava, quase entrei em pânico ao me imaginar cuidando não de um, mas de dois bebês. venci, sobrevivi e aqui estou eu pra contar história de novo, de novo pensando que nunca vou querer um terceiro filho pelos mesmos motivos apresentados aí em cima.

a verdade é que, como mães (até mesmo como potenciais mães), nunca teremos 100% de certeza de nada, ainda mais com aquela enxurrada de palpites que sempre – sempre! – aparecem. algumas vezes, eles mais nos confundem do que ajudam, mas noutras servem justamente pra afirmar aquilo que queremos (ou não) fazer com nossos pequenos, pelos nossos pequenos.
cada idade é um desafio novo. de vez em quando conto com uma experiência anterior pra me dar certeza de que aquele é mesmo o caminho a se seguir, mas muitas vezes preciso me reinventar como mãe para dar conta.
não canso de dizer que uma das matérias primas que compõem uma mãe é a contradição: aquilo que jurei de pé junto que nunca iria fazer, agora faço e acho a salvação da pátria. outras coisas que tinha convicção de que sempre aconteceriam por aqui simplesmente não deram certo para eles (ou funcionaram pro joca, mas não pra sansa e vice versa). nem sempre sei exatamente o que fazer. muitas vezes meto os pés pelas mãos e depois preciso sair pedindo perdão pra todo mundo.
mas o que me faz ter certeza de que estou no caminho certo é que eu não desisto de tentar. por mais que erre, por mais que me arrependa, por mais que prometa a mim mesma (e aos meus filhos) que não farei aquilo novamente. sempre que possível eu tomo as decisões pensando não apenas em mim ou o que eu acho melhor, mas no que condiz com todos nós, com nossa rotina, nossa dinâmica familiar, respeitando sempre as limitações e peculiaridades de cada um. e isso, quem vê de fora nem sempre entende. muitas pessoas projetam suas experiências pessoais nas nossas vidas sem levar em consideração a individualidade de cada criança, mãe e pai. sem considerar que cada indivíduo carrega sua própria história de vida (quantas vezes eu mesma faço isso com terceiros!).
pra criar filhos não existe fórmula mágica nem manual de instruções (quem dera! seria tão mais fácil…), mas tem que haver sensibilidade, jogo de cintura e muito amor. sempre!

***

este post foi inspirado na nova campanha de Baby Dove. a marca que entende de mulheres reais – cada uma com sua própria beleza – também vê beleza no jeito como cada mãe expressa seu cuidado e carinho com seus bebês.
os novos produtos Baby Dove te dão mais cuidado pra você fazer do seu jeito. #ConfieNoSeuJeito #BabyDoveBrasil

selo matrioska

(photo by ryan mcguire)

categorias: Tags:, , erros comuns, para mães, psicologia autodidata introspectiva, publicidade

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27 de fevereiro

no mercado

por luíza diener

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ahhh! a eterna aventura que é ir ao mercado com filhos! na teoria, tento levá-los descansados, de barriguinha cheia e já ir de lista pronta pra ser objetiva.
na prática é: “eita! não tem nada pra gente comer! acabou a fralda também!” e bota fralda de pano na menina, cata um pacote de biscoito no armário, um smoothie pra cada um, vai dando comida no carro. chega, bota os dois no carrinho, o irmão começa a puxar o cinto da irmã e enforcá-la, expulso o filho do carrinho quando começa a encher (o carrinho e nossas paciências)… cadê o benjoca? “larga isso! bota de volta! peguem esse brinquedinho aqui, crianças!” eles começam a querer comer todas as comidas que coloco no carrinho, passo na parte de pão, peso, dou um naco pra cada, mas logo o caos se reestabelece. vamos embora do jeito que tá.
fila. problema com o pagamento da senhorinha na frente. cadê o filho? “larga isso, menino! bota de volta!” pessoas sorrindo pra filha e ela fazendo cara de antipática. filho sorrindo pras pessoas e elas fazendo cara de antipáticas. ele senta na cadeira vazia do operador do caixa ao lado, roda roda roda, aperta uns botões “para!” e logo a esteira do caixa vazio começa a rolar sozinha. “desce. vem me ajudar”. pra amenizar a situação, tento puxar assunto com esta ultra grávida que está aqui atrás.
passa compra, bota no carrinho, pra daqui a pouco tirar do carrinho e botar no carro (e chegar em casa pra tirar do carro e botar em casa), mas antes de chegar na garagem do mercado “água água água”.. ihh! esqueci da água! compra uma água pras crianças e aproveita pra dar mais pão pra que eles não gritem no carro. pronto. compras na cadeirinha, crianças no porta malas e vamos pra casa. vou subir só com o essencial: coisas de geladeira, frutas e aquilo que vou precisar agora. “vai pra calçada, joca, enquanto eu pego sua irmã”. desafivelo o cinto “cadê seu sapato, filha?” e benjamin, onde está? “desce daí, cara! isso é o carro de outra pessoa” e ele desce e vai subir no meu. finjo que não vejo, afinal, são sete e meia da noite e tá todo mundo exausto. filho um perambulando pela calçada. check. filha dois no colo. check. compras penduradas no braço (peguei demais) e deixando aquele vergão clássico na pele. check. não tinha vaga perto, por isso parei no estacionamento do outro prédio. chegando no meu.. ih! esqueci a fralda pra ela dormir à noite (a de pano não dá conta durante a noite). volta pra pegar a fralda, mas não dá pra levar essa caixa com mais de 150 unidades, então bota as compras e a filha sentadas dentro do porta malas, abre a caixa de fralda com a chave, pega umas 5 pra dar de hoje pra amanhã e vamos embora.
o resto das compras o marido pega quando chegar do trabalho.

era pra ter sido uma comprinha de meia hora, mas na prática levou bem mais que duas.
ufa! nunca mais faço isso!
mentira. faço sempre.

categorias: Tags:, benjamin, constança, erros comuns, mães extraterrestres

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26 de fevereiro

[lançamento!] o dia em que casei minha avó

por luíza diener

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estamos muito felizes porque hoje demos o start para – finalmente – publicarmos nosso primeiro livro!
ainda é um embrião, um projeto piloto, um livro simples, mas feito de coração, baseado numa história mais que verdadeira, que aconteceu há quase 3 anos.
aliás, quase três anos também tem esse projeto. começou com uma brincadeira – nesse post escrito em 2012 – e esta semana resolvemos, na louca, tirá-lo da gaveta.

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juntamente com a poetizando – brincadeira com palavras, sai nossa primeira pequena remessa desse livretinho, que conta a história de um menino chamado benjamin (adivinhem quem é?) que acompanhou o namoro da sua vovó moderninha e teve a incrível chance de ir ao casamento dela ganhando, então, um super vovô.

o livrinho está à venda somente esta semana, na intenção de ajudar a poetizando (empresa nova de uma amiga nossa, a thirza reis) e para arrecadar fundos para a casa de ismael, um abrigo infantil.

o valor do livro é 14 reais a unidade, mas você também pode, por mais 6 reais, comprar dois livros: um para você e um para a casa de ismael, levando a crianças carentes o acesso à literatura.
por 20 reais você leva um livrinho e ajuda uma criança. 

pra quem quiser conhecer a história, pode dar uma olhada nesse vídeo (é antigo; o livrinho de agora é um pouco diferente, mas o conto permanece intacto):

você pode comprar para seus filhos, filhos de amigos, para dar de presente a crianças e até adultos.
fizemos ele numa versão mais simples que a do vídeo e as ilustrações não são coloridas. assim, pode ser também um livrinho de pintar (que benjoca está colorindo nesse exato momento).

o dia em que casei minha avó

os livros são limitados e as vendas acontecerão exclusivamente hoje e amanhã (26 e 27 de fevereiro) – somente para brasília - por esse valor promocional, mas em breve será vendido também na nossa loja.

PRODUTO ESGOTADO! – mande seu email para potencialgestante@gmail.com e reserve o seu.

categorias: Tags:, , , , , , , filmes e livros, produtos

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25 de fevereiro

18 coisas que não se dizem a uma mãe com 3 ou mais filhos

por hilan diener

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a patrulha da natalidade alheia ataca novamente! então perguntamos no facebook coisas que não se dizem a uma mãe de 3, 4, 5 ou + filhos. e nos assustamos com a quantidade de comentários! parece que quanto mais fora da curva, mais as mães recebem comentários malucos.
o resultado – com as (piores) melhores respostas – você encontra abaixo:

1) “não tem televisão não?”
r¹: “tenho sim, mas só passa pornografia.” ou
r²: “até tenho, mas só um banquinho pra sentar e assistir” ou
r³: “tenho, mas prefiro o meu marido” ou apenas
r4: “não”

2) “da cama do hospital pra cama de casa?”
r¹: “foi parto em casa. nem me dei ao trabalho de sair da cama.”
r²: “sim”
r³: “não”

3) “você é louca!”
“sim!”

4) “não vai dar conta.”
“vou”

5) “começou cedo hein?”
“não”

6) “vai querer mais quantos?”
“dez”

7) “vai ligar né?”
vou! pega ali meu celular…” 

8) “eu não tenho coragem.”
“tá”

9) “foi planejado ou acidente?”
“acidente, menina! tava andando na rua, escorreguei no chão e ops! engravidei. DO NA-DA!!!”

10) “vocês são ricos?”
“somos nada. a gente mora num sítio e bota os mininu tudo pra trabalhar no arado e ajudar na casa. se faltar dinheiro, mandamos pedir no sinal que dá tudo certo.”

11) “devia ter parado no segundo.”
ainda dá pra dar um jeito… segura bem firme esse aqui.” 

12) “ih! vai precisar trocar de carro, já se programou para isso?”
já! inclusive roubei as chaves do seu.” 

13) “agora vira dona de casa de vez, né?”
tupish!

14) “a promessa era pra Abraão!”
“tá!”

15) pra quem só tem menina: “tá tentando um menininho?”. e vice versa.
“tô. e se vier repetido a gente troca, ok?”

16) “não tenha mais não! filho é tão caro…”
“engraçado é que até hoje ninguém me deu um sabonete sequer”

17) “vocês bem que podiam se mudar pra esses países da europa que estão com problemas de natalidade, ein?”
“e você banca a nossa mudança?”

18) “são todos seus?”
“são nada. peguei uns emprestados com a vizinha só pra sair na rua me sentindo a angelina jolie”

 

conheça outros posts da série coisas que não se dizem:

e também:

categorias: Tags:, , , , , , , coisas que não se dizem, um pouco de humor

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20 de fevereiro

tagarelança de constança

por luíza diener

como posso com tanta fofura, gente?

bom fim de semana a todos!

categorias: constança, mês 18-24, tagarelices, toddler

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16 de fevereiro

a lua de mel

por luíza diener

2014-03-26 10.01.37

hoje acordei num dia pacífico.
ok que começou de uma maneira bastante típica: filha escorregando numa folha de desenho jogado no chão e batendo a cabeça na quina da parede, filho descendo da mesa no meio do café da manhã alegando que não estava com fome e depois surtando porque queria comer mais, marido gritando com cachorro e eu dando bronca em todo mundo. mas ainda assim foi pacífico.

se tem algo que me deixa tranquila é conseguir cuidar da alimentação de toda a família (seja fazendo uma comida equilibrada ou comprando mantimentos saudáveis para todos), cuidar um pouco da casa, organizar algumas coisas e, claro, tirar um tempo pra mim.
por causa das férias de quase 3 meses do benjamin, decidi aproveitar ao máximo meu tempo com os dois e minha casa só não virou uma zorra, criou vida própria, transformou-se num monstro peludo e saiu andando pela cidade, destruindo carros e vilarejos vizinhos porque eu conto com a ajuda de uma diarista que vem de duas a três vezes por semana (uma santa! uma pessoa maravilhosa que virou amiga da família <3 ).

então hoje, em pleno feriado de carnaval, acordamos sem pressa, sem nenhum compromisso agendado pro dia, preparei umas tapiocas com chia, um ovinho no capricho, café preto, suco de uva integral. comemos, conversamos, tudo em paz.
enquanto preparava as tapiocas, coloquei roupas pra lavar e, depois que comemos, estendi uma maquinada de roupa e já coloquei outra, com as fraldas da sansa (que tinha meses que eu não usava nela porque estava sem tempo pra cuidar da casa e não queria deixar esse trabalho a mais pra diarista). aproveitei também pra tirar as manchas das roupas das crianças.
e agora, enquanto hilan assiste desenho com joca e sansa toca o terror pela casa afora, eu pude entrar no quarto e sentar pra escrever, pra organizar as ideias, pra fazer planos pra este ano de 2015 (pois é, com março batendo na porta).

em meio a isso tudo eu encontrei paz. vendo mais cedo joca e sansa brincando de lutinha e curtindo a brincadeira sem ninguém sair chorando (e vendo que sansa aprendeu a se defender do irmão com unhas e dentes, literalmente), notando o quanto eles estão crescendo e ganhando mais independência.

me deliciei demais com a fase de bebê da sansa. não tinha curtido joca tanto assim, porque estava ansiosa pra ser mãe, pra vê-lo crescer, pra brincar e conversar com ele e não percebi a delícia e delicadeza dos bebês, o cheirinho deles, os barulhos fofos que eles fazem, o tanto que eles são totalmente dependentes e como é bom aprender a se doar de corpo, alma, sono e sanidade por uma pessoinha.
sim, eu curti minha bebê, cheirava ela dia e noite (quase que lambendo-a literalmente), mas sofri demais ao ver meu primogênito – que foi filho único por quase 3 anos – lutar pra conseguir atenção gritando, chorando, regredindo, esmagando e batendo na irmã sem que ela conseguisse se defender.
sofri me desdobrando pra não deixar nenhum dos dois de lado, pra dar a atenção que os dois mereciam, sem conseguir atender a nenhum deles completamente.
sofri porque – por mais que tenha curtido muito a bebezice da sansa – não consegui me dedicar tanto a ela quanto fiz pelo irmão. ela veio no embalo e o mundo não parou por ela. aliás, a velocidade com que eu fazia as coisas passou a ser muito mais frenética (até então, sem a ajuda da faxineira nem de ninguém): acordar, fazer café pro joca, deixar ele na escola, fazer feira, voltar pra casa, dar mamá e tentar fazer ela dormir quase sempre sem sucesso, fazer almoço com ela na minha cola (no sling, no cadeirão e, por fim, no chão da cozinha, conforme ela crescia), deixar o almoço pelas metades, buscar benjoca na escola e sansa dormir no carro, chegar em casa e sansa acordar ainda cansada, ficar com ela no colo enquanto termino o almoço, hilan chegar do trabalho e eu simplesmente depositar os dois sob a responsabilidade do pai enquanto faço o bife, sirvo a mesa, boto todo mundo pra comer… a manhã, que era o tempo que eu tinha pra me dedicar a ela, estava dividida entre um milhão de outras coisas e ela ficava só recolhendo as migalhas de atenção que caíam entre uma tarefa e outra. à tarde, então, nem se fala, porque até hoje é tempo da soneca deles, de eu cuidar do blog, dar uma ajeitada na casa e tentar passear com eles debaixo do bloco, quando é possível.

sansa ainda é bastante grudada em mim – talvez por ter aprendido a ganhar atenção literalmente no grito – mas tem aprendido a ficar mais com outros que não eu, a pedir colo pra outras pessoas sem sempre achar que vão roubá-la de mim (ou me roubar dela).

aí, quando vejo amigas ou conhecidas que estão grávidas do segundo filho ou que tiveram seu segundinho(a) recentemente (com essa diferença pequena de idade entre um e outro), me dá pavor.
não sinto saudade; sinto aflição. lembro do tanto que fiquei cansada, estressada. do tanto que me irritava com o benjamin como se a culpa fosse dele e de como, depois, me sentia extremamente culpada por descarregar isso nele.
ver sansa começar a dar birras e chiliques (olha os terrible two chegando aí, gente!) me dá um alívio enorme, por incrível que pareça. porque vejo que ela está crescendo, mostrando suas vontades, aprendendo a se comunicar com o mundo, a conquistar seu espaço como o pequeno ser humano que ela é, não como um bebezinho que vai de colo em colo e só faz o que lhe é mandado. ver ela aprender a se defender do benjoca me traz alívio, mas ver eles brincando, interagindo, conversando numa língua própria, se abraçando e beijando o tempo inteiro (mesmo que mais cedo ou mais tarde alguém se canse), é a coisa mais incrível do mundo.
me faz ver que, ainda que esses mais de dois anos (porque na gravidez já começaram as dificuldades) tenham sido muito difíceis pra todos nós, agora chegou a hora de colher os frutos. não que não estivéssemos colhendo antes e não que esteja tudo um mar de rosas agora, mas parece que tudo encontrou seu equilíbrio, sabe?
e eu não quero que isso mude.
quero curtir mais meus dois filhos, quero me dedicar mais ainda a eles e à nossa família. quero tirar sempre um tempo pra cuidar só de mim e, graças a deus, isso tem sido muito mais frequente. dormir a noite inteira, acordar disposta e ficar de bem com todo mundo é gratificante demais.
são esses momentos de lua de mel que fazem tudo valer a pena. olhar pra trás e lembrar do mantra “vai passar, vai passar” e ver que muita coisa realmente passou, mais rápido do que eu esperava.

que possamos curtir tudo isso juntos. que essa lua de mel se estenda por muito tempo e que, mesmo em meio a dificuldades (que sempre surgirão), possamos encontrar alegria nisso tudo.

categorias: 4 anos, amor, criança, desperate housewife, mês 18-24, psicologia autodidata introspectiva, toddler

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13 de fevereiro

12 coisas que não se dizem a uma mãe de filho único

por hilan diener

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sabemos que a patrulha da natalidade alheia não brinca em serviço, então perguntamos no facebook coisas que não se dizem a uma mãe de filho único. o resultado – com as (piores) melhores respostas – você encontra abaixo:

1) sou filho único e parei de pedir por um irmão com uns 6 anos,  mas ouvi muita abobrinha, como “ah, então você só teve vida boa, hein, mimadão, que beleza!”

2) ela tá ficando chata e mimada. não vai dar um irmãozinho? respondi: então, segundo essa teoria, você é filha única?

3) “mas você é bonitinha, precisa ter uma menininha”

4) “você não tem dó dele ser sozinho, não?”

5) “se gostou de ter parto normal, porque parou nele?”

6) “um dia você vai se arrepender, escreve o que eu te digo”

7) “QUEM TEM UM NÃO TEM NENHUM” (ainda tentando entender o significado dessa frase)

8) “tua casa tá calminha demais, arrumadinha demais… tá na hora de fazer mais um bebê pra dar uma bagunçada” valeu, falou! tô de boas assim.

9) “vai ser uma adulta egoísta”

10) “ahhh… viu q dá trabalho, né? por isso q não vai ter outro…”

11) “quando vocês morrerem ela vai ficar sozinha no mundo”

12)”e se ele morrer?” ouvi isso quando tinha só minha filha. detalhe, eu já tinha sofrido um aborto! :0 

ps: ninguém fala “vou te ajudar a pagar a escola, o material escolar e o plano de saúde”, né?

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categorias: coisas que não se dizem

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06 de fevereiro

fazendo aviões de papel

por hilan diener

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origami e dobradura de papel nunca foram lá meu forte. até que eu ganhei um livro que ensina a fazer não um, mas quatro modelos de avião de papel diferentes, com vários papéis estampados junto.
não sei quem se divertiu mais: eles ou eu ; )

categorias: para papais, vídeos

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30 de janeiro

eternas férias

por luíza diener

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eu sei que muitas crianças já voltaram às aulas e outras voltarão em breve.
(mães soltando fogos de artifício, abrindo champanhe e comemorando loucamente). 
mas benjamin só volta no final de fevereiro, porque o calendário da rede pública foi alterado.
já tem quase dois meses que ele está de férias e confesso que tem vezes que eu acho uma maravilha e penso em fugir pro mato com a família e desescolarizar essa criança; em outras, dá vontade de botar ele na primeira colônia de férias que aparecer na frente. também há momentos que só quero ligar a netflix e deixar ele hipnotizado o dia inteiro na frente da tela.

mas também há dias lindos e ensolarados que invoco meu lado tia de colônia de férias caseira e aproveito pra curtir meus pequenos antes que eles cresçam e achem tudo isso sem graça e cafona.
então, nesse verão maaaaravilhoso do brasil decidi dividir com vocês esses momentos meus:

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transformamos pedras em bichinhos do presépio na época do natal: em algumas eu passei cola branca e enrolei algodão pra fazer ovelhinhas e em outras eu enrolei e colei lã de tricô pra fazer vaquinhas, jumento ou qualquer animal do tipo. infelizmente não tirei foto do resto, mas dá pra fazer um zilhão de coisas com pedrinhas usando tanto algodão, barbante, lã, quanto tinta, canetinha e outras coisas.

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fizemos em casa a experiência do fluido não newtoniano. é super simples: polvilho doce (ou maizena) + água e corante, se quiser. como mexemos muito, coloquei um pouco de óleo pra não grudar tanto nas mãos, mas não é necessário.
eu nem sabia o nome disso, apenas constatei – ao fazer tapioca – que se colocasse água demais, o polvilho passava do estado sólido pra um líquido estranho e meio pastoso e – eureca! – descobri que isso era ciência.

pra ver nossa experiência, assista o vídeo abaixo (ou veja direto no youtube, porque o tal do refresh fica atualizando a página do blog e às vezes corta o vídeo no meio :P )

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harry joca e hermione sanser prontos pra arrasar em hogwarts e ganhar muitos pontos pra casa grifinória.

feito com feltro, cola quente e uma linha pra amarrar as gravatinhas. ah! e o óculos foi feito com lápis de olho preto e a cicatriz na testa, com lápis de cor aquarelado.

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pintura com urucum. 

tem dois pés de urucum aqui embaixo do nosso bloco. nós, benjoca e os amigos do prédio abrimos os frutos, maceramos as sementes com pedrinhas e começamos a fazer pintura de guerra indígena. no fim, joca quis pintar a cara inteira pra virar o hulk vermelho, hilan tava pintado, eu fiz um batonzinho maneiro e até sansa virou curumim.

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caixa sensorial.

caixa sensorial é um tipo de atividade montessoriana super divertida pra crianças de todas as idades. fizemos uma de tema ártico usando água com corante azul, pote de sorvete virado de cabeça pra baixo (tem que encher de água antes, senão ele fica boiando) e uns bonequinhos que hilan ganhou no kinder ovo (visto que ele é a única pessoa nessa casa que pode comer isso).

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o sucesso foi tanto que dias depois eu repeti a mesma caixa, dessa vez com gelatina sem sabor. tingi com o mesmo corante e ficou uma caixa gelada.
não sei se foi porque a gelatina estava vencida ou se eu coloquei pouca água na hora de preparar, mas ficou tão grudenta que pareceu cola. na próxima eu vou nessas gelatinas de pacotinho normais mesmo.

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mas receber os primos em casa e fazer um lanchinho em família é sempre nossa atividade preferida.

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até a tia mel – minha irmã mais nova que mora no sul – veio nos visitar e dormir aqui em casa. diz aí se não é tal tia, tal sobrinha?

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nessa ocasião, joca era o gato de botas, mas às vezes os mesmos chapéu e espada de jornal viram peter pan (mudando apenas a cor da roupa para verde), pirata (acrescentando gancho e tapa olho) ou o que pintar na cabeça dele.

temos feito muito mais coisas que isso: brinquedos reciclados (sempre. especialmente os de papelão), atividades tipo escolinha que ele adora (ler livros, brincar de contar, brincar de alfabeto), desenhar, desenhar, desenhar, piscina no clube, parquinho, piquenique, biblioteca infantil, ir à casa de amigos, e vários outros programas (incluindo televisão pro joca, porque ninguém é de ferro). mas estou sem celular e tenho registrado pouco (o que tem sido ótimo, porque eu foco mais neles).
o bom é que, quando eu faço atividades direcionadas, os meninos ficam mais concentrados, menos entediados e mais felizes. mas tem horas que ser didática cansa e eu só quero ficar largada no sofá jogando candy crush e percebo que eles ficaram mal (ou bem?) acostumados e se entediam quando não tem “nada” pra fazer.
especialmente benjamin que, desde sempre, tem essa mania de “qual é a próxima atividade, mamãe?” como se nada, nunca, bastasse pra ele.
nessas horas eu me revisto de paciência pra não surtar e conto no calendário quantos dias faltam pras aulas voltarem. mas, quando estamos imersos nas brincadeiras, eu aproveito cada momento e torço pro tempo nunca passar.

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